Bula 2,4-D Nortox - Nortox

Bula 2,4-D Nortox

CI
2,4-D
3009
Nortox

Composição

2,4-D 806 g/L
Equivalente ácido de 2,4-D 670 g/L

Classificação

Terrestre
Herbicida
4 - Produto Pouco Tóxico
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Solúvel (SL)
Seletivo, Sistêmico, Pós-emergência

Arroz

Calda Terrestre Dosagem
Acanthospermum hispidum (Carrapicho de carneiro) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Aeschynomene rudis (Angiquinho) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Alternanthera tenella (Apaga fogo)
Amaranthus viridis (Caruru comum)
Bidens pilosa (Picão preto) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Commelina benghalensis (Trapoeraba)
Emilia sonchifolia (Falsa serralha)
Euphorbia heterophylla (Amendoim bravo)
Galinsoga parviflora (Picão branco)
Ipomoea grandifolia (Corda de viola)
Ipomoea purpurea (Corda de viola)
Portulaca oleracea (Beldroega)
Raphanus raphanistrum (Nabiça)
Richardia brasiliensis (Poaia branca)
Ricinus communis (Mamona)
Sida rhombifolia (Guanxuma)

Aveia

Calda Terrestre Dosagem
Bidens pilosa (Picão preto)
Commelina benghalensis (Trapoeraba)
Euphorbia heterophylla (Amendoim bravo)
Galinsoga parviflora (Picão branco)
Ipomoea grandifolia (Corda de viola)
Ipomoea purpurea (Corda de viola)
Raphanus raphanistrum (Nabiça)
Sida rhombifolia (Guanxuma)
Sonchus oleraceus (Serralha)

Braquiária

Calda Terrestre Dosagem
Amaranthus deflexus (Caruru rasteiro)
Bidens pilosa (Picão preto)
Conyza bonariensis (Buva)
Croton glandulosus (Gervão branco)
Euphorbia heterophylla (Amendoim bravo)
Momordica charantia (Melão de são caetano)
Portulaca oleracea (Beldroega)
Senecio brasiliensis (Maria Mole)
Sida cordifolia (Malva branca)
Sida glaziovii (Guanxuma branca)
Sida rhombifolia (Guanxuma)
Solanum americanum (Maria preta)
Solanum palinacanthum (Arrebenta cavalo)

Café

Calda Terrestre Dosagem
Amaranthus hybridus (Caruru roxo)
Amaranthus viridis (Caruru comum)
Bidens pilosa (Picão preto)
Commelina benghalensis (Trapoeraba)
Euphorbia heterophylla (Amendoim bravo)
Portulaca oleracea (Beldroega)

Cana-de-açúcar

Calda Terrestre Dosagem
Acanthospermum hispidum (Carrapicho de carneiro)
Aeschynomene rudis (Angiquinho)
Alternanthera tenella (Apaga fogo)
Amaranthus viridis (Caruru comum)
Bidens pilosa (Picão preto)
Commelina benghalensis (Trapoeraba)
Emilia sonchifolia (Falsa serralha)
Euphorbia heterophylla (Amendoim bravo)
Galinsoga parviflora (Picão branco)
Ipomoea grandifolia (Corda de viola)
Ipomoea purpurea (Corda de viola)
Portulaca oleracea (Beldroega)
Raphanus raphanistrum (Nabiça)
Richardia brasiliensis (Poaia branca)
Sida rhombifolia (Guanxuma)

Milho

Calda Terrestre Dosagem
Acanthospermum hispidum (Carrapicho de carneiro)
Aeschynomene rudis (Angiquinho)
Alternanthera tenella (Apaga fogo)
Amaranthus viridis (Caruru comum)
Bidens pilosa (Picão preto)
Commelina benghalensis (Trapoeraba)
Emilia sonchifolia (Falsa serralha)
Euphorbia heterophylla (Amendoim bravo)
Galinsoga parviflora (Picão branco)
Ipomoea grandifolia (Corda de viola)
Ipomoea purpurea (Corda de viola)
Portulaca oleracea (Beldroega)
Raphanus raphanistrum (Nabiça)
Richardia brasiliensis (Poaia branca)
Sida rhombifolia (Guanxuma)

