O objetivo do trabalho foi avaliar o efeito do método de colheita e de despalha sobre a qualidade física, fisiológica e sanitária de sementes de milho colhidas com diferentes graus de umidade. Foram utilizadas sementes de milho do híbrido duplo AG-122. A colheita em espiga foi realizada pelo método manual e mecânico, na umidade próxima de 28 e 18%. As espigas foram despalhadas parte manual e parte mecanicamente, depois acondicionadas em sacos de juta e secas em secador estacionário de espigas com fluxo contínuo até as sementes atingirem umidade próxima de 11,3 ± 0,6%, debulhadas mecanicamente em debulhador estacionário de martelo com rotação de 630rpm. Como tratamentos adicionais, parte das espigas foram colhidas e despalhadas manualmente na umidade próxima de 28 e 18%, secadas em secador de espigas até umidade de 11,1 e 11,3% respectivamente e debulhadas manualmente, e parte da aréa foi colhida em grãos na umidade de 17,9%, secadas em secador estacionário de grãos até atingir umidade 10,9%. As sementes colhidas pelos diferentes métodos foram submetidas às seguintes avaliações: determinação do grau de umidade, pureza física, sementes infestadas, incidência de danos mecânicos, teste de frio, emergência de plântulas e teste de sanidade. Com base nos resultados obtidos, foi verificado que tanto a colhedora quanto a despalhadora, provocaram maiores danos às sementes que foram colhidas em espigas na umidade de 28% que aquelas que foram colhidas a 18%, e estes danos refletiram sobre sua qualidade fisiológica inicial. Observa-se também que sementes colhidas em espigas possuem qualidade fisiológica superior às colhidas em grãos, independente do método adotado, e as sementes colhidas manualmente foram superiores às colhidas mecanicamente, em função do menor índice de danos mecânicos ocorridos. Houve também melhor qualidade sanitária das sementes que foram colhidas com 28% de umidade, independente do método de colheita adotado.
Efeito do método de colheita na qualidade física, fisíológica e sanitária de sementes de milho.
Por José Luis da Silva Nunes
16/07/2009 08h01 · Fonte: Revista Brasileira de Sementes

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