A cultura do girassol no Brasil nunca foi tratada como uma cultura empresarial em larga escala, devido a falta de interesse na compra do produto, e principalmente a falta de difusão de tecnologias ao homem do campo para que esta cultura se desenvolvesse.
Analisando o cenário nacional e mundial, a cultura está sendo a mais cogitada para a produção de óleo para a produção de Biodiesel, tendo o Governo Federal com o maior incetivador, devido a regulamentação de B2 (mistura de 2% de biodiesel ao diesel comum) para 2008, e B5 em 2013 gerando uma demanda potencial de 2,5 bilhões de litros de biodiesel.
Analisando o cenário mundial, dita o Procolo de Kioto que os Países terão de reduzir a emissão de carbono na atmosfera que causa o efeito estufa, provocando o aquecimento global trazendo enormes prejuízos a natureza e a própria saúde humana; E uma das formas de se reduzir a emissão de Carbono , seria a produção de Bioconbustíveis ( etanol – cana-de-açúcar, biodiesel – girassol, mamona, pinhão manso...).
Cabe aos técnicos, engenheiros, produtores a aprender a manejar a cultura do Girassol, pois será a principal cultura em grande escala para o fomento da produção de Biodiesel no Brasil.
Confira algumas dicas
1- Escolha das sementes: Não Estriadas (oléicas para produção de biodiesel) e estriadas ( não oléicas para alimentação de pássaros).
2- Escolha da área para o plantio: topografia plana, ausência de AL trocável, PH em torno de 5.5, altas fertilidades, solos estruturados sem camadas compactadas, e com boa drenagem.
3- Épocas de plantio: cultura de safrinha ou de rotação, no Brasil central janeiro, fevereiro, março e na região sul do país plantar antes da cultura principal.
4- Dessecação da área: glifosato na dosagem variando de acordo com os estágios da ervas presentes.
5- Adubação Macronutrientes de Base: 15kg N : 40-80Kg P2O5: 40-80Kg K2O (doses kg/ha) e Adubação de cobertura: 45Kg de N até 30 dias pós plantio (doses Kg/ha).
6- Aplicação de Boro: 2Kg/ha do elemento via solo e não foliar, devido a sua baixa mobilidade via floema( absorção foliar) e alta mobilidade via xilema ( absorção radicular).É indicado aplicar ácido bórico junto com o glifosato na dessecação.
7- População recomendada: 40.000 a 45.000 plantas/ha.
8- Espaçamentos utilizados: varia de 45cm até 90cm, tendo os espaçamentos de 50cm e 70cm os melhores resultados em produtividades.
9- Velocidade de plantio: 2,5 a 3km/hora para que haja uniformidade de semeadura.
10- Profundidade de semeadura: 3 cm.
11- Tratamento de sementes: Inseticidas usados no milho,tais como: Futur, Furazim, Cropstar,....
12- Herbicidas pós emergente: para o controle de gramíneas são os mesmos usados na soja, tais como: Verdict, podium S, Robust,...E para o controle de folhas largas ainda não existem produtos seletivos ao girassol.
13- Inseticidas foliares: são os mesmos usados na soja e milho, tais como: piretróides e organofosforados em geral.
14- Velocidade de colheita: 7km/hora.
15- Ponto de colheita: 13-14% de umidade, evitar colher com umidade superior para não quebrar a semente e não colher com umidade baixa para evitar perdas por ataque de pássaros.
16- Custo médio de produção atualizado em 2007: R$500,00 a R$600,00/ha.
17- Comercialização: Vários compradores: Brasil Ecodiesel, Bunge, Caramuru,..
Notas técnicas
Para o controle de folhas largas a Nidera Sementes tem o Girassol mutagênico Clearfield, resistente a herbicidas do grupo químico imidazolinonas.
Um dos benefícios da cultura seria a reciclagem de nutrientes pelo girassol, por ter um sistema radicular axial profundo, onde grande parte do fósforo e potássio fica disponível para a cultura sucessora. No milho obtém um adicional de 15 a 20% de produtividade e na soja um adicional de 10%.
Outro benefício seria a economia da dose de glifosato usado na dessecação para plantio da cultura sucessora ao girassol, devido ao excelente sombreamento das ervas nas entre linhas do girassol.