Saffra 700 WG
| Geral | ||
|---|---|---|
|
Nome Técnico:
Saflufenacil
Registro MAPA:
7425
Empresa Registrante:
AGROALLIANZ |
||
| Composição | ||
|---|---|---|
| Ingrediente Ativo | Concentração | |
| Saflufenacil | 700 g/kg | |
| Classificação | ||
|---|---|---|
|
Técnica de Aplicação:
Aérea, Terrestre
Classe Agronômica:
Herbicida
Toxicológica:
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
Ambiental:
III - Produto perigoso
Inflamabilidade:
Não inflamável
Corrosividade:
Não corrosivo
Formulação:
Granulado Dispersível (WG)
Modo de Ação:
Contato, Seletivo condicional
Agricultura Orgânica:
Não |
||
Indicações de Uso
| Acácia negra | Recomendação | Dosagem | Produtos Similares | |
|---|---|---|---|---|
| Commelina benghalensis (Trapoeraba) | veja aqui | |||
| Ipomoea hederifolia (Corda de viola) | veja aqui | |||
| Sida rhombifolia (Guanxuma) | veja aqui | |||
| Batata | Recomendação | Dosagem | Produtos Similares | |
|---|---|---|---|---|
| Ipomoea grandifolia (Corda de viola) | veja aqui | |||
| Solanum tuberosum (Batata) | veja aqui | |||
| Eucalipto | Recomendação | Dosagem | Produtos Similares | |
|---|---|---|---|---|
| Bidens pilosa (Picão preto) | veja aqui | |||
| Commelina diffusa (Trapoeraba) | veja aqui | |||
| Conyza bonariensis (Buva) | veja aqui | |||
| Richardia brasiliensis (Poaia branca) | veja aqui | |||
| Sida rhombifolia (Guanxuma) | veja aqui | |||
| Spermacoce latifolia (Erva quente) | veja aqui | |||
| Feijão | Recomendação | Dosagem | Produtos Similares | |
|---|---|---|---|---|
| Amaranthus viridis (Caruru comum) | veja aqui | |||
| Ipomoea grandifolia (Corda de viola) | veja aqui | |||
| Phaseolus vulgaris (feijão) (Feijão) | veja aqui | |||
| Raphanus raphanistrum (Nabiça) | veja aqui | |||
| Girassol | Recomendação | Dosagem | Produtos Similares | |
|---|---|---|---|---|
| Helianthus annus (Girassol) | veja aqui | |||
| Mamona | Recomendação | Dosagem | Produtos Similares | |
|---|---|---|---|---|
| Ipomoea hederacea (Corda de viola) | veja aqui | |||
| Tridax procumbens (Erva de touro) | veja aqui | |||
| Pastagens | Recomendação | Dosagem | Produtos Similares | |
|---|---|---|---|---|
| Conyza bonariensis (Buva) | veja aqui | |||
| Sida rhombifolia (Guanxuma) | veja aqui | |||
| Seringueira | Recomendação | Dosagem | Produtos Similares | |
|---|---|---|---|---|
| Sida rhombifolia (Guanxuma) | veja aqui | |||
| Spermacoce latifolia (Erva quente) | veja aqui | |||
Embalagens
| Lavabilidade | Tipo de Embalagem | Material | Características | Acondicionamento | Capacidade |
|---|---|---|---|---|---|
| Lavável | Frasco | Plástico | Rígida | Líquido | 0,5 L |
| Lavável | Frasco | Plástico | Rígida | Líquido | 1 L |
| Lavável | Bombona | Plástico | Rígida | Líquido | 5 L |
INSTRUÇÕES DE USO
SAFFRA 700 WG é um herbicida seletivo condicional de contato, contendo o ingrediente ativo de nome comum Saflufenacil (Grupo E – HRAC), destinado ao controle de plantas daninhas de folhas largas inclusive as infestantes de difícil controle, podendo ser utilizado também como dessecante de culturas com o objetivo de antecipar e/ou homogeneizar a colheita conforme instruções de uso. Também aplicado em pós emergência e jato dirigido nas entrelinhas de culturas florestais.
SAFFRA 700 WG apresenta flexibilidade de uso quanto à época de aplicação, podendo ser utilizado em pré-plantio na dessecação de plantas daninhas, em jato dirigido sem que haja contato com as plantas cultivadas, na pósemergência das plantas daninhas e da cultura em cana-de-açúcar, ou em pré-emergência de plantas daninhas.
Modo de Ação:
SAFFRA 700 WG (Saflufenacil) é um potente inibidor da protoporfirinogênio oxidase (Protox), e pertence ao grupo químico pirimidinadiona (uracila), sendo um herbicida seletivo condicional de contato, que em doses altas têm ação de pré-emergência com atividade residual no solo.
SAFFRA 700 WG pode ser utilizado em dessecação de plantas daninhas antes do plantio de culturas anuais, em aplicação dirigida em culturas perenes, na pós-emergência da cana-de-açúcar, assim como em doses altas no controle em pré-emergência de plantas daninhas. SAFFRA 700 WG também pode ser utilizado como dessecante de culturas de folhas largas na pré-colheita com intuito de antecipar ou homogeneizar a colheita.
A seletividade difere dependendo da cultura, conforme as condições de aplicação, principalmente a época de aplicação e doses.
Em dessecação de pré-plantio para culturas de folhas largas como soja, feijão e o algodão, SAFFRA 700 WG tem seletividade por posicionamento ou física, por ser aplicado antes do plantio. Para o cultivo do algodão e do feijão as condições críticas de solo leve, baixo teor de matéria orgânica e altas precipitações pluviométricas essa barreira física é menor reduzindo a seletividade do produto.
As culturas da batata e do girassol são sensíveis ao produto sendo recomendado somente como dessecante do cultivo.
Para culturas gramíneas como milho, arroz e cana-de-açúcar o SAFFRA 700 WG tem alta seletividade nas aplicações recomendadas, o produto nessas culturas é rapidamente metabolizado.
Para as culturas perenes o produto é seletivo em aplicações de jato dirigido cuidando para que não haja contato com as folhas.
SAFFRA 700 WG é recomendado para os seguintes usos e culturas conforme as especificações das recomendações desta bula:
Culturas: algodão, arroz, banana, batata, café, cana-de-açúcar, citros, feijão, girassol, maçã, manga, mamona, milho, soja, trigo, ácacia negra, pastagem, eucalipto, pinus e seringueira.
Tipos de Manejo/Culturas:
Dessecação de plantas daninhas pré-plantio em plantio direto: soja, milho, algodão, feijão, trigo e cana-de-açúcar;
Dessecação de plantas daninhas no manejo antes do plantio do arroz irrigado sistema de semeadura direta e sistema de arroz pré-germinado;
Dessecação de cultura na pré-colheita: soja, algodão, feijão, batata e girassol;
Dessecação de plantas daninhas na catação, em jato dirigido e antes da colheita da cana-de-açúcar para evitar mproblemas na colheita mecânica;
Dessecação de plantas daninhas em jato dirigido: algodão Banana, Café, Citros, Maçã, Manga e Mamona.
Plantas Daninhas:
As seguintes plantas daninhas têm sido controladas por SAFFRA 700 WG conforme estudos científicos realizados em diversas culturas especificadas nas recomendações desta bula:
Angiquinho (Aeschynomene rudis), Apaga-fogo (Alternanthera tenella), Beldroega (Portulaca oleracea), Buva, Voadeira, Rabo-de-foguete (Conyza bonariensis), Carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum), Caruru-demancha (Amaranthus viridis), Corda-de-viola, Corriola (Ipomoea grandifolia, I. hederifolia, I. purpúrea, I. quamoclit, I. triloba), Cruz-de-malta (Ludwigia octovalvis), Erva-de-Bicho (Polygonum persicaria), Erva-de-Santa-Luzia (Chamaesyce hirta), Erva-de-Touro (Tridax procumbens), Erva-quente (Spermacoce latifolia), Guanxuma (S. cordifolia), Joá-de-capote (Nicandra physaloides), Junquinho (Fimbristylis dichotoma), Leiteiro, Amendoim-bravo (Euphorbia heterophylla), Picão-preto (Bidens pilosa), Sagitária (Sagittaria montevidensis), Serralha (Sonchus oleraceous), Soja Guaxa/Tiguera (Glycine max), Trapoeraba (Commelina benghalensis), Vassourinha-de-botão (Borreria verticilata), Losna (Artemisia verlotorum).
Acácia Negra, Eucalipto, Pinus e Seringueira:
No máximo 5 aplicações com intervalos de 30 a 60 dias com volume de calda de 150-400 L/ha.
Dessecação de plantas daninhas em pós transplante das mudas e pós emergência das plantas daninhas em jato dirigido.
Para manejo e complementação no controle de infestações de gramíneas recomenda-se herbicidas a base de glifosato conforme recomendações registradas.
FATORES IMPORTANTES PARA O SUCESSO DO SISTEMA DE MANEJO DE PLANTAS DANINHAS OU DESSECAÇÃO DE CULTURAS COM O HERBICIDA SAFFRA 700 WG
Aplique SAFFRA 700 WG conforme as recomendações de bula.
1. Aplicação em pós-emergência na dose recomendada adicione sempre adjuvante não iônico conforme descrito em cada cultura.
2. Faça a aplicação dentro das condições climáticas e do período ideal do estádio de desenvolvimento das plantas daninhas de folhas largas evitando que haja rebrotas de algumas espécies, incluir no manejo de plantas daninhas de folhas estreitas outros herbicidas devidamente recomendados e registrados.
3. Assegure o controle com:
a. Uma boa cobertura dos alvos a serem atingidos;
b. Uso de dose mais alta de adjuvante em condições mais críticas;
c. Aplicação em plantas daninhas em pleno desenvolvimento vegetativo;
d. Presença de luz solar intensa aumenta a velocidade de controle;
e. Condições de alta umidade relativa e temperatura entre 20 e 30°C.
4. Evite aplicações nas horas mais quentes do dia, temperaturas acima de 30°C, e com baixa umidade relativa do ar, umidade relativa abaixo de 55%, ou com ventos acima de 10 km/hora, principalmente quando essas condições causem estresse hídrico nas plantas e favoreçam a deriva da pulverização.
5. Aplique todo volume preparado no mesmo dia, não deixe o produto dentro do tanque de um dia para outro.
6. Logo após o uso limpe completamente o equipamento de aplicação (tanque, barra e os bicos) realizando a tríplice lavagem antes de utilizá-los com outros produtos.
MODO DE APLICAÇÃO
PREPARO DA CALDA
O responsável pela preparação da calda deve usar Equipamento de Proteção Individual (EPI) indicado para esse fim.
Colocar água limpa no tanque do pulverizador (pelo menos 3/4 de sua capacidade) ou de tal forma que atinja a altura do agitador (ou retorno) e, com a agitação acionada, adicionar a quantidade recomendada do produto. Também mantera calda sob agitação constante durante a pulverização. A aplicação deve ser realizada no mesmo dia da preparação da calda.
Por se tratar de uma formulação do tipo WG (Grânulos dispersíveis em água) o produto deve ser adicionado lentamente no tanque do pulverizador sob agitação constante ou pré dissolvido em recipientes adequados.
Adicionar o adjuvante à calda após o produto, conforme recomendação para cada cultura descrita no item CULTURA / PLANTAS DANINHAS / DOSES / NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO.
APLICAÇÃO TERRESTRE
Seguir as recomendações abaixo para uma correta aplicação:
- Equipamento de aplicação:
Utilizar equipamento de pulverização provido de barras apropriadas. Ao aplicar o produto, seguir sempre as recomendações da bula. Proceder a regulagem do equipamento de aplicação para assegurar uma distribuição uniforme da calda e boa cobertura do alvo desejado. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada. Nas aplicações de jato dirigido, evitar que o produto atinja as folhas da cultura, sendo recomendado o uso de “Chapéu de Napoleão” ou barras laterais protetoras específicas para jato dirigido que evitem deriva de calda sobre as partes verdes das culturas.
- Volume de calda por hectare (taxa de aplicação):
Recomenda-se o volume de calda entre 150 a 400 L/ha, dependendo do cultivo e manejo a ser adotado. Seguir as recomendações da tabela acima.
Volumes maiores de aplicação favorecem a deposição e cobertura dos alvos pela calda. Se for necessário aumentar o
volume de aplicação, selecionar pontas de maior vazão como descrito nos itens Seleção de pontas de pulverização e
Pressão de trabalho
- Seleção de pontas de pulverização:
A seleção correta da ponta é um dos parâmetros mais importantes para boa cobertura do alvo e redução da deriva.
Pontas que produzem gotas finas apresentam maior risco de deriva e de perdas por evaporação (vide CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS). Dentro deste critério, usar pontas que possibilitem boa cobertura das plantas alvo e produzam gotas de classe acima de grossas (C), conforme norma ASABE S572.1. Em caso de dúvida quanto a seleção das pontas, pressão de trabalho e tamanho de gotas gerado, consultar a recomendação do fabricante da ponta (bico).
- Pressão de trabalho:
Observar sempre a recomendação do fabricante e trabalhar dentro da pressão recomendada para a ponta, considerando o volume de aplicação e o tamanho de gota desejado. Para muitos tipos de pontas, menores pressões de trabalho produzem gotas maiores. Quando for necessário elevar o volume de aplicação, optar por pontas que permitam maior vazão (maior orifício) ao invés do aumento da pressão de trabalho. Caso o equipamento possua sistema de controle de aplicação, assegurar que os parâmetros de aplicação atendam a recomendação de uso.
- Velocidade do equipamento:
Selecionar uma velocidade adequada às condições do terreno, do equipamento e da cultura. Observar o volume de aplicação e a pressão de trabalho desejada. A aplicação efetuada em velocidades mais baixas, geralmente resulta em uma melhor cobertura e deposição da calda na área alvo.
- Altura de barras de pulverização:
A barra deverá estar posicionada em distância adequada do alvo, conforme recomendação do fabricante do equipamento e pontas, de acordo com o ângulo de abertura do jato. Quanto maior a distância entre a barra de pulverização e o alvo a ser atingido, maior a exposição das gotas às condições ambientais adversas, acarretando perdas por evaporação e transporte pelo vento.
- Aplicação com equipamento costal:
Para aplicações costais, manter constante a velocidade de trabalho e altura da lança, evitando variações no padrão de deposição da calda nos alvos, bem como a sobreposição entre as faixas de aplicação. Nas aplicações de jato dirigido, evitar que o produto atinja as folhas da cultura, sendo recomendado o uso de “Chapéu de Napoleão” ou barras laterais protetoras específicas para jato dirigido que evitem deriva de calda sobre as partes verdes das culturas.
APLICAÇÃO AÉREA
- Equipamento de aplicação:
Utilizar aeronaves providas de barras apropriadas. Ao aplicar o produto, seguir sempre as recomendações da bula.
Proceder a regulagem do equipamento de aplicação para assegurar uma distribuição uniforme da calda e boa cobertura do alvo desejado. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada.
Não realizar aplicação aérea nas culturas de: Banana, batata, café, citros, mamona, maçã e manga.
- Volume de calda por hectare (taxa de aplicação):
Recomenda-se o volume de calda entre 30 a 50 L/ha.
- Seleção de pontas de pulverização:
A seleção correta da ponta é um dos parâmetros mais importantes para boa cobertura do alvo e redução da deriva.
Pontas que produzem gotas finas apresentam maior risco de deriva e de perdas por evaporação. Dentro deste critério, usar pontas que possibilitem boa cobertura das plantas alvo e produzam gotas de classe acima de grossas (C), conforme norma ASABE. Bicos centrífugos produzem gotas menores, podendo favorecer as perdas por evaporação e/ou deriva das gotas (vide CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS). Em caso de dúvida quanto à seleção das pontas, pressão de trabalho e tamanho de gotas gerado, consultar a recomendação do fabricante da ponta (bico). Quando for necessário elevar o volume de aplicação, optar por pontas que permitam maior vazão (maior orifício) ao invés do aumento da pressão de trabalho.
- Altura de vôo e faixa de aplicação:
Altura de vôo deverá ser de 3 a 6 metros do alvo a ser atingido, atentando à segurança da operação e à cobertura adequada do alvo. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada.
O uso de marcadores humanos de faixa não é recomendado, pois trata-se de situação potencialmente perigosa devido à exposição direta destes marcadores aos agroquímicos.
Atentar à legislação vigente quanto às faixas de segurança, distância de áreas urbanas e de preservação ambiental.
A aplicação deve ser interrompida, imediatamente, caso qualquer pessoa, área, vegetação, animais ou propriedades não envolvidos na operação sejam expostos ao produto.
O aplicador do produto deve considerar todos estes fatores para uma adequada utilização, evitando atingir áreas não alvo. Todos os equipamentos de aplicação devem ser corretamente calibrados e o responsável pela aplicação deve estar familiarizado com todos os fatores que interferem na ocorrência da deriva, minimizando assim o risco de contaminação de áreas adjacentes.
CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS
- Velocidade do vento:
A velocidade do vento adequada para pulverização deve estar entre 03 e 10 km/h dependendo da configuração do sistema de aplicação. A ausência de vento pode indicar situação de inversão térmica, que deve ser evitada. A topografia do terreno pode influenciar os padrões de vento e o aplicador deve estar familiarizado com estes padrões. Ventos e rajadas acima destas velocidades favorecem a deriva e contaminação das áreas adjacentes. Deixar uma faixa de bordadura adequada para aplicação quando houver culturas sensíveis na direção do vento.
- Temperatura e umidade:
Aplicar apenas em condições ambientais favoráveis. Baixa umidade relativa do ar e altas temperaturas aumentam o risco de evaporação da calda de pulverização, reduzindo a eficácia do produto e aumentando o potencial de deriva. Evitar aplicações em condições de baixa umidade relativa do ar (menores que 55%) e altas temperaturas (maiores que 30°C).
Não aplicar o produto em temperaturas muito baixas ou com previsão de geadas.
- Período de chuvas:
A ocorrência de chuvas dentro de um período de quatro (4) horas após a aplicação pode afetar o desempenho do produto. Não aplicar logo após a ocorrência de chuva ou em condições de orvalho.
As condições de aplicação poderão ser alteradas a critério do engenheiro agrônomo da região. O potencial de deriva é determinado pela interação de fatores relativos ao equipamento de pulverização e ao clima (velocidade do vento, umidade e temperatura). Adotar práticas que reduzam a deriva é responsabilidade do aplicador.
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS ÁREAS TRATADAS
Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
LIMITAÇÕES DE USO
Seletividade: O produto é seletivo dentro das recomendações de uso. Durante a aplicação, evite que a calda herbicida atinja as partes verdes das plantas cultivadas. Caules lignificados de plantas não são danificados pelo SAFFRA 700 WG.
1. PRECAUÇÃO: Para a cultura do algodão NÃO APLICAR em condições de solo leve, arenoso (menos de 2% de matéria orgânica e menos de 30% de argila) e não aplicar em períodos menores que 20 dias antes do plantio. Para a cultura da soja NÃO APLICAR em períodos menores que 10 dias antes do plantio em solos arenosos com menos de 30% de argila e menos de 2% de matéria orgânica. Para a cultura da mamona NÃO APLICAR em solos arenosos com menos de 30% de argila e menos de 2% de matéria orgânica.
2. Culturas subsequentes: Manter intervalo de 60 dias para o plantio subsequente do girassol e feijão.
3. Algumas espécies de plantas daninhas como corda-de-viola são sensíveis em qualquer estádio de desenvolvimento, outras plantas daninhas devem ser observadas as recomendações desta bula para que sejam evitadas rebrotas, como no caso da buva em condições de estresse climático como longos períodos de seca e geada. As aplicações de plantio direto onde o manejo é feito com herbicidas a base de glifosato, tem mostrado excelente complementação para controle de gramíneas e para estádios mais avançados de algumas espécies de plantas daninhas de folhas largas.
4. Assim como ocorre com outros herbicidas, em culturas perenes, podem ocorrer plantas daninhas perenizadas como a trapoeraba de difícil controle, podendo ocorrer rebrotas.
5. Não roçar ou capinar as áreas infestadas com plantas daninhas antes da aplicação do SAFFRA 700 WG, o produto é absorvido pelas folhas verdes da planta em estádio de crescimento vegetativo.
6. Durante a aplicação do produto evite a deriva para as culturas adjacentes e/ou limítrofes à área a ser tratada.
7. Dessecação de pré-colheita na produção de sementes: normalmente a dessecação de pré-colheita somente se recomenda para produção de grãos, para produção de sementes até que novos dados estejam disponíveis, por se tratar de herbicida, não se recomenda o uso do produto na dessecação de pré-colheita de cultivos destinados a produção de sementes.
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.
O manejo de plantas daninhas é um procedimento sistemático adotado para minimizar a interferência plantas daninhas e otimizar o uso do solo, por meio da combinação de métodos preventivos de controle. A integração de métodos de controle: (1) cultural (rotação de culturas, variação de espaçamento e uso de cobertura verde), (2) mecânico ou físico (monda, capina manual, roçada, inundação, cobertura não viva e cultivo mecânico) e (3) controle químico tem como objetivo mitigar o impacto dessa interferência com o mínimo de dano ao meio ambiente.
O uso sucessivo de herbicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população da planta daninha alvo resistente a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e um consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
• Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo E para o controle do mesmo alvo, quando apropriado.
• Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas.
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto.
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas
• Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA: www.agricultura.gov.br).
GRUPO E HERBICIDA
O produto herbicida SAFFRA 700 WG é composto por saflufenacil, que apresenta mecanismo de ação dos inibidores da enzima protoporfirinogênio oxidase (PROTOX ou PPO), pertencente ao Grupo E, segundo classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas).