Bula Cantus

CI
Boscalida
7503
Basf

Composição

Boscalida 500 g/kg

Classificação

Terrestre
Fungicida
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Granulado Dispersível (WG)
Sistêmico

Acelga

Dosagem Calda Terrestre
Cercospora beticola (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Acerola

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria sp (Pinta preta) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Cercospora spp (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Corynespora cassiicola (Mancha alvo) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Agrião

Dosagem Calda Terrestre
Cercospora spp (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Alface

Dosagem Calda Terrestre
Botrytis cinerea (Mofo cinzento) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Alho

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria porri (Mancha púrpura) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Almeirão

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria cichorii (Mancha púrpura) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Alternaria sonchi (Mancha de alternaria) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Cercospora spp (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Amora preta

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria sp (Pinta preta) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Cercospora spp (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Anonáceas

Dosagem Calda Terrestre
Cercospora annonae (Mancha de cercospora) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Sclerotium rolfsii (Mofo cinzento) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Azeitona

Dosagem Calda Terrestre
Cercospora cladosporioides (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Batata

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria solani (Pinta preta grande) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Batata yacon

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria alternata (Mancha de alternaria) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Alternaria bataticola (Queima-das-folhas) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Cercospora beticola (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Berinjela

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria solani (Pinta preta grande) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Botrytis cinerea (Mofo cinzento) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Cercospora melongenae (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Phoma exigua var. exigua (Seca de ponteiros) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Phoma terrestris (Raízes-rosadas) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Beterraba

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria tenuis (Mancha de Alternária) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Cercospora beticola (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Café

Dosagem Calda Terrestre
Ascochyta coffeae (Mancha das folhas) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Phoma costaricensis (Seca de ponteiros) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Cará

Dosagem Calda Terrestre
Cercospora beticola (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Cebola

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria porri (Mancha púrpura) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Cenoura

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria dauci (Mancha de alternaria) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Chalota

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria porri (Mancha púrpura) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Sclerotium cepivorum (Podridão branca) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Chicória

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria cichorii (Mancha púrpura) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Alternaria sonchi (Mancha de alternaria) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Cercospora cichorii (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Espinafre

Dosagem Calda Terrestre
Cercospora tetragoniae (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Septoria lactucae (Septoriose) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Estévia

Dosagem Calda Terrestre
Botrytis cinerea (Mofo cinzento) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Feijão

Dosagem Calda Terrestre
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Framboesa

Dosagem Calda Terrestre
Botrytis cinerea (Mofo cinzento) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Inhame

Dosagem Calda Terrestre
Cercospora beticola (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Jiló

Dosagem Calda Terrestre
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Sclerotium rolfsii (Mofo cinzento) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Kiwi

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria alternata (Mancha de alternaria) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Botrytis cinerea (Mofo cinzento) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Sclerotium rolfsii (Mofo cinzento) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Mandioca

Dosagem Calda Terrestre
Cercospora beticola (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Cercospora vicosae (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Cercosporidium henningsii (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Mandioquinha-salsa

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria alternata (Mancha de alternaria) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Alternaria dauci (Mancha de alternaria) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Cercospora beticola (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Sclerotium rolfsii (Mofo cinzento) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Manga

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria sp (Pinta preta) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Botrytis cinerea (Mofo cinzento) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Maracujá

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria alternata (Mancha de alternaria) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Melancia

Dosagem Calda Terrestre
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Melão

Dosagem Calda Terrestre
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Mirtilo

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria tenuis (Mancha de Alternária) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Alternaria tenuissima (Tombamento) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Botrytis cinerea (Mofo cinzento) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Morango

Dosagem Calda Terrestre
Botrytis cinerea (Mofo cinzento) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Mostarda

Dosagem Calda Terrestre
Cercospora brassicicola (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Nabo

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria brassicicola (Mancha de alternaria) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Cercospora beticola (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Cercospora brassicicola (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Pimenta

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria solani (Pinta preta grande) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Botrytis cinerea (Mofo cinzento) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Cercospora capsici (Cercospora) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Cercospora melongenae (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Phoma exigua var. exigua (Seca de ponteiros) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Pimentão

Dosagem Calda Terrestre
Botrytis cinerea (Mofo cinzento) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Pitanga

Dosagem Calda Terrestre
Cercospora spp (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Plantas ornamentais

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria sp (Pinta preta) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Botrytis cinerea (Mofo cinzento) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Cercospora spp (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Quiabo

Dosagem Calda Terrestre
Cercospora spp (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Pseudocercospora abelmoschi (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Rabanete

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria spp (Pinta preta) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Cercospora beticola (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Rúcula

Dosagem Calda Terrestre
Botrytis cinerea (Mofo cinzento) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Seriguela

Dosagem Calda Terrestre
Pseudocercospora mombin (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Tomate

Dosagem Calda Terrestre
Alternaria solani (Pinta preta grande) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Peso Líquido: 10 e 15 g;

Peso Líquido: 0,1; 0,15; 0,2; 0,3; 0,5; 0,6; 1,0; 2,5; 5,0; 10; 20; 25; 50; 100 e 200 Kg.

INSTRUÇÕES DE USO

O produto é um fungicida sistêmico, indicado para pulverização foliar nas culturas recomendadas. É um produto que apresenta mecanismo de ação atuando sobre todos os estágios de desenvolvimento e reprodução do fungo, como inibição da germinação dos esporos, desenvolvimento e penetração dos tubos germinativos, crescimento micelial e esporulação.
O modo de ação ocorre através da inibição da respiração celular nas mitocôndrias, interferindo no transporte de elétrons nos complexos mitocondrial II, inibindo a formação de ATP, essencial nos processos metabólicos dos fungos.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

Preferencialmente deve ser aplicado preventivamente, na ausência dos primeiros sintomas, ou no máximo nos sintomas iniciais, em função das características da molécula que compõe a formulação.

Anonáceas, kiwi, manga e maracujá

Iniciar as aplicações preventivamente, ou no início dos primeiros sintomas, e repetir se necessário (no máximo 3 vezes), em intervalos de 10 dias entre elas, dependendo da evolução da doença, respeitando-se o intervalo de segurança. Acelga, agrião, almeirão, chicória, espinafre, estévia, mostarda e rúcula: iniciar as aplicações preventivamente ou no máximo no aparecimento dos primeiros sintomas da doença. Repetir as aplicações caso necessário em intervalos de 6 a 10 dias dependendo da evolução da doença, não ultrapassando o número de 3 aplicações por ciclo e respeitando-se o intervalo de segurança.

Acelga, agrião, almeirão, chicória, espinafre, estévia, mostarda e rúcula

Iniciar as aplicações preventivamente ou no máximo no aparecimento dos primeiros sintomas da doença. Repetir as aplicações caso necessário em intervalos de 6 a 10 dias dependendo da evolução da doença, não ultrapassando o número de 3 aplicações por ciclo e respeitando-se o intervalo de segurança.

Acerola, amora, azeitona, framboesa, mirtilo e morango, pitanga e seriguela

Iniciar as aplicações preventivamente na formação dos primeiros frutos. Repetir as aplicações caso necessário em intervalos de 10 dias dependendo da evolução da doença, não ultrapassando o número de 3 aplicações por ciclo e respeitando-se o intervalo de segurança. Alface: iniciar as aplicações preventivamente, e repetir se necessário (no máximo 3 vezes), em intervalos de 10 dias entre as mesmas, dependendo da evolução da doença, respeitando-se o intervalo de segurança.

Alface

Iniciar as aplicações preventivamente, e repetir se necessário (no máximo 3 vezes), em intervalos de 10 dias entre as mesmas, dependendo da evolução da doença, respeitando-se o intervalo de segurança

Alho, cebola e chalota

Iniciar as aplicações preventivamente no aparecimento dos primeiros sinais da doença, e repetir se necessário (no máximo 4 vezes), em intervalos de 10 a 14 dias para Mancha púrpura, dependendo da evolução da doença, respeitando-se o intervalo de segurança.

Batata

Iniciar as aplicações preventivamente no aparecimento dos primeiros sinais da Pinta-preta que normalmente ocorre no início do fechamento da cultura e início da tuberização (ao redor dos 45 dias após plantio) e repetir se necessário (no máximo 5 vezes), em intervalos de 7 a 10 dias para a dose de 100 g/ha e de 10 a 14 dias para a dose de 150 g/ha, dependendo da evolução da doença, respeitando-se o intervalo de segurança. Para o controle do Mofo-branco, realizar a aplicação preventivamente no sulco de plantio, diretamente sobre os tubérculos, utilizando-se a dose de 500 g/ha para áreas onde se tem baixa pressão de doença e a dose de 1000 g/ha em áreas com histórico da doença, bem como quando as condições forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. Após a aplicação fechar o sulco de plantio.

Batata yacon, beterraba, cará, cenoura, inhame, mandioca, mandioquinha-salsa, nabo, e rabanete

Iniciar as aplicações no aparecimento dos primeiros sinais da doença e repetir se necessário (no máximo 3 vezes), em intervalos de 10 a 14 dias, dependendo da evolução da doença, respeitando-se o intervalo de segurança.

Berinjela, Jiló, Pimenta e Quiabo

Iniciar as aplicações preventivamente na formação dos primeiros frutos. Repetir as aplicações caso necessário em intervalos de 10 dias dependendo da evolução da doença, não ultrapassando o número de 3 aplicações por ciclo e respeitando-se o intervalo de segurança.

Café

Iniciar as aplicações no aparecimento dos primeiros sinais das doenças, e repetir se necessário para Mancha-de-phoma (no máximo 3 vezes), respeitando-se o intervalo de segurança.

Feijão

Iniciar as aplicações na fase inicial de florescimento, e repetir se necessário (no máximo 2 vezes), em intervalo de 10 dias entre as mesmas, dependendo da evolução da doença, respeitando- se o intervalo de segurança.

Melão e Melancia

Iniciar as aplicações preventivamente, ou no início dos primeiros sintomas, e repetir se necessário (no máximo 3 vezes), em intervalos de 10 dias entre as mesmas, dependendo da evolução da doença, respeitando-se o intervalo de segurança.

Pimentão

Iniciar as aplicações na formação dos primeiros frutos, e repetir se necessário (no máximo 3 vezes), em intervalos de 10 dias entre as mesmas, dependendo da evolução da doença, respeitando-se o intervalo de segurança.

Tomate

Iniciar as aplicações preventivamente no aparecimento dos primeiros sinais da doença, que normalmente ocorre entre o primeiro e o segundo amarrio do tomate estaqueado (45 dias do transplante) e a partir do florescimento do tomate rasteiro (40 a 50 dias após transplante), repetindo se necessário (no máximo 5 vezes), em intervalos de 7 a 10 dias para a dose de 100 g/ha e de 10 a 14 dias para a dose de 150 g/ha, dependendo da evolução da doença e respeitando-se o intervalo de segurança.

Plantas Ornamentais

Em ambientes aberto ou protegidos, iniciar as aplicações preventivamente, e repetir se necessário (no máximo 3 vezes), em intervalos entre 7-10 dias entre as mesmas, dependendo da evolução da doença. Utilizar volumes de calda conforme o porte da planta ornamental. Alternar produtos de modo de ação distintos. Devido ao grande número de espécies de plantas ornamentais que podem vir a ser afetadas pelas doenças, indicadas nesta bula, recomenda-se que o USUÁRIO aplique preliminarmente o produto em uma pequena área para verificar a ocorrência de eventual ação fitotóxica do produto, antes de sua aplicação em maior escala.

MODO DE APLICAÇÃO

Deve ser diluído em água e aplicado por pulverização, de forma que haja uma cobertura uniforme de todas as partes das plantas a serem protegidas e do alvo.

PREPARO DA CALDA

O responsável pela preparação da calda deve usar equipamento de proteção individual (EPI) indicado para esse fim. Colocar água limpa no tanque do pulverizador (pelo menos 3/4 de sua capacidade) ou de tal forma que atinja a altura do agitador (ou retorno) e, com a agitação acionada, adicionar a quantidade recomendada do produto. Também manter a calda sob agitação constante durante a pulverização. A aplicação deve ser realizada no mesmo dia da preparação da calda.
Por se tratar de uma formulação do tipo WG (Grânulos dispersíveis em água) o produto deve ser adicionado lentamente no tanque do pulverizador sob agitação constante ou pré dissolvido em recipiente adequado.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS

APLICAÇÃO TERRESTRE

Seguir as recomendações abaixo para uma correta aplicação

- Equipamento de aplicação

Utilizar equipamento de pulverização provido de barras apropriadas. Ao aplicar o produto, seguir sempre as recomendações da bula. Proceder a regulagem do equipamento de aplicação para assegurar uma distribuição uniforme da calda e boa cobertura do alvo desejado. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada.

- Seleção de pontas de pulverização

A seleção correta da ponta é um dos parâmetros mais importantes para boa cobertura do alvo e redução da deriva. Pontas que produzem gotas finas apresentam maior risco de deriva e de perdas por evaporação. Dentro deste critério, usar pontas que possibilitem boa cobertura das plantas hospedeiras e que produzam gotas médias (M), conforme norma ASABE. Em caso de dúvida quanto a seleção das pontas, pressão de trabalho e tamanho de gotas gerado, consultar a recomendação do fabricante da ponta (bico).

- Velocidade do equipamento

Selecionar uma velocidade adequada às condições do terreno, do equipamento e da cultura. Observar o volume de aplicação e a pressão de trabalho desejada. A aplicação efetuada em velocidades mais baixas, geralmente resulta em uma melhor cobertura e deposição da calda na área alvo.

- Pressão de trabalho

Observar sempre a recomendação do fabricante e trabalhar dentro da pressão recomendada para a ponta, considerando o volume de aplicação e o tamanho de gota desejado. Para muitos tipos de pontas, menores pressões de trabalho produzem gotas maiores. Quando for necessário elevar o volume de aplicação, optar por pontas que permitam maior vazão (maior orifício) ao invés do aumento da pressão de trabalho. Caso o equipamento possua sistema de controle de aplicação, assegurar que os parâmetros de aplicação atendam a recomendação de uso.

- Altura de barras de pulverização

A barra deverá estar posicionada em distância adequada do alvo, conforme recomendação do fabricante do equipamento e pontas, de acordo com o ângulo de abertura do jato. Quanto maior a distância entre a barra de pulverização e o alvo a ser atingido, maior a exposição das gotas às condições ambientais adversas, acarretando perdas por evaporação e transporte pelo vento.

- Aplicação com equipamento costal

Para aplicações costais, manter constante a velocidade de trabalho e altura da lança, evitando variações no padrão de deposição da calda nos alvos, bem como a sobreposição entre as faixas de aplicação.
O aplicador do produto deve considerar todos estes fatores para uma adequada utilização, evitando atingir áreas não alvo. Todos os equipamentos de aplicação devem ser corretamente calibrados e o responsável pela aplicação deve estar familiarizado com todos os fatores que interferem na ocorrência da deriva, minimizando assim o risco de contaminação de áreas adjacentes.

CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS

- Velocidade do vento

A velocidade do vento adequada para pulverização deve estar entre 05 e 10 km/h dependendo da configuração do sistema de aplicação. A ausência de vento pode indicar situação de inversão térmica, que deve ser evitada. A topografia do terreno pode influenciar os padrões de vento e o aplicador deve estar familiarizado com estes padrões. Ventos e rajadas acima destas velocidades favorecem a deriva e contaminação das áreas adjacentes. Deixar uma faixa de bordadura adequada para aplicação quando houver culturas sensíveis na direção do vento.

- Temperatura e umidade

Aplicar apenas em condições ambientais favoráveis. Baixa umidade relativa do ar e altas temperaturas aumentam o risco de evaporação da calda de pulverização, reduzindo a eficácia do produto e aumentando o potencial de deriva.
Evitar aplicações em condições de baixa umidade relativa do ar (menores que 60%) e altas temperaturas (maiores que 30°C). Não aplicar o produto em temperaturas muito baixas ou com previsão de geadas.

- Período de chuvas

A ocorrência de chuvas dentro de um período de quatro (4) horas após a aplicação pode afetar o desempenho do produto. Não aplicar logo após a ocorrência de chuva ou em condições de orvalho.
As condições de aplicação poderão ser alteradas a critério do Engenheiro Agrônomo da região.
O potencial de deriva é determinado pela interação de fatores relativos ao equipamento de pulverização e ao clima (velocidade do vento, umidade e temperatura). Adotar práticas que reduzam a deriva é responsabilidade do aplicador.

LIMPEZA DE TANQUE

Logo após o uso, limpar completamente o equipamento de aplicação (tanque, barra, pontas e filtros) realizando a tríplice lavagem antes de utilizá-lo na aplicação de outros produtos / culturas. Recomenda-se a limpeza de todo o sistema de pulverização após cada dia de trabalho, observando as recomendações abaixo:
Antes da primeira lavagem, assegurar-se de esgotar ao máximo a calda presente no tanque. Lavar com água limpa, circulando a água por todo o sistema e deixando esgotar pela barra através das pontas utilizadas. A quantidade de água deve ser a mínima necessária para permitir o correto funcionamento da bomba, agitadores e retornos/aspersores internos do tanque. Para pulverizadores terrestres, a água de enxague deve ser descartada na própria área aplicada. Encher novamente o tanque com água limpa e manter o sistema de agitação acionado por no mínimo 15 minutos. Proceder o esgotamento do conteúdo do tanque pela barra pulverizadora à pressão de trabalho. Retirar as pontas, filtros, capas e filtros de linha quando existentes e colocá-los em recipiente com água limpa. Realizar a terceira lavagem com água limpa e deixar esgotar pela barra.
Todas as condições descritas acima para aplicações terrestres poderão ser alteradas a critério do Engenheiro Agrônomo da região, observando-se as indicações de bula. Observar também as orientações técnicas dos programas de manejo integrado e de resistência de pragas.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Recomenda-se aguardar 24 horas para reentrada na lavoura ou após a secagem completa da calda.
Caso haja necessidade de entrar na área tratada antes da secagem total da calda aplicada, utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) indicados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

- Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula.
- Quando este produto for utilizado nas doses recomendadas, não causará danos às culturas indicadas.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

A integração de medidas de controle é premissa básica para um bom manejo de doenças nas plantas cultivadas. As diferentes medidas de controle visam desacelerar, integradamente o ciclo das relações patógeno-hospedeiro. O uso de fungicidas adequados, variedades resistentes, rotação de culturas e controle do ambiente devem ser vistos como métodos de controle mutuamente úteis. Dentro deste princípio, todas as vezes que possível devemos associar as boas práticas agrícola como: Uso racional de fungicidas e aplicação no momento e doses indicadas, fungicidas específicos para um determinado fungo, utilização de cultivares resistentes ou tolerantes, semeadura em épocas menos propícias para o desenvolvimento dos fungos, eliminação de plantas hospedeiras, rotação de culturas, adubação equilibrada, escolha do local para implantação da cultura, etc. Manejo de Doenças de plantas cultivadas deve ser entendido como a utilização de métodos químicos, culturais e biológicos necessários para manter as doenças abaixo do nível de dano econômico.

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
- Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo C2 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
- Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas tais como, rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc;
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e/ou informados à Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), ao Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org) e ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO C2 FUNGICIDA

O produto fungicida é composto por Boscalida, que apresenta mecanismo de ação dos inibidores do complexo II: succinato-desidrogenase, pertencente ao Grupo C2, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas).




Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.