Mancha de diplocarpon (Diplocarpon earlianum)
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Mancha de diplocarpon

Mancha foliar (Diplocarpon earlianum)

Culturas Afetadas: Morango

Anamorfo: Marssonina rosae

Esta doença pode causar perdas que variam de leves até muito severas, dependendo de fatores epidemiológicos, como a suscetibilidade do cultivar, o sistema de cultivo e as condições ambientais. Reduções nos rendimentos de 20, 30 e 41% por planta têm sido registradas para cultivares moderadamente resistentes, moderadamente suscetíveis e altamente suscetíveis, respectivamente.

A doença se caracteriza pelas manchas foliares, irregulares, púrpuras ou amarronzadas. Esta doença é muito comum nos países de clima temperado, mas também ocorre nas regiões subtropicais e tropicais. No Brasil, existem registros da doença apenas no estado de São Paulo, porém acredita-se que esteja presente em outras regiões produtoras de morango do país. Diplocarpon earlianum é um patógeno específico das rosáceas, com incidência em Fragaria spp. e Potentilla spp.

Danos: O sintoma característico da doença são manchas irregulares, púrpuras ou amarronzadas; o centro não é cinza, característica que a distingue de Mycosphaerella fragariae.

Os sintomas apresentam-se como numerosas manchas irregulares, púrpuras ou amarronzadas, sem a coloração branca ou cinza no centro, característica das manchas-de-mycosphaerella. As manchas evoluem até atingirem 5 mm de diâmetro, coalescentes, ocupando uma área considerável da lâmina foliar. O espaço entre as manchas torna-se púrpura a vermelho-brilhante dependendo do cultivar, temperatura e outros fatores. A medida que a doença avança, as folhas geralmente tornam-se amarronzadas, secas e encarquilhadas, com aparência corticenta. No interior das lesões, na superfície adaxial das folhas, desenvolvem-se numerosos acérvulos escuros e brilhantes.

Nos pecíolos, as manchas são alongadas, deprimidas e marrom-púrpuras ou marrom-avermelhadas, as quais podem circundar totalmente o pecíolo, provocando a morte da folha. Lesões corticentas desenvolvem-se no pedúnculo, pedicelos, sépalas, pétalas, estames e pistilos, apresentando-se como manchas irregulares e marrons, que avançam do ápice ou bordas da sépala para o centro. Geralmente, a morte do pedúnculo, uma vez circundado pela doença, provoca a morte dos frutos, mas, também, sob ataques severos, podem ocorrer lesões alongadas e avermelhadas.

Controle: Apesar da existência de vários cultivares resistentes a Diplocarpon earlianum, muitos produtores preferem plantar determinados cultivares suscetíveis pelas suas características qualidades culturais e devido à melhor aceitação no mercado.

A renovação das plantações após a colheita ajuda no controle da doença. Os canteiros devem ter boa drenagem e estar completamente expostos ao sol e deve-se evitar a aplicação de adubos nitrogenados durante a primavera, bem como a irrigação por aspersão, caso seja usado esse tipo de irrigação, deve ser efetuada no período da manhã e somente quando for necessário. Eliminar e queimar todos os restos de cultura após a colheita.

O tratamento químico será aplicado principalmente durante o período de floração na primavera, no final do verão e começo do outono. Vários fatores, como a suscetibilidade do cultivar, a idade da plantação, o histórico da epidemia, assim como a probabilidade de longos períodos de umidade sobre as plantas devem ser considerados para obter bons resultados no controle químico.



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