INSTRUÇÕES DE USO:
PREV-AM® é um fungicida e inseticida de origem natural, que contém 61,14 g/L de óleo de casca de laranja, na formulação (Concentrado Solúvel - SL). PREV-AM® danifica a camada protetora, que repele a água, nos insetos de corpo mole, resultando na perda de fluídos corporais e morte. Os insetos voadores perdem a camada protetora e a tensão de suas asas, impossibilitando-os de voar.
Outro efeito do PREV-AM® é a penetração desse fluido de ultrabaixa tensão superficial no sistema respiratório, causando sufocação e morte. Como fungicida, quando em contato com os micélios e esporos de fungos superficiais, o PREV-AM® causa um dano na camada protetora dos organismos, e ao penetrar nos tecidos vivos abaixo da camada protetora causa desidratação, perda de fluidos corporais e consequente morte.
NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
Aceria guerreronis (Ácaro-da-necrose-do-coqueiro) em:
Açaí, Castanha-do-Pará, *Coco, Dendê, Macadâmia, Pinhão e Pupunha: aplicar imediatamente após o surgimento da praga e reaplicar o produto a cada 7 dias. Não há número limite de aplicações. *efetuar pulverização dirigida aos frutos.
Alternaria brassicae (Mancha-de-alternária) em:
Brócolis, Couve chinesa, Couve-de-bruxelas, Couve-flor e Repolho: iniciar as aplicações 10 dias após as operações de semeadura nos canteiros e de transplante no campo. Reaplicar o produto a cada 7 dias. Utilizar a maior dose em condições favoráveis para o desenvolvimento da doença. Não há número limite de aplicações.
Alternaria porri (Mancha-de-alternária) em:
Alho, Cebola e Chalota: iniciar as aplicações imediatamente após o surgimento dos primeiros sintomas de ocorrência da doença e reaplicar o produto a cada 7 dias. Utilizar a maior dose em condições favoráveis para o desenvolvimento da doença. Não há número limite de aplicações.
Bemisia tabaci biótipo B (Mosca-branca) em:
Abóbora, Abobrinha, Berinjela, Chuchu, Ervilha, Feijão, Pimenta, Soja e Tomate: Iniciar as aplicações no início da infestação. Reaplicar o produto a cada 7 dias. Não há número limite de aplicações.
Plantas Ornamentais: Iniciar as aplicações no início da infestação. Reaplicar o produto a cada 7 dias. Não há número limite de aplicações. TIPO DE AMBIENTE DE CULTIVO: Plantas ornamentais cultivadas em ambiente protegido (casa-de-vegetação).
Blumeria graminis f.sp.tritici (Oídio) em:
Aveia, Centeio, Cevada, Trigo e Triticale: aplicar imediatamente após o surgimento dos primeiros sinais de ocorrência da doença e reaplicar a cada 7 dias. Utilizar a maior dose sob condições favoráveis para o desenvolvimento da doença. Não há número limite de aplicações.
Botrytis cinerea (Mofo-cinzento) em:
Ameixa, Caqui, Figo, Framboesa, Goiaba, Mirtilo, Morango, Nectarina, Nêspera, Pêra, Pêssego e Uva: aplicar preventivamente no florescimento e reaplicar o produto a cada 7 dias. Não há número limite de aplicações.
Brevicoryne brassicae (Pulgão-da-couve) em:
Alface, Brócolis, Chicória, Couve chinesa, Couve-de-bruxelas, Couve-flor, Espinafre, Repolho e Rúcula: iniciar as aplicações no início da infestação. Reaplicar o produto sempre que necessário. Intervalo de aplicação 7 dias. Não há número limite de aplicações.
Ceratitis capitata (Mosca-das-frutas) em:
Abacate, Anonáceas, Cacau, Citros, Kiwi, Mamão, Manga, Maracujá, Melancia e Roma: aplicar imediatamente após a constatação dos primeiros indivíduos durante o monitoramento e reaplicar na reinfestação. Não há número limite de aplicações.
Dalbulus maidis (Cigarrinha-do-milho) em:
Milho, Milheto e Sorgo: Iniciar as aplicações logo após o surgimento da praga. Reaplicar o produto a cada 7 dias até o total controle. Não há número limite de aplicações.
Diaphorina citri (Psilideo) em:
Citros: realizar o monitoramento e iniciar as aplicações logo após a constatação dos primeiros adultos ou ninfas ou em áreas com histórico de plantas ou pomares próximos contaminados por greening. Reaplicar o produto entre 7 dias a 15 dias. Não há número limite de aplicações.
Emposcas vitis (Cigarrinha-verde) em:
Uva: Realizar monitoramento e iniciar as aplicações logo após a constatação dos primeiros indivíduos e reaplicar a cada 3 dias. Não há número limite de aplicações.
