Mofo cinzento

(Sclerotium rolfsii)

Culturas Afetadas: Alface, Alho, Amendoim, Batata, Cebola, Couve, Ervilha, Feijão, Feijão-caupi, Flores, Fumo, Grão-de-bico, Hortaliças, Jiló, Lentilha, Pimentão, Repolho, Soja, Tomate

O fungo é um importante fitopatógeno habitante de solo, sendo responsável por podridão de raízes e do colo, murcha e tombamento de plântulas. Apresenta extensa gama de hospedeiros, cerca de 500 espécies botânicas, incluindo dicotiledôneas e monocotiledôneas, distribuindo-se em todas as regiões agrícolas, com predominância nas zonas tropical e subtropical, onde predominam condições de alta umidade e temperatura elevada.

Danos: No viveiro, o fungo causa o apodrecimento das mudas na região do colo, provocando posterior seca e morte. Inicialmente, o fungo causa manchas encharcadas e escuras no colo, ao nível do solo, que estendem-se pela raiz principal produzindo uma podridão cortical sobre a qual desenvolve-se um micélio branco. Nesse micélio desenvolvem-se um grande número de esclerócitos de cor parda, semelhantes às sementes de mostarda. Após, o fungo causa o apodrecimento da região do colo das plantas, o que resulta no amarelecimento progressivo e seca das folhas.

Controle: O controle dessa doença é difícil, em razão da enorme gama de hospedeiros apresentada pelo fungo, bem como pela longa sobrevivência do patógeno no solo.

Recomenda-se o uso de sementes sadias, em solo bem drenado. Deve-se também realizar rotação de cultura por grandes períodos, aração profunda com tombamento da leiva para enterrar o inóculo, calagem e queima e/ou enterrio dos restos culturais. Essas medidas são tomadas visando a diminuição do nível de inóculo no local.

O controle com fungicidas é recomendado para evitar a introdução do patógeno em áreas de cultivo livres do fungo. Usar produtos registrados para as culturas.

 

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