Ferrugem tropical (Physopella zeae)
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Ferrugem tropical

(Physopella zeae)

Culturas Afetadas: Milho

O fungo causador da ferrugem tropical foi constatado no Estado do Espírito Santo, em 1976. Somente nos últimos anos, porém, a doença tornou-se de importância econômica, principalmente nas Regiões Centro-oeste e Sudeste, onde encontrou condições favoráveis de desenvolvimento associadas ao freqüente plantio de híbridos suscetíveis de milho, principalmente em áreas irrigadas com pivot central.

Danos: Os sintomas da ferrugem tropical ocorrem em ambas as faces da folha, na forma de pústulas, de formato arredondado e recobertas pela epiderme da folha, dispostas em pequenos grupos, paralelos às nervuras. Num estádio mais avançado, desenvolvem-se, ao redor das pústulas, halos circulares a oblongos, com bordos escuros, que correspondem à formação de télios subepidérmicos, distribuídos em grupos ao redor dos urédios. Em condições de alta incidência, comuns nos últimos anos em algumas regiões, pode ocorrer coalescência de grupos de pústulas, com a conseqüente morte prematura das folhas.

Os inóculos primários e secundários consistem de uredósporos provenientes de plantas de milho ou teosinto (Euchlaena spp.). A disseminação dos uredósporos dá-se, principalmente, pelo vento. O fungo é altamente destrutivo, podendo causar apreciáveis danos econômicos quando a planta é afetada antes do florescimento. O desenvolvimento da doença é favorecido por ambiente úmido e quente. A doença é favorecida por condições de alta temperatura (22 a 30ºC), alta umidade relativa e baixas altitudes. A presença de água livre na superfície da folha é fator importante para ocorrer a germinação dos esporos. A temperatura e a luminosidade são também fatores importantes. A ferrugem tropical caracteriza-se por ocorrer em plantios tardios, a partir de outubro, e em regiões de baixa altitude.

Controle: O controle da doença pode ser feito através do uso de cultivares resistentes, escolha correta de local e época para plantio e aplicação foliar de fungicidas. O uso de híbridos de milho resistentes à doença é o método de controle mais eficiente e que não acarreta nenhum custo adicional ao produtor. A resistência poligênica é, geralmente, mais duradoura.

O uso de fungicida em aplicação foliar, após o aparecimento das primeiras pústulas, pode ser uma prática eficiente em materiais de alto valor econômico ou estratégico, como em campos de produção de sementes.



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