Bula Fore NT - Dow AgroSciences

Bula Fore NT

Mancozebe
1814
Dow AgroSciences

Composição

Mancozebe 800 g/kg

Classificação

Terrestre/Aérea
Fungicida, Acaricida
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Pó molhável (WP)
Contato

Abóbora

Pseudoperonospora cubensis (Míldio)

Alho

Alternaria porri (Mancha púrpura)
Puccinia allii (Ferrugem)

Amendoim

Cercospora arachidicola (Mancha castanha)

Arroz

Bipolaris oryzae (Mancha parda)
Pyricularia grisea (Brusone)

Banana

Mycosphaerella musicola (Mal da sigatoka)

Batata

Alternaria solani (Pinta preta grande)
Phytophthora infestans (Requeima)

Berinjela

Alternaria solani (Pinta preta grande)

Beterraba

Cercospora beticola (Cercosporiose)

Brócolis

Alternaria brassicae (Mancha preta)

Café

Hemileia vastatrix (Ferrugem do cafeeiro)

Cebola

Alternaria porri (Mancha púrpura)
Peronospora destructor (Míldio)

Cenoura

Alternaria dauci (Mancha de alternaria)

Citros

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Diaporthe citri (Podridão penducular)
Elsinoë australis (Verrugose da laranja doce)
Phyllocoptruta oleivora (Ácaro da falsa ferrugem)

Couve

Alternaria brassicae (Mancha preta)
Peronospora parasitica (Míldio)

Couve-flor

Alternaria brassicae (Mancha preta)
Peronospora parasitica (Míldio)

Cravo

Uromyces dianthi (Ferrugem do craveiro)

Crisântemo

Puccinia chrysanthemi (Ferrugem)

Ervilha

Ascochyta pinodes (Mancha de ascochyta)
Ascochyta pisi (Mancha de ascochyta)

Feijão vagem

Colletotrichum lindemuthianum (Antracnose)
Uromyces appendiculatus (Ferrugem)

Figo

Cerotelium fici (Ferrugem da figueira)

Fumo

Peronospora tabacina (Mofo azul)

Gladíolo

Botrytis gladiolorum (Podridão de botrites)

Maçã

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Venturia inaequalis (Sarna da maçã)

Mamão

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Manga

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Melancia

Colletotrichum orbiculare (Antracnose)
Peronospora cubensis (Míldio)
Pseudoperonospora cubensis (Míldio)

Melão

Colletotrichum orbiculare (Antracnose)

Pepino

Colletotrichum orbiculare (Antracnose)

Pêssego

Monilinia fructicola (Podridão parda)
Tranzschelia pruni-spinosae (Ferrugem)

Pimentão

Cercospora melongenae (Cercosporiose)
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Phytophthora capsici (Requeima)

Repolho

Alternaria brassicae (Mancha preta)
Peronospora parasitica (Míldio)

Rosa

Diplocarpon rosae (Mancha negra)

Tomate

Alternaria solani (Pinta preta grande)
Phytophthora infestans (Requeima)
Septoria lycopersici (Septoriose)

Uva

Botrytis cinerea (Mofo cinzento)
Elsinoë ampelina (Antracnose)
Greeneria uvicola (Podridão amarga)
Phomopsis viticola (Escoriose)
Plasmopara viticola (Míldio)

Embalagem 1:
10.1. Tipo de embalagem: caixa
10.2. Material: papelão
10.3. Capacidade de acondicionamento: sacos hidrossolUveis de 20g, 50g, 100g, 200g , 250g e 500g
Embalagem 2:
10.1. Tipo de embalagem: caixa
10.2. Material: papelão
10.3. Capacidade de acondicionamento: 20 sacos de lkg
Embalagem 3:
10.1. Tipo de embalagem: saco
10.2. Material: polietileno e/ou aluminizado
10.3. Capacidade de acondicionamento: lkg, 2kg, 5kg, 10kg, 25kg, 50kg e 100 kg
Embalagem 4:
10.1. Tipo de embalagem: saco 1 kg
10.2. Material: polietileno e/ou aluminizado
10.3. Capacidade de acondicionamento: sacos hidrossolUveis de 20g, 40g, 50g, 100g, 200g, 250g e 500g
Embalagem 5:
10.1. Tipo de embalagem: saco 1,2 kg 10.2. Material: polietileno e/ou aluminizado 10.3. Capacidade de acondicionamento: sacos hidrossolUveis de 20g, 40g, 50g, 100g, 150g, 200g, 250g, 300g e 500g
Embalagem 6:
10.1. Tipo de embalagem: saco 1,5 kg
10.2. Material: polietileno e/ou aluminizado
10.3. Capacidade de acondicionamento: sacos hidrossolUveis de 20g, 40g, 50g, 100g, 150g, 200g, 250g, 300g e 500g
Embalagem 7:
10.1. Tipo de embalagem: tamborete de fibra e saco de papel
10.2. Material: fibra e papel
10.3. Capacidade de acondicionamento: 10kg, 15kg, 20kg, 25kg, 30kg, 35kg, 40kg, 45kg, 50kg e 100kg
Embalagem 8:
10.1. Tipo de embalagem: tambor
10.2. Material: fibra
10.3. Capacidade de acondicionamento: 10kg e 25kg, 30kg, 45kg, 50kg e 100kg
Embalagem 9:
10.1. Tipo de embalagem: balde
10.2. Material: metal e/ou polietileno
10.3. Capacidade de acondicionamento: 10kg e 25kg, 30kg, 45kg, 50kg e 100kg

INSTRUÇÕES DE USO

MODO E EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO

Por ser um produto com ação de contato, Fore NT deve ser aplicado em quantidade de água suficiente para uma cobertura completa e uniforme das plantas. Fore NT é indicado para aplicações terrestres e aéreas. As aplicações terrestres podem ser através de equipamento costal (motorizado ou manual), ou tratorizados equipados com barras, turboatomizadores, mangueiras e pistolas. O volume de calda varia de acordo com o porte da cultura e o número de plantas por hectare.

Banana

Para a cultura da banana as aplicações devem ser feitas utilizando-se uma quantidade de óleo mineral equivalente a 50% do volume total da calda de pulverização (100 litros), adicionar emulsionante a 0,2% do volume do óleo a ser aplicado (0,20 litros) e uma quantidade de água proporcional a 100 litros, totalizando um volume de calda de aproximadamente 200 L/ha.

Aplicação terrestre: Utilizar atomizador costal motorizado ou atomizador canhão modelo AF 427 bananeiro, observando sempre que seja feita uma cobertura total das folhas.

Aplicação aérea: Aplicação aérea com utilização de barra e bicos: usar bicos de jato cone vazio, do tipo D5, com disco (core) nunca maior que 45 graus, espaçados a cada 20 cm. Pressão na barra ao redor de 30 libras.
A largura da faixa de pulverização deve ser estabelecida por teste.
A altura de voo deve ser de 2,0 a 3,0 metros sobre a cultura; em locais onde essa altura não for possível, fazer arremates com pulverizações transversais, paralelas aos obstáculos.
Ventos de 15 km por hora, sem ventos de rajada.
Aplicação aérea com utilização de atomizadores rotativos (Micronair AU 3000): usar 4 atomizadores.
Ângulo das pás de 25 a 35°, ajustado segundo as condições de vento, temperatura e umidade relativa, para reduzir ao mínimo as perdas por deriva e evaporação.
A largura da faixa devendo ser estabelecida por teste.
Altura de voo de 3,0 a 4,0 metros sobre a cultura. Pressão conforme a vazão, seguindo a tabela do fabricante.

Culturas Anuais Rasteiras

Aplicação Terrestre

Pulverizadores de barra acoplados a tratores

Devem-se observar os seguintes parâmetros:
- Velocidade do trator: 6- 8 km/h
- Pressão do manômetro: 150 - 250 lb/pol²
- Tipo de bico: bico cônico (cheio ou vazio) série D ou X
- Condições climáticas: não aplicar o produto com ventos superiores a 6 km/h

Obs.: A barra de pulverização deverá estar sempre aproximadamente 20 cm acima da planta. Usar equipamentos com barras de 9,5 a 17 metros, colocando-se os bicos com intervalos de 25 cm (este intervalo poderá ser alterado através de recomendação técnica).

Pulverizadores de mangueira: Devem-se observar os seguintes parâmetros:
- RPM na tomada de força: 540 rpm
- Pressão do manômetro: 250 - 350 lb/pol²
- Tipo de bico: bico cônico (cheio ou vazio) série D ou X
- Condições climáticas: não aplicar o produto com ventos superiores a 6 km/h.

Culturas Arbóreas:
Aplicação Terrestre Pulverizadores com pistola: Devem-se observar os seguintes parâmetros:
- Velocidade do trator: 1,8 km/h.
- RPM do trator: 1.400 rpm
- Marcha do trator: 1ª reduzida
- Vazão: 130 litros/minuto
- Pressão: 300 - 350 lb/pol²
- Tipo de bico: disco ou chapinha nº 4 a 10.
- Condições climáticas: não aplicar o produto com ventos superiores a 6 km/h

Atomizadores (turbo atomizadores): Devem-se observar os seguintes parâmetros:
- Velocidade do trator: 2 - 3 km/h
- RPM na tomada de força: 540 rpm
- Pressão: 160 - 300 lb/pol²
- Tipo de bico: disco ou chapinha nº 3 a 6.

Considerando-se que todos estejam abertos, recomenda-se alternar bicos com difusor de 2 furos, com bicos de difusor de 3 furos.

- Condições climáticas: não aplicar o produto com ventos superiores a 6 km/h Abóbora, Alho, Amendoim, Arroz, Batata, Berinjela, Beterraba, Brócolis, Café, Cebola, Cenoura, Citros, Couve, Couve-Flor, Cravo, Crisântemo, Ervilha, Feijão-Vagem, Figo, Fumo, Gladíolo, Maçã, Mamão, Manga, Melancia, Melão, Pepino, Pêssego, Pimentão, Repolho, Rosa, Tomate e Uva:

Pulverizadores Costais: Como os pulverizadores costais manuais não possuem regulador de pressão, o volume a ser aplicado depende muito do operário que executa a operação. A calibração deve ser feita individualmente, sendo considerada uma velocidade usual aquela ao redor de 1m/segundo. A pressão de trabalho varia conforme o ritmo de movimento que o operador imprime à alavanca de acionamento da bomba, combinado com a vazão do bico. Bicos de alta vazão geralmente são trabalhados à baixa pressão, uma vez que no ritmo normal de bombeamento não se consegue atingir altas pressões. Em oposição, bicos de baixa vazão são operados em pressões maiores, pois o operador consegue manter o circuito pressurizado acionando poucas vezes a alavanca da bomba.

Arroz, Feijão e Trigo

Aplicação Aérea

Devem-se observar os seguintes parâmetros:
- Tipo de bico: bico cônico (cheio ou vazio) série D - Diâmetro das gotas: 150 - 250 micra
- Densidade das gotas: 50 - 70 gotas/cm²
- Altura do voo: 2 a 3 metros
- Largura da faixa: 12 - 16 metros - Pressão: 30 - 45 lb/pol²
- Condições climáticas: não aplicar o produto com ventos superiores a 6 km/h.
- Umidade relativa do ar: mínimo de 55%.

Obs.: A critério do Engenheiro Agrônomo, as condições de aplicação podem ser alteradas.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Abóbora, Melão, Citros, Couve, Repolho e Amendoim: 14 dias
Alho, Cebola, Melancia, Pepino, Maçã, Uva, Brócolis, Couve-flor, Berinjela, Pimentão, Tomate, Ervilha, Feijão-vagem, Batata, Beterraba e Cenoura: 7 dias
Arroz: 32 dias
Mamão: 3 dias
Manga: 20 dias
Banana, Café, Figo e Pêssego: 21 dias
Fumo e Plantas Ornamentais: Uso Não Alimentar

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da completa secagem da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os EPIs recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Fore NT é incompatível com caldas altamente alcalinas.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Incluir outros métodos de controle de doenças (ex.: controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Doenças (MID) quando disponíveis e apropriados.

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
• Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo M03 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
• Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac- br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUP O M03 FUNGICIDA

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA PARA A FERRUGEM-DA-SOJA

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo. Como prática para retardar a queda de eficácia dos fungicidas ao fungo causador da ferrugemasiática- da-soja, seguem algumas recomendações:
• Aplicação alternada de fungicidas formulados em mistura rotacionando os mecanismos de ação distinto do Grupo M03 sempre que possível; Se o produto tiver apenas um mecanismo de ação, nunca utilizá-lo isoladamente;
• Respeitar o vazio sanitário e eliminar plantas de soja voluntária;
• Semear cultivares de soja precoce, concentrando a semeadura no início da época recomendada para cada região (adotar estratégia de escape);
• Jamais cultivar a soja safrinha (segunda época);
• Utilizar cultivares com gene de resistência incorporado, quando disponíveis;
• Semear a soja com a densidade de plantas que permita bom arejamento foliar, o que permitirá maior penetração e melhor cobertura do fungicida;
• Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, uso de sementes sadias, adubação equilibrada, manejo da irrigação do sistema, outros controles culturais etc.
• Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis do agente causador de doenças a ser controlado;
• Utilizar o fungicida somente na época, na dose e nos intervalos de aplicação recomendados;
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de fungicidas;
• Realizar o monitoramento da doença na cultura;
• Adotar estratégia de aplicação preventiva;
• Respeitar intervalo máximo de 14 dias de intervalos entre aplicações;
• Realizar, no máximo, o número de aplicações do produto conforme descrito em bula;
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac- br.org), Ministério da Agricultura,Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO M03 FUNGICIDA

O produto fungicida Fore NT é composto por mancozebe que apresenta mecanismo de atividade de contato multi-sítio, pertencente ao Grupo M03, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicida).