Bula Comet - Basf

Bula Comet

CI
Piraclostrobina
8801
Basf

Composição

Piraclostrobina 250 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea
Fungicida
4 - Produto Pouco Tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Sistêmico

Abacaxi

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Oidium mangiferae (Oídio)

Abóbora

Calda Terrestre Dosagem
Pseudoperonospora cubensis (Míldio)
Sphaerotheca fuliginea (Oídio)

Abobrinha

Calda Terrestre Dosagem
Pseudoperonospora cubensis (Míldio)
Sphaerotheca fuliginea (Oídio)

Acácia negra

Calda Terrestre Dosagem
Cylindrocladium scoparium (Mancha do tronco)

Algodão

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gossypii (Tombamento)
Ramularia areola (Ramularia)

Alho

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria porri (Mancha púrpura)
Puccinia allii (Ferrugem)

Amendoim

Calda Terrestre Dosagem
Cercospora arachidicola (Mancha castanha)
Pseudocercospora personata (Mancha preta)

Anonáceas

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Oidium mangiferae (Oídio)

Aveia

Calda Terrestre Dosagem
Puccinia coronata var. avenae (Ferrugem da folha)

Banana

Calda Terrestre Dosagem
Mycosphaerella fijiensis (Sigatoka negra)
Mycosphaerella musicola (Mal da sigatoka)

Batata

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria solani (Pinta preta grande)

Batata yacon

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria bataticola (Queima-das-folhas)
Cercospora beticola (Cercosporiose)

Beterraba

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria tenuis (Mancha de Alternária)
Cercospora beticola (Cercosporiose)

Café

Calda Terrestre Dosagem
Cercospora coffeicola (Olho pardo)
Hemileia vastatrix (Ferrugem do cafeeiro)
Phoma costaricensis (Seca de ponteiros)

Cana-de-açúcar

Calda Terrestre Dosagem
Ceratocystis paradoxa (Podridão da coroa)
Puccinia melanocephala (Ferrugem)

Cará

Calda Terrestre Dosagem
Cercospora beticola (Cercosporiose)
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Cebola

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria porri (Mancha púrpura)
Peronospora destructor (Míldio)

Cenoura

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria dauci (Mancha de alternaria)

Cevada

Calda Terrestre Dosagem
Bipolaris sorokiniana (Mancha marrom)
Drechslera teres (Mancha angular)

Chuchu

Calda Terrestre Dosagem
Pseudoperonospora cubensis (Míldio)
Sphaerotheca fuliginea (Oídio)

Citros

Calda Terrestre Dosagem
Elsinoë australis (Verrugose da laranja doce)
Phyllosticta citricarpa (Mancha preta)

Cupuaçu

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Oidium mangiferae (Oídio)

Eucalipto

Calda Terrestre Dosagem
Cylindrocladium spp. (Mancha-foliar-de-Cylindrocladium)

Feijão

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum lindemuthianum (Antracnose)
Phaeoisariopsis griseola (Mancha angular)
Uromyces appendiculatus (Ferrugem)

Feijão-caupi

Calda Terrestre Dosagem
Cercospora arachidicola (Mancha castanha)
Pseudocercospora personata (Mancha preta)

Grão-de-bico

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum capsici (Antracnose)
Uromyces appendiculatus (Ferrugem)

Guaraná

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Oidium mangiferae (Oídio)

Inhame

Calda Terrestre Dosagem
Cercospora beticola (Cercosporiose)
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Kiwi

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Oidium mangiferae (Oídio)

Lentilha

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum capsici (Antracnose)
Uromyces appendiculatus (Ferrugem)

Maçã

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Venturia inaequalis (Sarna da maçã)

Mamão

Calda Terrestre Dosagem
Asperisporium caricae (Varíola)
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Oidium caricae (Oídio)

Mandioca

Calda Terrestre Dosagem
Cercospora beticola (Cercosporiose)
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Mandioquinha-salsa

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria dauci (Mancha de alternaria)
Cercospora beticola (Cercosporiose)

Manga

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Oidium mangiferae (Oídio)

Maracujá

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Oidium mangiferae (Oídio)

Maxixe

Calda Terrestre Dosagem
Pseudoperonospora cubensis (Míldio)
Sphaerotheca fuliginea (Oídio)

Melancia

Calda Terrestre Dosagem
Pseudoperonospora cubensis (Míldio)
Sphaerotheca fuliginea (Oídio)

Melão

Calda Terrestre Dosagem
Pseudoperonospora cubensis (Míldio)
Sphaerotheca fuliginea (Oídio)

Milho

Calda Terrestre Dosagem
Phaeosphaeria maydis (Mancha foliar de phaoeosphaeria)
Puccinia polysora (Ferrugem polisora)

Nabo

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria raphani (Mancha-de-Alternaria)
Cercospora beticola (Cercosporiose)

Pepino

Calda Terrestre Dosagem
Pseudoperonospora cubensis (Míldio)
Sphaerotheca fuliginea (Oídio)

Pimentão

Calda Terrestre Dosagem
Oidiopsis taurica (Oídio)

Pinus

Calda Terrestre Dosagem
Cylindrocladium pteridis (Podridão das raízes)

Plantas ornamentais

Calda Terrestre Dosagem
Diplocarpon rosae (Mancha negra) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Puccinia heliconiae (Ferrugem das flores)
Puccinia horiana (Ferrugem branca)
Puccinia pelargonii-zonalis (Ferrugem)
Sphaeroteca macularis (Oídium)
Sphaerotheca fuliginea (Oídio)
Sphaerotheca pannosa (Oídio)

Rabanete

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria raphani (Mancha-de-Alternaria)
Cercospora beticola (Cercosporiose)

Romã

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Oidium mangiferae (Oídio)

Seringueira

Calda Terrestre Dosagem
Cylindrocladium delabrum (Mancha do tronco)

Soja

Calda Terrestre Dosagem
Cercospora kikuchii (Mancha púrpura da semente)
Corynespora cassiicola (Mancha alvo)
Microsphaera diffusa (Oídio)
Septoria glycines (Mancha parda)

Tomate

Calda Terrestre Dosagem
Alternaria solani (Pinta preta grande)
Septoria lycopersici (Septoriose)

Trigo

Calda Terrestre Dosagem
Bipolaris sorokiniana (Mancha marrom)
Drechslera tritici-repentis (Mancha amarela)
Puccinia triticina (Ferrugem da folha)
Septoria tritici (Mancha salpicada)
Stagonospora nodorum (Mancha das glumas)

Frascos de polietileno(COEX): 1, 5, 10 e 20 L.

INSTRUÇÕES DE USO

Comet® atua como inibidor do transporte de elétrons nas mitocôndrias das células dos fungos, inibindo a formação de ATP, essencial nos processos metabólicos dos fungos.
Comet® apresenta excelente ação protetiva, devido a sua atuação na inibição da germinação dos esporos, desenvolvimento e penetração dos tubos germinativos e proporciona maior atividade metabólica da planta, aumento da atividade da enzima nitrato redutase, resultando em melhor sanidade da planta.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

