Lagarta do trigo ou (Pseudaletia sequax)

Lagarta do trigo

(Pseudaletia sequax)

Culturas Afetadas: Arroz, Arroz irrigado, Aveia, Brócolis, Cana-de-açúcar, Centeio, Cevada, Citros, Milho, Todas as culturas com ocorrência do alvo biológico, Trigo, Triticale

Sinônimo: Cirphis sequax

É a principal praga desfolhadora da cultura do trigo. Os seus danos também são observados em outras gramíneas, como arroz, aveia, azevém, centeio, cevada, milho e pastagens.

Danos: As lagartas alimentam-se durante a noite ou dias nublados. Na presença de sol, elas possuem o hábito de se protegerem na base das plantas, sob as folhas secas. Quando não há mais alimento, migram para outras lavouras em grupos, sendo, por esta razão, confundidas com a lagarta militar.

Devido ao hábito de postura aglomerada e preferência por áreas com plantas acamadas ou com maior vigor vegetativo, as lagartas causam danos iniciais em pequenas áreas na lavoura. Em alguns anos, ocorrem de forma generalizada nas lavouras, causando danos severos em cereais, pastagens de gramíneas e milho.

Em trigo, consomem o limbo foliar, arista e espigueta, permanecendo, algumas vezes, somente o colmo e parte do ráquis das plantas. Na fase de maturação, é comum observarem-se as espigas dos afilhos mais atrasados, cortadas e caídas no solo.

Controle: O melhor efeito no controle das lagartas com inseticidas é obtido quando se dá a ingestão do produto com a folha de trigo e não pela ação de contato sobre as lagartas. Sugere-se o início da aplicação de inseticidas nos focos e, quando ainda existirem folhas verdes, nas plantas de trigo, não havendo necessidade de a aplicação ser noturna.

É importante destacar que o controle da lagarta em trigo e em aveia ocorrerá com a presença de folhas e por ingestão de inseticidas. Nas áreas desfolhadas o índice de controle será reduzido, mesmo com doses elevadas de inseticidas.

A lagarta do trigo poderá danificar plântulas de soja a partir de oviposição sobre trigo germinado depois da colheita. A lagarta não desfolha plantas de soja mas pode consumir o caule tenro, na fase de plântula.

Em milho, pode atacar na fase de emergência causando desfolhamento e até a morte de plântulas. Durante o dia as larvas se protegem sob torrões ou palha dificultando em muito o controle com inseticidas.

Devido ao hábito de oviposição aglomerada a ocorrência inicia em pequenas áreas de cereais de inverno. Pela reduzida área foliar verde do trigo, na fase reprodutiva, torna-se difícil determinar-se um nível de dano para início de controle. Pela experiência de outros países, sugere-se o controle químico em lavouras de cereais de inverno onde se constatar mais de 10 lagartas por m2, com mais de 2 cm de comprimento. Recomenda-se o uso de produtos registrados para as culturas.

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