Plateau

Mancha preta

Pinta preta (Phyllosticta citricarpa)

Culturas Afetadas: Citros, Todas as culturas com ocorrência do alvo biológico

Teleomorfo: Guignardia citricarpa

A pinta preta, ou mancha preta dos citros (MPC), afeta folhas, ramos e, principalmente, frutos, que ficam impróprios para o mercado de fruta fresca. As perdas provocadas pela doença podem ser muito severas, principalmente em limões verdadeiros e laranjas doces de maturação tardia. Em ataques severos os frutos podem cair prematuramente. A MPC já foi encontrada afetando severamente plantios comerciais de limões verdadeiros, laranjas doces, mexericas do Rio e Montenegrina e tangor Murcote, nos Estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Plantas velhas e estressadas são geralmente mais afetadas pela doença.

Danos: Os sintomas da MPC em folhas, ramos e frutos são sempre mais freqüentes nas faces da planta mais expostas aos raios solares. Em frutos, quatro tipos principais de lesões com denominação diferentes podem ocorrer:

1) Manchas duras, que são as mais comuns e as típicas da doença. Elas, em geral, aparecem quando os frutos iniciam a maturação. Em frutos verdes, um halo amarelado aparece circundando as lesões. Em frutos maduros, um halo verde aparece ao redor das lesões que apresentam o centro deprimido de cor marrom-claro ou cinza-escuro e os bordos salientes de coloração marrom-escura. No interior dessas lesões aparecem pequenas pontuações negras, que se constituem nos picnídios do fungo;

2) Manchas sardentas, que aparecem geralmente depois que os frutos já passaram da coloração verde para a amarelada ou laranja. As lesões são levemente deprimidas e avermelhadas. Elas podem coalescer, formando uma grande lesão, ou permanecer pequenas, individualizadas;

3) Manchas virulentas, que geralmente se desenvolvem no final da safra, quando os frutos já estão maduros e as temperaturas são elevadas. Elas também podem ocorrer após a colheita, durante o transporte e o armazenamento dos frutos. As lesões aparecem como resultado do crescimento ou coalescência de lesões dos dois tipos anteriores, dando origem a grandes lesões deprimidas de centro acinzentado e bordos salientes de coloração marrom-escuro ou vermelho-escuro. No centro dessas lesões também aparecem pontuações escuras, que são os picnídios do fungo. A casca do fruto fica completamente necrosada na área da lesão, mas a parte interna do fruto não é afetada.;

4) Manchas de falsa melanose, que geralmente aparecem quando o fruto já ultrapassou seu período de suscetibilidade, que é de 4-5 meses após a queda das pétalas. As lesões são minúsculas e numerosas, negras, muito semelhantes às de melanose.

Sintomas em folhas e ramos são menos freqüentes. Lesões em folhas são muito semelhantes às do tipo duro dos frutos, apresentando o centro necrótico deprimido de cor cinza, os bordos salientes marrom-escuros e um halo amarelado ao redor das lesões.

Controle: As medidas de controle incluem:

a) Plantio de mudas sadias produzidas em regiões livres da doença;

b) Remoção de frutos temporões infectados antes do início da florada, visando reduzir a fonte de inóculo representada pelos picnídios presentes em lesões de frutos;

c) Controle do mato nas linhas de plantio com herbicidas pós-emergentes, antes do início da florada, visando a formação de uma cobertura morta sobre as folhas caídas ao solo, reduzindo assim a fonte de inóculo representada pelos ascósporos produzidos nessas folhas; eliminação de plantas em estado de depauperamento avançado do pomar;

d) Manutenção das plantas em boas condições de nutrição e sanidade;

e) Pulverizações visando a proteção dos frutos durante o período crítico de suscetibilidade, de até 4 -5 meses após a queda das pétalas, com fungicidas sistêmicos (benzimidazóis) ou de contacto (à base de cobre). A adição de óleo (0,5%) melhora a eficácia desses produtos no controle da doença.

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