Bula Galileo Excell

acessos
Tetraconazole
15112
Isagro

Composição

Azoxistrobina 100 g/L Estrobilurina
Tetraconazol 80 g/L Triazol

Classificação

Fungicida
III - Medianamente tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Sistêmico
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ramularia
(Ramularia areola)
0,5 a 0,7 L p.c./ha 100 a 200 L de água/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) - 30 dias. -
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Cercosporiose
(Cercospora zeae-maydis)
0,6 L p.c./ha 100 a 200 L de água/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) - 42 dias. -
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mancha púrpura da semente
(Cercospora kikuchii)
0,5 L p.c./ha 120 a 200 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 15 dias. 21 dias. Fazer duas aplicações, a primeira em R5.1 e a segunda 15 dias após

Conteúdo: 1; 1,5; 2; 2,5; 3; 5; 10; 20; 25; 50; 100; 200; 250; 500; 1.000; 2.000; 2.500; 5.000; 10.000; 15.000; 20.000; 23.000 e 25.000 L.

INSTRUÇÕES DE USO:
CULTURAS / PRAGAS / DOENÇAS / PLANTAS INFESTANTES:
Vide "Indicações de Uso/Doses".

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
- Soja: Para crestamento-foliar realizar 2 pulverizações, a primeira em R5.1 e a segunda 15 dias após com um volume de calda de 120-200 l/ha. Para o controle da ferrugem realizar a 1ª aplicação preventivamente, não devendo ultrapassar o estádio R1-R2. Caso se detecte algum foco da doença nas proximidades, iniciar as aplicações nas lavouras mais velhas e na seqüência as mais jovens. Em condições favoráveis ao desenvolvimento da doença, o monitoramento deverá ser intensificado para determinar a necessidade de reaplicação e o intervalo entre aplicações reduzido.

MODO DE APLICAÇÃO:
GALILEO XL é um produto formulado com base em dois princípios ativos, sendo um sistêmico do grupo dos triazóis e outro, mesostêmico do grupo das estrobilurinas, com modo de ação preventivo e curativo. Diluir Galileo XL em água, acrescentar óleo mineral como adjuvante na dose de 0,5%v/v na calda e aplicar por pulverização sobre as plantas, de modo a proporcionar uma boa cobertura, principalmente do terço inferior em função de ser um produto sistêmico acropetal e local.

Aplicação terrestre:
Diluir o produto em 120 a 200 litros água/ha para a cultura da soja.
Utilizar pulverizador tratorizado de barra, equipado com bicos apropriados para a aplicação de fungicidas, produzindo um diâmetro de gotas de 50 a 200 µm, uma densidade de 50 a 70 gotas por cm2, e uma pressão de 40 a 60 libras.
Recomenda-se aplicar com temperatura inferior a 27°C, com umidade relativa acima de 60% e ventos de no máximo 15 km/hora.
Se utilizar outro tipo de equipamento, procurar obter uma cobertura uniforme na parte aérea da cultura.

Aplicação aérea:
Utilizar barra com um volume de 30 a 40 litros de calda por ha. Usar bicos apropriados para esse tipo de aplicação.
Largura efetiva de 15-18 m, com diâmetro de gotas de 80 µm, e um mínimo de 60 gotas por cm2.
O diâmetro de gotas deve ser ajustado para cada volume de aplicação em litros por ha, para proporcionar a cobertura adequada e a densidade de gotas desejada.
Observar ventos de 3 a 10 km/hora, temperatura inferior a 27°C e umidade relativa superior a 60% visando reduzir ao mínimo as perdas por deriva ou evaporação.



INTERVALO DE SEGURANÇA:
Soja ........................................................................ 21 dias
*os intervalos de segurança foram definidos como os mais elevados e conforme já estabelecido entre os dois ingredientes ativos para a modalidade de aplicação foliar.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Mantenha afastado da área de aplicação crianças, animais domésticos e pessoas desprotegidas por um período de 24 horas. A entrada na cultura pode ser realizada utilizando-se EPI – Equipamento de Proteção Individual adequado.

LIMITAÇÕES DE USO:
Desde que seguidas as recomendações de uso, não ocorre fitotoxicidade para a cultura indicada.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:
Vide Modo de Aplicação.

DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUIVALENTE;
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS; VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO.
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.
PRODUTO PERIGOSO.
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.

PRECAUÇÕES GERAIS:
Produto para uso exclusivamente agrícola.
Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados. Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas.
Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA :
Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
Utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.
Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia.
Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar na névoa do produto.
Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
Utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada.
Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação. Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua em em original em local trancado,
longe do alcance de crianças e animais.

Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar
contaminação.
Os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem:
touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as
roupas utilizar luvas e avental impermeável.
Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto. Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
Não reutilizar a embalagem vazia.
No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual — EPI : macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.
Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.
Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deve proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

- INTOXICAÇÕES POR TETRACONAZOL (Tetraconazole) - INFORMAÇÕES MÉDICAS

GRUPO QUÍMICO: Tetraconazol .................................................................Triazol
Azoxistrobina ................................................................Estrobilurina
Etilenoglicol ...............................................................Alcoóis Poloxalene ................................................................Poliglicol
VIAS DE EXPOSIÇÃO: Oral, dérmica, ocular e inalatória.
TOXICOCINÉTICA: Tetraconazol:Em estudos em animais, foi rapidamente absorvido pelo trato gastrointestinal e excretado em 48 horas pela via urinária 1-76)% e pelas fezes (9-26)%. As maiores concentrações foram encontradas no tato gastrointestinal e no fígado. O Tetraconazol foi em grande parte metabolizado e o composto inalterado foi detectado em uma porcentagem menor que 9% nas fezes e em pequenas quantidades na urina. O principal metabólito encontrado nas fezes e na urina foi o triazol. O principal mecanismo do metabolismo incluiu oxidação, redução e conjugação com a glutationa. No ar expirado foi encontrado (0,13-0,23)% da dose administrada. Após 7 dias a concentração tisular foi mínima encontrando-se no fígado e rins.
Azoxistrobina : Entre 86% a 86% do total da dose admonistrada de azoxistrobina foi excretada em 48 horas. A maior parte do produto foi excretada pelas fezes (via biliar) com cerca de 17% pela urina. O ingrediente ativo foi extensiva e completamente metabolzado tendo sido identificados pelo menos 15 diferentes metabólitos. A biotransformação não foi afetada pela dose. Os autores sugerem que a absorção é dose-dependente. A absorção oral na dose de 1 mg/Kg p.c. foi praticamente completa (100%) desde que não foi detectado o composto parental. A absorção oral da maior dose (100mg/Kg p.c.) foi estimada em cerca de 74-81% desde que cerca de 19-26% da dose do composto parental foi detectado. Há 2 principais vias metabólicas : hidrólise a metoxiacido, seguido da conjugação do ácido glucurônico e conjugação da glutationa do anel do cianofenil seguido de outros metabolismos ao metabólito do ácido mercaptúrico. Os maiores níveis de resíduos foram encontrados nos rins e fígado. Não há evidência de bioacumulação.
Etilenoglicol : Etilenoglicol é pouco absorvido pela pele (25% da dose de exposição), precisando cobrir grandes áreas cutâneas para provocar efeitos na saúde do trabalhador, e sua baixa volatilidade faz com que a absorção pela via respiratória seja pouco significativa. Em troca, ele é bem e rapidamente absorvido pelo trato gastrointestinal (90 a 100% da dose de exposição) com pico sanguíneo em uma a quatro horas após a ingestão. Ele não se acumula no organismo. Seu metabolismo começa no fígado: o etilenoglicol é transformado pela enzima álcool desidrogenase (ADH) em glicoaldeído. O glicoaldeído é rapidamente convertido em ácido glicólico e um dialdeído (glioxal) pela aldeído desidrogenase. Ambos reagem lentamente para formar o ácido glioxílico, em presença da desidrogenase láctica (ou ácido glicólico oxigenase), que se decompõe rapidamente em ácido oxálico e em pequenas quantidades de lactato e formato. O ácido oxálico reage com o cálcio e se precipita sob a forma de cristais de oxalato de cálcio nos túbulos renais proximais, no cérebro, miocárdio, pâncreas e parede dos vasos sanguíneos. Eles causam dilatação, necrose, fibrose e depósito de cristais nos túbulos renais Alguns efeitos são mediados pelos receptores GABA. Ácido oxálico e seu sal de cálcio são responsáveis por uma acidose metabólica grave.
MECANISMOS DE TOXIDADE: Tetraconazol: Não se conhece o mecanismo de toxicidade específico para humanos.
Azoxistrobina : Nos fungos atua inibindo a respiração mitocondrial pelo bloqueio da transferência de eletrons entre o citocromo b e citocromo cl.
SINTOMAS E SINAIS CLÍNICOS: Tetraconazol: Intoxicação aguda: ainda não há relatos sobre efeitos clínicos de indivíduos expostos ao Tetraconazol.
-+ Indivíduos expostos devem ser submetidos a uma avaliação minuciosa do histórico clínico e exames físicos - identifiquem qualquer anormalidade.
-3 Tetraconazol é irritante ocular e do trato respiratório.
Não é irritante nem sensibilizante dérmico. Exposição crônica: em estudos crônicos em animais, os órgãos-alvo foram o fígado, com incremento na atividade da fosfatase alcalina, e os rins. É provavelmente carcinogênico para humanos (EPA, L2) com base na indução de tumores hepáticos em camundongos. Não foi genotóxico nem mutagênico. Em estudos em ratos, o Tetraconazol induziu a formação de hidrouréter nos fetos e carência de espermatozóides no epidídimo de camundongos machos.
Azoxistrobina : Intoxicação aguda: Há relatos limitados sobre efeitos clínicos de indivíduos expostos ao Azoxistrobina. Foram descritos irritação ocular, prurido, eritema, fraqueza, cefaleia, tontura e dores no trato respiratório (após inalação). Exposição crônica: em estudos crônicos em animais, o órgão-alvo foi o fígado, houve redução do ganho de peso corporal em cães e ratos e alterações nos ductos biliares (ratos machos). No estudo de toxicidade reprodutiva foi relatado redução no ganho de peso corporal de mães e filhotes. Nos estudos de teratogênese foi observado retardamento na ossificação dos filhotes de ratos cujas mães apresentaram redução de peso corporal (doses materno tóxicas).
Etilenoglicol: O início do quadro clínico está relacionado à acidose metabólica e segue um período de latência, até a formação de seus metabólitos tóxicos. 30 minutos após ingestão de 1 mg/kg, os sintomas são os de intoxicação alcoólica com depressão do SNC e ataxia, vertigens, fala pastosa, agitação, nistagmo, ataxia, náusea e vômito. A depressão pode se agravar, associando hipotonia, arreflexia, coma e, eventualmente, edema cerebral. Em 12 a 24 h aparece, em geral, uma falência cardiorrespiratória, com dispneia, hiperventilação, taquicardia, cianose e elevação da pressão sanguínea. A radiografia de tórax mostra infiltrações bilaterais extensas e evoca risco de morte. Os sintomas são oligúria, dores lombares e urinas ricas em cristais de oxalato de cálcio, evoluindo para a anúria. Disritmias cardíacas podem aparecer devido a uma hipocalcemia resultante da formação de cristais de oxalato de cálcio e, em 1 a 2 semanas após intoxicação severa notam-se: paralisia facial, zumbidos, fala pastosa, distúrbios oculares motores e anomalias visuais, relacionados com lesões de nervos cranianos VII, IX e X (VII - nervo facial: IX - nervo glossofaríngeo: X - nervo vago), após a exposição em pacientes com intoxicação severa, que pode ser devido a formação de cristais de oxalato de cálcio no cérebro. Após exposição inalatória a 140 mg/m3, algumas pessoas podem apresentar irritação de garganta, dor de cabeça e dores torácicas; concentrações > a 200 mg/m3 produzem irritações severas e dores mais intensas. A exposição cutânea ocupacional provoca desidrose, irritação, dermatites e eczema. Uma ceratoconjuntivite pode ser encontrada nas contaminações oculares.
Poloxalene: a absorção é baixa com rápida excreção na bile e urina e pouca retenção nos tecidos. Administração intravenosa em humanos provocou dor, anormalidades no local de injeção e náuseas. Pose ser irritante de pele e mucosas.
DIAGNÓSTICO: O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e de quadro clínico compatível.
Etilenoglicol: O diagnóstico se baseia em noção de exposição associada a quadro clínico compatível com a intoxicação por etilenoglicol. Exame de urina: dosagem de etilenoglicol > 20 mg/ml la uma intoxicação, mas valores inferiores são compatíveis com casos mais distantes. A elevação significativa da osmolalidade sérica pode ser um bom indicador, ainda que não específica e possivelmente ausente após a primeira hora. O cálcio sérico vai diminuindo com a formação de oxalato e a dosagem de eletrólitos mostra um intervalo aniônico anormal (AG=Na+-(Cl-+HCO3-) > 12 mEq/L). Ureia e creatinina aumentam com a insuficiência renal. A presença de cristais de oxalato de cálcio também é útil. Hematúria e proteinúria são comuns. Monitore o fluxo urinário.
Obs.: Em se apresentando sinais e sintomas indicativos de intoxicação aguda, trate o paciente imediatamente.
TRATAMENTO: Antídoto: não há antídoto específico. Tratamento: remoção da fonte de exposição, descontaminação, proteção das vias respiratórias, de aspiração; tratamento sintomático e de suporte. Exposição Oral:
•Lavagem gástrica: na maioria dos casos não é necessário.
1.Considere logo após ingestão de uma grande quantidade do produto (até 1 hora). Proteger as vias aéreas em posição de Trendelenburg e decúbito lateral esquerdo ou por intubação endotraqueal.
2.Contra-indicações: perda de reflexos protetores das vias respiratórias ou alteração de consciência em pacientes não-intubados; corrosivos e hidrocarbonetos; risco de hemorragia ou perfuração gastrointestinal.
•Carvão ativado: se liga à maioria dos agentes tóxicos e pode diminuir a absorção sistêmica deles, se administrado logo após a ingestão (1 h) 1. Dose: suspensão (240 ml de água/30 g de carvão). Dose: 25 a 100 g em
adultos, 25 a 50 g em crianças de (1-12)a e 1 g/kg em < 1 a;
•Não provocar vômito, caso ocorra espontaneamente não deve ser evitado; deitar o paciente de lado para evitar que aspire resíduos.
•Fluidos intravenosos e monitorização laboratorial.
•Corrigir a acidose metabólica com solução de bicarbonato de sódio. O gluconato ou cloreto de cálcio intravenoso só deve ser aportado em caso de hipocalcemia grave, pelo risco de aumentar a precipitação de oxalato.
•A vit B6 endovenosa poderia facilitar a transformação do ácido glioxílico em glicina, e reduzir a formação de ácido oxálico.
•O 4-metilpirazol (4-MP ou Fomepizo10), antagonista competitivo da desidrogenase láctica, bloqueia a enzima e evita a formação de glicoaldeído, ácidos glicólico e oxálico. Ele é o antídoto de referência para o tratamento da intoxicação por etilenoglicol e prolonga a meia-vida desses produtos.
•Hemodiálise é indicada, sobretudo após o aporte de 4-MP, removendo eficientemente o etilenoglicol e seus metabólitos, e corrigindo rapidamente a acidose, os eletrólitos e anormalidades dos fluídos.
•Manter internação por no mínimo 24 horas após o desaparecimento dos sintomas.
EXPOSIÇÃO INALATÓRIA: Se ocorrer tosse/dispnéia, avalie quanto a irritação, bronquite ou pneumonia. Administre oxigênio e auxilie na ventilação. Trate broncoespasmos com P2-agonistas via inalatória e corticosteróides via oral ou parenteral.
EXPOSIÇÃO OCULAR: Lave os olhos expostos com quantidades copiosas de água ou salina 0,9%, à temperatura ambiente, por pelo menos 15 minutos. Se os sintomas persis irem, encaminhar o paciente para o especialista.
EXPOSIÇÃO DÉRMICA: Remova as roupas contaminadas e lave a área exposta com abundante água e sabão. Encaminhar o paciente para o especialista caso a irritação ou dor persistirem.
CUIDADOS para os prestadores de primeiros socorros:
• EVITAR aplicar respiração boca-boca em caso de ingestão do produto; usar
equipamento de reanimação manual (Ambú).
• Usar equipamentos de PROTEÇÃO: para evitar contato cutâneo, ocular e
inalatório com o e roduto.
CONTRA-INDICAÇÕES: A indução do vômito é contra-indicada em razão do risco de aspiração e de e neumonite e química.
EFEITOS SINÉRGICOS: Não relatados em humanos.
ATENÇÃO: Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento. Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT — ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN / MS)
Telefone de Emenência da em e resa: 11 2165-2383 / 73

Mecanismo de Acão, Absorção e Excreção para Animais de Laboratório: Vide itens Toxicocinética e Mecanismos de toxicidade no quadro acima. Efeitos Agudos e Crônicos para Animais de Laboratório:
Efeitos agudos (PF)
DL50 oral para ratos (fêmeas): superior a 300 mg/Kg de peso corpóreo. DL50 dérmica para ratos: superior a 4.000 mg/Kg de peso corpóreo.
CL50 inalatória para ratos: > 2,26 mg/L de ar (4 h).
Irritação ocular em coelhos: o produto foi considerado pouco irritante para os olhos. Irritação dérmica em coelhos: o produto foi considerado pouco irritante para a pele. Sensibilização cutânea em cobaias: o produto não provocou sensibi~lização cutânea.

Efeitos crônicos
Vide item sintomas e sinais clínicos no quadro acima.

1- PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:
- Este produto é:
[X ] - MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II).
-Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos.
- Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
-Não utilize equipamento com vazamento.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
- Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
- Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhen-tos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinquenta) metros de manaciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetível a danos.
- Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às atividades ae-roagrícolas.

2- INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PRE-VENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações e outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
-Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
-Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. - Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para recolhimento de produtos vazados.
-Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

3- INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
- Isole e sinalize a área contaminada.
-Contate as autoridades locais competentes e a ISAGRO BRASIL COMÉRCIO DE PRODUTOS AGRO-QUÍMICOS LTDA. - Telefone de Emergência: (0xx11) 2165-2383.
- Utilize o equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de PVC, ócu-los protetor e máscara com filtro)
- Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções abaixo:
Piso pavimentado: recolha o material com o auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identi-ficado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte o regis-trante através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final.
Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.

Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o ó C gão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adota-das dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quanti-dade do produto envolvido.
-Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

4- PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTI-NAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO: EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁVEL

LAVAGEM DA EMBALAGEM:
Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPIs- Equipamentos de Proteção Individual — recomendados para o preparo da calda do produto.
Tríplice lavagem (lavagem manual):
Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu es-vaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
-Adicione água limpa à embalagem até 1/4 do seu volume;
-Tampe bem a embalagem e agite-a, por 30 segundos; - Despeje a água da lavagem no tanque pulverizador; Bsb ai? / 1.2>
-Faça esta operação três vezes; Ass
- Inutilize a embalagem plástica perfurando o fundo.

Lavagem sob pressão: Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os seguintes procedi-mentos:
- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
-Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos; - A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica, perfurando o fundo. Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:
- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
- Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, dire-cionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica, perfurando o fundo.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, essa embalagem deve ser armazena-da com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.

Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 (seis) meses após o término do prazo de validade.
Ousuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, ra-ções, animais e pessoas.

EMBALAGEM RÍGIDA NÃO LAVÁVEL
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
Oarmazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário deve ser efetuado em local co-berto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva quando existente, separada-mente das embalagens lavadas.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 (seis) meses após o término do prazo de validade.
Ousuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fsicalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, ra-ções, animais e pessoas.

EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
Oarmazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário deve ser efetuado em local co-berto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, ra-ções, animais e pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realiza-da pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM DAS EMBALAGENS VAZIAS OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBA-LAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contami-nação do solo, da água e do ar prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante atra-vés do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que in-clui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FE-DERAL OU DO MUNICÍPIO:
De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE DOENÇAS:
Outras práticas de controle devem ser aplicadas sempre que disponíveis, visando a proteção das plantas e do meio ambiente. As táticas de controle devem incluir o monitoramento dos patógenos, o uso correto do produto quanto à época, ao princípio ativo, à dose, ao modo de aplicação e à tomada de decisão, viando assegurar resultados econômico, ecológico e socialmente favoráveis.

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA:
Seguir as recomendações atualizadas de manejo de resistência do FRAC-BR (Comitê Brasileiro de Ação á Resistência á Fungicidas) - Qualquer produto utilizado no controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O FRAC-BR (Comitê Brasileiro de Ação á Resistência á Fungicidas) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência, visando com isso prolongar a vida útil dos fungicidas e também manter sua performance:

- Qualquer produto para controle de doenças da mesma classe ou com mesmo modo de ação, não deve ser utilizado em aplicações consecutivas para o mesmo patógeno, no mesmo ciclo da cultura.
- Utilizar quando conveniente o rodízio de produtos de contato e produtos com modo de ação específico (sistêmicos).
- Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo/bula.
- Sempre consultar um engenheiro agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.