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Fusariose

(Fusarium graminearum)

Culturas Afetadas: Aveia, Centeio, Cevada, Feijão, Trigo, Triticale

Teleomorfo: Gibberella zeae

Esta doença é mais frequente em regiões quentes, onde a floração coincide com longos períodos de chuva (>72h). No Brasil, as maiores perdas registradas foram de 12% no rendimento de grãos.

Danos: O fungo infecta a flor, colonizando todos os componentes da espiga. Para atingir a flor, o inóculo disseminado através do ar deve depositar-se nas anteras. Nessas, os ascósporos germinam, penetram e, ao colonizá-las, ganham entrada na flor. Esta pode ser totalmente destruída, impedindo a formação de grãos. Se a colonização for lenta, os grãos podem se desenvolver, mostrando sintomas característicos da doença: grãos enrugados, chochos, ásperos e róseos. As espiguetas infectadas exibem anasarca, tornando-se despigmentadas, esbranquiçadas ou cor de palha. As aristas arrepiadas são o sintoma mais característico e de mais fácil reconhecimento da doença. Sob clima úmido e quente, o desenvolvimento de macroconídios é abundante e a espigueta infectada apresenta-se rósea, especialmente na base e bordos das glumas. A colonização frequentemente estende-se às espiguetas adjacentes, ou a toda espiga através da ráquis.

Controle: Das doenças de cereais de inverno esta é a de controle mais difícil. Tanto a ocorrência da giberela como sua intensidade dependem de condições climáticas favoráveis durante o período de suscetibilidade. Assim, semeaduras antecipadas possibilitam às plantas atingirem o período de suscetibilidade sob condições climáticas menos favoráveis. Não há cultivares tolerantes ou resistentes à doença.

Os fungicidas tebuconazole, prochloraz e os benzimidazóis são os mais eficientes em testes em casa-de-vegetação. Porém, quando aplicados em lavouras, o controle é insatisfatório pela deficiente deposição dos mesmos nos sítios de infecção.

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