Bula Galileo Excell - Isagro
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Bula Galileo Excell

Tetraconazol; Azoxistrobina
15112
Isagro

Composição

Tetraconazol 80 g/L
Azoxistrobina 100 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea
Fungicida
4 - Produto Pouco Tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Sistêmico

Conteúdo: 1; 1,5; 2; 2,5; 3; 5; 10; 20; 25; 50; 100; 200; 250; 500; 1.000; 2.000; 2.500; 5.000; 10.000; 15.000; 20.000; 23.000 e 25.000 L.

INSTRUÇÕES DE USO

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

ALGODÃO: Iniciar o controle na ocorrência dos primeiros sintomas de ramulária. Repetir a aplicação a cada 7-14 dias, utilizando o menor intervalo em condições climáticas e de infecção muito favorável ao fungo. Normalmente, são suficientes 3 aplicações. Utilizar a maior dose quando ocorrer maior pressão da doença.

ARROZ: Para o controle da Mancha-parda, realizar a 1ª aplicação preventivamente, durante o estádio de emborrachamento da cultura, com 1 a 5% de panículas emitidas. A segunda aplicação deve ser realizada 15 dias após a primeira. Utilizar maiores doses quando as condições climáticas estiverem favoráveis ao desenvolvimento da doença e quando ocorrer maior pressão da doença.
Para o controle da Brusone, realizar a 1ª aplicação preventivamente, durante o estádio de emborrachamento da cultura, com 1 a 5% de panículas emitidas. A segunda aplicação deve ser realizada 15 dias após a primeira. Utilizar maiores doses quando as condições climáticas estiverem favoráveis ao desenvolvimento da doença e quando ocorrer maior pressão da doença.

CAFÉ: Para o controle da Cercosporiose, iniciar as aplicações preventivamente, antes do aparecimento dos sintomas da doença. Em condições muito favoráveis ao desenvolvimento da doença, utilizar as doses mais altas. Em regiões onde as condições são favoráveis à ocorrência de Cercosporiose recomenda-se realizar uma aplicação preventiva no mês de novembro com fungicida cúprico, seguindo-se com a aplicação em dezembro de GALILEO EXCELL, e reaplicando em março. Intervalo de aplicações de 60 dias.
Para o controle da Ferrugem, iniciar as aplicações preventivamente, antes do aparecimento dos sintomas da doença. Em condições muito favoráveis ao desenvolvimento da doença, utilizar as doses mais altas. Intervalo de aplicações de 60 dias.

FEIJÃO: Para o controle da Antracnose, realizar três aplicações do fungicida sendo a 1ª aplicação no estágio fenológico V5, e a partir daí, deve-se repetir preventivamente a segunda e a terceira aplicação com intervalos médios de 14 dias. Utilizar maiores doses quando as condições climáticas estiverem favoráveis ao desenvolvimento da doença e quando ocorrer maior pressão da doença.
Para o controle da mancha-angular, realizar três aplicações do fungicida sendo a 1ª aplicação no estágio fenológico V4, e a partir daí, deve-se repetir preventivamente a segunda e a terceira aplicação com intervalos médios de 14 dias. Utilizar maiores doses quando as condições climáticas estiverem favoráveis ao desenvolvimento da doença e quando ocorrer maior pressão da doença.

MILHO: Realizar a aplicação preventivamente próxima à fase de pendoamento ou no aparecimento dos primeiros sintomas da doença. Utilizar as doses maiores quando ocorrer maior pressão da doença. A partir de 15 dias após a aplicação, continuar o monitoramento da lavoura e, em condições climáticas propícias ao reaparecimento das doenças, quando necessário, realizar uma segunda aplicação.

SOJA: Para crestamento-foliar realizar até 2 pulverizações, a primeira em R5.1 e a segunda 15 dias após com um volume de calda de 120-200 l/ha.

TRIGO: Para controle da Ferrugem-da-folha e da Mancha-amarela começar o monitoramento das doenças a partir da fase de afilhamento. A primeira aplicação deve ser efetuada preventivamente ou a partir dos primeiros sintomas da doença. Dos 10 aos 15 dias após a aplicação, realizar o monitoramento da lavoura e, em condições climáticas muito propícias ao reaparecimento das doenças, quando necessário, promover uma segunda aplicação.
Utilizar maiores doses quando as condições climáticas estiverem favoráveis ao desenvolvimento da doença e quando ocorrer maior pressão da doença.

MODO DE APLICAÇÃO

GALILEO EXCELL é um produto formulado com base em dois princípios ativos, sendo um sistêmico do grupo dos triazóis e outro, mesostêmico do grupo das estrobilurinas, com modo de ação preventivo e curativo. Diluir GALILEO EXCELL em água, acrescentar óleo mineral como adjuvante na dose de 0,5%v/v na calda e aplicar por pulverização sobre as plantas, de modo a proporcionar uma boa cobertura, principalmente do terço inferior em função de ser um produto sistêmico acropetal e local.

Aplicação terrestre

Volume de aplicação: 100 a 200 litros água/ha para a cultura do algodão. Na cultura da soja recomenda-se o volume de calda de 120 a 200 L/ha. Nas culturas do milho e trigo recomenda-se o volume de calda de 200 L/ha. Na cultura do arroz recomenda-se o volume de calda de 150 a 200 L/ha e na cultura do feijão recomenda-se o volume de calda de 200 a 300 L/ha. Na cultura do café recomenda-se o volume de calda de 400 L/ha.
Utilizar pulverizador tratorizado de barra, equipado com bicos apropriados para a aplicação de fungicidas, produzindo um diâmetro de gotas de 50 a 200 µm, uma densidade de 50 a 70 gotas por cm², e uma pressão de 40 a 60 libras. Para a cultura do café recomenda-se utilizar pulverizadores tratorizados do tipo turbo atomizador ou equipamento costal, providos de pontas de pulverização do tipo jato cônico da série “X” ou “D”, com uma pressão de trabalho de 10 a 40 psi (para o atomizador) e 30 a 60 psi (para o costal), diâmetro de gotas na faixa de 150 a 250 µm e densidade maior que 100 gotas/cm².
Recomenda-se aplicar com temperatura inferior a 27°C, com umidade relativa acima de 60% e ventos de no máximo 15 km/hora visando reduzir ao mínimo as perdas por deriva ou evaporação.
Se utilizar outro tipo de equipamento, procurar obter uma cobertura uniforme na parte aérea da cultura.

Aplicação aérea

Utilizar barra com um volume de 30 a 40 litros de calda por ha. Usar bicos apropriados para esse tipo de aplicação.
Largura efetiva de 15-18 m, com diâmetro de gotas de 80 µm, e um mínimo de 60 gotas por cm².
O diâmetro de gotas deve ser ajustado para cada volume de aplicação em litros por ha, para proporcionar a cobertura adequada e a densidade de gotas desejada.
Observar ventos de 3 a 10 km/hora, temperatura inferior a 27°C e umidade relativa superior a 60% visando reduzir ao mínimo as perdas por deriva ou evaporação.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Algodão: 30 dias
Arroz, milho: 42 dias
Café, soja: 21 dias
Feijão: 7 dias
Trigo: 50 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Mantenha afastado da área de aplicação crianças, animais domésticos e pessoas desprotegidas por um período de 24 horas. A entrada na cultura pode ser realizada utilizando-se EPI – Equipamento de Proteção Individual adequado.

LIMITAÇÕES DE USO

Desde que seguidas as recomendações de uso, não ocorre fitotoxicidade para a cultura indicada.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Outras práticas de controle devem ser aplicadas sempre que disponíveis, visando a proteção das plantas e do meio ambiente. As táticas de controle devem incluir o monitoramento dos patógenos, o uso correto do produto quanto à época, ao princípio ativo, à dose, ao modo de aplicação e à tomada de decisão, viando assegurar resultados econômico, ecológico e socialmente favoráveis.

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:

• Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo G1 e C3 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
• Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac- br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO G1 FUNGICIDA
GRUPO C3 FUNGICIDA

O produto fungicida GALILEO EXCELL é composto por Tetraconazol + Azoxistrobina, que apresentam mecanismos de ação dos Inibidores da síntese de ergosterol (C14-desmetilase na biossíntese de esterol (erg11/cyp51)) e Inibidores do complexo III: citocromo bc1 (ubiquinol oxidase) no sítio Qo, pertencentes aos Grupos G1 e C3, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas), respectivamente.

PT: Azoxystrobin Técnico Helm reg.nº 3912; Azoxistrobin Técnico Cheminova reg.nº 12011