Soja, milho e óleo com maiores valores da história
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Imagem: Pixabay
CHICAGO

Soja, milho e óleo com maiores valores da história

Estoques apertados, vendas e prêmios altos aquecem cotações nos Estados Unidos
Por: -Leonardo Gottems

Foi um dia histórico esta terça-feira, 20 de Abril na Bolsa de Chicago (CBOT), com as cotações futuras dos contratos da soja, milho e óleo de soja atingindo os maiores valores da história. De acordo com a Consultoria AgResource Brasil, na soja o destaque foi o contrato de Maio 21, que chegou a subir 35 centavos/bushel e máxima de US$ 14,85 (maior nível desde 2014) e fechou em US$ 14,72 por bushel, maior patamar desde junho de 2014.

Já o milho para o mesmo contrato, apontam os analistas de mercado, fechou em US$ 6,07 por bushel, maior cotação desde julho de 2013. Agora, a AgResource entende que “os próximos preços a serem buscados na bolsa americana são entre US$ 15 a US$ 15,20 por bushel para a oleaginosa e de US$ 6,18 a US$ 6,25 para o cereal, ambos para o contrato de maio 21”.

“Para a soja, o mercado foi influenciado pela elevação dos prêmios na região central dos EUA, que explodiram. Isso acontece porque usuários finais do produto estão antecipando a compra do produto diante de um temor de queda no fornecimento da soja e consequente desaceleração do esmagamento. Outro motivo que contribuiu para essa alta foram os dados de importação da China, que em março subiu 82% na comparação com o mesmo período do ano passado”, explica a AgResource Brasil. 

No milho a alta foi puxada, segundo os analistas, pelo anúncio dos EUA pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de mais vendas. Com os níveis recordes de exportação do cereal à China, a perspectiva é de diminuição dos estoques.

Por fim o contrato de óleo de soja para maio 21 subiu pela sexta sessão consecutiva e foi negociado com alta de 3,3%, ou 183 pontos, acima de US$ 58,11, seu nível mais alto desde setembro de 2011. O pano de fundo dessa alta é a explosão dos prêmios internos do óleo no interior dos EUA, com a desaceleração no esmagamento da soja, decorrente dos baixíssimos estoques nos EUA.


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