Ao final de um jantar em família ou um almoço de negócios, sempre se faz a já tradicional pergunta: “e o cafezinho?”. Enraizado em nossa cultura, o café é uma referência da agricultura nacional, e tem alcançado reconhecimento internacional também, fato que fica comprovado quando nos vemos como o maior produtor mundial, atingindo 30% do mercado. De fato, o café é uma bebida que proporciona momentos de interação entre as pessoas e, muitas vezes, é a única hora do dia em que se pode deixar os afazeres de lado e ter uma boa conversa com os amigos.
No entanto, no que diz respeito à qualidade do produto final, os fatores influenciadores são muitos, como: tipo do solo, quantidade de chuva durante o ano, altura em que se encontra a plantação e o tipo de produção. Um fato interessante é que os produtores orgânicos sempre estão presentes entre os finalistas dos concursos que dão prêmios para os grãos que proporcionam os melhores sabores.
Para que tenhamos uma idéia de como está o cenário brasileiro, a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) aponta que o consumo interno aumenta desde a década de 90, passando de 8,2 milhões para 16,9 milhões de sacas do grão. Otimista, a Abic espera que esse número evolua ainda mais durante o ano de 2007 e atinja o patamar de 17,4 milhões de sacas.
Uma curiosidade sobre o mundo dos sabores está ligada à mudança dos costumes de consumo entre diferentes regiões. Muitas vezes, um café tipo exportação, com prêmios internacionais de qualidade, não agrada a determinado público. Uma das variedades dos grãos é conhecida como Arábica e tem características como: corpo, aroma, acidez e sabor residual. Em relação a isso, alguns cafés proporcionam o chamado “after taste”, aquele sabor que permanece na boca depois de termos saboreado alguma bebida, o qual pode ser intenso, suave ou adocicado, por exemplo.
O “gostinho” do café presente nas xícaras do mundo todo começa a ser criado ainda na lavoura, por isso recomendo que os agricultores se preocupem com os produtos que vão utilizar na hora de cuidar da água de sua plantação. Um produto que surge como um aliado, tanto para aqueles que praticam a agricultura convencional como para os que praticam a agricultura orgânica, é o dióxido de cloro. Nesse sentido, o Tecsa-Clor, produto comercializado pela Serquímico, destaca-se como o único que apresenta o composto estabilizado a 5%. Apresenta uma alta eficácia fungicida e bactericida e é reconhecido por órgãos que atestam sua característica orgânica, tanto no Brasil como no exterior. Além disso, o custo/benefício, quando analisado o processo global da produção, é positivo.