Bula Duravel - Basf

Bula Duravel

acessos
Bacillus amyloliquefaciens Isolado MBI600
22718
Basf

Composição

Bacillus amyloliquefaciens 110 g/kg Nematicida microbiológico

Classificação

Fungicida microbiológico
III - Medianamente tóxico
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Não inflamável
Não corrosivo
Pó molhável (WP)
Fungicida microbiológico

Todas as culturas com ocorrência do alvo biológico Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Amarelão
(Pythium ultimum)
200 a 300 g p.c./100 L de água 250 L de calda/ha 10 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo de 1 a 6 aplicações em intervalos de 7 dias, dependendo das condições climáticas e da evolução da doença Intervalo de segurança não determinado devido à não indicação de LMR para esse produto Aplicar preventivamente desde a sementeira até o desenvolvimento inicial das plantas. Em viveiros de mudas em culturas como o fumo, hortaliças e outros cultivos, iniciar com o uso de imersão de bandejas e ou mudas com substrato antes da semeadura e plantio. Poderá ser utilizado também em aplicações foliares e ou “drench” com jato dirigido sempre preventivamente em bandejas de mudas ou similares 05 a 07 dias após imersão. Após a transferência das bandejas para o sistema de floating ou solo, também pode-se aplicar na forma de rega, continuando o tratamento após o plantio no campo, em jato-dirigido de forma que o produto atinja o caule e escorra até o solo. O manejo rotacional com outros fungicidas também é recomendado, sendo Duravel® mais uma ferramenta de manejo integrado para o cultivo. A escolha da dose a ser utilizada para o controle do alvo deve considerar o nível de infestação e o histórico do local, adotando-se a maior dose em média e alta severidade da doença
Crestamento bacteriano
(Xanthomonas campestris)
1 a 2 kg p.c./ha 400 a 1000 L de calda/ha 10 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo de 1 a 5 aplicações em intervalos de 07 a 15 dias, dependendo das condições climáticas e da evolução da doença Intervalo de segurança não determinado devido à não indicação de LMR para esse produto Iniciar as aplicações preventivamente quando as condições para o desenvolvimento da doença forem favoráveis proporcionando uma boa cobertura e penetração do produto. Duravel® poderá ser aplicado em diferentes estágios de desenvolvimento do cultivo podendo ser uma excelente ferramenta para rotação com outros bactericidas sintéticos e de distintos modos de ação
Damping-off
(Rhizoctonia solani)
2 a 4 kg p.c./ha 500 L de calda/ha 10 a 50 L de calda/ha (aéreo) Aplicação única Intervalo de segurança não determinado devido à não indicação de LMR para esse produto Aplicar em sulco com condições de mínimas de umidade do solo ideal para plantio dos cultivos em solos onde ocorre a doença e afeta as culturas desde a sementeira até os estágios iniciais das plantas. Aplicar com jato dirigido para atingir os tubérculos “semente” para culturas como a batata. A aplicação deverá proporcionar boa cobertura atingindo completamente a superfície dos tubérculos. Em caso de sementeiras ou mudas de cultivos em geral, pode-se aplicar através de imersão de mudas e ou na forma de rega, continuando o tratamento após o plantio no campo, em jato-dirigido de forma que o produto atinja o caule e escorra até o solo. Aplicar Duravel® na dose mais alta recomendada em áreas de histórico de maior pressão da doença. Preferivelmente sempre adotar Duravel ® em áreas para o manejo preventivo da doença
Mancha preta
(Phyllosticta citricarpa)
0,5 a 1 kg p.c./ha 2000 L de calda/ha 10 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo de 1 a 5 aplicações em intervalos de 07 a 15 dias, dependendo das condições climáticas e da evolução da doença Intervalo de segurança não determinado devido à não indicação de LMR para esse produto Iniciar as aplicações sempre preventivas nas fases iniciais de floração no estágio de cotonete, podendo realizar-se aplicações em diferentes estágios com fase de chumbinho podendo estender seu uso durante todo o ciclo até as aplicações em pré-colheita
Mofo cinzento
(Botrytis cinerea)
0,5 a 1 kg p.c./ha 800 a 1000 L de calda/ha 10 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo de 1 a 5 aplicações em intervalos de 07 a 15 dias, dependendo das condições climáticas e da evolução da doença Intervalo de segurança não determinado devido à não indicação de LMR para esse produto Iniciar as aplicações preventivas quando as condições para o desenvolvimento da doença forem favoráveis ainda antes do aparecimento da doença e sempre em rotação com outros fungicidas sintéticos de distintos modos de ação. No caso de manejo de Botritys cinerea em cultivos como o morango, rosas e uva, recomenda-se utilizar Duravel ® em rotação com outros fungicidas em aplicações a partir da fase de pré-floração até a fase de pré-colheita. As aplicações deverão proporcionar boa cobertura sobre as fases vegetativas e principalmente reprodutivas da planta, como é o caso da uva onde a ótima cobertura é essencial sobre os cachos antes que eles se fechem totalmente
Podridão olho-de-boi
(Cryptosporiopsis perennans)
0,5 a 1 kg p.c./ha 1000 L de calda/ha 10 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar aplicação em período de pré-colheita em intervalos de 07 dias antes da colheita e uma segunda aplicação entre 1 a 2 dias antes da colheita para prevenir a doença em pós-colheita Intervalo de segurança não determinado devido à não indicação de LMR para esse produto A aplicação deverá ser sempre preventiva e antes do aparecimento dos sintomas
Queima das pontas
(Botrytis squamosa)
1 a 2 kg p.c./ha 400 a 800 L de calda/ha 10 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo de 1 a 5 aplicações em intervalos de 7 dias, dependendo das condições climáticas e da evolução da doença Intervalo de segurança não determinado devido à não indicação de LMR para esse produto Iniciar as aplicações preventivamente quando as condições para o desenvolvimento da doença forem favoráveis proporcionando uma boa cobertura e penetração do produto. Duravel® poderá ser aplicado em diferentes estágios de desenvolvimento do cultivo podendo ser uma excelente ferramenta para rotação com outros fungicidas sintéticos e de distintos modos de ação

INSTRUÇÕES DE USO:
Duravel® (Bacillus amyloliquefaciens cepa MBI 600) é um fungicida e bactericida biológico com ação protetora, sendo recomendado como ferramenta para o manejo integrado de doenças em plantas cultivadas. Duravel® possui múltiplo modo de ação a atua como um protetor apresentando baixo risco quando se considera a capacidade de ocorrência de resistência de fungos ao fungicida. Os lipopeptídeos produzidos pelo microorganismo Bacillus amyloliquefaciens cepa MBI 600 ®, atuam na membrana celular das estruturas reprodutivas do fungo fitopatogênico, produzindo rupturas ocasionando assim sua deformação. O Bacillus amyloliquefaciens, cepa MBI 600 também age por competição de espaço e nutrientes na superfície do vegetal e no solo junto ao sistema radicular. Duravel® deve ser utilizado em pulverizações preventivas e em rotação com outros fungicidas com distintos modo de ação para o controle e manejo integrado de doenças de parte aérea e radiculares como Botrytis cinerea, Botrytis squamosa, Cryptosporiopsis perennans, Phyllosticta citricarpa, Pythium ultimun, Rhyzoctonia solani e Xanthomonas campestris, não havendo restrições de culturas.

Culturas que podem ser afetadas pelas doenças cosmopolitas do Mofo-cinzento, Amarelão/Tombamento e Rizoctoniose/Damping-off: Culturas anuais (hortaliças, leguminosas e cereais): abobora, abobrinha, acelga, aipo, agrião, Alcachofra (pós-colheita), alecrim, alface, algodão, alho, Alho-porro, almeirão, amendoim, arroz, aveia, batata, batata-doce, batata-yacon, beterraba, berinjela, beterraba, brócolis, canola, cará, cebola, cebolinha, cenoura, cevada, chalota, chicória, chuchu, couve, couve-flor, couve-manteiga, couve-chinesa, couve-de-bruxelas, coentro, endívia, erva-doce, erva-mate, ervilha, escarola, espinafre, estevia, estragão, feijão, feijão-caupi, fumo, gengibre, gergelim, girassol, grão-de-bico, hortelã, inhame, jiló, lentilha, linhaça, mandioca, mandioquinha-salsa, manjericão, manjerona, melão, melancia, milho, morango, mostarda, nabo, orégano, pepino, pimentão, pimenta, quiabo, rúcula, mostarda, rabanete, repolho, salsa, salsão, salvia, soja, sorgo, tomate, triticale e trigo. Culturas perenes e semi-perenes (Frutíferas, florestais e outras): abacate, abacaxi, acácianegra, açaí, acerola, azeitona, ameixa, amora-preta, anonáceas, banana, cacau, café, caju, caqui, cana-de-açucar, carambola, castanha-do-pará, cereja, citros, coco, dendê, eucalipto, figo, framboesa, goiaba, macadamia, maçã, mamão, manga, mangaba, marmelo, mirtilo, morango, nectarina, nêspera, kiwi, pastagens, pêra, pêssego, pinhão, pinus, pitanga, pupunha, romã, seringueira, siriguela, teca e uva. Ornamentais (flores, folhagens): afelandra, ageratum, alstroemeria, amarílis, anêmona, antúrio, angélica, aráceas, áster, azaléia, balsamina, begônia, boca-de-leão, brinco-de-princesa, bromélia, caladium, calathea, calcelaria, calêndula, calla, camélia, campânula, catharanthus, celosia, cyclâmen, cinerária, císsus, coleus, coreopsis, cravo, cravinea, crisântemo, dália, dracena, eustona, exacum, filodendron, flox, fuchsia, gardênia, gerânio, gérbera, gypsófila, girassol, gladíolo, gloxínia, gramado, hedera, helianthus, hibiscos, hortênsia, hidrângea, impatiens, íris, kalanchoe, kandiva, lantana, lírio, lírio-do-amazonas, lisianthus, lupinus, magnólia, miosótis, narciso, orquídeas, pelargônio, peperômia, petúnia, phalaenopsis, pilea, poinsétia, prímula, ranúnculos, rosa, ruscus, spathyphilum, tulipa, verbena, vinca, viola, violeta, e zinia.

Aplique DURAVEL® conforme as recomendações de bula. Por tratar-se de um fungicida biológico de modo de ação distinto dos fungicidas sintéticos, Duravel é uma ferramenta essencial para rotação de ativos, visando melhorar a eficácia do Manejo de resíduos, resistência e controle de doenças. O produto diluído em água conforme as recomendações (calda) poderá ser aplicado via terrestre ou aéreo, conforme recomendação a seguir. Mofo-cinzento (Botrytis cinérea) Iniciar as aplicações preventivas quando as condições para o desenvolvimento da doença forem favoráveis ainda antes do aparecimento da doença e sempre em rotação com outros fungicidas sintéticos de distintos modos de ação. Caso necessário, repetir em intervalos em torno de 7 dias, dependendo das condições climáticas e da evolução da severidade e intensidade da doença. No caso de manejo de Botritys cinerea em cultivos como o morango, rosas e uva, recomenda-se utilizar Duravel ® em rotação com outros fungicidas em aplicações a partir da fase de pré-floração até a fase de pré-colheita. As aplicações deverão proporcionar boa cobertura sobre as fases vegetativas e principalmente reprodutivas da planta, como é o caso da uva onde a ótima cobertura é essencial sobre os cachos antes que eles se fechem totalmente. Duravel® é recomendado como uma ferramenta essencial para manejo de resistência da doença e principalmente de resíduos nos cultivos citados. Por ser um produto microbiológico o mesmo apresenta carência zero, e recomenda-se entre 1 até 5 aplicações por ciclo.
Queima-das-pontas (Botrytis squamosa): Iniciar as aplicações preventivamente quando as condições para o desenvolvimento da doença forem favoráveis proporcionando uma boa cobertura e penetração do produto. Duravel® poderá ser aplicado em diferentes estágios de desenvolvimento do cultivo podendo ser uma excelente ferramenta para rotação com outros fungicidas sintéticos e de distintos modos de ação. Recomenda-se intervalos de aplicação em torno de 7 dias, dependendo das condições climáticas e da evolução da doença. Por ser um produto microbiológico o mesmo apresenta carência zero, não havendo necessidade de intervalo de segurança. Duravel® é recomendado como uma ferramenta essencial para manejo de resistência da doença e principalmente de resíduos nos cultivos citados. Por ser um produto microbiológico o mesmo apresenta carência zero, e recomenda-se entre 1 até 5 aplicações por ciclo.
Podridão-olho-de-boi (Cryptosporiopsis perennans) A aplicação deverá ser sempre preventiva e antes do aparecimento dos sintomas. Adotar intervalo em torno de 07 dias entre aplicações, dependendo das condições climáticas e da evolução da doença. As aplicações deverão proporcionar boa cobertura atingindo principalmente os frutos. Por ser um produto microbiológico o mesmo apresenta carência zero, não havendo necessidade de intervalo de segurança. Recomenda-se aplicar Duravel® em período de pré colheita sendo: 07 dias antes da colheita e uma segunda aplicação entre 1 a 2 dias antes da colheita para prevenir a doença em pós-colheita em culturas como a maçã.
Pinta-preta (Phyllosticta citricarpa) Iniciar as aplicações sempre preventivas nas fases iniciais de floração no estágio de cotonete, podendo realizar-se aplicações em diferentes estágios com fase de chumbinho podendo estender seu uso durante todo o ciclo até as aplicações em pré-colheita. Recomenda-se adotar Duravel® em aplicações como uma ferramenta para o manejo da doença levando em consideração a rotação com outros fungicidas registrados para a doença e cultivos como o citros. Adotar intervalos mínimos de 07 a 15 dias entre aplicações quando, dependendo das condições climáticas e da evolução da doença. Por ser um produto microbiológico o mesmo apresenta carência zero, não havendo necessidade de intervalo de segurança. Recomenda-se entre 1 até 5 aplicações por ciclo.
Amarelão, Tombamento (Pythium ultimun) Em viveiros de mudas em culturas como o fumo, hortaliças e outros cultivos, iniciar com o uso de imersão de bandejas e ou mudas com substrato antes da semeadura e plantio. Poderá ser utilizado também em aplicações foliares e ou “drench” com jato dirigido sempre preventivamente em bandejas de mudas ou similares 05 a 07 dias após imersão. Após a transferência das bandejas para o sistema de floating ou solo, também pode-se aplicar na forma de rega, continuando o tratamento após o plantio no campo, em jato-dirigido de forma que o produto atinja o caule e escorra até o solo. Recomenda-se boa cobertura da planta e substrato das bandejas. Adotar intervalos em torno de 07 dias entre aplicações. Por ser um produto microbiológico o mesmo apresenta carência zero, não havendo necessidade de intervalo de segurança. Recomenda-se em torno de 1 a 6 aplicações durante o ciclo de desenvolvimento inicial do cultivo. O manejo rotacional com outros fungicidas também é recomendado, sendo Duravel® mais uma ferramenta de manejo integrado para o cultivo. A escolha da dose a ser utilizada para o controle do alvo deve considerar o nível de infestação e o histórico do local, adotando-se a maior dose em média e alta severidade da doença.
Rizoctoniose, Damping-off (Rhizoctonia solani) Realizar uma aplicação de Duravel ® em sulco com condições de mínimas de umidade do solo ideal para plantio dos cultivos em solos onde ocorre a doença e afeta as culturas desde a sementeira até os estágios iniciais das plantas. Aplicar com jato dirigido para atingir os tubérculos “semente” para culturas como a batata. A aplicação deverá proporcionar boa cobertura atingindo completamente a superfície dos tubérculos. Em caso de sementeiras ou mudas de cultivos em geral, pode-se aplicar através de imersão de mudas e ou na forma de rega, continuando o tratamento após o plantio no campo, em jato-dirigido de forma que o produto atinja o caule e escorra até o solo. Aplicar Duravel® na dose mais alta recomendada em áreas de histórico de maior pressão da doença. Preferivelmente sempre adotar Duravel ® em áreas para o manejo preventivo da doença. Por ser um produto microbiológico o mesmo apresenta carência zero.
Mancha-bacteriana (Xanthomonas campestris): Iniciar as aplicações preventivamente quando as condições para o desenvolvimento da doença forem favoráveis proporcionando uma boa cobertura e penetração do produto. Duravel® poderá ser aplicado em diferentes estágios de desenvolvimento do cultivo podendo ser uma excelente ferramenta para rotação com outros bactericidas sintéticos e de distintos modos de ação. Recomenda-se intervalos de aplicação em torno de 07 dias, dependendo das condições climáticas e da evolução da doença. Por ser um produto microbiológico o mesmo apresenta carência zero, não havendo necessidade de intervalo de segurança. Duravel ® é recomendado como uma ferramenta essencial para manejo de resistência da doença e principalmente de resíduos nos cultivos citados. Por ser um produto microbiológico o mesmo apresenta carência zero, e recomenda-se entre 1 até 5 aplicações por ciclo.
MODO DE APLICAÇÃO PREPARO DA CALDA:
O responsável pela preparação da calda deve usar equipamento de proteção individual (EPI) indicado para esse fim. Colocar água limpa no tanque do pulverizador (pelo menos 3/4 de sua capacidade) ou de tal forma que atinja a altura do agitador (ou retorno) e, com a agitação acionada, adicionar a quantidade recomendada do produto. Também manter a calda sob agitação constante durante a pulverização. A aplicação deve ser realizada no mesmo dia da preparação da calda. Não utilizar água tratada com cloro para preparo da solução.
PRODUTOS WP (PM) e WG devem ser pré dissolvidos em recipientes adequados e adicionados lentamente no tanque do pulverizador sob agitação constante.
APLICAÇÃO TERRESTRE Seguir as recomendações abaixo para uma correta aplicação:
- Equipamento de aplicação: Utilizar equipamento de pulverização provido de barras apropriadas. Ao aplicar o produto, seguir sempre as recomendações da bula. Proceder a regulagem do equipamento de aplicação para assegurar uma distribuição uniforme da calda e boa cobertura do alvo desejado. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada.
- Seleção de pontas de pulverização: A seleção correta da ponta é um dos parâmetros mais importantes para boa cobertura do alvo e redução da deriva. Pontas que produzem gotas finas apresentam maior risco de deriva e de perdas por evaporação (vide CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS). Dentro deste critério, usar pontas que possibilitem cobertura adequada das plantas hospedeiras e produzam gotas médias (M), conforme norma ASABE. Em caso de dúvida quanto a seleção das pontas, pressão de trabalho e tamanho de gotas gerado, consultar a recomendação do fabricante da ponta (bico).
- Velocidade do equipamento: Selecionar uma velocidade adequada às condições do terreno, do equipamento e da cultura. Observar o volume de aplicação e a pressão de trabalho desejada. A aplicação efetuada em velocidades mais baixas, geralmente resulta em uma melhor cobertura e deposição da calda na área alvo.
- Pressão de trabalho: Observar sempre a recomendação do fabricante e trabalhar dentro da pressão recomendada para a ponta, considerando o volume de aplicação e o tamanho de gota desejado. Para muitos tipos de pontas, menores pressões de trabalho produzem gotas maiores. Quando for necessário elevar o volume de aplicação, optar por pontas que permitam maior vazão (maior orifício) ao invés do aumento da pressão de trabalho. Caso o equipamento possua sistema de controle de aplicação, assegurar que os parâmetros de aplicação atendam a recomendação de uso.
- Altura de barras de pulverização: A barra deverá estar posicionada em distância adequada do alvo, conforme recomendação do fabricante do equipamento e pontas, de acordo com o ângulo de abertura do jato. Quanto maior a distância entre a barra de pulverização e o alvo a ser atingido, maior a exposição das gotas às condições ambientais adversas, acarretando perdas por evaporação e transporte pelo vento. - Aplicação com equipamento costal: Para aplicações costais, manter constante a velocidade de trabalho e altura da lança, evitando variações no padrão de deposição da calda nos alvos, bem como a sobreposição entre as faixas de aplicação.
APLICAÇÃO AÉREA
- Equipamento de aplicação: Utilizar aeronaves providas de barras apropriadas. Ao aplicar o produto, seguir sempre as recomendações da bula. Proceder a regulagem do equipamento de aplicação para assegurar uma distribuição uniforme da calda e boa cobertura do alvo desejado. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada.
- Volume de calda por hectare (taxa de aplicação): Recomenda-se o volume de calda entre 30 a 50 litros/ha ou 10 a 30 litros/ha, quando utilizados bicos centrífugos (atomizadores rotativos).
- Seleção de pontas de pulverização: A seleção correta da ponta é um dos parâmetros mais importantes para boa cobertura do alvo e redução da deriva. Pontas que produzem gotas finas apresentam maior risco de deriva e de perdas por evaporação. Dentro deste critério, usar pontas que possibilitem cobertura adequada das plantas hospedeiras e produzam gotas médias (M), conforme norma ASABE. Bicos centrífugos produzem gotas menores, podendo favorecer as perdas por evaporação e/ou deriva das gotas (vide CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS). Em caso de dúvida quanto à seleção das pontas, pressão de trabalho e tamanho de gotas gerado, consultar a recomendação do fabricante da ponta (bico). Quando for necessário elevar o volume de aplicação, optar por pontas que permitam maior vazão (maior orifício) ao invés do aumento da pressão de trabalho.
- Altura de vôo e faixa de aplicação: Altura de vôo deverá ser de 3 a 6 metros do alvo a ser atingido, atentando à segurança da operação e à cobertura adequada do alvo. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada. O uso de marcadores humanos de faixa não é recomendado, pois trata-se de situação potencialmente perigosa devido à exposição direta destes marcadores aos agroquímicos. Atentar à legislação vigente quanto às faixas de segurança, distância de áreas urbanas e de preservação ambiental.
A aplicação deve ser interrompida, imediatamente, caso qualquer pessoa, área, vegetação, animais ou propriedades não envolvidos na operação sejam expostos ao produto.

