Bula Capture 100 EC

acessos
Bifentrina
13207
FMC - Campinas

Composição

Bifenthrin 100 g/L Éster piretroide.

Classificação

Acaricida, Inseticida
III - Medianamente tóxico
III - Produto perigoso
Inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Contato, Ingestão
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro rajado
(Tetranychus urticae)
550 a 600 mL p.c./ha 400 L de calda/ha 10 a 20 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 15 dias. Logo após o início da infestação
Bicudo
(Anthonomus grandis)
200 a 250 mL p.c./ha 400 L de calda/ha 10 a 20 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 15 dias. Logo após o início da infestação
Curuquerê
(Alabama argillacea)
30 mL p.c./ha 400 L de calda/ha 10 a 20 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 15 dias. Logo após o início da infestação
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
500 a 600 mL p.c./ha 400 L de calda/ha 10 a 20 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 15 dias. Logo após o início da infestação
Mosca branca
(Bemisia tabaci raça B)
500 a 1000 mL p.c./ha 200 a 500 L de calda/ha 10 a 20 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 15 dias. Logo após o início da infestação
Cana-de-açúcar Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Cupim
(Heterotermes tenuis)
480 a 600 mL p.c./ha 90 a 100 L de calda/ha - - Não determinado. Sulco de plantio
Citros Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro da leprose
(Brevipalpus phoenicis)
20 mL p.c./100L água 1800 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 7 dias. Logo após o início da infestação
Ácaro purpureo
(Panonychus citri)
20 mL p.c./100L água 1800 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 7 dias. Logo após o início da infestação
Bicho furão
(Ecdytolopha aurantiana)
7,5 mL p.c./100L água 1800 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 7 dias. Logo após o início da infestação
Cochonilha
(Orthezia praelonga)
20 mL p.c./100L água 1800 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 7 dias. Logo após o início da infestação
Crisântemo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro rajado
(Tetranychus urticae)
8,3 mL p.c./100L água 6000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. UNA. Logo após o início da infestação
Larva minadora
(Liriomyza huidobrensis)
3,5 mL p.c./100L água 6000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. UNA. Logo após o início da infestação
Pulgão do algodoeiro
(Aphis gossypii)
2,6 mL p.c./100L água 6000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. UNA. Logo após o início da infestação
Mamão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro branco
(Polyphagotarsonemus latus)
40 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 7 dias. Logo após o início da infestação
Cigarrinha verde
(Empoasca spp)
40 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 7 dias. Logo após o início da infestação
Manga Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Tripes
(Selenothrips rubrocinctus)
30 mL p.c./100L água 500 a 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 7 dias. Logo após o início da infestação
Melão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mosca branca
(Bemisia tabaci raça B)
100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessáiro. 7 dias. Logo após o início da infestação
Rosa Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro rajado
(Tetranychus urticae)
30 mL p.c./100L água 2000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. UNA. Logo após o início da infestação
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta da soja
(Anticarsia gemmatalis)
20 a 50 mL p.c./ha 150 a 200 L de calda/ha 10 a 20 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 30 dias. 20 lagartas/metro linear ou desfolhamento de 30% antes da floração ou 15% após o início da floração
Uva Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro rajado
(Tetranychus urticae)
50 mL p.c./100L água 500 a 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 7 dias. Logo após o início da infestação

Frascos e/ou bombonas de plástico e/ou metal para 0,2; 0,4; 0,5; 1,0; 5,0; 10,0; 20,0; 30,0 e 50,0 L.

INSTRUÇÕES DE USO:

CULTURAS/DOSES/PRAGAS CONTROLADAS:
Vide seção “Indicações de uso/Doses”.

INÍCIO, NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
O produto deve ser aplicado logo após o início da infestação. Efetuar a aplicação de forma que possibilite uma boa cobertura da parte aérea das plantas. Respeitar a quantidade máxima de número de aplicações nos alvos biológicos indicados por ciclo de cultura, conforme abaixo mencionado:

ALGODÃO: no máximo 10 por ciclo da cultura.
CANA-DE-AÇÚCAR: no máximo 1 aplicação por ciclo da cultura.
CITROS: no máximo 8 aplicações por ciclo da cultura.
MAMÃO: no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura.
MELÃO: no máximo 1 aplicação por ciclo da cultura.
MANGA: no máximo 1 aplicação por ciclo da cultura.
SOJA: no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura.
UVA: no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura.

MODO DE APLICAÇÃO:

CAPTURE 100 EC pode ser aplicado por via terrestre, através de pulverizadores manuais (costais) e tratorizados (pulverizadores terrestres, atomizadores) e via aérea (aeronaves agrícolas).
Em todas as culturas realizar inspeções nos equipamentos de aplicação para calibrar e manter (bicos, barra, medidores de pressão) em perfeito estado visando uma aplicação correta e segura para total eficiência do produto sobre o alvo.
O produto deve ser aplicado sempre que se atingir o NC (nível controle) da praga estabelecido pelo MIP (manejo integrado de pragas).
Mantenha a lavoura inspecionada.
Ao pulverizar, procurar dar boa cobertura em toda planta.

Algodão: Para o controle de Ácaro-rajado (Tetranychus urticae), Bicudo (Anthonomonos grandis), Curuquerê (Alabama argillacea) em aplicação com equipamentos terrestres, utilizar o volume de calda de 400 L/ha.
Para o controle da Mosca-Branca (Bemisia tabaci raça B) utilizar o volume de calda de 200 – 500 L/ha. Aplicar no início da infestação. O volume de calda poderá ser alterado considerando as especificações técnicas do equipamento.

Cana-de-açúcar: Aplicar o produto no sulco de plantio. Utilizar o volume de calda de 90 a 100 L/ha.

Citros: Quando aplicar o produto com pulverizadores terrestres (atomizadores), utilizar o volume de calda de 1.800 L/ha.

Crisântemo: Aplicar o produto com pulverizadores terrestres dirigidos as folhas com volume de calda de 6.000 L/ha.

Rosa: Utilizar volume de calda de 2.000 L/ha. Monitorar a lavoura, ao aparecimento dos primeiros ácaros realizar a aplicação.

Mamão: Utilizar volume de calda de 1.000 L/ha, buscando atingir o ponto de escorrimento. Fazer monitoramento da praga para aplicação e controle do alvo.

Manga: Utilizar volume de calda de 500 a 1.000 l de água/ha, buscando atingir o ponto de escorrimento. Fazer monitoramento da praga para aplicação e controle do alvo.

Melão: Utilizar volume de calda de 1.000 L/ha, buscando atingir o ponto de escorrimento. Fazer monitoramento da praga para aplicação e controle do alvo.

Soja: Aplicar o produto quando a cultura apresentar 20 lagartas/metro linear ou desfolhamento de 30% antes da floração ou 15% após o início da floração, com volume de calda de 150 – 200 L/ha, dependendo o estágio da cultura. O volume de calda poderá ser alterado considerando as especificações técnicas do equipamento.

Uva: Utilizar volume de calda de 500 a 1.000 l de água/ha, buscando atingir o ponto de escorrimento.

EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO:

1)Equipamentos terrestres: (pulverizador manual (costal) e de barra (atomizadores) – tratorizados.
-Bicos: bicos de jato cônico vazio
Todos os bicos de uma barra deverão se manter à mesma altura em relação ao topo da planta.
-Pressão: 60-70 psi (costais) e 80-100 psi (equipamentos tratorizados).
Quando se emprega pulverizadores de barra, recomenda-se usar bicos cônicos D2 ou D3; pressão de 80 a 100 lb/pol² e 200 a 400 litros de calda por hectare.
-Diâmetro e densidade de gotas: 110 a 200 micrometros e densidade de 20 a 30 gotas/cm²..
-Faixa de deposição: Utilizar distância entre bicos na barra de aplicação de forma que permita maior uniformidade de distribuição de gotas, sem áreas com falhas ou excesso.

Condições climáticas:
. Temperatura ambiente: máximo 28ºC
. Umidade relativa do ar (UR): mínima 70%
. Velocidade do vento: 2 a 10 km/hora.
. Aplicar nas horas mais amenas do dia (manhã e fim da tarde).

2)Aplicação com aeronaves agrícolas:
-Bicos: bicos de jato cônico vazio ou bicos rotativos tipo MICRONAIR, que permitam a geração e deposição de um mínimo de 40 gotas/cm² com um DMV de 110-150 micrometro sobre o alvo desejado.
-Número de bicos na barra: aviões IPANEMA (qualquer modelo): utilizar de 40 a 42 bicos, fechando de 4-5 em cada extremidade das asas e três intermediários de cada lado próximos à fuselagem, mantendo em operação, os oito bicos sob a fuselagem (barriga) e posicionados no mesmo ângulo dos bicos das asas.
Outros modelos de aeronaves: utilizar a disposição que permita uma uniformidade de distribuição das gotas sobre a faixa de deposição e evitar a influência e perda das gotas pelos vórtices de pontas de asas.
-Altura de vôo: 3 a 5 metros em relação ao topo das plantas.
-Volume de aplicação: 10 a 20 L/ha.
Vazões acima deste limite, utilizar somente bicos hidráulicos em substituição aos bicos rotativos tipo MICRONAIR.
-Faixa de deposição: aviões IPANEMA ou similares: utilizar a faixa máxima de 20 m.
aviões grandes: faixa de deposição não deverá exceder a 25 metros.

Condições climáticas:
. Temperatura ambiente: máximo 28ºC
. Umidade relativa do ar (UR): mínima 70%
. Velocidade do vento: 2 a 10 km/hora.

Para cultura de citros:

A pulverização deve ser de preferência a alto volume, procurando se obter uma perfeita cobertura da parte interna e ponteiro das plantas, utilizando pulverizadores de pistola ou turboatomizadores.
-Pulverização com pistola: utilizar pressão de trabalho de 200 a 300 lb/pol² para plantas de até 6 metros de altura. Para alturas superiores, utilizar pressão superior e bicos com orifícios maiores.
-Pulverização com turboatomizador: a regulagem/distribuição dos bicos deve ser feita de maneira que o volume de calda a ser aplicado obedeça a uma relação com a massa foliar da árvore.

Mosca branca:

Recomenda-se aplicar logo após o início da infestação.
A aplicação deve ser efetuada por via terrestre. Poderá ser feita com pulverizadores manuais (costal) ou tratorizados. A quantidade de água utilizada na aplicação deverá possibilitar a cobertura foliar mais uniforme possível em função do equipamento utilizado e da massa foliar. Para garantir a eficácia do produto aplicar até o ponto de escorrimento procurando atingir o máximo possível a face inferior das folhas.
Recomenda-se a rotação de grupos químicos no manejo de controle de Bemisia tabaci raça B, evitando a redução de suscetibilidade aos produtos disponíveis no mercado. Dentro do manejo integrado de pragas recomenda-se a alternância com outros grupos químicos, como organofosforados, carbamatos nas suas respectivas dosagens nos casos de altas infestações.

INTERVALO DE SEGURANÇA:
Algodão 15
Cana-de-açúcar Não especificado devido a modalidade de aplicação
Citros 07
Crisântemo UNA (Uso não alimentar)
Rosa UNA (Uso não alimentar)
Mamão 07
Manga 07
Melão 07
Soja 30
Uva 07

LIMITAÇÕES DE USO:
Fitotoxicidade: Nas doses recomendadas o produto não é fitotóxico a nenhuma das culturas indicadas.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Incluir outros métodos de controle de insetos (ex. controle cultural, biológico, etc.)
dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponível e apropriado.

Qualquer agente de controle e insetos pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se o inseto alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. Implementando as seguintes estratégias de manejo de resistência a inseticidas (MRI) poderíamos prolongar a vida útil dos inseticidas.
- Qualquer produto para controle de inseto da mesma classe ou modo de ação não
deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga.
- Utilizar somente as doses recomendadas na bula.
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre recomendações locais para o MRI.

Compatibilidade

Não se conhecem casos de incompatibilidade