Epitrix fasciata (Pulga-do-fumo) em:
Fumo: Iniciar as aplicações logo após o surgimento da praga. Reaplicar o produto a cada 7 dias até o total controle. Não há número limite de aplicações.
Erysiphe diffusa (Oídio) em:
Soja: aplicar preventivamente, iniciando na fase vegetativa e reaplicar o produto a cada 7 dias. Utilizar a maior dose sob condições favoráveis de desenvolvimento da doença. Não há número limite de aplicações.
Frankliniella schultzei (Tripes) em:
Soja: aplicar imediatamente após o surgimento da praga e reaplicar o produto a cada 7 dias. Não há número limite de aplicações.
Leucoptera coffeella (Bicho-mineiro) em:
Café: aplicar imediatamente após o surgimento da praga e reaplicar o produto a cada 15 dias. Não há número limite de aplicações.
Orthezia proelonga (Cochonilha) em:
Abacate, Abacaxi, Anonáceas, Cacau, Citros, Cupuaçu, Guaraná, Kiwi, Mamão, Manga, Maracujá e
Romã: aplicar imediatamente após a constatação dos primeiros indivíduos durante o monitoramento e reaplicar na reinfestação. Não há número limite de aplicações.
Panonychus ulmi (Ácaro-vermelho-europeu) em:
*Maçã, Pera, Pêssego e Uva: iniciar as aplicações no início da infestação, com duas formas móveis por folha. Reaplicar o produto a cada 14 dias. Não há número limite de aplicações.
*Evitar a pulverização durante o início do florescimento até que os frutos alcancem 20 mm de diâmetro.
Peronospora parasitica (Mildio) em:
Brócolis, Couve chinesa, Couve-flor e Repolho: iniciar as aplicações 10 dias após as operações de semeadura nos canteiros e de transplante no campo. Reaplicar o produto a cada 7 dias. Utilizar a maior dose sob condições favoráveis de desenvolvimento da doença. Não há número limite de aplicações.
Phyllocoptruta oleivora (Ácaro-da-falsa-ferrugem) em:
Abacate, Abacaxi, Anonáceas, Cacau, Citros, Cupuaçu, Guaraná, Kiwi, Mamão, Manga, Maracujá e Roma: aplicar imediatamente após o surgimento da praga e reaplicar o produto a na re-infestação.
Não há número limite de aplicações.
Phyllosticta citricarpa (Pinta-preta) em:
Citros: aplicar preventivamente, quando os frutos atingirem cerca de 50% do tamanho final, e reaplicar o produto a cada 14 dias. Não há número limite de aplicações.
Plasmopara viticola (Mildio) em:
Uva: aplicar imediatamente após o surgimento dos primeiros sinais de ocorrência da doença e reaplicar o produto a cada 7 dias. Não há número limite de aplicações.
Pseudoperonospora cubensis (Mildio) em:
Melancia e Melão: aplicar preventivamente e reaplicar o produto a cada 7 dias. Não há número limite de aplicações.
Sitobion avenae (Pulgão-da-espiga) em:
Aveia, Centeio, Cevada, Trigo e Triticale: iniciar as aplicações logo após o surgimento da praga.
Reaplicar o produto a cada 7 dias até o total controle. Não há número limite de aplicações.
Sphaerotheca pannosa (Oidio) em:
Plantas Ornamentais: Iniciar as aplicações logo após observados os primeiros sintomas da doença.
Reaplicar o produto a cada 7 dias até o total controle. Não há número limite de aplicações. TIPO DE AMBIENTE DE CULTIVO: Plantas ornamentais cultivadas em ambiente protegido (casa-de-vegetação).
Tetranychus desertorum (Acaro-vermelho) em:
Morango e uva: Iniciar as aplicações logo após o surgimento da praga. Reaplicar o produto a cada 3 dias. Não há número limite de aplicações.
Tetranychus urticae (Acaro-rajado) em:
Amendoim, Feijão e Soja: aplicar imediatamente após o surgimento da praga e reaplicar o produto a cada 7 dias. Não há número limite de aplicações.
Plantas Ornamentais: Iniciar as aplicações no início da infestação. Reaplicar o produto a cada 7 dias. Não há número limite de aplicações. TIPO DE AMBIENTE DE CULTIVO: Plantas ornamentais cultivadas em ambiente protegido (casa-de-vegetação).
Thrips tabaci (Tripes) em:
Alho, Batata, Cebola e Fumo: aplicar imediatamente após o surgimento da praga e reaplicar o produto a cada 7 dias. Não há número limite de aplicações.
Unaspis citri (Cochonilha-escama-farinha) em:
Citros: aplicar imediatamente após a constatação dos primeiros individuos durante o monitoramento e reaplicar na reinfestação. Não há número limite de aplicações.
Venturia inaequalis (Sarna-da-macieira) em:
Marmelo, *Maçã e Pera: aplicar preventivamente de acordo com as condições favoráveis para o desenvolvimento da doença. Reaplicar o produto a cada 7 dias. Não há número limite de aplicações.
*Evitar a pulverização durante o início do florescimento até que os frutos alcancem 20 mm de diâmetro.
Sphaeroteca fuliginea (Oídio) em:
Melão: Aplicar preventivamente e reaplicar o produto a cada 3 dias. Não há número limite de aplicações.
Xanthomonas citri subsp. citri (Cancro-cítrico) em:
Citros: aplicar preventivamente quando apresentar 2/3 de pétalas caídas. Reaplicar o produto a cada 15 dias. Não há número limite de aplicações.
MODO DE APLICAÇÃO:
PREV-AM deve ser diluído em água limpa e aplicado na forma de pulverização sobre as plantas obedecendo sempre a época e as doses recomendadas.
Equipamentos de aplicação: o equipamento de pulverização deverá ser adequado para cada tipo de cultura e forma de cultivo, podendo ser: tratorizado com barra ou autopropelido ou pulverizador costal manual.
Seleção de pontas de pulverização: a seleção correta das pontas é primordial para boa cobertura do alvo e redução da deriva. Pontas que produzem gotas finas apresentam maior risco de deriva e de perdas por evaporação. Dentro deste critério, usar pontas que possibilitem boa cobertura dos alvos em questão, conforme norma ASABE. Em caso de dúvida quanto a seleção das pontas, pressão de trabalho e tamanho de gotas gerado, consultar a recomendação do fabricante da ponta (bico).
Condições climáticas: Recomenda-se aplicar com temperatura inferior a 30°C, com umidade relativa acima de 50% e ventos de 3 a 7 km/hora.
INTERVALO DE SEGURANÇA:
Não determinado em função da não necessidade de estipular o limite máximo de resíduo (LMR) para este ingrediente ativo.
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
"24 horas, ou até a secagem da calda. Caso necessite entrar na área tratada antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para a aplicação do produto.
LIMITAÇÕES DE USO:
- O produto não é fitotóxico quando utilizado nas doses e condições de pulverização recomendadas para as culturas registradas.
- Executar a pulverização durante as horas mais frescas do dia, e EVITAR a execução da mesma em plantas presentes sob stress hídrico.
- Seguir sempre as recomendações de um Engenheiro Agronômico.
RESTRIÇÕES DE USO/RECOMENDAÇÕES/INCOMPATIBILIDADES:
O produto diluído em água deverá ser utilizado no mesmo dia, a utilização da mesma calda preparada de um dia para o outro reduz a eficiência do produto. A água deve ser de boa qualidade, com pH entre 5.5 à 7.0.
Incompatibilidades: não há casos identificados de incompatibilidades, desde que sejam seguidas as recomendações de uso.
Fitotoxicidade para as culturas recomendadas:
*Maçã: evitar a pulverização no período que compreende o início do florescimento até a formação dos frutos (20 mm de diâmetro). Não aplicar junto com Captana e/ou óleo mineral ou óleo vegetal metilado.
*Uva: para ambos os alvos, preconizar volumes de calda menores para evitar o escorrimento e desperdício do produto. Não aplicar junto com enxofre. Testar a sensibilidade da cultivar previamente antes da aplicação.
*Cucurbitáceas: evitar a pulverização em plantas sob condições de stress hídrico e temperaturas excessivas, caso isso ocorra, a pulverização deve ser evitada. Não fazer misturas com produtos de formulação Concentrado Emulsionável (CE) ou óleo mineral ou óleo vegetal metilado.
Precauções quanto a saúde humana
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.
Precauções quanto ao meio ambiente
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.
Manejo integrado
Manejo integrado é a associação de medidas de controle que visa atender os aspectos econômicos, ecológicos e sociológicos. Dentre os princípios de manejo integrado, podemos destacar as seguintes práticas: utilizar sementes/material de propagação sadios, trabalhar com materiais resistentes/tolerantes sempre que possível, realizar adubação adequada, utilizar controle biológico, praticar sempre rotação de culturas e utilizar o tratamento fitossanitário, quando recomendado através de diagnose correta do problema.
Manejo de resistência
O uso sucessivo de fungicidas/inseticidas com o mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento de populações resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
- Alternância de fungicidas/inseticidas com mecanismos de ação distintos para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
- Adotar outras práticas de manejo previstas no manejo integrado, tais como rotação de culturas, controle cultural, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, controle biológico e etc;
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.fracbr.org) e pragas IRAC-BR (www.irac-br.org.br), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).
GRUPO BM01 FUNGICIDA
GRUPO UNE INSETICIDA
O produto fungicida/inseticida é composto por Óleo de casca de laranja prensado a frio (Hidrocarbonetos terpênicos), que apresenta mecanismo de ação da ruptura da membrana celular, pertencente ao Grupo F7, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas).