Inseticida atua sobre ninfas e adultos, que podem causar perdas de até 30% na produtividade da soja, segundo a Embrapa
A safra 2026/27 começa com uma nova ferramenta para o manejo de percevejos. A Corteva anuncia o lançamento de Majesty®, inseticida que já está disponível aos produtores rurais para o controle da praga nas culturas de soja e milho. A tecnologia atua em diferentes estágios de desenvolvimento dos percevejos, contribuindo para interromper seu ciclo populacional e proteger o potencial produtivo das lavouras.
Majesty® combina dois modos de ação complementares: Isoclast™ Active e Bifentrina. A complementaridade dos ingredientes ativos proporciona elevada eficácia sobre ninfas e rápida ação sobre adultos, contribuindo para o controle da praga em diferentes estágios de desenvolvimento. Isoclast™ Active, pertencente ao grupo químico das Sulfoximinas (Grupo 4C), atua de forma sistêmica e translaminar, com elevado controle de ninfas, além de ser uma ferramenta-chave para o manejo de resistência. Já a Bifentrina, complementa a formulação com ação de choque e rápido controle dos percevejos adultos. Essa combinação permite atuar sobre diferentes fases da infestação e reduzir a pressão populacional da praga na lavoura.
Majesty® foi aprovado pelas autoridades regulatórias federais e estaduais no Brasil. Em soja, possui indicação em bula para percevejo-marrom (Euschistus heros) e mosca-branca (Bemisia tabaci) e no milho, para percevejo-barriga-verde (Dichelops melacanthus). O produto também possui registro para o manejo de pragas nas culturas de algodão, citros, melão, tomate, trigo e feijão.
Praga de difícil controle e perdas de até 30% da produtividade
Os percevejos estão entre as pragas de mais difícil controle nas lavouras. Na soja, o percevejo-marrom (E. heros) se destaca pelo elevado número de picadas, que impactam negativamente tanto na qualidade dos grãos, como na redução da produtividade. No milho, o percevejo-barriga-verde (Dichelops melacanthus) representa uma ameaça principalmente nos estágios iniciais de desenvolvimento da cultura, porém com grandes impactos no rendimento da lavoura.
O controle de percevejos começa com atenção a cada fase da praga
“O ataque de percevejos representa um grande desafio para a agricultura, podendo causar perdas de até 30% de produtividade na soja, segundo a Embrapa. Dos danos causados pelos percevejos, 70% estão associados às ninfas, que apresentam alta taxa de alimentação e, consequentemente, podem causar danos severos às vagens e aos grãos, incluindo o abortamento”, explica Thomas Scott, Líder de Portfólio de Inseticidas e Nematicidas da Corteva Agriscience para Brasil e Paraguai.
Além das perdas diretas de produtividade, a alimentação dos percevejos pode comprometer a qualidade dos grãos e das sementes. As picadas podem atingir os cotilédones e danificar o embrião, com impactos sobre vigor e germinação. As lesões também podem favorecer a entrada de fungos e outros patógenos, comprometendo a qualidade final do lote.
Monitoramento é decisivo para o controle
Por serem pragas de difícil controle e apresentarem rápida evolução populacional, os percevejos exigem monitoramento periódico da lavoura de soja. O agricultor deve acompanhar a movimentação dos insetos que migram de áreas próximas, matas ou outras culturas em busca de alimento. Esse movimento pode começar ainda no final do período vegetativo da soja e se intensifica à medida que a cultura avança para a fase reprodutiva.
“Quando a soja atinge a fase de floração, entramos em um momento de alerta crítico para iniciar o controle da praga, pois logo começa o período de reprodução. Da fase de ovo para ninfa, são em média, sete dias. É uma evolução muito rápida e, por isso, o produtor precisa monitorar constantemente a lavoura, para agir no momento correto. Não há espaço para erro no manejo”, ressalta Scott.
Durante a floração, nos estádios R1 e R2, ocorre a colonização do inseto na cultura. Com o aparecimento das primeiras vagens, a partir de R3, a disponibilidade de alimento favorece o crescimento da população, elevando a pressão da praga justamente em um período determinante para a definição da produtividade.
Tecnologia para diferentes condições de campo
Além da complementaridade dos ingredientes ativos, Majesty® reúne características que contribuem para sua performance em diferentes condições ambientais.
Isoclast™ Active apresenta atividade sistêmica e translaminar, favorecendo sua movimentação nos tecidos vegetais e permitindo alcançar insetos posicionados em regiões menos expostas da planta. O ingrediente ativo também apresenta seletividade a inimigos naturais, característica importante para sua inserção em programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP).
A Bifentrina apresenta maior fixação foliar, além de fotoestabilidade e termoestabilidade, características que favorecem sua permanência e desempenho em ambiente tropical.
A chegada de Majesty® ao mercado já para a safra 2026/27 amplia o portfólio da Corteva Agriscience para o manejo de insetos e oferece aos produtores uma nova ferramenta para a proteção das lavouras diante da crescente complexidade do manejo de pragas e da resistência no campo.