O agricultor brasileiro vem sofrendo com altos custos dos insumos, das máquinas, implementos e dos silos de armazenagem. Quando precisa de dinheiro, passa dificuldade para conseguir crédito e ainda paga juros caros para os bancos. É para acabar com essa dor que surgiu a AgroPermuta, uma “fintech agrícola” que oferece soluções inovadoras de financiamento.
A nova ferramenta se chama Compra Programada, que é uma carta de crédito muito melhor que consórcio porque não depende de sorteio ou lance. De acordo com a fintech, o dinheiro é liberado de maneira “simples e descomplicada e em até 48 horas o cadastro pode estar pré-aprovado. Após isso, a formalização (assinatura) é 100% digital e a Agropermuta faz toda a parte de cartório e registro”.
Para acessar o recurso basta “pagar 50% das prestações do valor pretendido e o produtor já poderá utilizar a carta de crédito no valor integral contratado”, que é depositado na conta da empresa que vende o bem de consumo. A AgroPermuta explica que isso é possível pela alta tecnologia envolvida, que disponibiliza prazos de pagamento de 12/24/36/48 meses.
A fintehc explica que o produtor vai usar sua safra de grãos como garantia e não precisará comprometer o seu limite de crédito bancário. O mesmo será feito por meio de uma CPR Financeira, que pode ter como lastro até três safras futuras, já que a quitação do investimento será feita em três parcelas semestrais, caso opte pela carta de 36 meses, por exemplo.
“Queremos mostrar que o produtor não precisa mais ser refém da instituição financeira comum, onde existem armadilhas. A nossa solução veio para resolver sua vida mudando o seu jeito de pensar fazendo com que o agricultor pague mais barato e aprenda a planejar suas aquisições futuras”, afirma Alex Kalef, diretor executivo da fintech.
De acordo com ele, “hoje para adquirir um bem, o produtor pega dinheiro mais caro, nossa proposta é mudar isso, além de oferecer a menor taxa de juros do mercado muito mais atrativa que a Selic por exemplo, queremos propor um planejamento na compra, ou seja, a construção de uma reserva financeira para adquirir esse bem”.
“Muitos pagam mais caro no frete por tonelada transportada no pico da safra, pois não podem esperar senão perdem a qualidade do grão. Existe um levantamento que mostra que o agricultor por não ter armazenagem correta perde de 3% a 5% da colheita dele. Pensando isso em quantidade e preço, é muito dinheiro perdido. Isso falando apenas em armazenagem”, destaca Kalef.
O mesmo acontece, segundo ele, com os pivôs para irrigação e com a energia elétrica: “Afinal, utilizando pivôs e painéis solares seria possível produzir muito mais, economizando recursos hídricos, elétricos, com muito mais sustentabilidade e maior produtividade”.