Cancro europeu (Neonectria galligena)
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Cancro europeu

(Neonectria galligena)

Culturas Afetadas: Maçã

Sinônimos: Cucurbitaria ditissima, Cylindrocarpon heteronema, Cylindrocarpon mali, Cylindrocarpon willkommii, Fusarium heteronemum, Fusarium willkommii, Nectria ditissima, Nectria ditissima var. arctica, Nectria ditissima var. ditissima, Nectria galligena, Nectria magnoliae, Neonectria ditissima, Neonectria ditíssima

A doença desenvolve-se nos ramos das árvores, podendo sobreviver durante o verão como micélio, e como peritécio no outono. Em sua fase perfeita, possui peritécios de cor avermelhada, que desenvolvem-se em grupos ou espalhados na superfície dos cancros velhos durante a fase de repouso das plantas. A forma assexuada produz aglomerados de esporos de cor branca, creme, amarela ou rosa-claro, que se formam em condições de chuva ou alta umidade relativa no centro das lesões dos ramos.

Ciclo: A doença infecta a planta através de feridas causadas pela queda de folhas, poda ou qualquer outro tipo de ferida. A disseminação dos ascósporos ocorre durante a primavera através do ar ou então por respingos de água que atingem acúmulos semelhantes a uma massa gelatinosa no ápice do peritécio. Em tempos de alta umidade relativa, ocorre a estimulação da formação de esporos assexuados nos cancros, que são responsáveis por infectar feridas causadas pela queda de folhas e frutos. Para que a infecção ocorra, são necessários cerca de 6 horas de molhamento e temperaturas entre 14°C e 15°C. O período de incubação é variável, podendo ser poucos dias durante o outono e a primavera e semanas no inverno. A penetração no córtex é lenta, e na primavera o fungo atinge a madeira. Altas temperaturas são desfavoráveis ao desenvolvimento da doença, pois neste período as plantas produzem tecido sadio ao redor das lesões.

Sintomas: Os sintomas iniciais são apresentados durante a primavera, quando manchas com margens bem definidas de cor vermelha ou marrom-escuro podem ser vista ao redor das cicatrizes foliares, ramos novos ou centros de frutificação, podendo estrangular os ramos afetados. Com o desenvolvimento da doença, surgem cancros com áreas concêntricas alternadas de tecidos doentes e sadios ao redor de um centro deprimido que ocorrem nos caules e troncos. A casca próxima as lesões são rompidas e a epiderme se solta como uma folha de papel. Nos frutos contaminados ocorre uma podridão firme de cor marrom-escura.

Controle: Para a definição de uma estratégia de controle da doença é preciso “mapear” todas as práticas e levar em consideração a disponibilidade de ferimentos ao longo do tempo. Os ferimentos de colheita têm contribuído para o desenvolvimento da doença, assim é importante a aplicação de fungicidas logo após essa prática, antes da ocorrência de uma chuva.

Os ferimentos de poda também são muito importantes no progresso da doença, assim recomenda-se a aplicação de fungicidas em pastas com tinta ou cola para proteção dos cortes de poda. A retirada de cancros deve ser realizada repetidas vezes durante o ano e sempre que houver tempo ensolarado. Ela é essencial para diminuir a quantidade de esporos no pomar e assim permitir que as demais práticas de controle sejam mais efetivas.

No período de outono, quando há queda das folhas e então temos esse tipo de ferimento, recomenda-se a aplicação de fungicidas nos estádios de 10%, 50% e 90% de queda das folhas, utilizando-se diferentes produtos com ação protetora.

O controle da doença é baseado na prevenção da entrada do patógeno em novas áreas, na remoção das partes doentes (poda) e pela proteção de ferimentos por meio de fungicidas. O progresso da doença em algumas situações parece lento, mas para se combatê-la é preciso muita persistência, pois as infecções sem sintomas são muito frequentes.

Recomenda-se o uso de produtos defensivos registrados para a cultura.

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