Os preços da soja no Brasil seguem sustentados pelo dólar, apesar do recuo das cotações em Chicago, enquanto o plantio da safra 2026/27 avança em ritmos diferentes entre as regiões produtoras. Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), a oleaginosa era negociada a R$ 138 por saca nas principais praças do Rio Grande do Sul e entre R$ 132 e R$ 143 por saca nas demais regiões do país.
Com o dólar cotado a R$ 5,48, o câmbio continuou dando suporte aos preços internos. Ao mesmo tempo, as condições climáticas influenciaram o andamento da semeadura, com chuvas no Centro-Oeste, excesso de umidade no Sul e falta de precipitações em áreas do Matopiba.
O plantio da soja chegou a 53% da área esperada no Brasil em 29 de outubro, ante 47% no mesmo período do ano passado, segundo levantamento da AgRural. Apesar do avanço nacional, as projeções para a produção brasileira na temporada 2026/27 apresentam diferenças entre consultorias e instituições do setor.
O câmbio continuou sustentando as cotações da soja no mercado brasileiro, mesmo diante do forte recuo registrado em Chicago nas últimas semanas. Segundo dados divulgados pela CEEMA, os preços alcançaram R$ 138 por saca nas principais praças gaúchas. Nas demais regiões do país, as cotações variaram entre R$ 132 e R$ 143 por saca.
A semeadura da safra brasileira de soja 2026/27 atingiu 53% da área prevista até 29 de outubro, conforme levantamento da AgRural. No mesmo período da temporada anterior, o índice era de 47%.
No Centro-Oeste, o retorno das chuvas aliviou as condições de falta de umidade. No Sul do país, por outro lado, o excesso de precipitações vem dificultando o andamento dos trabalhos de plantio. Apesar das dificuldades provocadas pela umidade elevada na região Sul, ainda não havia atraso na semeadura. No Matopiba, o plantio foi interrompido no fim de outubro devido à baixa umidade do solo, às chuvas irregulares e aos volumes reduzidos de precipitação.
As estimativas para a produção brasileira de soja na temporada 2026/27 apresentam diferenças significativas entre as fontes consultadas. A consultoria privada StoneX projeta uma colheita de praticamente 185 milhões de toneladas. Já a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima pouco mais de 181 milhões de toneladas. O Rabobank, por sua vez, trabalha com uma projeção de 178 milhões de toneladas. Caso esse volume se confirme, a produção ficará abaixo das 180 milhões de toneladas registradas na safra anterior, conforme os dados apresentados pela CEEMA.
Além das estimativas de produção, as projeções para as exportações brasileiras de soja em 2026/27 também apresentam diferenças. Segundo o Rabobank, os embarques do país devem alcançar 113 milhões de toneladas na temporada. O volume fica abaixo das 117,5 milhões de toneladas projetadas no fim de outubro pelo adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no Brasil.
As diferenças nas estimativas de produção e exportação indicam que o mercado acompanha diferentes cenários para a próxima temporada, enquanto o avanço do plantio e as condições climáticas seguem no radar dos agentes do setor.