Bula Collis

CI
Boscalida; Cresoxim-metílico
1804
Basf

Composição

Boscalida 200 g/L
Cresoxim-metílico 100 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea
Fungicida
Não Classificado
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Sistêmico

Abacaxi

Calda Terrestre Dosagem
Erysiphe polygoni (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Acerola

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria sp (Pinta preta) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Alho

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria porri (Mancha púrpura) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Amora preta

Calda Terrestre Dosagem
Botrytis cinerea (Mofo cinzento) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Mycosphaerella fragariae (Mancha foliar) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Anonáceas

Calda Terrestre Dosagem
Erysiphe polygoni (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Azeitona

Calda Terrestre Dosagem
Mycosphaerella fragariae (Mancha foliar) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Banana

Calda Terrestre Dosagem
Mycosphaerella fijiensis (Sigatoka negra) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Mycosphaerella musicola (Mal da sigatoka) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Batata yacon

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria dauci (Mancha de alternaria) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Berinjela

Calda Terrestre Dosagem
Oidiopsis sicula (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Beterraba

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria tenuis (Mancha de Alternária) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Erysiphe betae (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Cará

Calda Terrestre Dosagem
Mycosphaerella dioscoreaecola (Micosfarela) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Cebola

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria porri (Mancha púrpura) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Cenoura

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria dauci (Mancha de alternaria) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Chalota

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria porri (Mancha púrpura) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Cupuaçu

Calda Terrestre Dosagem
Erysiphe polygoni (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Framboesa

Calda Terrestre Dosagem
Botrytis cinerea (Mofo cinzento) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Guaraná

Calda Terrestre Dosagem
Erysiphe polygoni (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Inhame

Calda Terrestre Dosagem
Mycosphaerella dioscoreaecola (Micosfarela) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Jiló

Calda Terrestre Dosagem
Oidiopsis sicula (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Kiwi

Calda Terrestre Dosagem
Botrytis cinerea (Mofo cinzento) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Mandioca

Calda Terrestre Dosagem
Oidium manihotis (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Mandioquinha-salsa

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria alternata (Mancha de alternaria) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Erysiphe taurica (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Manga

Calda Terrestre Dosagem
Oidium mangiferae (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Maracujá

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria passiflorae (Mancha-de-Alternária) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Melancia

Calda Terrestre Dosagem
Sphaerotheca fuliginea (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Melão

Calda Terrestre Dosagem
Sphaerotheca fuliginea (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Mirtilo

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria tenuissima (Tombamento) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Botrytis cinerea (Mofo cinzento) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Cercospora spp (Cercosporiose) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Morango

Calda Terrestre Dosagem
Botrytis cinerea (Mofo cinzento) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Mycosphaerella fragariae (Mancha foliar) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Nabo

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria raphani (Mancha-de-Alternaria) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Erysiphe polygoni (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Mycosphaerella brassicicola (Mancha circular) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Pepino

Calda Terrestre Dosagem
Sphaerotheca fuliginea (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Pimenta

Calda Terrestre Dosagem
Oidium sp. (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Pimentão

Calda Terrestre Dosagem
Oidiopsis taurica (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Plantas ornamentais

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria sp (Pinta preta) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Botrytis cinerea (Mofo cinzento) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Diplocarpon rosae (Mancha negra) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Puccinia horiana (Ferrugem branca) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Sphaerotheca pannosa (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Quiabo

Calda Terrestre Dosagem
Erysiphe cichoracearum (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Rabanete

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria raphani (Mancha-de-Alternaria) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Erysiphe polygoni (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Mycosphaerella brassicicola (Mancha circular) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Romã

Calda Terrestre Dosagem
Erysiphe polygoni (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Seriguela

Calda Terrestre Dosagem
Oidium sp. (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Uva

Calda Terrestre Dosagem
Uncinula necator (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Frasco (polietileno): 0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 3,0; 5,0; 10,0; 20,0 e 50,0 L

Frasco (plástico): 0,1, 0,25, 0,6, 1,6 L;

