Crestamento bacteriano comum (Xanthomonas axonopodis pv. phaseoli)
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Crestamento bacteriano comum

Canela preta (Xanthomonas axonopodis pv. phaseoli)

Culturas Afetadas: Feijão

Sinônimos: Xanthomonas phaseoli e Xanthomonas campestris pv. phaseoli

O crestamento bacteriano comum é uma importante bacteriose da cultura do feijão (Phaseolus vulgaris).  Esta bactéria ocorre em quase todas as regiões produtoras de feijão do Brasil, tendo maior importância nos estados do Paraná e Rio de Janeiro, zona da mata de Minas Gerais e região central do Brasil.  Para o Brasil não há estimativas de perdas de colheitas causadas por essa doença. Contudo, já foram observados campos de produção de feijão bastante comprometidos.

Danos: Os sintomas ocorrem em todas os órgãos aéreos da planta. Nas folhas formam-se pequenas manchas aquosas, que desenvolvem-se irregularmente, tornam-se marrons com aspecto de queimadura ou crestamento. Apresentam um estreito bordo amarelo. As lesões podem coalescer tomando grandes áreas da folha. Em ataques severos ocorre o desfolhamento da planta.

Nos caulse os sintomas aparecem com manchas ou estrias úmidas que aumentam gradualmente de tamanho, podendo ocorrer rachaduras sobre estas lesões com exudação bacteriana.
 

As vagens infectadas apresentam manchas encharcadas que aumentam de tamanho gradualmente, formando lesões irregulares cobertas por exudado bacteriano. Quando a infecção ocorre durante a formação das vagens e das sementes, as sementes infectadas apodrecem ou enrugam-se.

Controle: A maioria dos cultivares de feijoeiro utilizados no Brasil são susceptíveis ao crestamento bacteriano comum. Algumas linhagens de feijoeiro comum, provenientes do interespecífico de P. vulgaris e P. acutifolius, apresentam elevados níveis de resistência. Utilizar somente sementes sadias e de boa qualidade sanitária, realizar rotação de cultura com espécies não hospedeiras, incorporar os restos de cultura infectados a uma aprofundidade de 15 a 20 cm, eliminar plantas voluntárias, ervas daninhas e insetos disseminadores da bactéria são medidas que podem ser tomadas.

O tratamento de sementes com antibióticos em pó ou pasta são eficientes somente na erradicação das bactérias localizadas externamente, não apresentando qualquer efeito sobre os patógenos que se encontram internamente. Recomenda-se o tratamento com produtos registrados para a cultura.

Plântulas oriundas de sementes infectadas apresentam danos no meristema apical, ocasionando a morte da planta ou a produção de plantas raquíticas.



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