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Mancha de ascochyta

(Ascochyta pinodes)

Culturas Afetadas: Ervilha

A doença é favorecida por alta umidade relativa do ar (acima de 80%) e temperaturas abaixo de 23ºC, e por isso pouco importante para as lavouras de ervilha da Região Centro-oeste. Porém, essa doença pode vir a causar sérios problemas em condições de inverno chuvoso, podendo ser um fator limitante da produção na Região Sul.

Danos: Ascochyta pinodes causa lesões principalmente na folha e vagem, algumas vezes na haste e raramente nas raízes. Nas folhas, as manchas são arredondadas ou irregulares, de aspecto zonado, medindo de dois a cinco milímetros de diâmetro, de coloração cinzento-escura no centro e margens castanho-escuras, indefinidas. Tais manchas são isoladas, podendo tomar-se confluentes, e apresentam pontuações pretas que representam os picnídios do fungo. Dependendo da incidência, pode haver morte de folhas. Nas hastes, as manchas são de coloração púrpura e deprimidas, localizando-se principalmente na região do nó. Se a infecção ocorrer em vagens novas, há formação de cancros escuros, que podem atingir as sementes. Em vagens mais velhas, não há formação dessas depressões nas manchas, mas nota-se o aparecimento dos picnídios. Quando são utilizadas sementes contaminadas, há grande número de falhas devido à incidência da doença na plântula. As sementes contaminadas apresentam-se enrugadas, escuras e mostram frutificação do patógeno quando colocadas em câmara-úmida.

Controle: A principal medida de controle é a utilização de sementes sadias produzidas em locais isentos da doença. Deve-se também realizar rotação de culturas com gramíneas, eliminar restos culturais, evitar o plantio em regiões com inverno chuvoso ou com solos mal drenados e os excessos de irrigação. O controle químico pode ser realizado com mancozeb, tiofanato metílico e tiofanato metílico + mancozeb.

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