O próximo passo para o desenvolvimento da nossa agricultura é a conquista da auto-suficiência na produção de milho. Já somos destaque na produção de leite, suínos, frutas, aves e grãos no País e agora buscamos implementar a produção de milho.
Este cereal, além de fazer parte da dieta da população, é indispensável na fabricação de rações. Embora o Estado conte com muitos produtores, não estamos conseguindo suprir a alta demanda de milho. Em todo o território catarinense, existem aproximadamente 106 mil produtores, que fornecerão cerca de quatro milhões de toneladas do produto este ano. Embora expressivo, o número é insuficiente para abastecer a suinocultura e a avicultura catarinenses.
Por enquanto, dependemos de outros Estados para complementar a nossa carência de milho. Porém, a realidade está mudando. Este ano, a previsão é de que importemos 1,2 milhão de toneladas de milho - número menor do que em 2007, quando foi importado 1,4 milhão de toneladas. Um fator que contribuiu para o crescimento da produção catarinense foi o Programa Terra Boa que, por meio de parceria entre governo do Estado, cooperativas, casas agropecuárias e agricultores, visa a apoiar os produtores com o fornecimento de 220 mil sacas de sementes de milho, além de calcário. O programa, criado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural, atendeu 50 mil produtores com sementes de milho em 2007 e a previsão é de que este ano beneficie 70 mil agricultores, num investimento de cerca de R$ 15 milhões.
Ao preconizarmos a auto-suficiência na produção de milho, promovemos uma revolução no agronegócio catarinense, visto que o grão também é bastante procurado por países da Europa, América Latina e África, além de ser cada vez mais valorizado como commodity. Já melhoramos em produtividade, alcançando quatro milhões de toneladas na última safra, mas temos espaço para aumentar a área de plantio, que hoje é de 715 mil hectares cultivados. Seja para a alimentação humana ou para a fabricação de ração animal, o milho é uma alternativa certa para os agricultores. E é de fundamental importância para a consolidação de Santa Catarina como destaque no agronegócio.