A cultura do girassol, no Estado de Mato Grosso do Sul, tem-se mostrado uma excelente espécie para cultivo no outono/inverno, apresentando-se como uma opção nos sistemas de rotação e sucessão de culturas.
No trabalho abaixo é apresentada a estimativa do custo de produção da cultura do girassol, safra 2006, a ser cultivado no período do outono/inverno, em sucessão ao milho. Os componentes do custo contidos na planilha refletem o sistema de produção predominante em Chapadão do Sul, MS. O custo de produção é constituído pela remuneração do capital mais as despesas com insumos, operações agrícolas e outras utilizadas em um processo produtivo. O custo fixo remunera os fatores de produção cujas quantidades não variam no curto prazo, mesmo que o mercado indique que se deve alterar a escala de produção. São custos fixos: depreciação e juros sobre o valor de máquinas e equipamentos, e aremuneração do capital empregado em terra (estimada pelo valor de arrendamento). O custo variável refere-se às despesas realizadas com fatores de produção, cujas quantidades podem ser modificadas em função do nível de produção desejado, tais como: sementes, fertilizantes, defensivos, combustíveis, lubrificantes, reparos de máquinas e equipamentos, mão-de-obra, transporte e outras. O custo total de produção é a soma dos custos fixo e variável.
O custo total com a cultura do girassol na safra 2006, por hectare, é de R$695,20. Os itens que mais oneram o custo são os fertilizantes (34,81%) e a semente (12,94%). Considerando-se a produtividade que pode ser obtida de 1.800 kg/ha, o custo total médio, por saca de 60 kg, é de R$23,17. Significa que para o produtor não ter prejuízo, o preço, no momento da comercialização, deverá ser, no mínimo, igual ao referido custo médio.