Bula Metiltiofan - Sipcam Nichino

Bula Metiltiofan

CI
Tiofanato-Metílico
1228309
Sipcam Nichino

Composição

Tiofanato-metílico 700 g/kg

Classificação

Terrestre
Fungicida
4 - Produto Pouco Tóxico
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Pó molhável (WP)
Sistêmico

Abóbora

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum orbiculare (Antracnose)
Didymella bryoniae (Crestamento gomoso do caule)
Leandria momordicae (Mancha zonada)
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia)
Sphaerotheca fuliginea (Oídio)

Alho

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum circinans (Mal das sete voltas)
Sclerotium cepivorum (Podridão branca)

Banana

Calda Terrestre Dosagem
Mycosphaerella musicola (Mal da sigatoka)

Berinjela

Calda Terrestre Dosagem
Botrytis cinerea (Mofo cinzento)
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Phoma exigua var. exigua (Seca de ponteiros)
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia)

Café

Calda Terrestre Dosagem
Cercospora coffeicola (Olho pardo)

Citros

Calda Terrestre Dosagem
Botrytis cinerea (Mofo cinzento)
Elsinoë fawcetti (Verrugose)
Penicillium digitatum (Bolor verde)
Penicillium italicum (Bolor azul)

Cravo

Calda Terrestre Dosagem
Botrytis cinerea (Mofo cinzento)

Crisântemo

Calda Terrestre Dosagem
Botrytis cinerea (Mofo cinzento)
Oidium chrysanthemi (Oídio)

Ervilha

Calda Terrestre Dosagem
Ascochyta pinodes (Mancha de ascochyta)
Ascochyta pisi (Mancha de ascochyta)
Colletotrichum pisi (Antracnose)
Erysiphe pisi (Oídio)
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia)
Sclerotium rolfsii (Mofo cinzento)

Feijão

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum lindemuthianum (Antracnose)
Erysiphe polygoni (Oídio)
Phoma exigua var. exigua (Seca de ponteiros)
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia)
Sclerotium rolfsii (Mofo cinzento)

Gladíolo

Calda Terrestre Dosagem
Botrytis gladiolorum (Podridão de botrites)

Maçã

Calda Terrestre Dosagem
Neonectria galligena (Cancro europeu)
Podosphaera leucotricha (Oídio)
Venturia inaequalis (Sarna da maçã)

Melancia

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum orbiculare (Antracnose)
Didymella bryoniae (Crestamento gomoso do caule)
Leandria momordicae (Mancha zonada)
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia)
Sphaerotheca fuliginea (Oídio)

Melão

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum orbiculare (Antracnose)
Didymella bryoniae (Crestamento gomoso do caule)
Leandria momordicae (Mancha zonada)
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia)
Sphaerotheca fuliginea (Oídio)

Morango

Calda Terrestre Dosagem
Botrytis cinerea (Mofo cinzento)
Diplocarpon earlianum (Mancha de diplocarpon)
Mycosphaerella fragariae (Mancha foliar)

Pepino

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum orbiculare (Antracnose)
Didymella bryoniae (Crestamento gomoso do caule)
Leandria momordicae (Mancha zonada)
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia)
Sphaerotheca fuliginea (Oídio)

Rosa

Calda Terrestre Dosagem
Botrytis cinerea (Mofo cinzento)
Diplocarpon rosae (Mancha negra)
Sphaerotheca pannosa (Oídio)

Seringueira

Calda Terrestre Dosagem
Microcyclus ulei (Mal das folhas) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Soja

Calda Terrestre Dosagem
Cercospora kikuchii (Mancha púrpura da semente)
Microsphaera diffusa (Oídio)

Tomate

Calda Terrestre Dosagem
Botrytis cinerea (Mofo cinzento)
Fulvia fulva (Mancha de clasdoporium)
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia)
Septoria lycopersici (Septoriose)

Trigo

Calda Terrestre Dosagem
Blumeria graminis f.sp. tritici (Oídio)
Drechslera avenae (Helmintosporiose)
Fusarium avenaceum (Fusariose)
Fusarium graminearum (Fusariose)
Puccinia graminis (Ferrugem do colmo)
Puccinia triticina (Ferrugem da folha)
Septoria tritici (Mancha salpicada)
Stagonospora nodorum (Mancha das glumas)

Uva

Calda Terrestre Dosagem
Botrytis cinerea (Mofo cinzento)
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Elsinoë ampelina (Antracnose)
Plasmopara viticola (Míldio)
Pseudocercospora vitis (Cercospora)
Uncinula necator (Oídio)

Sacos de papel com filme de polietileno, ou papel com polietileno e alumínio, ou polietileno, ou celopoli, ou alumínio com polietileno: 0,5; 1,0; 2,0; 5,0; 10,0; 20,0; 25,0 e 50,0 kg.

INDICAÇÕES DE USO

DOSES DE APLICAÇÃO

Culturas em geral: as doses do METILTIOFAN® expressas em gramas/100 litros de água, são recomendadas para aplicações terrestres, onde se empregam quantidades de água de 700 – 1000 L/ha ou assegurando a dose de 0,7 kg/ha de METILTIOFAN®. No caso da banana, assegurar a dose de 300 - 400 g/ha.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

Para pulverização da parte aérea:
Iniciar os tratamentos de preferência na forma preventiva de acordo com as condições
climáticas ou nos primeiros sintomas das doenças, conforme abaixo:

- Alho: Iniciar as aplicações de forma preventiva logo após a emergência da cultura.
Recomenda-se realizar até 3 aplicações com intervalos de 7 a 10 dias.

- Banana: Iniciar as aplicações de preferência preventivamente ou no início dos primeiros
sintomas de presença da doença. Recomenda-se realizar até 3 aplicações com intervalo de 30 a 45 dias.

- Café: Iniciar as aplicações de forma preventiva, logo no início da formação dos frutos.
Recomenda-se realizar até 3 aplicações com intervalo de 30 dias.

- Citros: realizar 2 aplicações no estágio de florescimento, onde a primeira aplicação deve
ser realizada no estágio “palito de fósforo” e a segunda aplicação deve ser realizada com “2/3 das pétalas caídas”. Recomenda-se realizar até 2 aplicações com intervalo de 30 dias.

- Cravo, Crisântemo e Gladíolo: Iniciar as aplicações de forma preventiva, aplicando logo no início do florescimento. Recomenda-se realizar até 3 aplicações com intervalo de 7 a 10 dias.

- Ervilha: Recomenda-se preferencialmente iniciar as aplicações antes da detecção dos
sintomas das doenças, quando as condições climáticas estiverem favoráveis à ocorrência
destas, ou imediatamente após a detecção dos primeiros sintomas das doenças. Realizar até 3 aplicações, com intervalos de 7 dias.

- Feijão: Iniciar as aplicações preventivamente aos 20 dias após a emergência da cultura e as demais aplicações devem ser realizadas em pré e pós florada da cultura do feijão. Realizar até 3 aplicações com intervalos de 10 a 15 dias.

- Maçã: As aplicações deverão ser realizadas preventivamente, quando as condições
climáticas estiverem propícias para a ocorrência das doenças, ou iniciar as aplicações
imediatamente após o aparecimento dos primeiros sintomas das doenças. É indicado
concentrar as aplicações no período chuvoso, realizando até 3 aplicações com intervalos de 10 a 15 dias.

- Morango: Recomenda-se iniciar as aplicações de forma preventiva no início da floração, ou iniciar as aplicações imediatamente após o aparecimento dos primeiros sintomas das
doenças. Realizar até 4 pulverizações com intervalo de 7 dias.

- Rosa: Recomenda-se iniciar as aplicações de forma preventiva, logo após a primeira poda da cultura. Realizar até 5 aplicações anuais com intervalos de 7 a 10 dias.

- Seringueira: As aplicações deverão ser realizadas preventivamente, quando as condições climáticas estiverem propícias para a ocorrência da doença, ou iniciar as aplicações imediatamente após o aparecimento dos primeiros sintomas da doença. É indicado concentrar as aplicações no período chuvoso, realizando até 2 aplicações com intervalos de 20 a 30 dias. Para seringais adultos, as aplicações devem realizadas no período de reenfolhamento das árvores até que as folhas atinjam a maturidade.

- Soja: As aplicações deverão ser iniciadas de preferência preventivamente, quando a cultura da soja estiver no estádio entre o florescimento e o enchimento de grãos (R5) ou iniciar as aplicações logo após a detecção dos primeiros sintomas das doenças. Recomenda-se realizar até 2 aplicações com intervalo de 7 dias.

- Tomate: Para controle das doenças Mancha-de-Cladosporium, Mofo-cinzento e Septoriose, recomenda-se realizar até 4 aplicações com intervalo de 7 dias, onde: a primeira pulverização deverá ocorrer ao detectar os primeiros sintomas das doenças. Para controle de Podridão-de- Sclerotinia, recomenda-se realizar o controle preventivamente, onde: a primeira pulverização deverá ocorrer aos 55 dias após o transplante da cultura. Recomenda-se realizar até 2 aplicações com intervalo de 7 dias.

- Trigo: Oídio - iniciar as aplicações quando a incidência foliar for de 20 a 25% a partir do
estádio de alongamento. Mancha-das-glumas e Fusariose – recomenda-se realizar a primeira
pulverização na fase de emborrachamento, reaplicando no início do florescimento. Ferrugemda-folha e Helmintosporiose - começar o monitoramento das doenças a partir da fase de afilhamento. A primeira aplicação deve ser efetuada preventivamente ou a partir dos primeiros sintomas das doenças. Giberela - sob condições climáticas favoráveis ao fungo (temperatura alta entre 20 a 25°C e precipitação pluvial de, no mínimo, 48 horas consecutivas), realizar 1 aplicação preventiva, quando se observar o maior número de flores abertas na lavoura.
Recomenda-se continuar o monitoramento da lavoura e em condições climáticas muito
propícias ao reaparecimento das doenças, e, quando necessário, reaplicar o produto. Fazer no máximo 2 aplicações com intervalo de 7 dias por ciclo da cultura.

- Abóbora, Melancia, Melão, Pepino e Uva: As aplicações deverão ser realizadas
preventivamente, quando as condições climáticas estiverem propícias para a ocorrência das doenças, iniciando-se no início da frutificação das culturas. Recomenda-se realizar até 3 aplicações com intervalos de 7 a 10 dias.

- Berinjela: As aplicações deverão ser realizadas preventivamente, quando as condições
climáticas estiverem propícias para a ocorrência das doenças, iniciando-se no início da
frutificação das culturas. Recomenda-se realizar até 3 aplicações com intervalos de 7 dias.

OBS.: Para todas as instruções acima, recomendamos alternância com fungicidas de outros grupos químicos (mecanismo de ação diferente) no mesmo intervalo de aplicação para a prevenção e gerenciamento da resistência e de controle.

MODO DE APLICAÇÃO
Para o preparo da calda recomenda-se encher metade do volume do tanque de pulverização com água limpa. Adicionar a quantidade de produto desejado e completar com água até o volume desejado. METILTIOFAN® é aplicado via terrestre, através de pulverizadores tratorizados de barra com bicos do tipo de série X ou D; tamanho da gota de 100-200µ; densidade de gota de 70-100 gotas/cm² e volume de aplicação de 400-1000 L/ha de calda para as culturas do Café, Seringueira, Soja e Trigo. Para as demais culturas, que possuem a recomendação de dose em “g/100L de água”, utilizar volume de aplicação de 400-1000 L/ha de calda.
No caso da cultura da banana, a aplicação é realizada em UBV (Ultra Baixo Volume) com
atomizador motorizado costal sendo recomendado volume de aplicação de 15 L/ha de calda.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Abóbora, Alho, Banana, Citros, Ervilha, Feijão, Melão, Tomate, Trigo e Uva: 14 dias
Berinjela, Maçã , Pepino: 07 dias
Café: 28 dias
Cravo, Crisântemo, Gladíolo, Rosa, Seringueira: Uso não alimentar.
Melancia: 13 dias
Morango: 03 dias
Soja: 21 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no
mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os
equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO
- Uso exclusivamente agrícola.
- Consulte sempre um Engenheiro Agrônomo.
- É obrigatório o uso do produto somente nas indicações constantes na bula.
- Evitar aplicação durante as horas mais quentes do dia.
- Evitar aplicação sob prenuncio de chuva.
- Não aplicar em plantas sob condição de estresse hídrico ou fitotoxicidade.
- Respeitar um período mínimo de 24 horas para realização da irrigação.

- Fitotoxicidade: Não é fitotóxico para as culturas indicadas, nas doses recomendadas.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Para o manejo integrado de doenças, recomenda-se a utilização de todas as técnicas
apropriadas e disponíveis para a condução das culturas, no intuito de manter abaixo do nível de dano econômico a população de organismos nocivos aos cultivos, visando ainda,
minimizar os efeitos colaterais deletérios ao meio ambiente. Dessa forma, dentre as técnicas disponíveis para o manejo integrado de doenças em culturas, tem-se: O Controle biológico; O uso de cultivares/variedades adequados para a região e quando possível o uso de cultivares/variedades com tolerância e/ou resistência a determinadas doenças; O Controle cultural (através do uso de rotação de culturas, época de semeadura adequada para o cultivo, uso de sementes de alta qualidade sanitária, destruição de restos culturais após a colheita, manter o cultivo livre de plantas daninhas, condução da lavoura através de adubação adequada e equilibrada, dentre outros); e Controle químico (através do uso de fungicidas devidamente registrados e recomendados para o controle de patógenos).

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos
fungicidas, seguem algumas recomendações:
- Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo B1 para o
controle do mesmo alvo, sempre que possível;
- Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas
práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares
com gene de resistência quando disponíveis, etc;
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do
produto;
- Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais
estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e
manutenção da eficácia dos fungicidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de
fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade
Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à
Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org), Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO B1 FUNGICIDA

O produto fungicida METILTIOFAN® é composto por tiofanato-metílico, que apresenta
mecanismo de ação Montagem de ß-tubulina na mitose, pertencente ao Grupo B1, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas).