Adubo - Potássio
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Fertilizantes

Adubo - Potássio

Leia sobre as principais características dos fertilizantes potássicos.
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O potássio é um elemento químico de símbolo K (do latim Kalium, nome original da sua base KOH), número atômico 19 (19 prótons e 19 elétrons), metal alcalino, de massa atómica 39 u, , abundante na natureza, encontrado principalmente nas águas salgadas e outros minerais. Oxida-se rapidamente com o oxigênio do ar, é muito reativo especialmente com a água e se parece quimicamente com o sódio.

 

O potássio no solo

O potássio é muito dependente da sua concentração na solução do solo e do fluxo de água para seu deslocamento no perfil do solo e consequentemente absorção pelas raízes, o que faz com que possa ser erodido com a água de escoamento, junto com o fósforo. Quanto mais água no solo, melhor a difusão do potássio para áreas com menor concentração. 90 a 98% do potássio se encontra na estrutura cristalina de minerais silicatados.

Quanto maior a quantidade de carga negativa, maior a chance (e quantidade) do fertilizante potássico passar para a fase sólida após sua dissolução, pois parte do potássio na solução do solo vai para a parte trocável (cargas negativas), sendo muitas vezes necessária uma maior aplicação. Em manejos conservacionistas, apesar da maior infiltração de água, a concentração de potássio na solução do solo é menor devido à maior CTC. Já os solos com baixa CTC como por exemplo solos arenosos terão uma alta lixiviação do nutriente, principalmente com bastante chuva e/ou em áreas declivosas. Neste cenário, pode-se optar por um parcelamento da aplicação.

Sobre a lixiviação, como os solos são ácidos na subsuperfície, as raízes tendem a se acumular nos primeiros 15 a 20 cm. Logo, o potássio quando lixiviado não é aproveitado, pelo menos temporariamente.

A localização do potássio no solo é afetada pela CTC do solo e quantidade de água, de modo que não deve ficar junto à semente. Ao aplicarmos 80 kg/ha de cloreto de potássio em solo arenoso, por exemplo, grande parte do potássio aplicado irá para a solução do solo, tendo um maior risco de dano à semente. Se aplicarmos a mesma quantidade em um solo com maior CTC, teremos um menor risco de dano à semente. Desta forma, em solo arenoso, devemos fazer uma aplicação parcelada.

Quanto ao efeito residual do potássio, este depende da quantidade aplicada, tipo de solo, intensidade de cultivo, clima, espécies cultivadas e taxas de perda por lixiviação e/ou erosão.

Em solos menos intemperizados, ocorre maior presença de minerais primários (fontes de potássio), com predominância de argilominerais 2:1 expansivos, tendo maiores reservas de K total e não trocável. Em solos mais intemperizados, ocorre uma menor presença de minerais primários, ocorrendo uma predominância de potássio trocável na matéria orgânica, tendo menores reservas de K total e não trocável.

Formas de potássio no solo:

  • K solução: na forma de K+, que é absorvida facilmente pela planta.
  • K trocável: atende aos desbalanços de potássio no solo, como por exemplo quando a planta absorve o K da solução, o K trocável recompõe o equilíbrio. Interage com o não trocável.
  • K estrutural: encontra-se na estrutura dos minerais do solo. Para ser disponibilizado, deve ocorrer intemperismo, ocorrendo assim uma disponibilidade lenta.
  • K não trocável: encontra-se entre as camadas de minerais 2:1 (expansivos). Não é detectado na análise de solo, e pode ser absorvido durante um ciclo de crescimento da planta, após esta usar as formas mais acessíveis do nutriente. Abastece o K trocável

 

O potássio na planta

Macronutriente absorvido na forma do cátion “K+”, tendo sua absorção influenciada pelas concentrações de cálcio e magnésio, o requerimento de potássio para ótimo crescimento das plantas situa-se na faixa de 2% a 5% na matéria seca, a depender da espécie. Hortaliças como beterraba e couve-flor e frutas como a banana, damasco, cereja, ameixa e pêssego são alimentos ricos em potássio. Quanto à função do potássio, este elemento é responsável direta ou indiretamente por várias atividades dentro da planta, como a abertura e fechamento de estômatos (ligada à absorção de água), ativação de inúmeras enzimas, fotossíntese e translocação de sintetizados, resistência à importantes doenças, crescimento de meristemas e qualidade de produtos agrícolas.

Quanto aos sintomas de deficiência (imagens abaixo), por se tratar de um elemento móvel dentro da planta, esta desloca o nutriente de modo a favorecer as folhas mais novas, sendo a deficiência detectada em folhas mais velhas, quando se observa o amarelecimento das bordas (progredindo para o centro das folhas), que se tornam marrons e necrosadas. Também observa-se um crescimento lento da planta.

Existe também um balanço nitrogênio/potássio, no qual a proporção entre os elementos resulta em diferentes estímulos na planta:

  • Quando ocorre uma alta relação nitrogênio / potássio (muito mais nitrogênio do que potássio), a planta tende a entrar em estágio vegetativo, favorecendo a produção de estruturas de crescimento como folhas e ramos;
  • Quando ocorre uma baixa relação nitrogênio / potássio, a planta tende a entrar em estágio reprodutivo, produzindo mais flores, frutos e sementes.

 

Aplicação de fertilizantes potássicos

A definição da dose de potássio depende da época, cultura e quantidade de potássio no solo. Um estudo feito em uma área em Londrina, por exemplo, indica que o milho e trigo tem a melhor resposta com quantidades próximas de 110 mg/dc³ no solo, e a soja possui uma boa resposta já com 75 mg. Desta forma, temos diferentes necessidades para diferentes culturas, e assim corrige-se a quantidade de potássio até determinado ponto, e após isso fazemos a adubação de manutenção em função da necessidade de cada cultura.
Quanto a aplicação, não existe o melhor modo para se aplicar potássio.

  • Aplicações em camalhão e cova ou faixa: concentram o nutriente, permitindo crescimento inicial rápido das plantas. É feito aplicando ao lado do sistema radicular da planta. É interessante para as plantas jovens, que possuem sistema radicular limitado, em solos frios e/ou encharcados. Vale lembrar que deve-se evitar o excesso do potássio próximo à semente ou plântula, evitando problemas de germinação ou injúrias.
  • Aplicações em linha: deve ser colocado ao lado e abaixo da semente para evitar danos. Geralmente a quantidade máxima é de 80 kg/ha de KCl para evitar danos pelo efeito salino. Esta quantidade pode variar conforme a tolerância da cultura e condições de umidade e temperatura do solo.
  • Aplicação a lanço: é o modo mais prático para grandes quantidades. Alguns solos podem fixar o potássio ou fazer com que altas quantidades fiquem indisponíveis, reduzindo a eficiência imediata, porém, tal fato não é muito comum no Brasil. Quanto o solo está com níveis adequados de potássio, este método é tão eficiente quanto aplicações na linha.
  • Combinação em linha e a lanço: geralmente é a melhor maneira de aplicação. Propicia uma quantidade para a plântula usar inicialmente (efeito starter) e ao mesmo tempo reduz a salinidade. Vale destacar que as plantas possuem a maior absorção do potássio nos estádios iniciais. Quando a planta se desenvolver mais, seu sistema radicular irá explorar todo o volume de solo que também terá quantidades suficientes de potássio.
  • Em sistema de plantio direto, pode-se aplicar a lanço sem incorporação, pois o potássio se movimenta no solo. Porém, é importante que o teor de potássio esteja em um teor pelo menos médio. Além disso, o manejo da palha permite uma deposição de potássio na superfície do solo.
  • Em solos de textura arenosa ou média, deficientes em potássio, a aplicação às vezes é feita junto com a de nitrogênio, sendo feita no início do desenvolvimento da planta, no máximo aos 30 dias.
     

 

Quantidade a aplicar

As recomendações apresentadas a seguir são baseadas na extração de K do solo através do método Mehlich-1, usado no RS e SC (para outros estados verifique os métodos de cálculo utilizados). Caso a análise tenha sido feita por Mehlich-3, transformar previamente os teores em "equivalentes Mehlich-1", conforme a equação KM1 = KM3 x 0,83.

Para calcularmos a quantidade de nutriente necessária, devemos primeiramente fazer a interpretação de potássio no solo, e observar o nível de exigência da cultura:

  • Grupo 1 - culturas muito exigentes, com o teor crítico de K disponível no solo de 1,5 vezes o de grãos: Alho, beterraba, cenoura, mandioquinha-salsa, batata, batata-doce, tomate e roseira de corte.
    Tabela 1. Interpretação do teor de potássio no solo extraído pelo método Mehlich-1, conforme a CTCpH 7,0 do solo para culturas muito exigentes.
    Classe de disponibilidade CTCph7 do solo*

    ≤ 7,5

    7,6 a 15,0 15,1 a 30,0  > 30,0
      --------------- mg de K/dm3 ---------------
    Muito baixo ≤ 30 ≤ 45 ≤ 60

    ≤ 70

    Baixo 31 - 60 46 - 90 61 - 120 71 - 140
    Médio 61 - 90 91 - 135 121 - 180 141 - 210
    Alto 91 - 180 136 - 270 181 - 360 211 - 420
    Muito alto > 180 > 270 > 360 > 420

    *Caso a análise tenha sido feita por Mehlich-3, transformar previamente os teores em "equivalentes Mehlich-1", conforme a equação KM1 = KM3 x 0,83

 

  • Grupo 2 - culturas exigentes (teor crítico de K disponível no solo igual ao de grãos): Culturas de grãos, hortaliças (exceto as do grupo 1), pastagens (exceto pastagem natural) e frutíferas
    Tabela 2. Interpretação do teor de potássio no solo extraído pelo método Mehlich-1, conforme a CTCpH 7,0 do solo para culturas exigentes.
    Classe de disponibilidade CTC ph7 do solo*

    ≤ 7,5

    7,6 a 15,0 15,1 a 30,0 > 30,0
      --------------- mg de K/dm3 ---------------
    Muito baixo  ≤ 20 ≤ 30 ≤ 40

    ≤ 45

    Baixo 21 - 40 31 - 60 41 - 80 46 - 90
    Médio 41 - 60 61 - 90 81 - 120 91 - 135
    Alto 61 - 120 91 - 180 121 - 240 136 - 270
    Muito alto > 120 > 180 > 240 > 270

    *Caso a análise tenha sido feita por Mehlich-3, transformar previamente os teores em "equivalentes Mehlich-1", conforme a equação KM1 = KM3 x 0,83

 

  • Grupo 3 - culturas pouco exigentes, com o teor crítico de K disponível no solo de 0,7 vezes o de grãos: demais culturas não inclusas nos grupos 1 e 2
    Tabela 3. Interpretação do teor de potássio no solo extraído pelo método Mehlich-1, conforme a CTCpH 7,0 do solo para culturas pouco exigentes.
    Classe de disponibilidade CTC ph7 do solo*

    ≤ 7,5

    7,6 a 15,0 15,1 a 30,0 > 30,0
      --------------- mg de K/dm3 ---------------
    Muito baixo ≤ 15 ≤ 20  ≤ 30

    ≤ 35

    Baixo 16 - 30 21 - 40 31 - 60 36 - 70
    Médio 31 - 45 41 - 60 61 - 90 71 - 105
    Alto 46 - 90 61 - 120 91 - 180 106 - 210
    Muito alto > 90 > 120 > 180 > 210

    * Caso a análise tenha sido feita por Mehlich-3, transformar previamente os teores em “equivalentes Mehlich-1”, conforme equação KM1= KM3 x 0,83.

 

Após interpretada a classe de disponibilidade do K, define-se a dosagem a partir de valores específicos para cada cultura. Vejamos por exemplo as recomendações para a cultura do milho:

Tabela 4. Recomendação de adubação potássica para o milho.
Interpretação do teor de K Potássio por cultivo
  ------------ kg de K2O/ha ------------
Muito baixo 140 100
Baixo 100 80
Médio 90 60
Alto 60 60
Muito alto 0

≤ 60

Obs: para rendimento maior do que 6 t/ha, acrescentar aos valores da tabela 10 kg de K2O/ha, por tonelada adicional de grãos a serem produzidos.

 

Fertilizantes minerais potássicos

Tabela 5. Adubos minerais potássicos (teores em %).
Produto K2O CaO MgO S
Cloreto de potássio 58 - 62 0 - 3 0 - 3 0 - 3
Sulfato de potássio (K2SO4) 48 - 52 0 - 2,5 0 - 2 15 - 19
Nitrato de potássio (KNO3, contém 12% de N) 44 - - -
Sulfato de potássio e magnésio (K2Mg(SO4)2) 20 - 22 - 18 - 19 20 - 22

Não podemos deixar de considerar também o potássio presente em adubos orgânicos. Para mais detalhes, visite nossa seção de adubação orgânica.

 

Cloreto de potássio

Com 58 a 62% de K2O e 45 a 48% de Cl, o cloreto de potássio (KCl) é a fonte mais utilizada devido ao baixo preço por unidade de K2O e apresentar maior solubilidade. Deve-se tomar cuidado ao usar este fertilizante, quantidades excessivas resultam em problemas com cloro, que reduz a disponibilidade de nitrogênio, reduzindo o rendimento de plantações, além de prejudicar a qualidade de frutos e folhas. Outro fator é que algumas culturas são sensíveis ao cloreto de potássio. Além disso, aplicações excessivas de KCl podem resultar na lixiviação do potássio. Desta forma, recomenda-se não usar mais do que 50 kg por hectare deste fertilizante por aplicação, parcelando em duas vezes a quantidade requerida pela planta quando necessário.
    
 

Sulfato de potássio

Com o uso permitido na agricultura orgânica, apresenta 48% de K2O, 15 a 17% de enxofre e menos de 2,5% de CL. O sulfato de potássio fornece potássio e enxofre e possui um baixo teor de cloro, sendo uma opção para culturas sensíveis a este elemento. É um fertilizante solúvel em água, sendo indicado para sistemas hidropônicos, adubação foliar e adubação via fertirrigação. Na irrigação por gotejamento em solos alcalinos, o sulfato de potássio pode acidificar ligeiramente o pH na zona radicular da planta, aumentando a disponibilidade de fosfato e micronutrientes.

Por possuir um custo bem mais elevado que o cloreto de potássio, geralmente é usado em culturas com maior valor agregado.

 

Sulfato de potássio e magnésio

Possui 20 a 22% de K2O, 21 a 22% de enxofre e 10 a 11% de magnésio. É um fertilizante natural, sem adição de produtos químicos depois de sua extração, sendo um produto possível de se utilizar em produções orgânicas. É um produto interessante em situações com deficiência de magnésio e enxofre.

 

Nitrato de potássio

Com alta porcentagem de potássio (próximo a 45%), possui nitrogênio (aproximadamente 12%) na forma nítrica, o que diminui as perdas por volatilização. É um produto excelente para adubações foliares, muito usado em olerícolas, porém deve se cuidar para não realizar aplicações exageradas, pois estas podem matar as plantas. Pode ser utilizado de diferentes maneiras: adubação de base, adubação de cobertura, fertirrigação, hidroponia, adubação foliar etc. A forma de aplicação depende das condições do solo, custos e tipo de cultivo. 

O nitrato de potássio pode atuar também de maneira positiva em situações de estresse salino, pois reduz a absorção de sódio (Na+) e aumenta a absorção de outros cátions como potássio e cálcio (Ca2+), sendo um nutriente interessante a se usar em plantas sensíveis a salinidade como alface e rúcula

 

Recomendamos também o vídeo abaixo, no qual o canal "AgroBrasil" fala sobre fontes alternativas de potássio. 

 

Salinidade de fertilizantes potássicos

A salinidade nas plantas causa queima nas folhas, danos à semente e radículas além de indisponibilizar água devido à osmose. Desta forma, a quantidade de cloreto de potássio aplicado próxima a linha de semeadura deve ser no máximo entre 60 e 80 kg/ha para algumas espécies (outras espécies tem um limite superior). Os problemas mais frequentes são observados nas culturas de verão do que nas de inverno. O fertilizante, durante o plantio, é posicionado a 5 cm abaixo do nível da semente e 7 cm pro lado. 
 

Tabela 6. Índice salino de fertilizantes potássicos.
Fertilizantes potássicos % de K2O Índice salino Por unidade de nutriente
Nitrato de sódio   100  
Nitrato de potássio 47 74 1,22
Cloreto de potássio 60 116 1,94
Sulfato de potássio 54 46 0,85
Sulfato de potássio e magnésio 22 43 1,97

 

 

Manejo de fertilizantes potássicos

A quase totalidade do potássio consumido na agricultura brasileira é fornecida na forma de cloreto de potássio, que é um produto solúvel em água. Embora o problema de deficiência deste nutriente não seja tão acentuado no Brasil como a deficiência de fósforo, a demanda para aplicação de fertilizantes potássicos tem aumentado consideravelmente nos últimos anos, notadamente em áreas com aplicação de alta tecnologia, para atingir a Produtividade Máxima Econômica (PME). Para maximizar a eficiência dos fertilizantes potássicos, devemos considerar alguns pontos.

 

Textura, tipo de argila e CTC

Esses três fatores, somados às informações quanto ao teor de potássio trocável e, logicamente, às exigências da cultura, são de fundamental importância na tomada de decisão sobre as doses de potássio a serem aplicadas.

 

Parcelamento da adubação

Solos arenosos ou de textura média/argilosa, mas com argilas de baixa atividade e sujeitos a chuvas intensas, devem receber a adubação na forma parcelada, com o objetivo de minimizar possíveis perdas principalmente quando da aplicação de doses elevadas de potássio. Uma regra prática é não ultrapassar 50-60 kg de K2O, em linha, aplicados no sulco de plantio.

 

Adubação potássica corretiva

Embora uma maneira eficiente de se fazer a adubação potássica, para culturas anuais e bianuais plantadas em linha, seja a distribuição do fertilizante em sulcos, ao lado e abaixo das sementes, em algumas situações é também recomendada uma adubação potássica corretiva. Este é o caso, bastante comum, quando da incorporação de solos extremamente pobres, como os sob cerrado, ao processo produtivo e, principalmente, quando o agricultor for fazer na gleba uma adubação fosfatada corretiva, conforme mencionado anteriormente. As doses recomendadas neste caso são para se atingir 2 a 5% da CTC a pH 7,0 saturada por potássio, sendo a distribuição do fertilizante à lanço, seguindo-se de incorporação com gradagem (mais ou menos 10 cm).

 

Manejo dos restos culturais

Diferentemente do nitrogênio e do fósforo, a maior parte do potássio absorvido encontra-se nas folhas, talos e ramos. Este aspecto é relevante, pois o manejo adequado dos restos culturais irá devolver grande parte do potássio utilizado pelas plantas, contribuindo para um maior equilíbrio na dinâmica deste nutriente no solo.

 

Equilíbrio nitrogênio/potássio

Embora o princípio da adubação equilibrada e balanceada seja válido para todas as situações de solos, climas e culturas, a interação nitrogênio – potássio merece lugar de destaque.

Como o potássio promove a absorção e utilização do nitrogênio, a adubação nitrogenada somente terá máxima eficiência se as plantas também forem supridas com quantidades adequadas de potássio. Este aspecto assume relevância ainda maior em sistemas de agricultura intensiva sob irrigação, em que, muitas vezes, pequenas doses de fertilizantes potássicos podem levar ao baixo aproveitamento dos fertilizantes nitrogenados, baixas produções e menores lucros por parte do agricultor.

 

Critérios econômicos para a escolha de adubos potássicos

O cloreto de potássio apresenta a maior concentração em potássio dos adubos potássicos, e o menor preço por tonelada, sendo a melhor fonte deste nutriente, eliminando a necessidade de cálculos. Porém, dependendo da situação, pode ser necessário usar fonte de potássio sem cloreto, e desta forma a escolha deve ser feita com base no custo por unidade de K aplicado. Neste caso, também não existe muita diferença de solubilidade.

Para reduzir os custos com adubos potássicos, podemos misturar KCl com outra fonte, até o limite de 25% da quantidade total fornecida pelo KCl.

 

Ecila Maria Nunes Giracca - Eng. Agrª, Drª em Ciência do Solo

José Luis da Silva Nunes - Eng. Agrº, Dr. em Fitotecnia

Anderson Wolf Machado - Eng. Agrº


 

Referências:

SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIÊNCIA DO SOLO. Manual de Adubação e de Calagem Para os Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. 10. ed. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, 2004.


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