Bula Rocks

acessos
Imidacloprido
9411
FMC - Campinas

Composição

Bifentrina 135 g/L Piretróide
Imidacloprido 165 g/L Neonicotinóide

Classificação

Inseticida
III - Medianamente tóxico
II - Produto muito perigoso
Inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada para Tratamento de Sementes (FS)
Contato, Ingestão, Sistêmico
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Cigarrinha das pastagens
(Deois flavopicta)
2,2 L p.c./100 kg de sementes - - - Não determinado. Tratamento de sementes
Percevejo barriga verde
(Dichelops furcatus)
1,25 a 1,5 L p.c./100 kg de sementes - - - Não determinado. Tratamento de sementes
Tripes
(Frankliniella williamsi)
2,9 L p.c./100 kg de sementes - - - Não determinado. Tratamento de sementes
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Coró da soja
(Phyllophaga cuyabana)
0,35 a 0,7 L p.c./100 kg de sementes - - - Não determinado. Tratamento de sementes

Frascos de polietileno de alta densidade (PEAD) de 0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 2,5, 3,0, 100, 200, 500, 945 e 1000 Litros;

Latas de folhas de flandres e alumínio de 0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 2,5; 3,0; 3,5; 4,0; 4,5; 5,0; 10,0; 20,0 e 50,0 Litros;

Bombonas de polietileno de alta densidade (PEAD) de 3,0; 3,5; 4,0; 4,5; 5,0; 10,0; 20,0, 25,0 50,0, 100, 200, 500, 945 e 1000 Litros.

Bombona de Plástico; COEX / PET: 3; 3,5; 4; 4,5; 5; 10; 20; 25; 50 litros

IBC de Plástico com estrutura metálica e de COEX / PEAD / PET: 100; 200; 300; 400; 500; 945; 1.000 litros

Bulk de Plástico, Metálico, COEX / PEAD / PET, Plástico com estrutura metálica, Ferro revestido com resina epóxi, Metal/Plástico com pallet de madeira, Metal/Plástico com pallet de plástico, Metal/Plástico com pallet de metal de: 500, 1.000; 2.000; 3.000; 4.000; 5.000; 10.000 litros

Mini Bulk de COEX / PEAD / PET, Plástico com estrutura metálica, Ferro revestido com resina epóxi, Metal/Plástico com pallet de madeira, Metal/Plástico com pallet de plástico, Metal/Plástico com pallet de metal de 100; 200; 300; 400; 500 litros

Container e Farm-Pack de COEX / PEAD / PET, Metal/Plástico com pallet de madeira, Metal/Plástico com pallet de plástico, Metal/Plástico com pallet de metal, Plástico com estrutura metálica, Plástico e Metálico de 100; 200; 300; 400; 500; 945; 1.000 litros

Isotanque e Isocontainer de Plástico, PEAD / COEX, Aço Carbono e Metálico de: 100; 200; 300; 400; 500; 945; 1.000; 5.000; 10.000; 20.000; 25.000; 30.000 litros

Frasco de PEAD : 0,10; 0,20; 0,25; 0,30; 5 litros

Frasco de PEAD, plástico, Poly-nylon, PAPE, COEX / PET de 0,10; 0,20; 0,25; 0,30; 0,50; 1; 1,50; 2; 2,5; 3; 5 litros

Tambor Metálico, Plástico, COEX / PEAD / PET, PAPE, Polietileno, Poly-nylon, Ferro revestido com resina epóxi e Papelão de : 0,10; 0,20; 0,25; 5; 10; 20; 25; 50; 100; 200; 300; 400 litros

Saco flexível de Plástico, COEX / PEAD / PET, PAPE, Polietileno e Poly-nylon de : 0,10; 0,20; 0,25; 0,30; 0,50; 1; 1,5; 2; 2,5; 3; 5 litros

Jerry Box de Fibra de papel com bolsa plástica interna, Plástico, COEX / PEAD / PET, PAPE, Polietileno, Poly-nylon de: 1; 5; 10; 20; 1000; 1.250 litros

Bag in Box de Fibra de papel com bolsa plástica interna, Plástico, COEX / PEAD / PET, PAPE, Polietileno e Poly-nylon de 1; 5; 10; 20; 1000; 1.250 litros

1 As embalagens “Container” e “Farm-Pack” poderão, ou não, ser retornáveis.
2 As embalagens "Bag in Box" e "Jerry Box" poderão, ou não, estar acondicionadas em caixas, tambores ou Bins.

MODO DE APLICAÇÃO:
O tratamento de sementes se faz através de máquinas terrestres específicas e tambores rotativos, que proporcionam segurança na aplicação e cobertura uniforme das sementes. o produto pode ser diluído em água, sendo que o volume não poderá exceder a 500ml/ha.
É importante regular a plantadeira já com as sementes tratadas, pois as mesmas tendem a fluir om menor rapidez que semebtes não tratadas.
Outras recomendações importantes da pesquisa oficial: manter a regulagem da semeadura quanto à profundidade, e de acordo com a recomendação. Utilizar maiores doses quando a recomendação for maior que 60.000 sementes por hectare para a cultura do milho. As doses maiores para percevejo devem ser recomendadas de acordo com a infestação, no entanto recomendamos monitoramento e manejo da cultura do milho pricipalmente quando na época de safrinha, onde a incidência deste alvo tende a ser maior.

AGITAR BEM A EMBALAGEM ANTES DE USAR.

Equipamentos de aplicação:

O tratamento de sementes se faz através de máquinas terrestres específicas, em galpões, os quais venham proporcionar segurança na aplicação do produto e o tratamento das sementes com as seguintes características:
- Tanque de reservatório próprio para o produto;
- Alimentação contínua e mecânica;
- Dosificação simultânea do produto e sementes;
- Secagem interna;
- Saída das sementes tratadas diretamente para a sacaria sem contato manual.

INTERVALO DE SEGURANÇA:

Milho: Não determinado devido a modalidade de emprego.
Soja: Não determinado devido a modalidade de emprego.

LIMITAÇÕES DE USO:

As sementes tratadas, não podem servir para a alimentação humana ou animal.

Fitotoxidade: Nas doses e usos recomendados, o produto não causa fitotoxidade.

O produto deve ser tratado em locais arejados, e o tratamento de sementes deve seguir as premissas de segurança na aplicação (uso de EPI).

INFORMÃÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:
Vide Modo de Aplicação.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA

ANTES DE USAR O PRODUTO, LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.
PRODUTO PERIGOSO.

USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.

PRECAUÇÕES GERAIS:
- Produto para uso exclusivamente agrícola.
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
- Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
- Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas de nitrila.
- Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
- Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
- Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
- Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
- Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
- Utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.
- Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas;
- Este produto somente poderá ser aplicado, com a utilização de maquinário específico (sistema fechado);
- - Utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2/ ou P3 quando necessário); óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
- Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
- Os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
- Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
- Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
- Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
- Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
- Não reutilizar a embalagem vazia.
- No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual – EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS
Procure logo o serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e receituário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto NÃO PROVOQUE VÔMITO. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.
Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.
Inalação: Se o produto for inalado (respirado), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que prestar socorro deve proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

- INTOXICAÇÕES por BIFENTRINA (Bifenthrin) + IMIDACLOPRIDO (lmidacloprid) + Monoetilenoglicol -

INFORMAÇÕES MÉDICAS:

Grupo Químico:
Bifentrina.................................... Piretróide
Imidacloprido.............................. Neonitinóide
Monoetilenoglicol (MEG).............. Alcoóis

Classe toxicológica: Classe II - Mediamente Tóxico
Vias de exposição: Oral, dérmica, ocular e inalatória.

TOXICOCINÉTICA:

Bifentrina: os piretróides em geral são rapidamente absorvidos, metabolizados e prontamente excretados. A absorção oral é muito mais eficiente que a inalatória e que a dérmica. Geralmente os piretróides são absorvidos lentamente através da pele, o que previne a toxidade sistêmica. Contudo, um depósito significante de piretróide pode permanecer ligado a epiderme. Em mamíferos, a maior parte do produto absorvido é rapidamente metabolizada no fígado através de hidrólise da ligação éster (ao seu ácido inativo e derivados alcoólicos, provavelmente pela carboxilesterase microssomal), oxidação e conjugação, com produção de uma grande quantidade de metabólitos. Os produtos do metabolismo são distribuídos pela maioria dos tecidos dentro das primeiras 24 horas, sendo maiores no tecido adiposo, fígado e rins. A meia vida plasmática foi de 38,5 horas. A eliminação é completa 6 a 8 dias após a administração oral. Ocorre uma metabolização rápida por éster hidrólise, resultando em metabólitos inativos que são excretados principalmente na urina e em menor proporção, nas fezes.

Imidacloprido: é rápida e quase completamente absorvido pelo trato gastrointestinal e excretado pela urina (70-80%) e fezes (20-305) nas primeiras 48 horas. Após a metabolização fica pouco remanescente nos tecidos. Os processos metabólicos incluem: 1- hidroxilação do anel tiazolidínico e subsequente glucoronidação; 2- hidroxilação da metade cianamida; 3- abertura do anel tiazolidínico; 4- formação de um anel oxazol; 5- oxidação e subsequente metilação do anel tiazolidínico; 6- clivagem oxidativa da ponte metileno. O mais importante passometabólico inclui a degradação do ácido 6-cloronicotínico, um composto que atua no sistema nervoso central (SNC).

Monoetilenoglicol: é rapidamente e quase completamente absorvido pela via oral, mas não pelas vias dérmica ou inalatória. Seu metabolismo começa no fígado: o etilenoglicol é transformado pela enzima álcool desidrgenase (ADH) em glicoaldeído. O glicoaldeído é rapidamente convertido em ácido glicólico e um dialdeído (glioxal) pela aldeído desidrogenase. Ambos reagem lentamente para formar o ácido glioxílico, em presença de desidrogenase láctica (ou ácido glicólico oxigenase), que se decompõe rapidamente em ácido oxálico e em pequenas quantidades de lactato e formato. O ácido oxálico reage com o cálcio e se precipita sob a forma de cristais de oxalato de cálcio os tecidos, principalmente nos túbulos renais proximais, no cérebro, no miocárdio, pâncreas e parede dos vazos sanguíneos. O metabolismo de glioxilato segue várias vias, dependendo dos cofatores Tiamina e Piridoxina. Os metabólitos ácidos são mais tóxicos que a molécula original. Em ordem de toxidade: glioxilato> glicoaldeído> MEG. O glioxilato pode ser convertido em muitos metabólitos que podem ser identificados no sangue, urina e ar expirado, sendo o ácido oxalic (oxalato) o mais tóxico. Tem uma vida média de (3-5) horas. A eliminação é feita principalmente pela urina por filtração glomerular e reabsorção passiva.

MECANISMOS DE TOXIDADE:

Bifentrina: A bifentrina é um piretróide de tipo I que atua no sistema nervoso central (SNC) e periférico, prolongando o influxo dos íons nos canais de sódio da membrana das células nervosas, o que causa prolongada despolarização e inibição. Desta maneira causam estimulação do SNC. O sítio primário de ação dos piretróides no sistema nervoso dos vertebrados é o canal de sódio da membrana neural. Os piretróides retardam o fechamento dos canais de sódio, resultando em uma corrente caracterizada por um lento influxo de sódio durante o final da despolarização, denominada de "corrente residual de sódio". Isso diminui o limiar para a ativação de mais otenciais de ação, conduzindo a uma exitação repetitiva das terminações sensoriais nervosas e podendo progredir para uma hiperexitação de todo o sistema nervoso. Em concentrações elevadas de piretróides, esse processo pode ser suficientemente elevado para despolarizar completamente a membrana causando bloqueio de condução. Podem causar danos permanentes ou por longo tempo em nervos periféricos.

Imidacloprido: Os neonicotinóides agem como agonistas dos receptores nicotínicos da acetilcolina no sistema nervoso central, alterando assim a transmissão do sinal nas sinapses nervosas. A acetilcolina (ACh) é um neurotransmissor que é liberado nas sinapses nervosas para transmitir o impulso nervoso. Uma vez liberada, a ACh deve ser removida rapidamente para permitir que ocorra a repoarização, processo realizado pela enzima acetilcolinesterase. Imidacloprido mimetiza a acetilcolina, mas não é inativada pela acetilcolinerase, causando assim hiperestimulação nervosa. Compostos neonicotinóides são de relativamente baixa toxidade devido a que apresentam baixa afinidade pelos subtipos de receptores nicotínicos dos vertebrados, quando comparados aos dos insetos, e não penetram a barreira hematoencefálica. Efeitos no SNC não deveriam ser esperados a baixos níveis de exposição. Não é conhecido o quanto da extensão da toxidade é devida ao surfactante, solvente ou outros ingredientes presentes nas formualações.

Monoetilenoglicol: Os metabólitos gerados e o excesso de ácido láctico são responsáveis pela acidose metabólica grave. As lesões tisulares são causadas pelo depósito de cristais de oxalato de cálcio e pelos efeitos tóxico dos ácidos glicólico e glioxílico. Eles provocam dilatação, necrose, fibrose e depósito de cristais os túbulos renais. Alguns efeitos são mediados pelos receptores GABA.

SINTOMAS E SINAIS CLÍNICOS:

Bifentrina: Exposições dérmicas ou por inalação são as mais comuns, geralmente assintomáticas ou associadas a leves efeitos adversos.
- Pode haver, embora raramente, reações anafiláticas (hipotensão e taquicardia), broncoespasmo, edema de glote, choque em indivíduos sensíveis, crises de asma, reações de hipersensibilidade com pneumonite e dema pulmonar. Também podem produzir dermatite alérgica. Piretróides sintéticos causam reações alérgicas mais leves que as piretrinas.
- Piretróides do tipo I produzem em humanos: tremor fino severo, marcada hiperexcitabilidade dos reflexos, ativação simpática, parestesias (exposição dérmica).
Exposição dérmica: dermatite eritematosa leve com vesículas, pápulas e prurido; pode ocorrer dermatite bolhosa e dermatite alérgica com ou sem sintomas sistêmicos. a neurotoxidade periférica com hiperatividade reversível das fibras sensoriais nervosas (parestesias) ocorre mais frequentemente na face e os sintomas são exacerbados por estimulação sensorial: alor, exposição ao sol, fricção, sudorese. Pode ocorrer toxidade sistêmica após exposição considerável.
Exposição respiratória: é a maior via de exposição e causa irritação (congestão nasal, inflamação faríngea); pode causar reações de hipersensibilidade (espirros, taquipnéia, broncoespasmo).
Exposição ocular: leve a grave lesão corneal.
Exposição oral: náuseas, vômitos e dor abdominal.
Efeitos crônicos: possível carcinogênico para humanos. Bifentrina é suspeito de causar efeitos endócrinos.

midacloprido:
Exposição aguda: Este tipo de inseticidas é mais tóxico após ingestão do que quando em contato com a pele ou quando inalado.
Hipotermia tem sido relatada com intoxicação por imidacloprido.
Pode ocorrer depressão do sistema nervoso central (SNC), desorientação, febre, agitação grave e delírio após inalação de imidacloprido.
Náuseas e vômitos podem ser esperados após ingestão maciça de inseticidas contendo neonicotinóides. Hipotensão e arritmia ventricular fatal têm sido reportadas após a ingestão de 19,2 g de imidacloprido. Fraqueza dos músculos cervicais e insuficiência respiratória ocorreram em um adulto após a ingestão de 50 ml de solução contendo 17,8% de imidacloprido, porém recuperado com tratamento de suporte. Um óbito foi relatado em uma mulher de 69 anos que ingeriu 200 ml de imidacloprido 9.6%.
Podem ocorrer reações de hipersensibilidade.
Efeitos crônicos: não há dados disponíveis sobre toxicidade rlepro Iva ou sobre o desenvolvimento em humanos. Imidacloprido têm se mostrado levemente mutagênico. Testes de micronúcleo para genotoxicidade foram negativos, entretanto foi observada lesão de DNA no ensaio Cometa. Um teste in vitro foi positivo para aberrações cromossômicas. Não há evidências de carcinogenicidade em humanos.

Monoetilenoglicol: pode ser fatal, se ingerido.
Ingestão: náuseas, vômitos, depressão do SNC (ataxia, fadiga, sonolência, vertigem, nistagmo, convulsões, paralisia dos nervos cranianos, dificuldade respiratória), acidose metabólica leve a grave, lesões importantes nos rins, com insuficiência renal (necrose tubular e depósito de cristais de oxalato de cálcio), edema pulmonar e em casos extremos, convulsões e morte.
Olhos: irritação e conjuntivite reversíveis.
Pele: quantidades suficientes para causar intoxicações podem ser absorvidas pela pele intacta. Não tem ação irritante e significativa na pele em contatos breves. Contatos mais prolongados podem causar desengorduramento, ressecamento e rachaduras na pele. Contatos repetidos podem causar dermatites e queimaduras.
Inalação: devido a sua baixa pressão de vapor, concentrações tóxicas não ocorrem normalmente no ar, à temperatura ambiente. O risco pode existir apenas quando o produto for utilizado a quente ou sob agitação, quando pode se formar névoa do produto. Nos casos de inalação de vapores com concentrações elevadas do produto podem ocorrer intoxicações com sintomas similares ao observados por ingestão.
Efeitos crônicos: possível risco de defeitos congênitos com base nos efeitos teratogênicos observados em estudos com animais. Não existe histórico de casos de câncer em humanos or exposição repetida.

DIAGNÓSTICO:

O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e de quadro clínico compatível.

Obs: Em se apresentando sinais e sintomas indicativos de intoxicação aguda, trate o paciente imediatamente, não condicionando o início do tratamento à confirmação laboratorial.
Medir concentrações séricas de etilenoglicol e etanol, se disponível. Medir a osmolaridade sérica.
A elevação significativa da osmolaridade sérica pode ser um bom indicador, ainda que não específica e possivelmente ausente após a primeira hora. O cálcio sérico vai diminuindo com a formação de oxalato e a dosagem de eletrólitos mostra um intervalo aniônico anormal (AG=Na - (CI + HC03) > 12 mEq/L). Uréia e creatina aumentam com a insuficiência renal. A presença de cristais de oxalato de cálcio também é útil. Hematúria e
proteinúria são comuns.

TRATAMENTO:

Antídoto: não há antídoto específico para a Bifentrina e o Imidacloprido.
Para o componente Monoetilenoglicol: o tratamento é dirigido principalmente para tratar a acidose metabólica e a nefrotoxicidade dos metabólitos (ácido oxálico).

ETANOL é o antídoto e deve ser administrado o mais rápido possível uma vez que a meia vida do MEG é de 3 horas. O etanol diminui a metabolização do MEG a metabólitos tóxicos. Administração do etanol: solução de bicarbonato de sódio a 5% a uma taxa de 10 mllhora, por via intravenosa central. Se o atendimento médico demorar e se um adulto tiver ingerido vários gramas do produto, administrar cerca de 100 ml (grama) de bebida alcoólica forte, como uísque (40%). Para crianças, administrar uma quantidade proporcionalmente inferior de bebida com uma dose de 8 mL (8 gramas, 1,5 colheres de chá) de bebida para cada 5 kg de peso corporal ou 2 mL por kg de peso corporal (36 mL para uma criança de 18 kg).

Fomepizol (4-metilpirazol): inibidor da desidrogenase alcoólica.
Reduz as concentrações de metabólitos tóxicos e reduz a agressão renal (alto custo). Usar se disponível: dose de ataque 15 mg/kg intravenosa, seguida de bolo de 10 mg/kg a cada 12 horas; após 48 horas, aumentar a dose bolo para 15 mg/kg de 12 em 12 horas.
Administrar álcali para combater acidose e monitorar.
Diuréticos, como manitol, para prevenir/controlar o edema cerebral.
A hemodiálise também pode ser aplicada para remover o produto ou seus metabólitos da circulação sanguínea. Indicada quando: acidose metabólica (pH < 7.2), sinais de toxicidade do SNC e insuficiência renal.
Pirazol e 4 metil-pirazol também podem ser empregados para inibir a enzima álcool desidrogenase.
Administrar Tiamina 100 mg EV e Piridoxina 100 mg EV, diariamente.

Tratamento geral: as medidas gerais devem estar orientadas à remoção da fonte de exposição ao produto, descontam inação do paciente, proteção das vias respiratórias, para evitar aspiração de conteúdo gástrico, tratamento sintomático e de suporte. Deve ser evitado o contato do produto com os olhos, pele e roupas contaminadas.
Não administre ou introduza leite, nata ou outras substâncias .)
contendo gordura animal ou vegetal, pois estas favorecem a absorção de substâncias Iipofílicas, tais como piretróides.
Exposição Oral:
Em casos de ingesta de grandes quantidades do produto:
Carvão ativado: liga-se a maioria dos agentes tóxicos e pode diminuir a absorção sistêmica desses, se administrado logo após a ingestão (1 hora). Em geral não atua com metais ou ácidos.
1. Dose: Administre uma suspensão de carvão ativado em água (240 ml de água / 30 g de carvão). Dose usual: 25 a 100 g em adultos / adolescentes, 25 a 50 9 em crianças (1 a 12 anos) e 1 g / kg em crianças com menos de 1 ano;
2. O carvão ativado não deve ser administrado a pacientes que ingeriram ácidos ou bases fortes. O benefício do carvão ativado também não é comprovado em pacientes que ingeriram substâncias irritantes, onde ele pode obscurecer os achados endoscópicos, nos casos em ue o procedimento é necessário.

Lavagem gástrica: na maiOria dos casos não é necessária, dependendo da quantidade ingerida, tempo de ingestão e circunstância específica.
1. Considere após ingestão de uma quantidade de veneno potencialmente perigosa à vida, caso possa ser realizada logo após a ingestão (geralmente dentro de 1 hora). Atentar para nível de consciência e proteger vias aéreas do risco de aspiração em posição de Trendelenburg e decúbito lateral esquerdo ou por intubação endotraqueal. Controlar as convulsões antes.
2. Contra-indicações: perda de reflexos protetores das vias respiratórias ou nível diminuído de consciência em pacientes não-intubados; após ingestão de compostos corrosivos; hidrocarbonetos (elevado potencial de aspiração); pacientes com risco de hemorragia ou perfuração gastrintestinal e ingestão de quantidade não significativa.
Não provocar vômito, entretanto é possível que o mesmo ocorra espontaneamente não devendo ser evitado, deitar o paciente de lado para evitar que aspire resíduos. ATENÇÃO: nunca dê algo por via oral para uma pessoa inconsciente.

Reação alérgica
- Leve / moderada: anti-histamínicos com ou sem agonistas beta via inalatória, corticosteróides ou epinefrina.
- Grave: oxigênio, suporte respiratório vigoroso, anti-histamínicos, epinefrina (Adulto: 0,3 a 0,5 ml de uma solução 1: 1 000 aplicado de forma subcutânea; Criança: 0,01 mllkg; 0,5 ml no máximo; pode repetir em 20 a 30 minutos), corticosteróides, monitoramento do eletrocardiograma e fluidos intravenosos.
A administração de atropina pode ser útil se o excesso de salivação for preocupante (0,6 - 1,2 mg para adultos e 0.02 mg/kg para crianças), mas deve-se tomar cuidado para evitar administração em excesso.
Convulsões: indicado benzodiazepínicos IV (Diazepam (adultos: 5¬10 mg; crianças: 0,2-0,5 mg/kg, e repetir a cada 10 a 15 minutos) ou Lorazepam (adultos: 2-4 mg; crianças: 0,05-0,1 mg/kg). Considerar Fenobarbital ou Propofol se há recorrência das convulsões em maiores de 5 anos.
Irritação: Observe os pacientes que ingeriram a substância quanto à possibilidade de desenvolvimento de irritação ou queimadura gastrintestinal ou esofágica. Se estiverem presentes sinais ou sintomas de irritação ou queimadura esofágica, considere a endoscopia para determinar a extensão do dano.
Emergência, suporte e tratamento sintomático: manter as vias aéreas permeáveis, se necessário através de intubação oro-traqueal, aspirar secreções e administrar oxigênio. Atenção especial para fraqueza de musculatura respiratória e parada respiratória repentina, hipotensão e arritmias cardíacas. Adotar medidas de assistência ventilatória, se necessário; uso de PEEP pode ser requerido. Monitorar temperatura corporal e tratar se necessário. Monitorar oxigenação, gasometria, uréia, creatinina, eletrólitos, cálcio, ECG, amilase sérica. Tratar pneumonite e coma se ocorrerem. Manter observação por no mínimo 24 horas após o desaparecimento dos sintomas.

Exposição Inalatória: Remova o paciente para um local arejado. Cheque quanto a alterações respiratórias. Se ocorrer tosse ou dificuldade respiratória, avalie quanto a irritações no trato respiratório, bronquite ou pneumonia. Administre oxigênio e auxilie na ventilação, se necessário. Trate broncoespasmos com beta-2-agonistas via inalatória e corticosteróides via oral ou parenteral. Sintomas moderados de rinite respondem a antihistamínicos orais.
Exposicão Ocular: Descontaminação: Lave os olhos expostos com quantidades copiosas de água ou salina a 0,9% à temperatura ambiente por pelo menos 15 minutos. Assegure que não fiquem partículas na conjuntiva. Se a irritação, dor, inchaço, lacrimejamento ou fotofobia persistirem, o paciente deve ser encaminhado para tratamento específico.
Exposição Dérmica: Descontaminação: Remova as roupas contaminadas e lave a área exposta com água e sabão. O paciente deve ser encaminhado para tratamento específico se a irritação ou dor persistir. Os sintomas geralmente cessam dentro de 24 h, sem tratamento específico. A vitamina E tópica (acetato de tocoferol) tem mostrado reduzir a irritação da pele se aplicada logo após a exposição.

CUIDADOS para os prestadores de primeiros socorros:

EVITAR: aplicar respiração boca a boca caso o paciente tenha ingerido o produto; utilizar um equipamento intermediário de reanimação manual (Ambú) para realizar o procedimento.
Usar PROTEÇÃO: para evitar contato cutâneo, ocular e inalatório com o produto durante o processo.

É contra-indicado provocar vômito em razão do risco potencial de aspiração e de pneumonite química.

Estudos em animais mostraram que a hidrólise de piretróides é inibida por agentes dialquilfosforiladores, tais como inseticidas organofosforados.
Experimentos com galinhas mostraram que a toxicidade de piretróides (permetrina) também foi ampliada pelo brometo de piridostigmina e pelo repelente de insetos N,N dietil-m-toluamida. Os autores levantaram a hipótese de que a competição dos compostos pelas esterases hepáticas e plasmáticas leva ao decréscimo da quebra de piretróides e aumento no transporte dos piretróides para os tecidos neurais.
Vitamina 86 tem marcado efeito na aceleração da oxidação do MEG. O magnésio confere um grau maior de resistência à toxicidade crônica do MEG possivelmente alterando as características solventes da urina o que previne o depósito renal de oxalato de cálcio.

ATENÇÃO:
Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento. Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT - ANVISAlMS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN I MS)
Telefone de Emergência da empresa: 0800-343545 ou Oxx34-33193019.

Mecanismo de ação, absorção e extreção para animais de laboratório:
Vide itens Mecanismos de toxicidade e Sintomas e sinais clínicos citados acima.
Efeitos agudos (Resultantes de ensaios com animais - Produto Formulado):
DLso oral aguda (ratas fêmeas): > 300 e < 2000 mg/kg DLso dérmica (ratos): > 4.000 mg/kg
CLso Inalatória (ratos): > 2,365 mg/L
Irritação ocular: no estudo realizado em coelhos, o produto mostrou-se levemente irritante aos olhos, causando leve vermelhidão da conjuntiva e edema. As alterações foram reversíveis em até 72 horas após a exposição.
Irritação cutânea: no estudo realizado em coelhos, o produto mostrou-se levemente irritante, causando uma leve vermelhidão da pele e edema. As alterações foram reversíveis em até 72 horas após a exposição.
Sensibilização dérmica: o produto mostrou-se não sensibilizante à pele de cobaias.
Efeitos crônicos (Resultantes de ensaios com animais - Produto Técnico):
Bifentrina: em estudos experimentais, a Bifentrina não causou efeitos na reprodução ou sobre o desenvolvimento. Em altas doses, as ratas experimentaram tremores.
Não há evidências de efeitos teratogênicos. Efeitos mutagênicos são inconclusivos. Estudos com leucócitos de camundongos foram positivos para mutação gênica. Entretanto, outros testes de mutagenicidade foram negativos, incluindo o teste de Ames e estudos em células de medula óssea de ratos. Estudos crônicos em camundongos demonstraram incremento na incidência de tumores na bexiga urinária (machos) e no pulmão (fêmeas); não foram vistos efeitos carcinogênicos em ratos.
Imidacloprido: em estudos animais, moderadas a altas doses de imidacloprido pela via oral causaram diminuição no ganho de peso, toxicidade hepática, alterações da coagulação e plaquetárias, lesões na tireóide e hipercolesterolemia. Em estudos em três gerações de ratos, observaram-se abortos e diminuição no peso dos filhotes. Anormalidades esqueléticas foram observadas em ratas e coelhas expostas ao Imidacloprido durante a gravidez, em doses moderadas. Imidacloprido tem se mostrado levemente mutagênico. Testes de micronúcleo para genotoxicidade foram negativos, entretanto foi observada lesão de DNA no ensaio Cometa. Um teste in vitro foi positivo para aberrações cromossômicas.
Monoetilenoglicol: ratos que receberam dieta contendo 1 a 2% de MEG por dois anos apresentaram formação de pedras de oxalato de cálcio na vesícula, danos aos rins e ao fígado. Altas doses de MEG podem levar à disposição de cristais de oxalato de cálcio no cérebro. Estudos crônicos em ratos e camundongos não mostraram efeitos cancerígenos. Os estudos não detectaram atividade mutagênica. Foi observada uma correlação entre doses elevadas do produto (via oral) e efeitos teratogênicos (malformações esqueléticas) em experiências com animais. A menor dose que mostrou esses efeitos foi de 150 mg/kg/dia para camundongos fêmeas e de 500 mg/kg/dia para ratas. Em concentrações elevadas no ar (2500 mg/m3 aerosol) mostraram-se efeitos teratogênicos em camundongos, mas não em ratos.

RESTRIÇÕES ESTABELECI DAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL:
De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.

DADOS RELATIVOS AOS CUIDADOS DO MEIO AMBIENTE.

- Este produto é: MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II);
- Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente;
- Este produto é ALTAMENTE MÓVEL, apresentando alto potencial de deslocamento no solo, podendo atingir principalmente águas subterrâneas;
- Evite contaminação ambiental - Preserve a natureza;
- Não utilize equipamento com vazamento;
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes;
- Aplique somente as doses recomendadas;
- Não lave embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite contaminação da água;
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada;
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas ou outros materiais;
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível;
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável;
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO;
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças;
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados;
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes na NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT;
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
- Isole e sinalize a área contaminada;
- Contate as autoridades locais competentes e a Empresa FMC Química do Brasil. Ltda - pelo telefone de emergência: Uberaba - MG (034) 33193019;
- Utilize o equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de PVC, óculos protetores e máscara com filtros).

- Em caso de derrame, siga as instruções abaixo:
PISO PAVIMENTADO - absorva o produto derramado com terra ou areia ou outro material absorvente. Recolha o material com o auxilio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá ser mais utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final;
SOLO - retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima;
CORPOS D'ÁGUA - interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.

- Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblima, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

PROCEDIMENTOS DE ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

EMBALAGEM RÍGIDA NÃO LAVÁVEL:
- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA.
- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuada em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva quando existente, separadamente das embalagens lavadas.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
No prazo de até um ano da data de compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

- TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

EMBALAGENS SACARIAS - utilizadas para acondicionar as sementes tratadas com ROCKS

- AS EMBALAGENS-SACARIAS NÃO PODEM SER REUTILIZADAS PARA OUTROS FINS.
- AS EMBALAGENS-SACARIAS NÃO PODEM SER LAVADAS.
-ARMAZENAMENTO DAS EMBALAGENS-SACARIAS VAZIAS:
O armazenamento das embalagens-sacarias vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuada em local coberto, ventilado, ao abrigo da chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

Use luvas no manuseio das SACARIAS.

As embalagens-SACARIAS vazias devem ser armazenadas separadamente, em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas - modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.

- DEVOLUÇÃO DAS EMBALAGENS-SACARIAS VAZIAS:
Devem ser devolvidas, em conjunto, com a embalagem do agrotóxico ROCKS.

EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)

- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA.
- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuada em local coberto, ventilado, ao abrigo da chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

- TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais ou pessoas.

- DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS:
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM DAS EMBALAGENS VAZIAS OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS:
A destinação inadequada das embalagens vazias, sacarias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.


TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

CUIDADOS COM AS SEMENTES TRATADAS:
- As sementes tratadas devem ser usadas somente para o plantio. São impróprias para o consumo humano ou animal;
- As sementes tratadas não devem ficar expostas a crianças, animais domésticos, pássaros e pessoas irresponsáveis;
- Não armazene as sementes junto com os produtos de consumo humano ou animal;
- Destrua os sacos vazios utilizados no armazenamento das sementes tratadas, conforme descrito no intem "Destino final de resíduos e embalagens".
- As sementes tratadas não podem ficar descobertas no plantio. São tóxicas para pássaros e outros animais.

RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU DO MUNICÍPIO:
De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.

INFORMAÇÕES SOBRE O MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS:

Incluir outros métodos de controle de insetos (ex. controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponível e apropriado.

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA:

Qualquer agente de controle de insetos pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se o inseto alvo desenvolver algum mecanismo e resistência. Implementando as seguintes estratégias de manejo de resistência a inseticidas (MRI) poderíamos prolongar a vida útil dos inseticidas.
- Qualquer produto para controle de insetos da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma paraga;
- Utilizar somente as doses recomendadas na bula;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre recomendações locais para MRI.