Rubelose (Erythricium salmonicolor)

Rubelose

Mal rosado (Erythricium salmonicolor)

Culturas Afetadas: Cacau

Sinônimos: Corticium salmonicolor e Phanerochaete salmonicolor

A doença conhecida como rubelose, doença-rosada ou enfermidade-rosada é de importância secundária, mas adquire relevância quando afeta árvores de até cinco anos, provocando morte de galhos e deformação da copa. Na Índia, é uma das mais importantes doenças do eucalipto.

Para o cacau, a doença foi considerado problema no final dos anos 70 e início dos anos 80, na Bahia, período que ocorreu a renovação da cultura na região.

O patógeno já foi relatado no Brasil, Colômbia, Camarões, Gana, Nigéria, Malásia, Papua-Nova Guiné, Peru, Samoa Oriental e Trinidad, ou seja, está presente nas regiões tropicais e subtropicais do mundo. No Brasil, os surtos da doença foram reportados em Saltinho (Pernambuco), na costa central do Estado do Espírito Santo, Sudeste da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo.

Além do Eucalipto (Eucalyptus spp.) e do Cacau (Theobroma cacao), este fungo já foi relatado em Citrus reticulata (tangerina), Citrus sinensis (laranja-china), Coffea arabica (café), Hevea sp. (seringueira), Malus domestica (maçã), Malus sylvestris, Myrciaria cauliflora (jaboticaba) e Piper nigrum (pimenta-do-reino).

Danos: As pústulas de coloração branco-rosada no início da infecção dificilmente são percebidas nas copas do cacaueiro, e a doença é mais facilmente reconhecida em fases posteriores, quando ocorre a morte dos galhos. A infecção inicia-se com a formação de pústulas branco-rosada nos galhos verdes, onde há o crescimento de uma teia micelial que se expande para outras superfícies. A morte dos galhos ocorre com a penetração do micélio na casca, atingindo posteriormente o câmbio, sendo que nesta fase há a formação de crostas rosadas sobre o mesmo. Outro sintoma que poderá ser observado é o de murcha dos galhos mais distantes, pois o fungo interrompe a circulação da seiva. A infecção iniciando no caule ou nos ramos principais poderá ocasionar a morte de plantas jovens. Presença de folhas secas aderidas aos galhos contaminados.

Controle: A remoção dos ramos doentes, visando a eliminação das fontes de inóculo. Os ferimentos ou cicatrizes na planta devido a retirada dos galhos doentes devem ser protegidas com fungicidas cúpricos. Portanto deve-se efetuar pulverizações com fungicidas de contato em combinação com a poda fitossanitária. É recomendo o tratamento de plantas doentes e as circunvizinhas com óxido cuproso.

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