Bula Vasto - Albaugh

Bula Vasto

CI
Tiofanato-metílico
21820
Albaugh

Composição

Tiofanato-metílico 500 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea/Tratamento de sementes
Fungicida
4 - Produto Pouco Tóxico
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Sistêmico

Algodão

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gossypii var. cephalosporioides (Ramulose)
Ramularia areola (Ramularia)

Banana

Calda Terrestre Dosagem
Mycosphaerella musicola (Mal da sigatoka)

Citros

Calda Terrestre Dosagem
Elsinoë australis (Verrugose da laranja doce)
Phyllosticta citricarpa (Mancha preta)

Ervilha

Calda Terrestre Dosagem
Ascochyta pinodes (Mancha de ascochyta)
Ascochyta pisi (Mancha de ascochyta)
Erysiphe pisi (Oídio)
Erysiphe polygoni (Oídio)

Feijão

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum lindemuthianum (Antracnose)
Erysiphe polygoni (Oídio)

Maçã

Calda Terrestre Dosagem
Cladosporium carpophilum (Sarna do pessegueiro)
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Neonectria galligena (Cancro europeu)
Schizothyrium pomi (Sujeira de mosca)
Venturia inaequalis (Sarna da maçã)

Manga

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Melão

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum orbiculare (Antracnose)

Milho

Calda Terrestre Dosagem
Phaeosphaeria maydis (Mancha foliar de phaoeosphaeria)

Morango

Calda Terrestre Dosagem
Diplocarpon earlianum (Mancha de diplocarpon)
Mycosphaerella fragariae (Mancha foliar)

Pinhão-manso

Calda Terrestre Dosagem
Oidium sp. (Oídio)

Rosa

Calda Terrestre Dosagem
Diplocarpon rosae (Mancha negra)

Soja

Calda Terrestre Dosagem
Aspergillus spp (Fungo de pós colheita)
Cercospora kikuchii (Mancha púrpura da semente) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Colletotrichum dematium (Antracnose)
Colletotrichum truncatum (Antracnose)
Fusarium oxysporum (Podridão basal)
Fusarium pallidoroseum (Fusariose)
Phomopsis sojae (Podridão seca)
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia)
Septoria glycines (Mancha parda)

Tomate

Calda Terrestre Dosagem
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia)
Septoria lycopersici (Septoriose)

Trigo

Calda Terrestre Dosagem
Fusarium graminearum (Fusariose)

Tipo: Bombona
Material: Metálico/Plástico
Capacidade: 5 - 250 L

Tipo: Contentor intermediário (IBC)
Material: Metálico/Plástico
Capacidade: 20 - 250 L

Tipo: Frasco
Material: Plástico
Capacidade: 0,05 - 5,0 L

Tipo: Tambor
Material: Metálico/Plástico
Capacidade: 20 - 1.000 L.

INSTRUÇÕES DE USO

VASTO é um fungicida sistêmico, empregado no controle de inúmeras doenças fúngicas em diversas culturas.

MODO DE APLICAÇÃO

Primeiramente agitar vigorosamente o produto em sua embalagem original. A seguir, diluir o VASTO diretamente na quantidade de água previamente estabelecida, de acordo com o modo de aplicação, até obter uma calda homogênea.

OBS.: Seguir as recomendações técnicas de aplicação e consultar sempre um Engenheiro Agrônomo.

Para uso em tratamento de sementes

O tratamento pode ser feito em tratadores de sementes na unidade de beneficiamento (máquinas de tratar sementes) ou utilizando um tambor giratório excêntrico. Não se aconselha o tratamento de sementes diretamente na caixa semeadora e na lona. Para melhor homogeneização do VASTO nas sementes, o produto deverá ser misturado com água perfazendo um total máximo de 600 mL de calda para tratar 100 kg de sementes. Para tratamento de sementes adicionar corante.

OBS.: Seguir as recomendações técnicas de aplicação e consultar sempre um Engenheiro Agrônomo.

Para pulverização da parte aérea

Este produto pode ser aplicado por via terrestre, através de equipamentos pulverizadores costais (manuais ou motorizados), tratorizados e por via aérea, conforme recomendação para cada cultura. Utilize sempre tecnologia de aplicação que ofereça boa cobertura das plantas. As recomendações para aplicação poderão ser alteradas à critério do Engenheiro Agrônomo responsável, respeitando sempre a legislação vigente na região da aplicação, a especificação do fabricante do equipamento e tecnologia de aplicação empregada.

Uso de equipamentos de aplicação via pulverização terrestre

Usar pulverizadores tratorizados, dotados de bicos cônicos, densidade mínima de 50-70 gotas/cm² com 250 micra. No caso da cultura da manga, usar pulverizadores tratorizados dotados de bicos cônicos ou pistola apropriados para a aplicação de fungicidas. O volume de calda deve estar de acordo com a idade da planta, variedade e espaçamento, de modo a atingir toda a parte aérea da planta proporcionando uma cobertura homogênea da calda.

O volume e calda indicado em intervalo é variável conforme o estádio de desenvolvimento da planta, para a cultura de citros considerar volume médio de 10 L/planta.

Uso de equipamentos de aplicação via pulverização aérea: (Uso de barra e atomizador rotativo Micronair)

- Utilizar esta modalidade de aplicação nas culturas de: Algodão, Banana, Feijão, Milho, Soja e Trigo;
- Volume de aplicação: 30-40 L/ha de calda;
- Altura de vôo com barra: 2-3 m, com Micronair: 3-4 m;
- Largura da faixa de deposição efetiva: 15 m;
- Tamanho/densidade de gota: 180-220 micra, com mínimo de 60 gotas/cm²;
- No caso de barra, usar bicos cônicos pontas D6 e D12 - disco (core) inferior a 45°;
- Usando Micronair, o número de atomizadores deve ser 4, onde, para o ajuste do regulador de vazão/VRU, pressão e ângulo da pá, seguir a tabela sugerida pelo fabricante.

Condições climáticas

O diâmetro de gotas deve ser ajustado para cada volume de aplicação (litro de calda/ha) para proporcionar a adequada densidade de gotas, obedecendo a ventos de até 8 Km/h, temperatura e umidade relativa, visando reduzir perdas por deriva e evaporação. Em se tratando de aplicação aérea obedecer à umidade relativa não inferior a 70%.

Preparo da Calda

VASTO deve ser adicionado ao pulverizador quando este estiver com ¾ de sua capacidade com água limpa. Ao adicionar a quantidade recomendada do produto, manter a calda em constante agitação, e após adicionar o produto, completar o volume do tanque do pulverizador com água, mantendo-a sempre em agitação. O sistema de agitação do produto no tanque deve ser mantido em funcionamento durante toda a aplicação. Seguir estas condições de aplicação ou consultar um Engenheiro Agrônomo.

INSTRUÇÕES ESPECÍFICAS PARA CONTROLE DE MOFO-BRANCO NA CULTURA DA SOJA

Plantio de sementes sadias: O uso de sementes sadias e tratadas com fungicidas registrados representa a melhor forma de se evitar a introdução do patógeno na área, uma vez que esta representa uma das principais formas de disseminação. O fungo pode ser disseminado via semente na fase de micélio dormente. Desta forma, a análise sanitária da semente é de extrema importância para o agricultor. Sementes multiplicadas pelo próprio agricultor representam um risco ainda maior à sustentabilidade do negócio.
Limpeza de implementos agrícolas: Outra forma importante de disseminação do fungo é através de escleródios que podem ser levados por implementas agrícolas infestados. Para evitar o problema, o agricultor deverá realizar limpeza dos implementos, para remoção de restos culturais e solo, para isso, poderá utilizar apenas água sob pressão.
Rotação de culturas: A rotação de culturas representa a principal alternativa para o desenvolvimento da agricultura sustentável, melhorando as características químicas, físicas e biológicas do solo. A manutenção do sistema plantio direto só é possível com a rotação de culturas. Entretanto, no caso específico do mofo branco, a rotação de culturas deve ser essencialmente com gramíneas, as quais não são hospedeiras do fungo. O agricultor deve dar preferência para aquelas gramíneas que formam maior quantidade de palha. O cultivo consorciado de milho e Brachiaria spp. tem se destacado em programas de rotação, uma vez que forma ampla palhada sobre o solo e ainda apresenta retorno econômico para o agricultor.
Integração lavoura-pecuária: A integração lavoura-pecuária é outra importante opção para áreas altamente infestadas, isso se deve principalmente pelo uso de gramíneas (planta não hospedeira) e pela erradicação de muitas plantas daninhas tidas como hospedeiras. Entretanto, plantas infestantes comuns nas lavouras de soja como o leiteiro, o picão-preto e o joá-de-capote devem ser erradicadas, uma vez que estas também são hospedeiras do mofo branco. O maior período sem plantas hospedeiras, proporcionado pela integração lavourapecuária, pode reduzir significativamente a fonte de inóculo.
Escolha de cultivares: Principalmente para as áreas infestadas, o agricultor ou técnico deve optar por cultivares de ciclo determinado, com período de floração concentrado e por cultivares que apresentam arquitetura de folhas eretas e porte baixo.

- Porte e arquitetura de folhas - plantas de porte baixo com folhas menores e eretas são menos favoráveis à ocorrência da doença, ou seja, não proporcionam um microclima favorável à infecção e ao desenvolvimento do patógeno. - Período de floração concentrada - como os esporos do fungo Sclerotinia sclerotiorum, ao germinarem, encontram dificuldades em penetrar diretamente nos tecidos das hastes dos hospedeiros, o mesmo necessita da flor em senescência para melhor infectar as plantas. Assim sendo, quanto menor o período de floração, menor a probabilidade de infecção. Cultivares de ciclo indeterminado, as quais apresentam flores por maior período de tempo estão mais sujeitas à infecção. Formação ampla de palha: A palha oriunda do plantio direto, diferentemente do que havia se pensado em um passado recente, tem contribuído sobremaneira no controle da doença. Além de aumentar a matéria orgânica do solo, permitindo a proliferação e manutenção de microrganismos antagonistas, a palha funciona como uma barreira física impedindo a liberação de ascósporos (esporos) pelos apotécios. Quanto mais densa e uniforme for a palha sobre o solo, maior o impedimento físico imposto à disseminação do patógeno, e, consequentemente, melhor controle da doença. Manejo do solo: Entende-se por manejo do solo, a conservação química, física e biológica do mesmo. No caso do mofo branco, quanto maior a porcentagem de matéria orgânica, maior será a quantidade e a diversidade de microrganismos antagonistas, como o Trichoderma spp. Em relação à qualidade química, podemos inferir que solos bem adubados, conforme necessidade da cultura, maior será a capacidade da planta em resistir à infecção e/ou colonização pelo patógeno, ou seja, plantas bem nutridas são naturalmente mais resistentes. O potássio, por exemplo, está envolvido na maior lignificação do tecido vegetal e, consequentemente, menor possibilidade de acamamento. Plantas acamadas significam maior pressão de doença, principalmente pelo microclima formado. Em relação à física, recomenda-se não revolver o solo. Quando se revolve o solo pela primeira vez, os escleródios produzidos pelo fungo são enterrados na camada abaixo de 20 cm. Entretanto, quando essa prática é repetida, tais escleródios são novamente trazidos à superfície ficando o solo infestado nos perfis de 0-20 cm, formando um banco de escleródios. Controle biológico: Para o controle biológico utiliza-se um organismo vivo no controle de outro organismo vivo, que pode ocorrer a partir de diferentes processos (antibiose, competição, parasitismo, etc.). No caso específico do mofo branco, o controle biológico mais conhecido é através do uso de fungos do gênero Trichoderma. Tratase de um microrganismo vivo, é necessário que o mesmo se estabeleça e encontre condições para sobreviver e controlar o agente patogênico. Controle químico com VASTO: Dose de uso: 1,0 L/ha com volume de calda de 200L/ha quando tratorizado ou 30-40 L/ha em aplicações aéreas. Recomenda-se sempre utilizar a tecnologia mais adequada para que se atinja o alvo. Aplicar o produto de forma preventiva no início da floração (R1). Se for necessário reaplicar o produto, a aplicação deverá ser com intervalo de 10 dias em relação a primeira, no estágio fenológico de floração plena (R2) e deverá ser de caráter preventivo. É recomendado que o produto seja usado no manejo em rotação com fungicidas de outros grupos químicos. O sistema de agitação do produto no interior do tanque deve ser mantido em funcionamento durante toda aplicação.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Algodão, banana, citros, ervilha, feijão, manga, melão, tomate e trigo: 14 dias
Algodão e soja (tratamento de sementes): Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego.
Maçã: 07 dias
Milho e morango: 03 dias
Pinhão-manso e rosa: Uso não alimentar.
Soja: 21 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI’s) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

O produto não é fitotóxico para as culturas recomendadas, dentro das dosagens e usos recomendados na bula e rótulo, tendo uso limitado a tais recomendações.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

Seguir as recomendações atualizadas de manejo de resistência do FRAC-BR (Comitê de Ação a Resistência à Fungicidas – Brasil). O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo. O produto fungicida VASTO é composto por Tiofanato-metílico, que apresenta mecanismo de ação de Montagem de ß-tubulina na mitose, pertencente ao Grupo B1, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas). Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
- Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo B1 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
- Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis etc.;
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).