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Girassol, semear na época adequada

Girassol, semear na época adequada

O Governo Federal Brasileiro visa substituir, de modo gradativo, 2% a 5% do óleo diesel fóssil pelo biodiesel, o que corresponde a uma demanda de 0,8 a 2 bilhões de litros desse combustível por ano. A razão para essa estratégia se deve ao fato do biodiesel ser muito menos poluente que o diesel, emitindo 63% menos monóxido de carbono e praticamente eliminando a emissão de enxofre e de fuligens. O biocombustível é inteiramente renovável e não contribui para o efeito estufa, pois a energia que libera quando queimado é a mesma que as plantas absorveram no momento da fotossíntese. É também considerado economicamente atraente, por reduzir a dependência da compra de derivados de petróleo no mercado internacional.

O biodiesel é formado por um composto de ésteres de óleos vegetais, resultado de uma reação química entre óleos vegetais e o álcool etílico ou metílico. Entre as culturas agrícolas que estão sendo estimuladas para a produção do combustível, inclui-se o girassol por apresentar alto teor de óleo (acima de 43%).

O nome girassol deriva do grego “helios” que significa sol e “anthos” que significa flor, fazendo referência à característica da planta de girar a sua inflorescência seguindo o movimento do sol, até o momento do seu florescimento. Após esta fase fica orientada para leste.

O girassol apresenta características que permitem o seu uso em um grande número de situações devido à maior tolerância a seca, maior tolerância a temperaturas elevadas e excelente tolerância a geadas. No parque de máquinas da propriedade são necessários apenas pequenos ajustes para a produção de girassol. É também uma boa cultura antecedente ao milho e soja, proporcionando aumento de produtividade destas culturas em até 20% e 15%, respectivamente.

Devido a estas características, o girassol apresenta-se como uma ótima opção de cultivo. Esta euforia está levando a indicação erroneamente do seu cultivo em “safrinha” ou seja, semeadura em janeiro ou fevereiro no Rio Grande do Sul. Devemos lembrar que a época recomendada pela pesquisa para semeadura de girassol no Estado é de julho a setembro, informação respaldada por inúmeras bibliografias. A semeadura fora deste período pode levar a resultados desastrosos, pois, a ocorrência de certas doenças, como a podridão branca (Sclerotinia sclerotiorum) que tem suas condições adequadas para desenvolvimento em temperaturas de 3°C a 22°C e umidade relativa acima de 70% podem provocar grandes perdas. No Paraná, semeaduras de girassol após safra de verão provocaram incidência da doença de 17,6% a 100% nas regiões de clima frio.

Outro problema da semeadura fora de época, é a alternária (Alternaria helianthi) que apresenta elevada capacidade patogênica sendo que as plantas de girassol são suscetíveis durante todos os estádios de desenvolvimento, principalmente se as condições climática permitirem 24 horas de período de molhamento e temperaturas de 25°C. Estas condições são fácilmente obtidas no período de janeiro e fevereiro no Rio Grande do Sul.

A maneira mais adequada para minimizar a ocorrência destas doenças é a semeadura na época recomendada. O aparecimento destas doenças está intimamente relacionado às condições climáticas que predispõe o seu surgimento e podem inviabilizar a exploração econômica do girassol.

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