Uso em Culturas Agrícolas:
Abóbora, Abobrinha, Chuchu, Maxixe, Melancia, Melão e Pepino: Iniciar as aplicações preventivamente a partir de 2 semanas da emergência e repetir, se necessário, em intervalos de 7 a 10 dias para Míldio e Oídio, dependendo da evolução da doença. Máximo de 4 aplicações, respeitando-se o intervalo de segurança.
Abacaxi, anonáceas, cupuaçu, guaraná, manga, maracujá, kiwi e romã: Iniciar as aplicações preventivamente a partir do pré-florescimento e repetir, se necessário, em intervalos de 15 dias, dependendo da evolução da doença. Máximo de 2 aplicações, respeitando-se o intervalo de segurança.
Algodão: Iniciar as aplicações do 25º ao 35º dia após o plantio ou no aparecimento dos primeiros sintomas da doença e repetir, se necessário, em intervalos de 15 a 20 dias, dependendo da evolução da doença. Máximo de 3 aplicações, respeitando-se o intervalo de segurança.
Alho e Cebola: Iniciar as aplicações preventivamente ou no aparecimento dos primeiros sintomas, e repetir, se necessário, em intervalos de 7 a 10 dias para míldio (na cultura de cebola) e 10 a 12 dias para Mancha-púrpura (na cultura de cebola e alho) e ferrugem (na cultura de alho), dependendo da evolução da doença. Máximo de 4 aplicações, respeitando-se o intervalo de segurança.
Amendoim, Feijão-caupi, Grão-de-bico e Lentilha: Iniciar as aplicações preventivamente ou no aparecimento dos primeiros sintomas e repetir, se necessário, em intervalos de 14 a 18 dias, dependendo da evolução da doença, o máximo de 2 aplicações e respeitando-se o intervalo de segurança.
Aveia e Cevada: Aplicar no aparecimento dos sintomas quando 10 a 20% do número total de folhas apresentarem sintomas de ataque de Ferrugem e 15 a 20% do número total de folhas apresentarem sintomas de ataque de manchas foliares. Máximo de 1 aplicação, respeitando-se o intervalo de segurança.
Batata yacon, beterraba, cará, cenoura, inhame, mandioca, mandioquinha-salsa, nabo e rabanete: Iniciar as aplicações no aparecimento dos primeiros sintomas da doença e repetir, se necessário, em intervalos de 10 a 14 dias, dependendo da evolução da doença. Máximo de 3 aplicações, respeitando-se o intervalo de segurança.
Banana: Iniciar as aplicações preventivamente ou no aparecimento dos primeiros sintomas da doença e repetir, se necessário, em intervalos de 14 a 21 dias para Sigatoka-negra e de 28 a 35 dias para Sigatoka-amarela, dependendo da emissão de folhas e evolução da doença. Máximo de 5 aplicações, respeitando-se o intervalo de segurança.
Batata: Iniciar as aplicações preventivamente ou no aparecimento dos primeiros sintomas da doença, que normalmente ocorre no início do fechamento da cultura e início da tuberização (ao redor dos 45 dias após plantio) e repetir, se necessário, em intervalos de 10 a 14 dias, dependendo da evolução da doença. Máximo de 5 aplicações, respeitando-se o intervalo de segurança.
Café:
Ferrugem: a aplicação deverá ser efetuada quando forem constatados índices de infecção foliar (*) de até 5%. Reaplicar Comet® na dose de 0,6 L/ha, sempre que o índice de infecção foliar da ferrugem atingir novamente até 5%.
Cercosporiose: em regiões onde as condições são favoráveis à ocorrência de Cercospora, recomenda-se realizar uma aplicação preventiva no mês de novembro de fungicida cúprico, seguindose com a aplicação em dezembro de Comet® na dose de 0,8 L/ha, em condições de alta infecção por Cercospora reaplicar Comet®, na dose de 0,6 L/ha em intervalos de 60 dias, caso a infecção, torne a subir. Máximo de 2 aplicações, respeitando-se o intervalo de segurança.
(*) Método de amostragem: coletar ao acaso do terço médio da planta, folhas entre o 2º e 4º par de folhas do ramo, 10 folhas/planta sendo 5 de cada lado, de 20 a 30 plantas /talhão, conforme a uniformidade do mesmo.
Mancha de Phoma: iniciar as aplicações no aparecimento dos primeiros sinais das doenças, e repetir se necessário para Mancha-de-Phoma (no máximo 3 vezes), respeitando-se o intervalo de segurança. Em regiões de alta incidência da doença, a aplicação deverá ser efetuada no momento pós colheita antes do início da floração, com a finalidade de proteger a planta preventivamente no estádio da pré-florada. Reaplicar com intervalos de 60 dias, para proteger a planta no estádio de pós florada, caso necessário realizar outra aplicação mantendo o intervalo de 60 dias e respeitando o limite máximo de 3 aplicações no ciclo da cultura.
Cana-de-açúcar:
Ferrugem: Realizar a aplicação no aparecimento dos primeiros sintomas, ou preventivamente quando as condições forem favoráveis a ocorrência das doenças. Máximo de 1 aplicação, respeitando-se o intervalo de segurança.
Podridão-abacaxi: Realizar tratamento preventivo, diretamente sobre o sulco de plantio e/ou mudas (“toletes” ou plântulas) na época do plantio. Utilizar a maior dose quando as condições forem favoráveis a ocorrência das doenças.
Citros: Para o controle de verrugose, iniciar as aplicações preventivamente quando 2/3 das pétalas da florada principal tiverem caído e repetir, se necessário, em intervalos de 4 semanas.
Para o controle de Pinta-preta, realizar a 1ª aplicação entre 4 a 8 semanas após a queda das pétalas, dependendo do volume de chuvas e liberação de ascosporos (em áreas onde existir equipamentos para verificação), reaplicando com intervalo de 45 dias. Máximo de 2 aplicações, respeitando-se o intervalo de segurança.
Feijão: Iniciar as aplicações a partir do quarto trifólio ou no aparecimento dos primeiros sintomas da doença e repetir, se necessário, em intervalos de 10 a 14 dias, dependendo da evolução da doença. Máximo de 3 aplicações, respeitando-se o intervalo de segurança.
Maçã: O controle da Sarna (Venturia inaequalis) deverá ser realizado com tratamentos preventivos, devendo ser aplicado, a partir do estágio E2 (botão rosado) em diante, em intervalos de 8 a 12 dias, dependendo da pressão de infecção, das condições climáticas e da evolução das folhas. Caso exista na região, “Estação de Aviso”, aplicar o produto até 72 horas após o alarme. Para controle das doenças de verão iniciar as aplicações preventivamente a partir de outubro e repetir, se necessário, com intervalos de 7 a 14 dias. Máximo de 4 aplicações, respeitando-se o intervalo de segurança.
Mamão: Iniciar as aplicações no aparecimento dos primeiros sintomas da doença e repetir, se necessário, em intervalos de 10 a 14 dias, dependendo da evolução da doença. Máximo de 4 aplicações, respeitando-se o intervalo de segurança.
Milho: Aplicar preventivamente ou no aparecimento dos primeiros sintomas da doença. Máximo de 1 aplicação.
Pimentão: Iniciar as aplicações preventivamente ou no aparecimento dos primeiros sintomas da doença e repetir, em intervalos de 7 a 12 dias, dependendo da evolução da doença. Máximo de 4 aplicações, respeitando-se o intervalo de segurança.
Soja:
Oídio: a aplicação deverá ser efetuada nas seguintes condições:
- Preventivamente, a partir da fase vegetativa, quando houver condições favoráveis da doença; ou
- Quando forem constatados índices de infecção foliar de até 30%.
Temperaturas entre 18 ºC e 24 ºC favorecem a doença.
Doenças de final de ciclo:
- a aplicação deve ser feita entre os estádios R5.1 (Início do enchimento do grão - grãos perceptíveis ao tato - o equivalente a 10% da granação) e R5.3 (granação de 26% a 50%), quando as condições climáticas estiverem favoráveis à ocorrência das doenças. Temperaturas entre 22 ºC e 30 ºC favorecem a doença. Repetir, se necessário, em intervalos de 15 dias, dependendo da evolução da doença. Máximo de 2 aplicações, respeitando-se o intervalo de segurança.
Tomate: Iniciar as aplicações preventivamente ou no aparecimento dos primeiros sintomas da doença, que normalmente ocorre entre o primeiro e o segundo amarrio do tomate estaqueado (45 dias do transplante) e a partir do florescimento do tomate rasteiro (40 a 50 dias após transplante), repetindo, se necessário, em intervalos de 7 a 14 dias, dependendo da evolução da doença. Máximo de 5 aplicações, respeitando-se o intervalo de segurança.
Trigo: Aplicar quando 10 a 20% do número total de folhas apresentarem sintomas de ataque de ferrugem e 15 a 20% do número total de folhas apresentarem sintomas de ataque de manchas foliares. Utilizar a dose de 0,6 L/ha quando o nível de incidência de ataque mencionado for atingido antes da emissão da folha bandeira. Utilizar dose de 0,8 L/ha, quando o nível de incidência mencionado for alcançado após a emissão da folha bandeira. Máximo de 1 aplicação, respeitando-se o intervalo de segurança.