Soja

Calda Terrestre Dosagem
Bidens pilosa (Picão preto)
Commelina benghalensis (Trapoeraba)
Euphorbia heterophylla (Amendoim bravo)
Galinsoga parviflora (Picão branco)
Ipomoea grandifolia (Corda de viola)
Raphanus raphanistrum (Nabiça)
Richardia brasiliensis (Poaia branca)
Sida rhombifolia (Guanxuma)
Spermacoce latifolia (Erva quente)

Sorgo

Calda Terrestre Dosagem
Bidens pilosa (Picão preto)
Commelina benghalensis (Trapoeraba)
Euphorbia heterophylla (Amendoim bravo)
Galinsoga parviflora (Picão branco)
Ipomoea grandifolia (Corda de viola)
Ipomoea purpurea (Corda de viola)
Raphanus raphanistrum (Nabiça)
Sida rhombifolia (Guanxuma)
Sonchus oleraceus (Serralha)

Trigo

Calda Terrestre Dosagem
Bidens pilosa (Picão preto)
Commelina benghalensis (Trapoeraba)
Euphorbia heterophylla (Amendoim bravo)
Galinsoga parviflora (Picão branco)
Ipomoea grandifolia (Corda de viola)
Ipomoea purpurea (Corda de viola)
Raphanus raphanistrum (Nabiça)
Sida rhombifolia (Guanxuma)
Sonchus oleraceus (Serralha)

Frasco de plástico: 0,5 e 1 litro.
Bombona plástico: 5; 10; 20; 25 litros.
Tambor- Metálico/Plástico: 100; 125; 200 L.
Contentor intermediário(IBC)- Plástico com estrutura Metálica: 500; 1.000 L.
Tanque estacionário - Metálico/Plástico: 5.000; 10.000; 15.000; 20.000; 25.000; 30.000; 35.000; 40.000; 45.000; 50.000; 55.000; 60.000 L.

INSTRUÇÕES DE USO DO PRODUTO

2,4-D NORTOX é um herbicida seletivo para aplicação no controle de plantas daninhas que infestam as culturas de trigo, milho, soja, arroz (irrigado e de sequeiro), aveia, sorgo, cana-de-açúcar, café e pastagem de braquiária.

MODO DE AÇÃO DO PRODUTO EM RELAÇÃO AO ALVO BIOLÓGICO

2,4-D NORTOX pertence as auxinas sintéticas (mimetizadores de auxina) que apresentam rápida absorção foliar e possuem translocação apossimplástica, movendo-se livremente pelo xilema e floema. Após a aplicação do herbicida há acúmulo de cálcio no citoplasma, estímulo à produção de etileno e acidificação da parede celular. O etileno promove a formação da celulase na parede celular, baixo pH e a ação das celulases reduzem a estabilidade da parede celular, e devido ao turgor de água da célula, ocorre elongação celular. Quando o herbicida é aplicado, ocorre a desregulação do metabolismo da planta, como crescimento desordenado dos tecidos Isso causa o fenômeno conhecido como “epinastia”, com encarquilhamento e a paralisação do crescimento das folhas terminais, a elongação atinge o meristema secundário, ocorrendo o rompimento dos tecidos de condução, interrompendo o fluxo de assimilados das folhas para as raízes. Sem fonte de energia há morte das raízes, desidratação e necrose dos tecidos. A morte da planta ocorre pela ausência de fontes de energia e desidratação.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

2,4-D NORTOX é utilizado em uma única aplicação durante a safra da cultura.
Arroz, Arroz Irrigado: Fazer uma aplicação em pós-emergência entre o perfilhamento e o emborrachamento da cultura, estando as plantas daninhas no estádio de até 4 folhas. No arroz irrigado o produto deve ser aplicado antes da entrada de água.
Café: Aplicar através de jato dirigido nas entrelinhas, evitando o contato do produto com a cultura, em pós-emergência das plantas daninhas e quando as mesmas atingirem 5 a 10 cm de altura, logo após a arruação ou esparramação.
Cana de-açúcar: Aplicar quando a cana atingir 30 cm de altura até a formação do colmo e a planta daninha estiver em pleno crescimento vegetativo, evitando-se períodos de estresse hídrico.
Milho: Aplicar em área total em pós-emergência das plantas daninhas.
A aplicação deve ser feita em pré-plantio (dessecação) e/ou em pós-emergência, com o milho até o estádio de 4 folhas, quando a planta do milho atingir 25 cm de altura. Em ambos os casos realizar apenas uma aplicação do produto durante o ciclo da cultura desde que não ultrapasse a dose de 1,5 litro/ha.
Obs.: Para maiores informações sobre seletividade do produto aos diferentes milhos híbridos disponíveis no mercado, a empresa fornecedora do hibrido deverá ser contatada.
Soja: Aplicar no mínimo 7 dias antes da semeadura (plantio direto).
Obs.: Usar menores doses para plantas daninhas menos desenvolvidas e as maiores para as mais desenvolvidas.
Trigo, Aveia e Sorgo: Aplicar em área total em pós-emergência das plantas daninhas. No caso de trigo e aveia, a aplicação deve ser feita no período após o início do perfilhamento e antes do emborrachamento. Já para a cultura do sorgo a aplicação deve ser feita em pós-emergência, com o sorgo até o estádio de 4 folhas. As aplicações mais tardias deverão ser feitas em jato dirigido, sobre as plantas infestantes, evitando atingir o sorgo quando este estiver com mais de 4 folhas.
Pastagem: Aplicar em área total quando as plantas daninhas estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo e antes do florescimento.

MODO DE APLICAÇÃO E INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO

É PROIBIDA APLICAÇÃO COM EQUIPAMENTO MANUAL OU COSTAL.
É PROIBIDA APLICAÇÃO TRATORIZADA COM TURBINA DE FLUXO DE AR.
PREPARO DE CALDA:
Para preparar melhor a calda, coloque a dose indicada de 2,4-D NORTOX no pulverizador com água até ¾ de sua capacidade e em seguida complete o volume agitando constantemente, mantendo o agitador ou retorno em funcionamento. A agitação deve ser constante durante a preparação da calda e aplicação do produto. Caso aconteça algum imprevisto que interrompa a agitação do produto possibilitando a formação de depósitos no fundo do tanque do pulverizador, agitar vigorosamente a calda antes de reiniciar a operação. Aplique de imediato sobre o alvo biológico.

APLICAÇÃO TERRESTRE:
Para a aplicação do produto utilize uma tecnologia de aplicação que ofereça boa cobertura dos alvos biológicos. O equipamento de pulverização deverá ser adequado para cada tipo de cultura, forma de cultivo e a topografia do terreno. A pressão de trabalho deverá ser selecionada em função do volume de calda e da classe de gotas.
Utilizar a menor altura possível da barra para cobertura uniforme, reduzindo a exposição das gotas à evaporação e aos ventos, e consequentemente a deriva.
Deve-se realizar inspeções nos equipamentos de aplicação para calibrar e manter (bicos, barra, medidores de pressão) em perfeito estado visando uma aplicação correta e segura para total eficiência do produto sobre o alvo.
As maiores doses devem ser utilizadas em alta infestação da planta daninha e/ou em estádios vegetativos avançados da cultura, bem como os volumes de calda recomendados.
O equipamento de aplicação deverá apresentar uma cobertura uniforme na parte tratada.
Consulte sempre um Engenheiro Agrônomo.
Volume da calda: 200 L/ha.

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS PARA APLICAÇÃO TERRESTRE

As condições climáticas mais favoráveis para a realização de uma pulverização, utilizando-se os equipamentos adequados de pulverização, são:
- Umidade relativa do ar: mínimo 60%; máximo 95%.
- Velocidade do vento: mínimo – 2 km/hora; máximo – 8 km/hora.
- Temperatura: entre 20 a 27ºC ideal.

RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA APLICAÇÃO DO PRODUTO

- Aplicação tratorizada: reduzir 50% da deriva para as culturas de café e cana-de-açúcar.
- Utilizar volume de água suficiente para uma distribuição uniforme de modo a providenciar uma boa cobertura de pulverização nas plantas daninhas.
- Evitar aplicações em proximidade de culturas sensíveis. São sensíveis ao produto todas as culturas dicotiledôneas, hortaliças, bananeiras, quando a pulverização atinge diretamente a folhagem.
- A utilização fora das especificações pode causar sérios danos em culturas sensíveis. Dessa forma, não aplique quando houver possibilidade de atingir estas culturas.
- Adição de Adjuvante: O acréscimo de adjuvante pode aumentar a eficácia do herbicida contra determinadas plantas daninhas, mas também diminui a seletividade as culturas. Quando o herbicida é usado na pós-emergência das culturas indicadas, não deve ser adicionado adjuvante na calda.

LIMPEZA DO EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO: CASO UTILIZAR O MESMO EQUIPAMENTO EM CULTURAS SENSÍVEIS

Proceda lavagem com solução a 3% de amoníaco ou soda cáustica, deixando-a no tanque por 24 horas. Substituí-la depois, por solução de carvão ativado a 3 g/L de água e deixar em repouso por 1 a 2 dias, lavando em seguida com água e detergente. Descartar a água remanescente da lavagem por pulverização nas bordaduras da lavoura, em local onde não atinja culturas sensíveis ao 2,4-D. Recomenda-se fazer um teste de fitotoxicidade em culturas sensíveis ao 2,4-D, tais como: pepino, tomate ou algodão antes de usar o equipamento para aplicações posteriores.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Arroz, Aveia, Sorgo e Trigo: Intervalo de segurança não determinado por ser de uso até a fase de emborrachamento.
Milho: Intervalo de segurança não determinado por ser de uso desde a fase de pré-emergência até o milho atingir a altura de 25 cm.
Cana-de-açúcar: Intervalo de segurança não determinado por ser de uso em pré e pós-emergência até 3 meses após o plantio ou corte.
Soja: Uso permitido somente em pré-plantio.
Pastagens: Intervalo de segurança não determinado.
Café: 30 dias.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo de 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes do período utilizar vestimenta de trabalho como, calça e blusa de manga longa e os equipamentos de proteção (EPI's) recomendados para o uso durante a aplicação.

INTERVALOS DE REENTRADA ESPECÍFICOS PARA CADA CULTURA E DURAÇÃO DE ATIVIDADES DE REENTRADA

Vide bula.

LIMITAÇÕES DE USO

• Utilizar bordadura de, no mínimo, 10 metros livres de aplicação costal e tratorizada de 2,4-D. A bordadura deverá iniciar no limite externo da plantação em direção ao seu interior, sendo obrigatória sempre que houver povoações, cidades, vilas, bairros, bem como moradias ou escolas isoladas, a menos de 500 metros do limite externo da plantação.
• Na operação tratorizada, o mesmo operador não deve realizar as atividades de mistura, abastecimento e aplicação do produto no campo.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

O uso continuado de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação pode contribuir para o aumento de população de plantas infestantes a ele resistentes. Como prática de manejo de resistência de plantas infestantes deverão ser aplicados, alternadamente, herbicidas com diferentes mecanismos de ação, devidamente registrados para a cultura. Não havendo produtos alternativos, recomendase a rotação de culturas que possibilite o uso de herbicidas com diferentes mecanismos de ação. Para maiores esclarecimentos, consulte um Engenheiro Agrônomo.

O produto herbicida 2,4-D Nortox é composto por sal de dimetilamina de ácido acético e equivalente de 2,4-D mimetizadores de auxinas (auxinas sintéticas), pertencentes ao Grupo O, segundo classificação internacional do HRAC (Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas a Herbicidas). O uso sucessivo de herbicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população da planta daninha alvo resistente a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e um consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
- Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo O para o controle do mesmo alvo, quando apropriado.
- Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas.
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto.
- Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas.
- Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

PT - 2,4-D Técnico TW- BRA reg. nº 8612; 2,4 D Ácido Técnico Milenia BR - Reg. nº 16012; 2,4-D Ácido Técnico BR reg. nº 16012