Bula Verimark - FMC

Bula Verimark

Ciantraniliprole
5316
FMC

Composição

Ciantraniliprole 200 g/L

Classificação

Terrestre
Inseticida
Não Classificado
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Sistêmico, Ingestão, Contato

Abóbora

Calda Terrestre Dosagem
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)

Abobrinha

Calda Terrestre Dosagem
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)

Agrião

Calda Terrestre Dosagem
Liriomyza huidobrensis (Larva minadora)

Alface

Calda Terrestre Dosagem
Liriomyza huidobrensis (Larva minadora)

Almeirão

Calda Terrestre Dosagem
Liriomyza huidobrensis (Larva minadora)

Batata

Calda Terrestre Dosagem
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)
Liriomyza huidobrensis (Larva minadora)

Berinjela

Calda Terrestre Dosagem
Bemisia tabaci (Mosca branca)

Brócolis

Calda Terrestre Dosagem
Plutella xylostella (Traças das crucíferas)

Café

Dosagem
Hypothenemus hampei (Broca do café)

Chicória

Calda Terrestre Dosagem
Liriomyza huidobrensis (Larva minadora)

Chuchu

Calda Terrestre Dosagem
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)

Couve

Calda Terrestre Dosagem
Plutella xylostella (Traças das crucíferas)

Couve-chinesa

Calda Terrestre Dosagem
Plutella xylostella (Traças das crucíferas)

Couve-de-bruxelas

Calda Terrestre Dosagem
Plutella xylostella (Traças das crucíferas)

Couve-flor

Calda Terrestre Dosagem
Plutella xylostella (Traças das crucíferas)

Espinafre

Calda Terrestre Dosagem
Liriomyza huidobrensis (Larva minadora)

Feijão

Dosagem
Bemisia tabaci (Mosca branca)
Liriomyza huidobrensis (Larva minadora)

Fumo

Calda Terrestre Dosagem
Epitrix fasciata (Pulga do fumo)
Faustinus cubae (Broca do fumo)
Myzus persicae (Pulgão verde)
Phthorimaea operculella (Traça da batatinha)

Jiló

Calda Terrestre Dosagem
Bemisia tabaci (Mosca branca)

Maxixe

Calda Terrestre Dosagem
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)

Melão

Dosagem
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)
Liriomyza sativae (Minador de folhas)

Pepino

Dosagem Calda Terrestre
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Liriomyza huidobrensis (Larva minadora) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Pimenta

Calda Terrestre Dosagem
Bemisia tabaci (Mosca branca)

Pimentão

Dosagem Calda Terrestre
Liriomyza sativae (Minador de folhas)

Quiabo

Calda Terrestre Dosagem
Bemisia tabaci (Mosca branca)

Repolho

Calda Terrestre Dosagem
Plutella xylostella (Traças das crucíferas)
Trichoplusia ni (Trichoplusia)

Rúcula

Calda Terrestre Dosagem
Liriomyza huidobrensis (Larva minadora)

Tomate

Dosagem Calda Terrestre
Bemisia tabaci (Mosca branca) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)
Liriomyza spp (Larva minadora) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Tipo: Bombona
Material: Plástico
Capacidade: 3,0; 3,25; 3,5; 3,75; 4,0; 4,25; 4,5; 4,75; 5,0; 5,25; 5,5; 5,75; 6,0; 6,25; 6,5; 6,75; 7,0; 7,25; 7,5; 7,75; 8,0; 8,25; 8,75; 9,0; 9,25; 9,75; 10;12;12,5; 14; 15; 16; 17; 17,5; 18; 19; 20; 22,5; 25; 27,5; 30; 50; 100L

Tipo: Frasco
Material: Plástico
Capacidade: 0,05; 0,075; 0,1; 0,15; 0,2; 0,25; 0,3; 0,5; 0,7; 0,75; 1,0; 1,25; 1,5; 1,75; 2,0; 2,5; 2,75; 3,0; 3,25; 3,5; 3,75; 4,0; 4,25, 4,5; 4,75; 5,0L

Tipo: Tambor
Material: metálico/ fibra/plástico
Capacidade:10; 20;30; 40; 50;80;100;120;140;150; 160; 180; 200; 220; 250 L

tipo: tanque
material: metálico/fibra/plástico
capacidade: 100;200; 300; 350; 400; 450; 500; 550; 600; 650; 700; 750; 800; 850; 900; 950; 1.000; 1.100; 1200; 1300; 1400; 1500; 1600; 1700; 1800; 1900; 2000; 3000; 3500; 4000; 4500; 5000; 10000; 15000; 20000 L.

INSTRUÇÕES DE USO

Verimark® é um inseticida sistêmico do grupo químico das diamidas antranílicas (IRAC - grupo 28) atuando por ingestão e contato. Verimark® é seletivo para as culturas do alface, batata, café, feijão, fumo, melão, pepino, pimentão, repolho, tomate, agrião, almeirão, chicória, espinafre, rúcula, brócolis, couve, couve-flor, couve-chinesa, couve-de-bruxelas, jiló, berinjela, pimenta, abobrinha, abóbora, chuchu, maxixe e quiabo. As aplicações do programa de tratamento com Verimark® proporcionam melhor desenvolvimento das plantas, resultando na melhor expressão do potencial produtivo da cultura.

MODO DE APLICAÇÃO

Características da aplicação: As aplicações deverão ser realizadas de acordo com as recomendações desta bula, respeitando os estádios mais sensíveis das pragas e de acordo com os níveis de controle citados. As aplicações deverão ser com calda suficiente para a melhor cobertura da cultura. O produto pode ser aplicado com pulverizadores terrestres costais manuais, ou estacionários ou motorizados e tratorizados.

Aplicação terrestre

Utilizar pulverizadores costais (manuais ou motorizados), tratorizados e/ou estacionários munidos de mangueiras. Utilizar pulverizadores com os diferentes tipos e espaçamento de bicos recomendados pelos fabricantes.
Mantenha a agitação do tanque e o registro do pulverizador fechado durante as paradas e manobras do equipamento, evitando desperdícios e sobreposição das faixas de aplicação ou danos a culturas vizinhas.
Para situações em que se necessite utilizar equipamento costal manual de pulverização, recomenda-se que a regulagem seja feita de maneira a manter as doses recomendadas para o produto e cobertura uniforme das plantas.

Aplicação via Pivô Central

Aplicar através de equipamento de pivô central bem regulado para melhor distribuição da calda. A injeção deve ser positiva, na base do equipamento, com calda suficiente para boa distribuição no cartucho da planta. Para equipamentos que injetam diretamente o produto na tubulação e para equipamentos que necessitem diluição, é necessário que a agitação seja efetuada para melhor distribuição do inseticida no fluxo de água da tubulação.

Recomendação para evitar deriva

Não permita que a deriva proveniente da aplicação atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e outras fontes de água, criações e áreas de preservação ambiental. Siga as restrições existentes na legislação pertinente.
O potencial de deriva é determinado pela interação de muitos fatores relativos ao equipamento de pulverização e ao clima. O aplicador deve considerar todos estes fatores quando da decisão de aplicar.
Para equipamentos de pivô central, não aplicar com ventos acima de 15 km/ha, para evitar perda da eficiência da aplicação.

Importância do diâmetro de gota

A melhor estratégia de gerenciamento de deriva é aplicar o maior diâmetro de gotas possível para dar uma boa cobertura e controle (0,15 a 0,20 mm). A presença nas proximidades de culturas para as quais o produto não esteja registrado, condições climáticas, estádio de desenvolvimento da cultura, etc. devem ser considerados como fatores que podem afetar o gerenciamento da deriva e cobertura da planta. Aplicando gotas de diâmetro maior reduz-se o potencial de deriva, mas não a previne se as aplicações forem feitas de maneira imprópria ou sob condições desfavoráveis. Leia as instruções sobre Condições de vento, Temperatura, e Inversão térmica.

Controlando o diâmetro de gotas - Técnicas gerais
Volume: Use bicos de maior vazão para aplicar o maior volume de calda possível considerando suas necessidades práticas. Bicos com vazão maior produzem gotas maiores.
Pressão: Use a menor pressão indicada para o bico. Pressões maiores reduzem o diâmetro de gotas e não melhoram a penetração através das folhas da cultura. Quando maiores volumes forem necessários, use bicos de vazão maior ao invés de aumentar a pressão.
Tipo de bico: Use o modelo de bico apropriado para o tipo de aplicação desejada. Para a maioria dos bicos, ângulos de aplicação maiores produzem gotas maiores. Considere o uso de bicos de baixa deriva.
Altura da barra: Para equipamento de solo, regule a altura da barra para a menor possível, de forma a obter uma cobertura uniforme, reduzindo a exposição das gotas à evaporação e aos ventos. A barra deve permanecer nivelada com a cultura, observando-se também a adequada sobreposição dos jatos.
Ventos: O potencial de deriva aumenta com a velocidade do vento, inferior a 5 km/h (devido ao potencial de inversão) ou maior que 16 km/h. No entanto, muitos fatores, incluindo o diâmetro de gotas e o tipo de equipamento, determinam o potencial de deriva a uma dada velocidade do vento. Não aplicar se houver vento forte, acima de 16 km/h, ou em condições de vento inferiores a 5 km/h.

Observações: condições locais podem influenciar o padrão do vento. Todo aplicador deve estar familiarizado com os padrões de ventos locais e como eles afetam a deriva.

Temperatura e umidade: Em condições de clima quente e seco, regule o equipamento de aplicação para produzir gotas maiores a fim de reduzir o efeito da evaporação.

Inversão térmica: O potencial de deriva é alto durante uma inversão térmica. Inversões térmicas diminuem o movimento vertical do ar, formando uma nuvem de pequenas gotas suspensas que permanece perto do solo e com movimento lateral. Inversões térmicas são caracterizadas pela elevação da temperatura com relação à altitude e são comuns em noites com poucas nuvens e pouco ou nenhum vento. Elas começam a ser formadas ao pôr-do-sol e freqüentemente continuam até a manhã seguinte. Sua presença pode ser indicada pela neblina no nível do solo. No entanto, se não houver neblina as inversões térmicas podem ser identificadas pelo movimento da fumaça originária de uma fonte no solo. A formação de uma nuvem de fumaça em camadas e com movimento lateral indica a presença de uma inversão térmica; enquanto que, se a fumaça for rapidamente dispersada e com movimento ascendente, há indicação de um bom movimento vertical do ar.

Preparo da calda

O abastecimento do pulverizador deve ser feito enchendo o tanque até a metade da sua capacidade com água, mantendo o agitador ou retorno em funcionamento, e então, adicionar o produto e completar o volume com água. A agitação deverá ser constante durante a preparação e aplicação da calda. Prepare apenas a quantidade de calda necessária para completar o tanque de aplicação, pulverizando logo após a sua preparação. Caso aconteça algum imprevisto que interrompa a agitação da calda, agitá-la vigorosamente antes de reiniciar a aplicação. Realizar o processo de tríplice lavagem da embalagem durante o preparo da calda.
O equipamento usado na aplicação do inseticida Verimark® deve estar limpo de qualquer depósito prévio de outro defensivo. Encher o reservatório com ¼ a ½ da capacidade com água. Adicionar Verimark® diretamente ao reservatório. Agitar a calda até toda a solução estar totalmente dispersa no reservatório e manter a agitação constante da calda. Usar sempre agitadores mecânicos ou hidráulicos. Não usar agitadores a ar.

Acidificação da calda: todas as aplicações com Verimark® deve estar entre o pH 5 a 7. Se o pH da calda estiver acima de 7 é necessário ajustar o pH usando produtos agrícolas registrados para esta finalidade. Caso ocorra a interrupção, a calda deverá ser utilizada no período de até 8 horas do preparo.

Lavagem do equipamento de aplicação: Inicie a aplicação somente com o equipamento limpo e bem conservado. Imediatamente após a aplicação, proceda a uma completa limpeza de todo o equipamento.
1. Com o equipamento de aplicação vazio, enxágue completamente o pulverizador e faça circular água limpa pelas mangueiras, barras, bicos e difusores.
2. Limpe tudo que for associado ao pulverizador, inclusive o material usado para o enchimento do tanque. Tome todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza. Não limpe o equipamento perto de nascentes, fontes de água ou de plantas úteis. Descarte os resíduos da limpeza de acordo com a legislação Estadual ou Municipal.
Após o término da aplicação em pivô central, manter a irrigação por um período adicional de 15 minutos, a fim de evitar a deposição do produto no equipamento de irrigação.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Agrião, Abóbora, Abobrinha, Alface, Almeirão, Berinjela, Brócolis, Chicória, Couve, Couve-flor, Couve-de-bruxelas, Couve-chinesa, Chuchu, Espinafre, Jiló, Maxixe, Melão, Pepino, Pimenta, Pimentão, Quiabo, Repolho, Rúcula e Tomate: 1 dia
Batata e Feijão: 7 dias
Fumo: Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NA CULTURA E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

• Fitotoxicidade: quando utilizado de acordo com as recomendações da bula, Verimark® não causa fitotoxicidade às culturas do alface, batata, café, feijão, fumo, melão, pepino, pimentão, repolho, tomate, agrião, almeirão, chicória, espinafre, rúcula, brócolis, couve, couve-flor, couve-chinesa, couve-de-bruxelas, jiló, berinjela, pimenta, abobrinha, abóbora, chuchu, maxixe e quiabo.
• Não utilizar o produto em desacordo às instruções do rótulo e bula.
• O produto Verimark® deve ser aplicado somente via solo e pivô central.
• Os LMRs e Tolerância de Importação para culturas tratadas com Verimark® podem estar pendentes em alguns países. Consulte seu exportador, importador ou a FMC antes de aplicar Verimark® nas culturas de exportação.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS

Utilizar os equipamentos de proteção individual indicados nas PRECAUÇÕES NO MANUSEIO e PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO descritas nos Dados Relativos à Saúde Humana.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

GRUPO 28 INSETICIDA

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência.
O inseticida Verimark® pertence ao grupo 28 (Diamida Antranílica) e o uso repetido deste inseticida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas. Para manter a eficácia e longevidade do Verimark® como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência.
Adotar as práticas de manejo a inseticidas, tais como:
• Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto do Grupo 28. Sempre rotacionar com produtos de mecanismo de ação efetivos para a praga alvo;
• Usar Verimark® ou outro produto do mesmo grupo químico somente dentro de um “intervalo de aplicação” (janelas) de cerca de 30 dias;
• Aplicações sucessivas de Verimark® podem ser feitas desde que o período residual total do “intervalo de aplicações” não exceda o período de uma geração da praga-alvo;
• Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas. No caso específico do Verimark®, o período total de exposição (número de dias) a inseticidas do grupo químico das Diamidas não deve exceder 50% do ciclo da cultura ou 50% do número total de aplicações recomendadas na bula;
• Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do Verimark® ou outros produtos do Grupo 28 quando for necessário;
• Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas;
• Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
• Utilizar as recomendações e da modalidade de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).

Cyantraniliprole Técnico - Reg. 12715