USO EM CULTURAS FLORESTAIS E ORNAMENTAIS
Plantas Ornamentais – Em ambientes aberto ou protegidos, iniciar as aplicações preventivamente e repetir caso necessário com intervalos de 7 a 14 dias dependendo da evolução da doença. Utilizar volumes de calda conforme o porte da planta ornamental. Alternar produtos de modo de ação distintos.
Devido ao grande número de espécies de plantas ornamentais que podem vir a ser afetadas pelas doenças, indicadas nesta bula, recomenda-se que o USUÁRIO aplique preliminarmente o produto em uma pequena área para verificar a ocorrência de eventual ação fitotóxica do produto, antes de sua aplicação em maior escala.
Eucalipto: Iniciar as aplicações preventivamente ou no aparecimento dos primeiros sintomas, e repetir se necessário, caso ocorra reaparecimento da doença, para controle de Mancha-foliar-de-Cylindrocladium.
Acácia-negra, Pinus e Seringueira: Iniciar as aplicações preventivamente ou no aparecimento dos primeiros sintomas, e repetir se necessário, caso ocorra reaparecimento da doença.
Flores e Plantas ornamentais: Iniciar as aplicações no aparecimento dos primeiros sintomas da doença e repetir, se necessário, em intervalos de 7 a 10 dias, dependendo da evolução da doença.

MODO DE APLICAÇÃO

A boa cobertura de todos os tecidos da parte aérea das plantas é fundamental para o sucesso de controle das doenças, independente do equipamento utilizado (terrestre ou aéreo). Desta forma, o tipo e calibração do equipamento, estágio de desenvolvimento da cultura, bem como as condições ambientais em que a aplicação é conduzida, devem balizar o volume de calda, pressão de trabalho e diâmetro de gotas, a serem utilizados.
Preparo da calda: O responsável pela preparação da calda deve usar equipamento de proteção individual (EPI) indicado para esse fim. Colocar água limpa no tanque do pulverizador (pelo menos 3/4 de sua capacidade) ou de tal forma que atinja a altura do agitador (ou retorno) e, com a agitação acionada, adicionar a quantidade recomendada do produto. Também manter a calda sob agitação constante durante a pulverização. A aplicação deve ser realizada no mesmo dia da preparação da calda.
Adicionar o adjuvante à calda após o produto. Para os menores volumes de aplicação, não exceder a concentração de 0,5% v/v da calda ou a recomendação descrita na bula do adjuvante. Observar que o produto não é recomendado com adjuvante para a cultura da uva.
Informações sobre os equipamentos de aplicação a serem usados:

• Aplicação Terrestre: Seguir as recomendações abaixo para uma correta aplicação:
- Equipamento de aplicação:
Utilizar equipamento de pulverização provido de barras apropriadas. Ao aplicar o produto, seguir sempre as recomendações da bula. Proceder a regulagem do equipamento de aplicação para assegurar uma distribuição uniforme da calda e boa cobertura do alvo desejado. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada.
Para a cultura de banana: com pulverizador costal motorizado ou atomizador canhão, observar sempre que seja feita uma cobertura total das folhas. Vazão de 15 a 20 litros de óleo de pulverização agrícola por hectare.
- Seleção de pontas de pulverização:
A seleção correta da ponta é um dos parâmetros mais importantes para boa cobertura do alvo e redução da deriva. Pontas que produzem gotas finas apresentam maior risco de deriva e de perdas por evaporação (vide CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS). Dentro deste critério, usar pontas que possibilitem cobertura adequada das plantas hospedeiras e produzam gotas médias (M), conforme norma ASABE. Em caso de dúvida quanto a seleção das pontas, pressão de trabalho e tamanho de gotas gerado, consultar a recomendação do fabricante da ponta (bico).
- Velocidade do equipamento:
Selecionar uma velocidade adequada às condições do terreno, do equipamento e da cultura. Observar o volume de aplicação e a pressão de trabalho desejada. A aplicação efetuada em velocidades mais baixas, geralmente resulta em uma melhor cobertura e deposição da calda na área alvo.
- Pressão de trabalho:
Observar sempre a recomendação do fabricante e trabalhar dentro da pressão recomendada para a ponta, considerando o volume de aplicação e o tamanho de gota desejado. Para muitos tipos de pontas, menores pressões de trabalho produzem gotas maiores. Quando for necessário elevar o volume de aplicação, optar por pontas que permitam maior vazão (maior orifício) ao invés do aumento da pressão de trabalho. Caso o equipamento possua sistema de controle de aplicação, assegurar que os parâmetros de aplicação atendam a recomendação de uso.
- Altura de barras de pulverização:
A barra deverá estar posicionada em distância adequada do alvo, conforme recomendação do fabricante do equipamento e pontas, de acordo com o ângulo de abertura do jato. Quanto maior a distância entre a barra de pulverização e o alvo a ser atingido, maior a exposição das gotas às condições ambientais adversas, acarretando perdas por evaporação e transporte pelo vento.
- Aplicação com equipamento costal:
Para aplicações costais, manter constante a velocidade de trabalho e altura da lança, evitando variações no padrão de deposição da calda nos alvos, bem como a sobreposição entre as faixas de aplicação.

• Aplicação Aérea:
É recomendado a APLICAÇÃO AÉREA desse produto para as culturas de algodão, aveia, banana, cana, cevada, feijão, milho, soja, trigo, acácia negra, eucalipto, pinus e seringueira adotando as seguintes recomendações;
- Equipamento de aplicação:
Utilizar aeronaves providas de barras apropriadas. Ao aplicar o produto, seguir sempre as recomendações da bula. Proceder a regulagem do equipamento de aplicação para assegurar uma distribuição uniforme da calda e boa cobertura do alvo desejado. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada.
- Volume de calda por hectare (taxa de aplicação):
Recomenda-se o volume de calda entre 30 a 50 L/ha ou 10 a 30 L/ha, quando utilizados bicos centrífugos (atomizadores rotativos).
Para a cultura de banana - utilizar volume de calda de 15 litros de óleo de pulverização agrícola por hectare. Em locais onde a altura de voo recomendada não for possível, fazer arremates com passadas transversais, paralelas aos obstáculos. Em aplicações utilizando atomizadores rotativos usar 4 atomizadores por barra. Ângulo das pás de 25 a 35º, ajustado segundo as condições de vento, temperatura e umidade relativa, para reduzir ao mínimo as perdas por deriva e evaporação. Vazão de 15 litros de óleo de pulverização agrícola por hectare.
- Seleção de pontas de pulverização:
A seleção correta da ponta é um dos parâmetros mais importantes para boa cobertura do alvo e redução da deriva. Pontas que produzem gotas finas apresentam maior risco de deriva e de perdas por evaporação. Dentro deste critério, usar pontas que possibilitem cobertura adequada das plantas hospedeiras e produzam gotas médias (M), conforme norma ASABE. Bicos centrífugos produzem gotas menores, podendo favorecer as perdas por evaporação e/ou deriva das gotas (vide CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS). Em caso de dúvida quanto à seleção das pontas, pressão de trabalho e tamanho de gotas gerado, consultar a recomendação do fabricante da ponta (bico). Quando for necessário elevar o volume de aplicação, optar por pontas que permitam maior vazão (maior orifício) ao invés do aumento da pressão de trabalho.
- Altura de voo e faixa de aplicação:
Altura de voo deverá ser de 3 a 6 metros do alvo a ser atingido, atentando à segurança da operação e à cobertura adequada do alvo. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada.
O uso de marcadores humanos de faixa não é recomendado, pois trata-se de situação potencialmente perigosa devido à exposição direta destes marcadores aos agroquímicos.
Atentar à legislação vigente quanto às faixas de segurança, distância de áreas urbanas e de preservação ambiental.
A aplicação deve ser interrompida, imediatamente, caso qualquer pessoa, área, vegetação, animais ou propriedades não envolvidos na operação sejam expostos ao produto.
O aplicador do produto deve considerar todos estes fatores para uma adequada utilização, evitando atingir áreas não alvo. Todos os equipamentos de aplicação devem ser corretamente calibrados e o responsável pela aplicação deve estar familiarizado com todos os fatores que interferem na ocorrência da deriva, minimizando assim o risco de contaminação de áreas adjacentes.

CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS

- Velocidade do vento:
A velocidade do vento adequada para pulverização deve estar entre 05 e 10 km/h dependendo da configuração do sistema de aplicação. A ausência de vento pode indicar situação de inversão térmica, que deve ser evitada. A topografia do terreno pode influenciar os padrões de vento e o aplicador deve estar familiarizado com estes padrões. Ventos e rajadas acima destas velocidades favorecem a deriva e contaminação das áreas adjacentes. Deixar uma faixa de bordadura adequada para aplicação quando houver culturas sensíveis na direção do vento.
- Temperatura e umidade:
Aplicar apenas em condições ambientais favoráveis. Baixa umidade relativa do ar e altas temperaturas aumentam o risco de evaporação da calda de pulverização, reduzindo a eficácia do produto e aumentando o potencial de deriva.
Evitar aplicações em condições de baixa umidade relativa do ar (menores que 60%) e altas temperaturas (maiores que 30°C). Não aplicar o produto em temperaturas muito baixas ou com previsão de geadas.
- Período de chuvas:
A ocorrência de chuvas dentro de um período de quatro (4) horas após a aplicação pode afetar o desempenho do produto. Não aplicar logo após a ocorrência de chuva ou em condições de orvalho.
As condições de aplicação poderão ser alteradas a critério do Engenheiro Agrônomo da região.
O potencial de deriva é determinado pela interação de fatores relativos ao equipamento de pulverização e ao clima (velocidade do vento, umidade e temperatura). Adotar práticas que reduzam a deriva é responsabilidade do aplicador.

LIMPEZA DE TANQUE

Logo após o uso, limpar completamente o equipamento de aplicação (tanque, barra, pontas e filtros) realizando a tríplice lavagem antes de utilizá-lo na aplicação de outros produtos / culturas.
Recomenda-se a limpeza de todo o sistema de pulverização após cada dia de trabalho, observando as recomendações abaixo:
Antes da primeira lavagem, assegurar-se de esgotar ao máximo a calda presente no tanque. Lavar com água limpa, circulando a água por todo o sistema e deixando esgotar pela barra através das pontas utilizadas. A quantidade de água deve ser a mínima necessária para permitir o correto funcionamento da bomba, agitadores e retornos/aspersores internos do tanque. Para pulverizadores terrestres, a água de enxague deve ser descartada na própria área aplicada. Para aeronaves, efetuar a limpeza e descarte em local adequado. Encher novamente o tanque com água limpa e manter o sistema de agitação acionado por no mínimo 15 minutos. Proceder o esgotamento do conteúdo do tanque pela barra pulverizadora à pressão de trabalho. Retirar as pontas, filtros, capas e filtros de linha quando existentes e colocá-los em recipiente com água limpa. Realizar a terceira lavagem com água limpa e deixando esgotar pela barra.
Todas as condições descritas acima para aplicações terrestres e aéreas poderão ser alteradas a critério do Engenheiro Agrônomo da região, observando-se as indicações de bula. Observar também as orientações técnicas dos programas de manejo integrado e de resistência de pragas.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Abacaxi, Abóbora, Abobrinha, Acácia-negra, Algodão, Alho, Anonáceas, Batata yacon, Beterraba, Cará, Cebola, Cenoura, Chuchu, Cupuaçu, Guaraná, Inhame, Kiwi, Mamão, Mandioca, Mandioquinha-salsa, Manga, Maracujá, Maxixe, Melancia, Melão, Nabo, Pepino, Rabanete, Romã: 7 dias;
Amendoim, Citros, Feijão, Feijão-caupi, Grão-de-bico, Lentilha, Maçã e Soja: 14 dias;
Aveia, Cana-de-açúcar (foliar), Cevada e Trigo: 30 dias;
Banana, Batata e Pimentão: 3 dias;
Café e Milho: 45 dias;
Cana-de-açúcar (toletes): Não determinado devido à modalidade de aplicação;
Eucalipto, Pinus, Plantas Ornamentais e Seringueira: Uso Não Alimentar;
Tomate: 1 dia

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPI's) recomendados para o uso durante a aplicação.
LIMITAÇÕES DE USO

Não há limitação de uso quando utilizado de acordo com as recomendações constantes na bula.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

A integração de medidas de controle é premissa básica para um bom manejo de doenças nas plantas cultivadas. As diferentes medidas de controle visam desacelerar, integradamente o ciclo das relações patógeno-hospedeiro. O uso de fungicidas adequados, variedades resistentes, rotação de culturas e controle do ambiente devem ser vistos como métodos de controle mutuamente úteis.
Dentro deste princípio, todas as vezes que seja possível devemos associar as boas práticas agrícola como: uso racional de fungicidas e aplicação no momento e doses indicadas, fungicidas específicos para um determinado fungo, utilização de cultivares resistentes ou tolerantes, semeadura nas épocas menos propícias para o desenvolvimento dos fungos, eliminação de plantas hospedeiras, rotação de culturas, adubação equilibrada, escolha do local para implantação da cultura, etc.
Manejo de doenças de plantas cultivadas deve ser entendido como a utilização de métodos químicos, culturais e biológicos necessários para manter as doenças abaixo do nível de dano econômico.

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
- Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo G2 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
- Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc;
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e/ou informados à Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), ao Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org) e ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO C3 FUNGICIDA

O produto fungicida Comet® é composto por Piraclostrobina, que apresenta mecanismo de ação dos inibidores do complexo III: citocromo bc1 (ubiquinol oxidase) no sítio Qo, pertencente ao Grupo C3, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas).