Cotações do trigo, em Chicago, recuaram nesta semana
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Imagem: Pixabay
ANÁLISE DE MERCADO

Cotações do trigo, em Chicago, recuaram nesta semana

Já no Brasil, a atual semana foi lenta em negócios com trigo, especialmente no Rio Grande do Sul
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As cotações do trigo, em Chicago, recuaram nesta semana, tendo o primeiro mês cotado fechado a quinta-feira (19) em US$ 7,27/bushel, contra US$ 7,53 uma semana antes. Com a colheita do trigo de inverno concluída, os EUA se voltam para a colheita do produto de primavera. Neste caso, até o dia 15/08, a colheita chegava a 58% da área, contra a média histórica de 36% para esta data. Já as condições das lavouras que restavam colher apresentavam-se com 11% entre boas a excelentes, 26% regulares e 63% entre ruins a muito ruins. 

Por outro lado, as inspeções de exportação de trigo estadunidense registraram um volume de 440.567 toneladas na semana encerrada em 12/08, ficando um pouco abaixo do esperado pelo mercado. No acumulado do atual ano comercial, iniciado em 1º de junho, as inspeções somam 4,9 milhões de toneladas, contra 5,7 milhões em igual momento do ano anterior. Em paralelo, as exportações de trigo por parte da Argentina, na safra 2021/22, já atingiram a 4,82 milhões de toneladas, até o dia 10/08. Este volume é 31% superior ao registrado no ano anterior, com os preços locais se mantendo elevados.

Já no Brasil, a atual semana foi lenta em negócios com trigo, especialmente no Rio Grande do Sul. Os moinhos locais trabalham com R$ 1.530,00/tonelada no interior, enquanto o vendedor pede entre R$ 1.550,00 a R$ 1.600,00 Para a safra nova há tradings indicando valores de R$ 1.350,00/tonelada no porto, enquanto indústrias de rações apontam valores entre R$ 1.300 e R$ 1.420,00/tonelada FOB, dependendo da localização e do volume de produto. Vendedores pedem R$ 1.450,00/tonelada. Neste  contexto, no balcão gaúcho a média na semana fechou em R$ 81,87/saco, enquanto
no Paraná o valor oscilou entre R$ 90,00 e R$ 92,00/saco.

Os moinhos catarinenses têm se abastecido no Rio Grande do Sul neste momento, especialmente para as fábricas de ração, diante da escassez dos altos preços do milho. As fábricas catarinenses de ração estavam oferecendo, nesta semana, R$ 1.420,00/tonelada FOB, mais o ICMS, pelo trigo gaúcho. Mas também os moinhos do Paraná começam a buscar o trigo gaúcho, com ofertas da safra velha a preços de R$ 1.700,00/tonelada FOB. Portanto, os preços seguem firmes no mercado do trigo no sul do país, diante de uma safra que será boa, mas já registrando quebras climáticas (geadas e seca). No Rio Grande do Sul, por exemplo, a falta de chuvas já está causando prejuízos importantes em algumas regiões. No Paraná, o mercado espera o início da colheita, em setembro, para dimensionar a real quebra causada pelas geadas e falta de chuvas em diferentes locais.

Por enquanto, ainda se espera uma colheita entre 3 a 3,5 milhões de toneladas no Rio Grande do Sul e algo nestes níveis no Paraná, mas o clima continua preocupando incluindo agora a possibilidade de perda na qualidade do grão em determinadas regiões.


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