Bombona (plástico): 2, 2,5, 3, 5, 10, 15, 20, 50 e 100 L;

Bag in box (papelão plástico): 0,1, 0,25, 0,5, 0,6, 1, 1,6, 2, 2,5, 5, 10 e 20 L;

Satnd-up-pouch (com tampa plástica metalizada): 0,1, 0,25, 0,5, 0,6, 1, 1,6, 2, 2,5, 5 e 10 L;

Lata e balde(metálico ou plástico): 1, 5, 10 e 20 L;

Tambor (metálico ou plástico): 50, 100, 190, 200 e 210 L;

Tanque contentor intermediário IBC (plástico, metálico, fibra de papel com bolsa plástica interna, metal/ plástico com pallet de plástico, metal plástico com pallet de madeira): 950, 960, 970, 980 ,990, 1000, 1800, 2000, 2700 e 3000 L;

Tanque (Isocontainer/ caminhão tanque de metal): 5000, 10.000, 15.000, 16.000, 17.000, 18.000, 19.000, 20.000, 22.000, 23.000, 24.000, 25.000, 29.000 e 30.000 L.

INSTRUÇÕES DE USO

O produto é um fungicida sistêmico (Boscalida/Cresoxim-Metilico), composto por dois ingredientes ativos, com diferentes mecanismos de ação atuando sobre os fungos alvos, indicado para pulverização foliar nas culturas recomendadas. É um produto que apresenta duplo mecanismo de ação, atuando sobre todos os estágios de desenvolvimento e reprodução do fungo, como inibição da germinação dos esporos, desenvolvimento e penetração dos tubos germinativos, crescimento micelial e esporulação.
O modo de ação ocorre através da inibição da respiração celular nas mitocôndrias, interferindo no transporte de elétrons nos complexos bc1 e bc2, inibindo a formação de ATP, essencial nos processos metabólicos dos fungos.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

Preferencialmente deve ser aplicado preventivamente, na ausência dos primeiros sintomas, ou quando as condições estiverem favoráveis para o desenvolvimento do patógeno, em função das características das moléculas que compõem a formulação.

Acerola, amora, azeitona, framboesa, mirtilo, morango e seriguela

Iniciar as aplicações na formação dos primeiros frutos, e repetir se necessário, dependendo da evolução da doença, em intervalos de 10 dias, não ultrapassando o número de 2 aplicações por ciclo e respeitando-se o intervalo de segurança.

Alho, Cebola e chalota

Iniciar as aplicações preventivamente quando as condições climáticas estiverem favoráveis ao desenvolvimento da doença, e repetir se necessário (no máximo 4 vezes), em intervalos de 10 dias, dependendo da evolução da doença, respeitando-se o intervalo de segurança.

Abacaxi, anonáceas, cupuaçu, guaraná, maracujá, kiwi e romã

Iniciar as aplicações preventivamente quando as condições climáticas estiverem favoráveis ao desenvolvimento da doença, e repetir se necessário, em intervalos de 15 dias, dependendo da evolução da doença, não ultrapassando o número de 2 aplicações por ciclo e respeitando-se o intervalo de segurança.

Banana

As aplicações devem ser iniciadas preventivamente a repetir caso necessário, dependendo das condições climáticas e evoluções da doença, respeitando o número máximo de 4 aplicações com intervalo de 28 a 30 dias entre elas.

Berinjela, Jiló, Pimenta e Quiabo

Iniciar as aplicações preventivamente na formação dos primeiros frutos. Repetir as aplicações caso necessário em intervalos de 10 dias dependendo da evolução da doença, não ultrapassando o número de 4 aplicações por ciclo e respeitando-se o intervalo de segurança.

Batata yacon, beterraba, cará, cenoura, inhame, mandioca, mandioquinha-salsa, nabo e rabanete

As aplicações devem ser iniciadas preventivamente a repetir caso necessário, dependendo das condições climáticas e evoluções da doença, respeitando o número máximo de 4 aplicações com intervalo de 10 dias entre elas.

Manga

Iniciar as aplicações preventivamente na fase inicial de florescimento, e repetir se necessário, em intervalos de 15 dias, dependendo da evolução da doença, não ultrapassando o número de 2 aplicações por ciclo e respeitando-se o intervalo de segurança.

Melancia

Iniciar as aplicações preventivamente, e repetir se necessário (no máximo 4 vezes), em intervalos de 10 dias entre as mesmas, dependendo da evolução da doença, respeitando-se o intervalo de segurança.

Melão e Pepino

Iniciar as aplicações preventivamente a partir de 2 semanas da emergência e repetir se necessário, até no máximo 4 aplicações, em intervalos de 7 a 10 dias para Oídio, dependendo da evolução da doença e respeitando-se o intervalo de segurança.

Morango

Iniciar as aplicações na formação dos primeiros frutos, e repetir se necessário, dependendo da evolução da doença, em intervalos de 10 dias, não ultrapassando o número de 2 aplicações por ciclo e respeitando-se o intervalo de segurança.

Pimentão

Iniciar as aplicações preventivamente na formação dos primeiros frutos, e repetir se necessário (no máximo 4 vezes), em intervalos de 10 dias entre as mesmas, dependendo da evolução da doença, respeitando-se o intervalo de segurança.

Uva

Iniciar as aplicações preventivamente a partir da inflorescência e repetir se necessário, até no máximo 4 aplicações, em intervalos de 15 dias, dependendo da evolução da doença e respeitando-se o intervalo de segurança.

Plantas Ornamentais

Em ambientes aberto ou protegidos, iniciar as aplicações preventivamente quando as condições ambientais estiverem favoráveis à infecção. Repetir caso necessário com intervalos de 7 a 14 dias, dependendo da evolução da doença. Utilizar volumes de calda conforme o porte da planta ornamental. Alternar produtos de modo de ação distintos.
Devido ao grande número de espécies de plantas ornamentais que podem vir a ser afetadas pelas doenças, indicadas nesta bula, recomenda-se que o USUÁRIO aplique preliminarmente o produto em uma pequena área para verificar a ocorrência de eventual ação fitotóxica do produto, antes de sua aplicação em maior escala.

MODO DE APLICAÇÃO

Preparo da calda

O responsável pela preparação da calda deve usar Equipamento de Proteção Individual (EPI) indicado para esse fim. Colocar água limpa no tanque do pulverizador (pelo menos 3/4 de sua capacidade) ou de tal forma que atinja a altura do agitador (ou retorno) e, com a agitação acionada, adicionar a quantidade recomendada do produto. Também manter a calda sob agitação constante durante a pulverização. A aplicação deve ser realizada no mesmo dia da preparação da calda.

Informações sobre os equipamentos de aplicação a serem usados

Aplicação Terrestre

Equipamento de aplicação

Utilizar equipamento de pulverização provido de barras apropriadas. Ao aplicar o produto, seguir sempre as recomendações da bula. Proceder a regulagem do equipamento de aplicação para assegurar uma distribuição uniforme da calda e boa cobertura do alvo desejado. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada.

- Seleção de pontas de pulverização

A seleção correta da ponta é um dos parâmetros mais importantes para boa cobertura do alvo e redução da deriva. Pontas que produzem gotas finas apresentam maior risco de deriva e de perdas por evaporação (vide CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS). Dentro deste critério, usar pontas que possibilitem cobertura adequada das plantas hospedeiras e produzam gotas médias (M), conforme norma ASABE. Em caso de dúvida quanto a seleção das pontas, pressão de trabalho e tamanho de gotas gerado, consultar a recomendação do fabricante da ponta (bico).

- Velocidade do equipamento

Selecionar uma velocidade adequada às condições do terreno, do equipamento e da cultura. Observar o volume de aplicação e a pressão de trabalho desejada. A aplicação efetuada em velocidades mais baixas, geralmente resulta em uma melhor cobertura e deposição da calda na área alvo.

- Pressão de trabalho

Observar sempre a recomendação do fabricante e trabalhar dentro da pressão recomendada para a ponta, considerando o volume de aplicação e o tamanho de gota desejado. Para muitos tipos de pontas, menores pressões de trabalho produzem gotas maiores. Quando for necessário elevar o volume de aplicação, optar por pontas que permitam maior vazão (maior orifício) ao invés do aumento da pressão de trabalho. Caso o equipamento possua sistema de controle de aplicação, assegurar que os parâmetros de aplicação atendam a recomendação de uso.

- Altura de barras de pulverização

A barra deverá estar posicionada em distância adequada do alvo, conforme recomendação do fabricante do equipamento e pontas, de acordo com o ângulo de abertura do jato. Quanto maior a distância entre a barra de pulverização e o alvo a ser atingido, maior a exposição das gotas às condições ambientais adversas, acarretando perdas por evaporação e transporte pelo vento.

- Aplicação com equipamento costal

Para aplicações costais, manter constante a velocidade de trabalho e altura da lança, evitando variações no padrão de deposição da calda nos alvos, bem como a sobreposição entre as faixas de aplicação.


Aplicação Aérea

É recomendado a aplicação aérea desse produto somente para a cultura da banana, seguindo as seguintes recomendações.

- Equipamento de aplicação

Utilizar aeronaves providas de barras apropriadas. Ao aplicar o produto, seguir sempre as recomendações da bula. Proceder a regulagem do equipamento de aplicação para assegurar uma distribuição uniforme da calda e boa cobertura do alvo desejado. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada.

- Volume de calda por hectare (taxa de aplicação)

Recomenda-se o volume de calda entre 30 a 50 L/ha ou 10 a 30 L/ha, quando utilizados bicos centrífugos (atomizadores rotativos).

- Seleção de pontas de pulverização

A seleção correta da ponta é um dos parâmetros mais importantes para boa cobertura do alvo e redução da deriva. Pontas que produzem gotas finas apresentam maior risco de deriva e de perdas por evaporação. Dentro deste critério, usar pontas que possibilitem cobertura adequada das plantas hospedeiras e produzam gotas médias (M), conforme norma ASABE. Bicos centrífugos produzem gotas menores, podendo favorecer as perdas por evaporação e/ou deriva das gotas. Em caso de dúvida quanto à seleção das pontas, pressão de trabalho e tamanho de gotas gerado, consultar a recomendação do fabricante da ponta (bico). Quando for necessário elevar o volume de aplicação, optar por pontas que permitam maior vazão (maior orifício) ao invés do aumento da pressão de trabalho.

- Altura de voo e faixa de aplicação

Altura de voo deverá ser de 3 a 6 metros do alvo a ser atingido, atentando à segurança da operação e à cobertura adequada do alvo. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada.
O uso de marcadores humanos de faixa não é recomendado, pois trata-se de situação potencialmente perigosa devido à exposição direta destes marcadores aos agroquímicos.
Atentar à legislação vigente quanto às faixas de segurança, distância de áreas urbanas e de preservação ambiental.
A aplicação deve ser interrompida, imediatamente, caso qualquer pessoa, área, vegetação, animais ou propriedades não envolvidos na operação sejam expostos ao produto.
O aplicador do produto deve considerar todos estes fatores para uma adequada utilização, evitando atingir áreas não alvo. Todos os equipamentos de aplicação devem ser corretamente calibrados e o responsável pela aplicação deve estar familiarizado com todos os fatores que interferem na ocorrência da deriva, minimizando assim o risco de contaminação de áreas adjacentes.

CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS

- Velocidade do vento

A velocidade do vento adequada para pulverização deve estar entre 05 e 10 km/h dependendo da configuração do sistema de aplicação. A ausência de vento pode indicar situação de inversão térmica, que deve ser evitada. A topografia do terreno pode influenciar os padrões de vento e o aplicador deve estar familiarizado com estes padrões. Ventos e rajadas acima destas velocidades favorecem a deriva e contaminação das áreas adjacentes. Deixar uma faixa de bordadura adequada para aplicação quando houver culturas sensíveis na direção do vento.

- Temperatura e umidade

Aplicar apenas em condições ambientais favoráveis. Baixa umidade relativa do ar e altas temperaturas aumentam o risco de evaporação da calda de pulverização, reduzindo a eficácia do produto e aumentando o potencial de deriva.
Evitar aplicações em condições de baixa umidade relativa do ar (menores que 60%) e altas temperaturas (maiores que 30°C). Não aplicar o produto em temperaturas muito baixas ou com previsão de geadas.

- Período de chuvas

A ocorrência de chuvas dentro de um período de quatro (4) horas após a aplicação pode afetar o desempenho do produto. Não aplicar logo após a ocorrência de chuva ou em condições de orvalho.
As condições de aplicação poderão ser alteradas a critério do engenheiro agrônomo da região. O potencial de deriva é determinado pela interação de fatores relativos ao equipamento de pulverização e ao clima (velocidade do vento, umidade e temperatura). Adotar práticas que reduzam a deriva é responsabilidade do aplicador.

LIMPEZA DE TANQUE

Logo após o uso, limpar completamente o equipamento de aplicação (tanque, barra, pontas e filtros) realizando a tríplice lavagem antes de utilizá-lo na aplicação de outros produtos / culturas. Recomenda-se a limpeza de todo o sistema de pulverização após cada dia de trabalho, observando as recomendações abaixo:
Antes da primeira lavagem, assegurar-se de esgotar ao máximo a calda presente no tanque. Lavar com água limpa, circulando a água por todo o sistema e deixando esgotar pela barra através das pontas utilizadas. A quantidade de água deve ser a mínima necessária para permitir o correto funcionamento da bomba, agitadores e retornos/aspersores internos do tanque. Para pulverizadores terrestres, a água de enxague deve ser descartada na própria área aplicada. Para aeronaves, efetuar a limpeza e descarte em local adequado. Encher novamente o tanque com água limpa e manter o sistema de agitação acionado por no mínimo 15 minutos. Proceder o esgotamento do conteúdo do tanque pela barra pulverizadora à pressão de trabalho. Retirar as pontas, filtros, capas e filtros de linha quando existentes e colocá-los em recipiente com água limpa. Realizar a terceira lavagem com água limpa e deixando esgotar pela barra.
Todas as condições descritas acima para aplicações terrestres e aéreas poderão ser alteradas a critério do Engenheiro Agrônomo da região, observando-se as indicações de bula. Observar também as orientações técnicas dos programas de manejo integrado e de resistência de pragas.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite de entrar antes desse período, utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPI's) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

- Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula.
- Não há limitação de uso quando utilizado de acordo com as recomendações constantes na bula.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

A integração de medidas de controle é premissa básica para um bom manejo de doenças nas plantas cultivadas. As diferentes medidas de controle visam desacelerar, integradamente o ciclo das relações patógeno-hospedeiro. O uso de fungicidas adequados, variedades resistentes, rotação de culturas e controle do ambiente devem ser vistos como métodos de controle mutuamente úteis. Dentro deste princípio, todas as vezes que seja possível devemos associar as boas práticas agrícola como: Uso racional de fungicidas e aplicação no momento e doses indicadas, fungicidas específicos para um determinado fungo, utilização de cultivares resistentes ou tolerantes, semeadura nas épocas menos propícias para o desenvolvimento dos fungos, eliminação de plantas hospedeiras, rotação de culturas, adubação equilibrada, escolha do local para implantação da cultura, etc. Manejo de Doenças de plantas cultivadas deve ser entendido como a utilização de métodos químicos, culturais e biológicos necessários para manter as doenças abaixo do nível de dano econômico.

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
- Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos dos Grupos C2 e C3 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
- Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc;
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.fracbr.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO C2 FUNGICIDA
GRUPO C3 FUNGICIDA

O produto fungicida é composto por Boscalida, que apresenta mecanismo de ação dos inibidores do complexo II: succinato-desidrogenase e por cresoxim-metílico que apresenta mecanismo de ação dos inibidores do complexo III: citocromo bc1 (ubiquinol oxidase) no sítio Qo, pertencente ao Grupo C2 e C3 respectivamente, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas).




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