O aplicador do produto deve considerar todos estes fatores para uma adequada utilização, evitando atingir áreas não alvo. Todos os equipamentos de aplicação devem ser corretamente calibrados e o responsável pela aplicação deve estar familiarizado com todos os fatores que interferem na ocorrência da deriva, minimizando assim o risco de contaminação de áreas adjacentes.

CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS
- Velocidade do vento: A velocidade do vento adequada para pulverização deve estar entre 05 e 10 km/h dependendo da configuração do sistema de aplicação. A ausência de vento pode indicar situação de inversão térmica, que deve ser evitada. A topografia do terreno pode influenciar os padrões de vento e o aplicador deve estar familiarizado com estes padrões. Ventos e rajadas acima destas velocidades favorecem a deriva e contaminação das áreas adjacentes. Deixar uma faixa de bordadura adequada para aplicação quando houver culturas sensíveis na direção do vento.
- Temperatura e umidade: Aplicar apenas em condições ambientais favoráveis. Baixa umidade relativa do ar e altas temperaturas aumentam o risco de evaporação da calda de pulverização, reduzindo a eficácia do produto e aumentando o potencial de deriva. Evitar aplicações em condições de baixa umidade relativa do ar (menores que 60%) e altas temperaturas (maiores que 30oC). Não aplicar o produto em temperaturas muito baixas ou com previsão de geadas.
- Período de chuvas: A ocorrência de chuvas dentro de um período de quatro (4) horas após a aplicação pode afetar o desempenho do produto. Não aplicar logo após a ocorrência de chuva ou em condições de orvalho. As condições de aplicação poderão ser alteradas a critério do engenheiro agrônomo da região. O potencial de deriva é determinado pela interação de fatores relativos ao equipamento de pulverização e ao clima (velocidade do vento, umidade e temperatura). Adotar práticas que reduzam a deriva é responsabilidade do aplicador.
LIMPEZA DE TANQUE: Logo após o uso, limpar completamente o equipamento de aplicação (tanque, barra, pontas e filtros) realizando a tríplice lavagem antes de utilizá-lo na aplicação de outros produtos / culturas. Recomenda-se a limpeza de todo o sistema de pulverização após cada dia de trabalho, observando as recomendações abaixo: Antes da primeira lavagem, assegurar-se de esgotar ao máximo a calda presente no tanque. Lavar com água limpa, circulando a água por todo o sistema e deixando esgotar pela barra através das pontas utilizadas. A quantidade de água deve ser a mínima necessária para permitir o correto funcionamento da bomba, agitadores e retornos/aspersores internos do tanque. Para pulverizadores terrestres, a água de enxague deve ser descartada na própria área aplicada. Para aeronaves, efetuar a limpeza e descarte em local adequado. Encher novamente o tanque com água limpa. Manter o sistema de agitação acionado por no mínimo 15 minutos. Proceder o esgotamento do conteúdo do tanque pela barra pulverizadora à pressão de trabalho. Retirar as pontas, filtros, capas e filtros de linha quando existentes e colocá-los em recipiente com água limpa. Realizar a terceira lavagem com água limpa e deixando esgotar pela barra.
Todas as condições descritas acima para aplicações terrestres e aéreas poderão ser alteradas a critério do Engenheiro Agrônomo da região, observando-se as indicações de bula. Observar também as orientações técnicas dos programas de manejo integrado e de resistência de pragas.
INTERVALO DE SEGURANÇA:
Intervalo de segurança não determinado devido à não indicação de LMR para esse produto.
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS: Não entre na área em que o produto foi aplicado antes de 4 horas ou até a completa secagem da calda. Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para uso durante a aplicação do produto.
LIMITAÇÕES DE USO:
• Não aplicar em presença de ventos fortes;
• Chuvas após a aplicação podem levar o produto e pode ocorrer a necessidade de nova aplicação (verificar o comportamento das pragas);
• Quando usado nas doses, cultura e condições mencionadas, não causa efeito fitotóxico;
• Mantenha afastado das áreas de aplicação crianças, animais domésticos e pessoas desprotegidas por um período de 4 horas após a aplicação do produto ou até a secagem da calda.
• O produto é considerado estável à temperatura ambiente pelo período de dois anos.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

A integração de medidas de controle é premissa básica para um bom manejo de doenças nas plantas cultivadas. As diferentes medidas de controle visam desacelerar, integradamente o ciclo das relações patógeno-hospedeiro. O uso de fungicidas adequados, variedades resistentes, rotação de culturas e controle do ambiente devem ser vistos como métodos de controle mutuamente úteis. Dentro deste princípio todas as vezes que seja possível devemos associar as boas práticas agrícolas como: Uso racional de fungicidas, aplicação no momento, doses indicadas, fungicidas específicos para um determinado fungo, utilização de cultivares resistentes ou tolerantes, semeadura nas épocas menos propícias para o desenvolvimento dos fungos, eliminação de plantas hospedeiras, rotação de culturas, adubação equilibrada, escolha do local para implantação da cultura, etc. Manejo de Doenças de plantas cultivadas deve ser entendido como a utilização de métodos químicos, culturais e biológicos necessários para manter as doenças abaixo do nível de dano econômico.

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
• Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo F6 (Bacillus sp. E os lipopéptidos de fungicidas produzidos) para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
• Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRACBR: www.frac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO F6 FUNGICIDA

O produto fungicida Duravel® é composto por Bacillus amyloliquefaciens MBI600, que apresenta mecanismo de ação dos desreguladores microbinaos das membranas celulares do patógeno, pertencente ao Grupo F6, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas).