Bula Talisman - FMC

Bula Talisman

acessos
Carbossulfano + Bifentrina
18107
FMC

Composição

Bifentrina 50 g/L Piretróide
Carbosulfano 150 g/L Metilcarbamato de benzofuranila

Classificação

Acaricida, Inseticida
II - Altamente tóxico
I - Produto extremamente perigoso
Inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Contato, Ingestão

Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro rajado
(Tetranychus urticae)
1000 mL p.c./ha 250 a 350 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Único. 60 dias. Início do aparecimento da praga
Bicudo
(Anthonomus grandis)
1000 mL p.c./ha 250 a 350 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Único. 60 dias. Botões florais danificados atingir 10 %
Curuquerê
(Alabama argillacea)
500 mL p.c./ha 250 a 350 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Único. 60 dias. 2 lagartas média / planta e desfolha de 25 %
Helicoverpa
(Helicoverpa armigera)
1000 mL p.c./ha 250 a 350 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Único. 60 dias. Até estágio máximo de 2º instar
Lagarta da maçã
(Heliothis virescens)
1000 mL p.c./ha 250 a 350 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Único. 60 dias. Quando atingir nível de dano econômico
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
1000 mL p.c./ha 250 a 350 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Único. 60 dias. Lagartas de 1º e 2º instar
Mosca branca
(Bemisia tabaci raça B)
2000 mL p.c./ha 250 a 350 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Único. 60 dias. Logo após início da infestação
Percevejo manchador
(Dysdercus ruficollis)
500 mL p.c./ha 250 a 350 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Único. 60 dias. 10 % dos botões florais com presença da praga
Percevejo marrom
(Euschistus heros)
1000 mL p.c./ha 250 a 350 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Único. 60 dias. Infestação de 2 percevejos / planta na fase de floração
Pulgão do algodoeiro
(Aphis gossypii)
750 mL p.c./ha 250 a 350 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Único. 60 dias. Nível de controle de 3 a 40 % dependendo da variedade
Arroz irrigado Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
300 mL p.c./ha 150 a 200 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. 30 dias. Aplicar antes da inundação (nunca sobre a lamina d’água), quando constatado os primeiros sinais de raspagem das folhas do arroz
Arroz sequeiro Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Percevejo
(Tibraca limbativentris)
250 a 350 mL p.c./ha 150 a 200 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo cinco aplicações, reaplicando em caso de reinfestação. 30 dias. Aplicar quando aparecerem as primeiras ninfas (0,5cm) e adultos (2 a 4 percevejos/m2). Manter a lavoura monitorada e reaplicar em caso de reinfestação
Cana-de-açúcar Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Bicudo da cana de açúcar
(Sphenophorus levis)
5000 mL p.c./ha 100 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Único. Não determinado. No solo junto ao sulco de plantio
Cigarrinha das raízes
(Mahanarva fimbriolata)
5000 mL p.c./ha 100 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Único. Não determinado. No solo junto ao sulco de plantio
Cupim
(Heterotermes tenuis)
3000 mL p.c./ha 100 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Único. Não determinado. No solo junto ao sulco de plantio
Cupim
(Procornitermes triacifer)
3000 mL p.c./ha 100 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Único. Não determinado. No solo junto ao sulco de plantio
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Cigarrinha do milho
(Dalbulus maidis)
500 a 700 mL p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo duas aplicações por ciclo da cultura. 20 dias. Iniciar as aplicações quando identificado os primeiros insetos na cultura
Percevejo barriga verde
(Dichelops furcatus)
200 a 400 mL p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Único. 20 dias. Quando encontrado 1 a 2 percevejos / m²
Pulgão
(Rhopalosiphum maidis)
500 a 700 mL p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo duas aplicações por ciclo da cultura. 20 dias. Iniciar as aplicações quando identificado os primeiros insetos na cultura
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta da soja
(Anticarsia gemmatalis)
50 a 100 mL p.c./ha 150 a 250 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Único. 20 dias. 20 lagartas / m linear ou desfolha de 30 % antes da floração ou 15 % após a início da floração
Lagarta-falsa-medideira
(Pseudoplusia includens)
200 a 300 mL p.c./ha 150 a 250 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Único. 20 dias. 20 lagartas / m linear ou desfolha de 30 % antes da floração ou 15 % após a início da floração
Mosca branca
(Bemisia tabaci raça B)
1000 a 1250 mL p.c./ha 150 a 400 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação por ciclo da cultura. 20 dias. Iniciar as aplicações quando identificado a presença dos primeiros insetos na cultura
Percevejo marrom
(Euschistus heros)
250 a 350 mL p.c./ha 150 a 250 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Único. 20 dias. Produção comercial: 2 percevejos adultos ou 4 a 5 ninfas maiores que 0,5 cm / m linear. Produção de sementes: 1 percevejos adultos ou 2 ninfas maiores que 0,5 cm / m linear
Percevejo verde
(Nezara viridula)
250 a 350 mL p.c./ha 150 a 250 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Único. 20 dias. Produção comercial: 2 percevejos adultos ou 4 a 5 ninfas maiores que 0,5 cm / m linear. Produção de sementes: 1 percevejos adultos ou 2 ninfas maiores que 0,5 cm / m linear
Percevejo verde pequeno da soja
(Piezodorus guildinii)
250 a 350 mL p.c./ha 150 a 250 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Único. 20 dias. Produção comercial: 2 percevejos adultos ou 4 a 5 ninfas maiores que 0,5 cm / m linear. Produção de sementes: 1 percevejos adultos ou 2 ninfas maiores que 0,5 cm / m linear

Bombona de polietileno de alta densidade: 0,5; 1; 2; 3; 4; 4,5; 5; 10; 20; 25; 50; 100 e 200L.
Frasco de polietileno de alta densidade: 0,5; 1; 1,5; 2; 2,5; 3; 5; 10; 20; 25; 50; 100 e 200L.
Balde metálico: 10; 20; 50; 100; 200; 300 e 400L.
Container metálico ou de polietileno de alta densidade, ou Farm-Pack metálico ou de polietileno de alta densidade: 100; 200; 300; 400; 500; 945 e 1000L.
Lata de alumínio ou de folha de flandres: 0,5; 1; 1,5; 2; 2,5; 3; 3,5; 4; 4,5; 5; 10; 20 e 50L.

INSTRUÇÕES DE USO DO PRODUTO, CULTURAS, PRAGAS E DOSES: Vide seção "Indicações de uso/doses".

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:

O produto deve ser aplicado logo após o início da infestação. Efetuar a aplicação de forma que possibilite uma boa cobertura da parte aérea das plantas.

CULTURA NÚMERO MÁXIMO DE APLICAÇÕES POR CICLO DA CULTURA OU SAFRA
ALGODÃO................ 1
ARROZ IRRIGADO.... 1
ARROZ SEQUEIRO... 5
CANA-DE-AÇUCAR... 1
MILHO..................... 5
SOJA........................ 5


MODO DE APLICAÇÃO:

TALISMAN pode ser aplicado por via terrestre, através de pulverizadores manuais (costais) e tratorizados (pulverizadores terrestres, atomizadores) e via aérea (aeronaves agrícolas).
Em todas as culturas, realizar inspeções nos equipamentos de aplicação para calibrar e manter (bicos, barra, medidores de pressão) em perfeito estado visando uma aplicação correta e segura para total eficiência do produto sobre o alvo.
O produto deve ser aplicado sempre que se atingir o NC (nível de controle) da praga estabelecido pelo MIP (Manejo Integrado de Pragas).
Mantenha a lavoura inspecionada.
Ao pulverizar, procurar dar uma boa cobertura em toda planta.

Algodão: recomendamos utilizar o volume de calda de 250 a 350 L/ha, de acordo com a tecnologia de aplicação utilizada. O volume de calda poderá ser alterado considerando as especificações técnicas do equipamento. Manter a lavoura inspecionada e utilizar o monitoramento de pragas (uso de armadilhas).

Bicudo: iniciar as aplicações quando o nível de botões florais danificados atingir no máximo 10%. São efetuadas no máximo 1 aplicação do produto.

Curuquerê: o controle deve ser efetuado quando houver 2 lagartas médias (2 cm) por planta e o nível de desfolha de 25%.

Lagarta-das-maçãs: o início das aplicações deve ser baseado nos níveis de dano econômico (10% de infestação).

Lagarta Helicoverpa: a aplicação deve ser feita no estágio máximo até o 2º instar. Fazer apenas uma aplicação.

Pulgão-do-algodoeiro: nível de controle de 3 a 40%, dependendo da variedade plantada (suscetibilidade a vírus). Recomendamos utilizar o volume de 250 a 350 L/ha. O volume de calda poderá ser alterado considerando as especificações técnicas do equipamento.

Mosca branca: Recomenda-se aplicar logo após o início da infestação.
A aplicação deve ser efetuada por via terrestre. Poderá ser feita com pulverizadores manuais (costal) ou tratorizados. A quantidade de água utilizada na aplicação deverá possibilitar a cobertura foliar mais uniforme possível em função do equipamento utilizado e da massa foliar.

Recomenda-se a rotação de grupos químicos no manejo de controle de Bemisia tabaci raça B, evitando a redução de suscetibilidade aos produtos disponíveis no mercado. Dentro do manejo integrado de pragas, recomenda-se a alternância com outros grupos químicos, como organofosforados, carbamatos nas suas respectivas dosagens nos casos de altas infestações.

Lagarta-do-cartucho: Recomendamos aplicar em lagartas com 1º. e 2º. Instar. Utilizar o volume de calda de 250 a 350 L/ha. O volume de calda poderá ser alterado considerando as especificações técnicas do equipamento. Utilizar o manejo com armadilhas para identificar o momento adequado de aplicação.

Ácaros: recomendamos aplicação do produto no aparecimento dos primeiros ácaros, visando manter a população e nível abaixo do limite de dano. Utilizar volume de calda de 250 a 350 L/ha. Manter a lavoura sempre inspecionada.

Percevejos: Recomendamos iniciar a aplicação quando o nível de infestação apresentar 2 percevejos/planta na fase de floração (Euschistus heros). Para o percevejo marchador aplicar o produto quando o nivel de controle atingir 10 % dos botões florais com presença de insetos adultos.

MILHO: Recomendamos a aplicação do produto quando encontramos um (1 percevejo/m2), consideramos baixa infestação e (2 percevejos/m2) consideramos alta infestação, utilizar as doses recomendadas conforme o levantamento populacional. Utilizar o volume de calda 200 a 300 L/há. O volume de calda poderá ser alterado considerando as especificações técnicas do equipamento.

ARROZ-IRRIGADO: A aplicação deve ser feita antes da inundação. Não aplicar o produto sobre a lamina d’ água. Aplicar o produto quando aparecerem os primeiros sinais de raspagem das folhas do arroz. Utilizar o volume de calda de 150 a 200 L/há. O volume de calda poderá ser alterado considerando as especificações técnicas do equipamento.

SOJA: Controle de lagartas: aplicar o produto quando a cultura apresentar 20 lagartas/metro linear ou desfolhamento de 30 % antes da floração ou 15% após o inicio da floração.

Controle de percevejos na soja: realizar levantamentos populacionais a intervalos regulares a partir do inicio da formação das vagens. Áreas de produção comercial, fazer a pulverização quando forem encontrados 2 percevejos adultos ou 4 a 5 ninfas maiores que 0,5 cm por metro linear (ninfas a partir do 3o instar). Áreas de produção de sementes, fazer a pulverização quando a população atingir 1 percevejo adulto ou 2 ninfas maiores que 0,5 cm por metro linear.

Utilizar o volume de calda de 150 a 250 L/ha, dependendo do estádio da cultura. O volume de calda poderá ser alterado de acordo com a tecnologia de aplicação.

ARROZ-SEQUEIRO: Recomendamos a aplicação do produto quando aparecerem as primeiras ninfas (0,5 cm) e adultos (2-4 percevejos/ m2).Utilizar as menores doses para baixa infestação e maiores doses para alta infestação. Utilizar volume de calda de 150 a 200 L/ha. O volume de calda poderá ser alterado considerando as especificações técnicas do equipamento.

CANA-DE-AÇÚCAR: Aplicar o produto no solo juntamente com a semeadura no sulco de plantio. O volume de calda recomendado é 100 L/ha. O volume de calda poderá ser alterado considerando as especificações técnicas do equipamento.

Equipamentos de aplicação:

Equipamentos costais e tratorizados de barra:

Bico: tipo cone
Pressão: 30-45 lbs/pol2
Volume de calda: 100-500 L/há
Tamanho da gota: 250 micra
Densidade da gota: 60 gotas/cm2
Normalmente para um bico de ângulo de 80 graus, a barra deverá estar a 30 cm de altura. Observar que a barra deve estar na mesma altura em toda sua extensão.

Equipamentos para aplicação no sulco de plantio:

Bico: tipo leque 110.02 a 110.08
Pressão: 30-45 lbs/pol2
Volume de calda: 80-120 L/ha
Altura dos bicos: 40 a 60 cm do solo
Faixa de deposição no solo: 30 a 50 cm

Aplicação aérea:

Altura do vôo: 2-3 m das rodas do avião até o topo da cultura;
Pressão: 40-60 lbs/pol2;
Largura da faixa de deposição: 20-23 m;
Tamanho da gota: 100-120 micra;
Densidade da gota: 60 gotas/cm2;
Bico: micronair ou UBV;
Volume de calda:
Baixo Volume (BV): utilizando a dose recomendada do produto, preparar a calda (8-10 litros/ha), adicionando 1 litro de óleo emulsionável ou 250 ml de espalhante adesivo;
Ultra baixo volume (UBV): usar a dose recomendada do produto e completar o volume com óleo vegetal refinado ou óleo mineral até 2-3 litros/ha.

Condições climáticas:
Temperatura ambiente: máximo 28ºC
Umidade relativa do ar (UR): mínima 70%
Velocidade do vento: 2 a 10 km/hora.


INTERVALO DE SEGURANÇA:

Cultura Dias
Algodão....................................60
Arroz Irrigado...........................30
Arroz de Sequeiro.....................30
Cana de Açúcar........................(1)
Milho.........................................20
Soja..........................................20


INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite de entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO:

Nas doses recomendadas o produto não causa fitotoxicidade.

ANTES DE USAR O PRODUTO LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.

PRECAUÇÕES GERAIS:

Produto para uso exclusivamente agrícola.
Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas de nitrila.
Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:

Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtre mecânico classe P2 I ou P3 quando necessário); óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.
Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO

Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia. Conforme modo de aplicação, de modo a evitar que o aplicador entre na névoa de produto.
Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempe entre a última aplicação e a colheita).
Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P21 ou P3 quando necessário); óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO

Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os avisos até e final do período de reentrada.
Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPls) recomendados para o uso durante a aplicação.
Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evital contaminação.
Os equipamentos de proteção individual (EPls) re mendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
Troque é lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto. Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante. Não reutilizar a embalagem vazia.
No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual - EPI : macacão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água lavagem entre no outro olho.
Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro. Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deveria proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

INTOXICAÇÕES por BIFENTRINA (Bifenthrin) + CARBOSULFANO (Carbosulfan) + HIDROCARBONETO AROMÁTICO (Aromatic hydrocarbons) -

INFORMAÇÕES MÉDICAS

Grupo químico: Bifetrina: Piretróides. Carbosulfano: metilcarbamato de Benzofuranila. Hidrocarboneto Aromático.

Vias de exposição: Oral, dérmica, ocular e inalatória.

Toxicocinética: Carbosulfano: pode ser absorvido no trato gastrointestinal, por inalação e minimamente pela pele intacta. É rápida e completamente absorvido por via oral. É metabolizado no fígado. A meia-vida é de (6-12) horas. Carbosulfano é metabolizado por hidrólise para 7-fenol ou para carbofurano e dibutilamina, com subseqüente metabolização por hidrólise, oxidação e conjugação resultando em uma variedade de metabólitos. Metabólitos da metade dibutilamina podem entrar no pool de carbono e ser incorporado nos constituintes naturais do corpo. Não há diferenças por sexo. Não acumula nos tecidos.
A excreção de carbosulfano e seus metabólitos é rápida e primariamente pela urina: (80-90)% em 48-72 horas na forma de metabólitos. Uma pequena proporção é eliminada pela bile e fezes, e conseqüentemente, entra na circulação enterohepátíca. Menos de 1 % da dose é excretada no leite materno. Após administração de doses repetidas, a taxa de excreção demonstrou estar aumentada (80-87% em 24 horas), podendo indicar a ocorrência de indução do metabolismo.
Bifentrina: os piretróides em geral são rapidamente absorvidos, metabolizados e prontamente excretados. A absorção oral é muito mais eficiente que a inalatória e que a dérmica. Geralmente os piretróides são absorvidos lentamente através da pele, o que geralmente previne a toxicidade sistêmica. Contudo, um depósito significante de piretróide pode permanecer ligado à epiderme. Em mamíferos, a maior parte do produto absorvido é rapidamente metabolizada no fígado através de hidrólise da ligação éster (ao seu ácido inativo e derivados alcoólicos, provavelmente pela carboxilesterase microssomal), oxidação e conjugação, com produção de uma grande quantidade de metabólitosOs produtos do metabolismo são distribuídos pela maioria dos tecidos dentro das primeiras 24 horas, sendo maiores no tecido adiposo, fígado e rim. A meia vida plasmática foi de 38,5 horas. A eliminação é completa 6 a 8 dias após administração oral. Ocorre uma metabolização rápida por éster hidrólise, resultando em metabólitos inativos que são excretados principalmente na urina. Uma proporção menor é excretada inalterada nas fezes.
Hidrocarboneto Aromático: Estudos conduzidos em ratos mostraram que os produtos pertencentes ao grupo dos hidrocarbonetos aromáticos são bem absorvidos através da via inalatória, atravessam facilmente a membrana alveolar e, rapidamente (em minutos), atingem o sistema nervoso central. A eliminação destes solventes, tanto em animais como no homem, ocorre principalmente pelo trato respiratórío. Em caso de ingestão, a eliminação ocorre principalmente através das fezes.

Mecanismos de toxicidade: Carbosulfano: E um forte inibidor da enzima colinesterase (Ache) e tem uma alta toxicidade aguda. A diferença dos organofosforados, a enzima Ache carbamilada pelos carbamatos é instável e reativação espontânea e completa é relativamente rápida (em 6 horas, a menos que a morte ocorra) quando comparado com a enzima Ache fosforilada pelos organofosforados. Recuperação dos casos não fatais é rápida. Os carbamatos em geral atravessam menos a barreira hematoencefálica do que os organofosforados com menor apresentação de sintomatologia exuberante do SNC, e quando estes estão presentes, são considerados sinais de gravidade. Pode ocorrer fibrilação atrial e/ou ventricular.
Bifentrina: A Bifentrina é um piretróide de tipo I que atua no sistema nervoso central (SNC) e periférico, prolongando o influxo dos íons nos canais de sódio da membrana das células nervosas, o que causa prolongada despolarização e inibição. Desta maneira causam estimulação de SNC. O sítio primário de ação dos piretróides no sistema nervoso dos vertebrados é o canal de sódio da membrana neural. Os piretróides retardam o fechamento dos canais de sódio, resultando em uma corrente caracterizada por um lento influxo de sódio durante o final da despolarização, denominada de "corrente resídual de sódio". Isso diminui o limiar para a ativação de mais potenciais de ação, conduzíndo a uma excitação repetitiva das terminações sensoriais nervosas e podendo progredir para uma hiperexcitação de todo o sistema nervoso. Em concentrações elevadas de piretróides, esse processo pode ser suficientemente elevado para despolarizar completamente a membrana nervosa, gerando a abertura de mais canais de sódio e eventualmente causando bloqueio de condução. Podem causar danos permanentes ou por longo tempo em nervos periféricos. Hidrocarboneto Aromático: é um depressor do sistema nervoso central. Devido à sua volatilidade e ao respirar seus vapores, os solventes penetram através das vias respiratórias e podem chegar até aos tecidos e órgãos mais receptivos. Se ocorrerem derrames ou respingos, os solventes podem entrar em contato com as mãos do trabíhador ou impregnar suas roupas e, assim, penetrar através da pele. Se o trabalhador fuma ou come no local de trabalho pode acontecer uma intoxicação por ingestão, embora menos frequente.

Sintomas e sinais clínicos:
Carbosulfano.- O início e a reversão dos sintomas é rápida. Grupos de risco: crianças, grávidas e portadores de epilepsia.

Sistema Nervoso (receptor afetado) - SN autônomo parassimpático fibras nervosas pós ganglionares (receptores muscarínicos) .
Sítios afetados:
glândulas Exócrinas: Hipersecreção (sialorréia, lacrimejamento e transpiração).
Olhos: Miose puntiforme, ptose palpebral, visão turva, hiperemia conjuntival e "lágrimas de sangue"
Sistema Gastrointestinal: Náuseas, vômitos, rigidez, dor abdominal, diarréia, tenesmo e incontinência fecal.
Sistema Respiratório : Hipersecreção brônquica, rinorréia, rigidez torácica, broncoespasmo,
broncoconstrição, tosse, bradipnéia, dispnéia e cianose.
Sistema Cardiovascular: Bradicardia, hipotensão, hipovolemia e choque.
Sistema Urinário: Incontinência urinária.

SN Autônomo parassimpático e simpático (receptores nicotínicos)

Sítios afetados:
Sistema Cardiovascular : Taquicardia, hipertensão e palidez
(podem ser alterados pelos efeitos muscarínicos).

Somático-motor (receptores nicotínicos)

Sítios afetados:
Músculos esqueléticos: Fasciculações, cólicas, diminuição dos reflexos tendinosos, fraqueza muscular generalizada, paralisia e tônus flácido ou rígido, parada
respiratória que pode levar ao óbito.
Agitação, atividade motora e generalizada, tremores, instabilidade emocional e ataxia

Cérebro

Sítios afetados:
Sistema Nervoso Central (SNC)
Sonolência, letargia, fadiga, labilidade emocional, confusão mental, perda de concentração, cefaléia.
Coma com ausência de reflexos, ataxia, tremores, "respiração de Cheynes-Stokes", convulsões, depressão dos centros respiratório e cardiovascular.

Obito: O óbito em geral, deve-se à insuficiência respiratória decorrente da broncoconstrição, hipersecreção pulmonar, paralisia da musculatura
respiratória e ação no centro respiratório. Além destas causas de óbito precoce, há ainda a depressão do SNC, crises convulsivas e arritmias. Mortalidade tardia é associada a insuficiência respiratória, freqüentemente associada a infecção (pneumonia ou sepse) ou complicações relacionadas a um tempo prolongado de ventilação mecãnica e tratamento intensivo, ou ainda, por arritmia ventricular tardia.
Efeitos crônicos: Não obstante a reconhecida reversibilidade de ação dos carbamatos e conseqüente ausência de efeitos neurotóxicos tardios, vale mencionar que há relatos descrevendo efeitos crônicos ou sub-crônicos em animais e humanos tais como:
• Sintomas e sinais vistos na intoxicação aguda.
• Neuropatia retardada sensorial-matara.

Bifentrina.- Exposiçôes dérmicas e por inalação são as mais comuns, geralmente assintomáticas ou associadas usualmente a leves efeitos adversos .
Pode haver, embora raramente, reações anafiláticas (hipotensão e taquicardia), broncoespasmo, edema de glote, choque em indivíduos sensíveis, crises de asma, reações de hipersensibilidade com pneumonite e edema pulmonar. Também podem produzir dermatite alérgica. Piretróides sintéticos causam reações alérgicas mais leves que as piretrinas .

Piretróides do tipo I produzem em humanos: tremor fino severo, marcada hiperexcitabilidade dos reflexos, ativação simpática, parestesias (exposição dérmica).
Exposição dérmica: dermatite eritematosa leve com vesículas, pápulas e prurido; pode ocorrer dermatite bolhosa e dermatite alérgica com ou sem sintomas sistêmicos. A neurotoxicidade periférica com hiperativídade reversível das fibras sensoriais nervosas (parestesias) ocorre mais freqüentemente na face e os sintomas são exacerbados por estimulação sensorial: calor, exposição ao sol, fricção, sudorese. Pode ocorrer toxicidade sistêmica após exposição considerável.
Exposição respiratória: é a maior via de exposição e causa irritação (congestão nasal, inflamação faríngea); pode causar reações de hipersensibilidade (espirros, taquipnéia, broncoespasmo).
Exposição ocular: leve a grave lesão corneal. Exposição oral: náuseas, vômitos e dor abdominal.

Efeitos crônicos: Possível carcinogênico para humanos. Bifentrina é suspeito de causar efeitos endócrinos.

Hidrocarboneto Aromático.- População em risco: pacientes com doenças respiratórias e dérmicas pré-existentes.
Inalação: altas concentrações de vapor/aerosol irritam os olhos e as vias respiratórias. Pode causar transtornos no sistema nervoso central (cefaléia, vertigem, efeitos anestésicos, sonolência, confusão, perda de consciência) e arritmias cardíacas Altas doses podem levar a óbito.
Ingestão: estes produtos são pobremente absorvidos pelo trato gastrointestinal e não causam toxicidade sistêmica importante por esta via de exposição. Caso pequenas quantidades do produto atinjam o sistema respiratório durante a ingestão ou vômito, poderá ocorrer pneumonia, progredindo, em alguns casos, até o óbito.
Contato dérmico: irritação e dermatite de intensidade leve.
Contato ocular: levemente irritante, não causa lesões no tecido ocular.

Diagnóstico: O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e de quadro clínico compatível. Por causa do Carbosulfano pode haver queda na atividade da enzima colinesterase no sangue (Duvidoso = 30%, deve ser repetido; Intoxicação leve = 50-60%, moderada = 60-90%, grave = 100%).

• Obs.: Em se apresentando sinais e síntomas indicativos de intoxicação aguda, trate o paciente imediatamente, não condicionando o inicio do tratamento à confirmação laboratorial.
• A dosagem basal e periódica da colinesterase sangüínea em manipuladores do produto é obrigatória.

Tratamento: Tratamento: as medidas abaixo relacionadas, especialmente aquelas voltadas para a adequada oxigenação do intoxicado, devem ser implementadas concomitantemente ao tratamento medicamentoso e a descontaminação. O cuidado fundamental é o controle das vias aéreas, a adequada oxigenação e a aplicação de respiração assistida, quando necessário.
Utilizar luvas e avental durante a Oescontaminação.
1. Remover roupas e acessórios e descontaminar a pele (incluindo pregas, cavidades e orifícios) e cabelos, com água fria abundante e sabão. A vitamina E tópica (acetato de tocoferol) tem mostrado reduzir a irritação da pele se aplicada logo após a exposição.
2. Se houver exposição ocular, irrigar abundantemente com soro fisiológico ou água, por no mínimo 15 minutos, evitando contato com a pele e mucosas.
1. Em caso de ingestão recente (menos de uma hora) e em grande quantidade, pode se considerar a lavagem gástrica, embora a recomendação seja a utilização de carvão ativado pelo risco de aspiração principalmente devido ao solvente presente na formulação. Atentar para nível de consciência e proteger vias aéreas do risco de aspiração em posição de Trendelenburg e decúbito lateral esquerdo ou por intubação endotraqueal. Controlar as convulsões antes. Após a lavagem gástrica administrar Carvão ativado na proporção de 50-100 g em adultos e 25-50 g em crianças de 1-12 anos, e 19/Kg em menores de 1 ano, diluídos em água, na proporção de 30 g de carvão ativado para 240 mL de água.
2. Não induzir vômito.
3. Emergência, suporte e tratamento sintomático: manter vias aéreas permeáveis, se necessário através de intubação oro-traqueal, aspirar secreções e oxigenar. Atenção especial para fraqueza de musculatura respiratória e parada respiratória repentina, hipotensão e arritmias cardíacas. Adotar medidas de assistência ventilatória, quando necessário.
4. Convulsões: indicado benzodiazepínicos IV (Diazepam (adultos: 5-10 mg; crianças: 0,2-0,5 mg/kg, e repetir a cada 10 a 15 minutos) ou Lorazepam (adultos: 2-4 mg; crianças: 0,05-0,1 mg/kg). Considerar Fenobarbital ou Propofol se há recorrência das convulsões em maiores de 5 anos.
5. Monitorar oxigenação (oximetria ou gasometria), ECG, amilase sérica.
Tratar pneumonite, convulsões e coma se ocorrerem. Manter hospitalização por no mínimo 24 horas após o desaparecimento dos sintomas.
6. Reação alérgica
Leve I moderada: anti-histamínicos com ou sem agonistas beta via inalatória, corticosteróides ou epinefrina.
Grave: oxigênio, suporte respiratório vigoroso, anti-histamínicos, epinefrina (Adulto: 0,3 a 0,5 ml de uma solução 1: 1 000 aplicado de forma subcutânea; Criança: 0,01 ml/kg; 0,5 ml no máximo; pode repetir em 20 a 30 minutos), corticosteróides, monitoramento do eletrocardiograma e fluidos intravenosos. Ressalta - se que a e epinefrina deverá a apenas ser usada em casos graves tendo em vista sua administração só deverá ser realizada na vigência de sintomatologia e por pessoal qualificado. Age apenas nos sintomas muscarínicos, mas tanto nos efeitos agudos quanto nos crônicos. Não deverá ser administrada se o paciente estiver assintomático. Dose em adultos: 2-5• mg cada 10 a 15 minutos; crianças: 0,05 mg/kg a cada 10 a 15 minutos. A via de administração é IV ou 1M (se a IV não é possível). Uma outra alternativa é a administração via tubo endotraqueal quando o acesso IV é difícil.

A atropina não reativa a enzima colinesterase nem acelera a metabolização do produto. É efetiva contra as manifestações muscarínicas, mas é ineficiente contra as nicotínicas. Apesar dessa limitação, a atropina é considerada um bom agente em intoxicações por organofosforados e carbamatos.

Tem sido relatado melhora da angústia respiratória usando nebulização com atropina, por diminuir as secreções bronquiais e incrementar a oxigenação. A atropinização poderá ser requerida por horas ou dias.
A Atropina não deve ser suspensa abruptamente, pelo risco de recirculação do produto e retorno da síntomatologia, devendo ser espaçada até a retirada total.
2. Oximas-Pralidoxima (2-PAM) - não deve ser usado; é de pouco valor em intoxicações por carbamatos devido a que pode estimular a inativação da Ache Embora não indicado em intoxicações por carbamatos, pralidoxima parece ser útil em casos de intoxicações combinadas por organofosforados/ carbamatos e de agrotóxico desconhecido com sintomas muscarinicos.
É indicada hospitalização do paciente por pelo menos 24 horas para observar por recorrências de sintomas (sudorese, alterações visuais, vômitos, diarréia, angústia respiratória, edema pulmonar) durante a atropinização. O período de observação pode ser estendido nos casos de ingestão mista de agrotóxicos devido aos sintomas prolongados dos organofosforados (72 horas até 14 dias). CUIDADOS para os prestadores de primeiros socorros:

• EVITAR: aplicar respiração boca a boca caso o paciente tenha ingerido o produto; utilizar um equipamento intermediário de reanimação manual (Ambú) para realizar o procedimento.
• Usar PROTEÇÃO: para evitar contato cutâneo, ocular e inalatório com o
produto durante o processo.

Contra-Indicações: As seguintes drogas são contra-indicadas: outros agentes colinérgicos, succinilcolina, morfina, teofilina, fenotiazinas e reserpina.
Aminas adrenérgicas só devem ser usadas quando há marcada hipotensão ou reação alérgica grave.

Efeitos sinérgicos: Com outros carbamatos, organofosforados, atrazina e nitratos.

ATENÇÃO:
Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.

Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT - ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN / MS)
Telefone de Emergência empresa: FMC QUIMICA DO BRASIL LTDA: 0800-343545 e (34) 3319-3019

Mecanismo de ação, absorção e excreção para animais de laboratório:
Vide itens Mecanismos de toxicidade e Sintomas e sinais clínicos no quadro acima.

Efeitos agudos (estudo conduzidos com o produto TALlSMAN com animais de laboratório:
DL50 oral aguda para ratos fêmeas entre 5 e 50 mg/kg,
DL50 dérmica para ratos machos e fêmeas é maior que 4000 mg/kg de peso vivo.
CL50 inalatória para ratos machos e fêmeas em um período de exposição de 4 horas foi de 3,90 mg/L. Irritação dérmica:Irritante leve.
Irritação ocular: os animais apresentaram hiperemia, edema, secreção e miose reversível em 72 horas. Sensibilização cutânea: Não causou sensibilização dérmica em cobaias.

Efeitos crônicos:

Carbosulfano: Em estudos cronlcos em ratos e camundongos, Carbosulfano provocou redução do peso, inibição da colinesterase eritrocitária e diminuição do peso do baço; alterações patológicas oculares como: atrofia focal e ausência de tecido na íris e íris coloboma. Estudos de toxicidade reprodutiva em três gerações de ratos, o Carbosulfano causou redução do peso, tamanho e sobrevida dos filhotes e do peso dos pais, a doses de 250 ppm. Em estudos em ratos e coelhos, o Carbosulfano não foi teratogênico, mas causou alterações clínicas e redução do peso feta!. Muitos estudos com resultados controversos foram realizados in vitro e in vivo com Carbosulfano e formulações, concluindo que é improvável que Carbosulfano seja genotóxico. Os estudos crônicos não demonstraram efeitos carcinogênicos.

Bifentrina: em estudos experimentais, a 8ifentrina não causou efeitos na reprodução ou sobre o desenvolvimento. As altas doses, as ratas experimentam tremores.
Não há evidencias de efeitos teratogênicos.
Efeitos mutagênicos são inconclusivos. Estudos com leucócitos de camundongos foram positivos para mutação gênica. Entretanto, outros testes de mutagenicidade foram negativos, incluindo o teste de Ames e estudos células de medula óssea de ratos. Estudos crônicos em camundongos demonstraram incremento na incidêr\
de bexiga urinária em ratos machos; não foram vistos efeitos carcinogênicos em ratos.

Hidrocarboneto Aromático:desde que o produto contém naftaleno, um relatório preliminar do National Toxicology Program (NTP-USA), estabelece que exposições prolongadas ao naftaleno resultam em aumento de tumores de nariz em ratos. Em um estudo anterior, exposições prolongada ao naftaleno incrementaram os tumores de pulmão em camundongos fêmeas. Em humanos, não há evidências de carcinogenicidade até o momento.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Incluir outros métodos de controle de doenças (ex. controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa do Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponíveis e apropriados.

• Qualquer agente de controle de inseto pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se o inseto-alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. Implementando as seguintes estratégias de manejo de resistência à inseticidas (MRI) poderíamos prolongar a vida útil dos inseticidas.
• Qualquer produto para controle de inseto da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga.
• Utilizar somente as doses recomendadas na bula.
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o MRI.

Compatibilidade

Não se conhecem casos de incompatibilidade