Com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimando menores safrinhas em todos os estados e o B3 trabalha com perdas nos principais vencimentos, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Os números e relatos constantes do relatório da Conab do dia de hoje confirmam a expectativa de muitos traders no mercado: a produção de milho será menor”, comenta.
“Diversos estados, conforme relatado aqui ao longo das últimas semanas, vêm mostrando adversidades – e alguns destes não somente em relação ao clima, como é o caso do Mato Grosso do Sul e Goiás -, o que já, praticamente, deixa como certa uma quebra de safra no ar. Em maio, as cotações fecharam em R$ 102,32 (-0,26%); julho R$ 102,90 (+0,29%); setembro a R$ 99,50 (+0,19%) e novembro a R$ 99,55 (-0,45%)”, indica. “As baixas devem-se aos próprios números da Conab, que apesar de virem abaixo, não superaram as expectativas de traders em relação às quebras. Para estes, a safra total deveria ser entre 74 a 76 milhões de toneladas na projeção, sendo que o órgão estimou em 79,8 milhões, ante 82,6 milhões de toneladas estimadas no mês passado”, completa.
Em Chicago, os futuros foram prejudicados enquanto Wasde oferece garantia de 21/22. “Os futuros do milho foram relativamente contidos na corrida para a atualização de maio do USDA para seu relatório Wasde, com os futuros da nova safra caindo em cerca de US$ 0,05/bu e a safra anterior registrando ganhos moderados de US$ 0,02/bu”, diz.
“No fechamento, o lançamento do relatório Wasde provocou volatilidade renovada, com o USDA cortando as perspectivas de final de ações para o atual ano de comercialização, mas devolvendo algum alívio com novas perspectivas de safra mais altas do que o esperado. Amparados por ambiciosos planos de produção para os EUA, Ucrânia, Brasil, China e até mesmo a África do Sul, enquanto os agricultores buscam plantar com base nos preços recordes, os estoques finais de 2021/22 ficaram bem acima dos temores dos analistas”, conclui.