Para que o consumidor possa abrir uma cerveja gelada, usar um refrigerador e ter acesso ao que a economia produz todos os dias, uma cadeia logística monumental trabalhou em silêncio, atravessando lavouras, refinarias, portos, fábricas e centros de distribuição. O que estas jornadas têm em comum é o uso cada vez mais frequente de galpões modulares, já que garantem agilidade operacional em cada elo dessa engrenagem, sem depender do longo prazo das obras de alvenaria.
O grão de cevada que originou a bebida foi cultivado com fertilizantes armazenados em estruturas flexíveis nos portos do país, enquanto as embalagens que a receberam nasceram de polímeros petroquímicos que percorreram armazéns modulares até virar material de envase. Já a geladeira que resfriou a bebida foi montada com componentes importados que aguardaram o embarque para as fábricas de destino em galpões lonados nas zonas retroportuárias. E, por fim, o caminhão que entregou todas essas mercadorias só existe porque bobinas de aço, pneus pesados e peças de chassi tiveram uma solução modular como lar temporário antes de virar veículo.
"Quando você pensa em um galpão, logo vem a imagem de um espaço vazio ou a ideia de que não é possível comportar determinados tipos de produtos. Mas, é justamente o contrário. Ao analisar o que passa por dentro de cada um, é possível ter uma dimensão mais abrangente do que pode ser abrigado, já que são insumos que movem boa parte da economia nacional", comenta Sergio Gallucci, diretor Comercial e de Marketing, da Tópico, empresa com 47 anos de mercado e líder do segmento de estruturas flexíveis.
A presença dessas soluções ao longo de cadeias tão distintas reflete uma mudança de comportamento do mercado. O lonado deixou de ser uma solução emergencial para se tornar parte do planejamento estratégico das operações, incorporado desde o projeto e não apenas em momentos de alta demanda. Com montagem em até 30 dias, sem fundação de concreto e adaptável a qualquer tipo de solo, esse modelo de infraestrutura acompanha o ritmo das operações sem interrompê-las. “Essa é uma característica fundamental dos galpões flexíveis, uma vez que a alta aderência deles torna praticamente qualquer projeto viável, independente do clima ou terreno. Já realizamos projetos com 22 metros de pé direito, galpões com passagem de linha férrea, tudo ajustado conforme a necessidade”, lembra Gallucci.
Com mais de 50% de market share, a empresa conta com mais de 3 milhões de m² instalados simultaneamente em praticamente todas as regiões do país, e atende mais de 500 clientes em segmentos que vão do agronegócio à mineração, da petroquímica ao varejo. Além disso, a companhia mantém entre 150 mil e 200 mil m² em estoque para pronto atendimento, com lead time entre pedido e início de obra de 3 a 15 dias.
Do fertilizante ao caminhão: a infraestrutura silenciosa que conecta a economia brasileira
Galpões modulares estão mais presentes nos elos das principais cadeias produtivas
Por Seane Lennon
27/10/2026 17h38 · Fonte: Agrolink & Assessoria

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