Milho tem maior preço da história, mas ainda está baixo

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o nosso site e as páginas que visita. Tudo para tornar sua experiência a mais agradável possível. Leia nossos Termos de Uso e Termos de Privacidade. Ao clicar em Aceitar & Fechar, você consente com a utilização de cookies.


CI
Imagem: Pixabay
CHICAGO

Milho tem maior preço da história, mas ainda está baixo

Seca aguda pode provocar uma perda ainda maior de rendimento na safrinha
Por: -Leonardo Gottems

As cotações futuras de milho para dezembro de 2021 fecharam a segunda-feira, 19 de Abril, atingindo a máxima de US$ 5,21 por bushel – o maior valor da história. Apesar dessa alta, a AgResource entende que esse valor “ainda está baixo e subvalorizados” diante dos fundamentos que apontam mais espaço para aumentos.

“O mercado repercutiu ao longo do dia os impactos que a segunda safra de milho do Brasil pode ter diante de uma seca aguda e uma perda cada vez maior de rendimento. O mercado avalia a possibilidade de que com tempo seco a partir de maio nas áreas de milho segunda safra do Brasil, novos cortes ocorram, com redução drástica da produtividade do grão”, justificam os analistas de mercado.

Caso o Brasil tenha algum tipo de perda na safrinha, acrescenta a AgResource Brasil, há grandes chances de as exportações de milho nos EUA de agosto a janeiro aumentarem: “A questão é que com os estoques finais do cereal baixos, simplesmente não há colchão de oferta para os EUA exportarem mais 8 a 15 milhões de toneladas do grão (em relação às perdas do Brasil). Portanto, se a safra total brasileira de milho cair 9 milhões de toneladas, para 100 milhões de toneladas, como nossa pesquisa de clima e rendimento sugere, os futuros de milho em dezembro estariam subvalorizados entre 30 a 50 centavos/ bushel”.

Em termos de clima, a previsão do tempo nos próximos 10 dias indica um padrão de chuvas abaixo do normal ao longo da região central de produção de milho safrinha brasileiro. “Os indicativos climáticos de que a estação da seca começa cedo, em maio, são claros, o que junto com uma previsão de poucas chances de chuvas nos próximos 11 dias deixa um cenário preocupante para a segunda safra do cereal. A chuva recebida em muitas regiões neste fim de semana não será suficiente para que as lavouras consigam com sucesso ir para frente sem comprometer seu potencial de rendimento”, conclui a Consultoria. 


Atenção: Para comentar nesta página é necessário realizar o seu cadastro gratuíto ou entrar.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink