Tombamento (Alternaria tenuissima)
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Tombamento

Mancha de alternaria (Alternaria tenuissima)

Culturas Afetadas: Fumo, Sorgo

O fungo Alternaria tenuissima (Nees et T. Nees) Wiltshire, agente causal da mancha-de-alternaria ou mancha-foliar do fumo, tem seis variedades diferentes:

A. tenuissima var. alliicola T.Y. Zhang, A. tenuissima var. catharanthi T.Y. Zhang et X.F. Lin, A. tenuissima var. godetiae Neerg., A. tenuissima var. tenuissima, A. tenuissima var. trachelospermicola T.Y. Zhang, X.F. Lin et W.Q. Chen e A. tenuissima var. verruculosa Chowdhury.

Esta doença é considerada de grande importância econômica, causando severas perdas principalmente em regiões de clima cálido. Na realidade, a mancha-de-alternaria é produzida por um complexo de várias espécies do gênero Alternaria, muitas das quais são meros saprófitas, sendo que, dentre as espécies patogênicas, a mais importante é A. alternata. A epidemia causada pelo complexo alternaria varia com o tempo, parecendo ter um comportamento cíclico, que pode estar relacionado com os padrões climáticos, a cultivar plantada e as práticas culturais.

A mancha-de-alternaria é uma doença amplamente distribuída nas regiões produtoras de fumo, havendo registros publicados da incidência de A. tenuissima na cultura do fumo apenas na África do Sul e China. Alternaria tenuissima é um fungo extremamente onívoro, existem registros de incidência em mais de 10 gêneros diferentes de solanáceas e em espécies hospedeiras de mais de 40 famílias de plantas diferentes.

Alternaria tenuissima ataca outras culturas, que servem de formação de inóculo para o hospedeiro principal, que é o fumo.

Danos: O sintoma típico da doença são numerosas lesões pequenas e marrons nas folhas, que começam pelas folhas mais velhas, avançando para as folhas mais novas no alto da planta, e aparecem como pequenas manchas circulares, aquosas, marrons, com cerca de 10 mm de diâmetro, podendo crescer até atingir aproximadamente 30 mm de diâmetro, com freqüência, porém não sempre, estão rodeadas por um halo amarelo, que resulta da difusão de uma toxina produzida pelo fungo. Nas lesões maduras se observam anéis concêntricos escuros, que contêm as massas negras de conidióforos, e os conídios aparecem sob condições de alta umidade. As áreas infectadas das folhas mais velhas amadurecem prematuramente e morrem. Sob condições de alta umidade, as lesões podem coalescer e formar grandes áreas necróticas, comprometendo a qualidade da folha. Quando as condições favoráveis se prolongam, a severidade da doença aumenta, podendo provocar a queda das folhas.

Controle: Existem algumas variedades de tabaco do tipo burley e fluecured que são tolerantes a A. tenuissima. A utilização de sementes sadias, limpas e adequadamente tratadas é fundamental para prevenir o estabelecimento da doença a partir da etapa de viveiro. Deve-se evitar as plantações muito adensadas, manter um estrito controle dos nematóides da galha, assim como a fertilização nitrogenada e a irrigação por aspersão excessivas. Coletar as folhas assim que atinjam o estádio de amadurecimento ideal. Não é recomendado o tratamento químico para o controle da mancha-de-alternaria causada por A. tenuissima.



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