Bula Rovral

acessos
Iprodione
878600
FMC - Campinas

Composição

Iprodiona 500 g/kg Dicarboximida

Classificação

Fungicida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Pó molhável (WP)
Contato
Alface Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Podridão de esclerotinia
(Sclerotinia sclerotiorum)
150 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 14 dias. 7 dias após o transplantio
Alho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Podridão branca
(Sclerotium cepivorum)
1000 g p.c./100 kg de sementes - - Único. Não determinado. Tratamento de bulbilhos ou incorporação no solo
Batata Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Pinta preta grande
(Alternaria solani)
150 g p.c./100 L de água 800 a 1200 L de calda/ha - 7 dias. 30 dias. Surgimento da doença
Café Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Seca de ponteiros
(Phoma costaricensis)
1 Kg p.c. / 1000 covas - - Reaplicar caso necessário. 35 dias. Iniciar no florescimento
Cebola Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mancha púrpura
(Alternaria porri)
150 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 14 dias. 6 dias após o transplantio
Cenoura Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mancha de alternaria
(Alternaria dauci)
150 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - Único. 14 dias. Aparecimento da doença
Crisântemo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mofo cinzento
(Botrytis cinerea)
100 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - 3 dias. UNA. Aparecimento da doença
Fumo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Podridão de esclerotinia
(Sclerotinia sclerotiorum)
1 kg p.c./ha - - 5 a 7 dias. UNA. Mudas entre 2 e 4 folhas ou nos primeiros sintomas da doença
Maçã Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mancha de alternaria
(Alternaria alternata)
150 g p.c. / 3200 kg de maçã - - Único. 3 dias. Tratamento pós-colheita
Mofo azul
(Penicillium expansum)
150 g p.c. / 3200 kg de maçã - - Único. 3 dias. Tratamento pós-colheita
Melão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Crestamento gomoso do caule
(Didymella bryoniae)
3 kg p.c. / 4,4 L de água - - 7 a 10 dias. 1 dia. Pêndulo e ramos aonde ocorrem os sintomas da doença
Pêssego Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Podridão parda
(Monilinia fructicola)
150 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - 3 dias. 3 dias. Em plena florada
Pimentão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mofo cinzento
(Botrytis cinerea)
150 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - Único. 3 dias. Aparecimento da doença
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Pinta preta grande
(Alternaria solani)
150 g p.c./100 L de água 800 a 1000 L de calda/ha - 7 dias. 1 dia. Aparecimento da doença
Trigo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mancha marrom
(Bipolaris sorokiniana)
0,8 a 1,5 kg p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - 15 dias. 5 dias. Aparecimento da doença
Uva Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mofo cinzento
(Botrytis cinerea)
200 g p.c./100 L de água 250 a 300 L de calda/ha - - 14 dias. Fase de florescimento, fechamento de cacho, início da maturação e 2 a 3 semanas antes da colheita

Barrica - metálico/plástico: 100 e 200 kg
Caixa – papelão: 0,5kg
Frasco – aluminizado/metálico/plástico: 0,5; 1; 1,5; 2; 2,5; 3; 3,5; 4; 4,5; 5; 6; 8 e 10 kg
Lata – papelão: 0,5 e 1 kg
Saco – papelão: 1 5 e 20 kg
Saco – 0,125; 0,5; 1; 1,5; 2; 5; 8; 10; 20; 50 e 125 kg
Saco – papel multifoliado com revestimento: 15; 20; 30; 40 e 50 kg
Saco – hidrossolúvel/plástico com estrutura metálica: 0,25; 0,5; 1; 1,5; 2; 2,5; 3; 3,5 e 5 kg
Saco – aluminizado: 0,5; 1; 1,5; 2; 5; 8; 10; 20 e 50 kg

INSTRUÇÕES DE USO:

ROVRAL é um fungicida de contato, utilizado em pulverizações da parte aérea de diversas culturas, tratamento de sementes e bulbilhos, tratamento de frutos pós-colheita e pincelamento.

CULTURAS/DOSES/DOENÇAS CONTROLADAS: Vide seção "Indicações de Uso/Doses".

NÚMERO/ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:

Alface - Iniciar o tratamento 7 dias após o transplantio (1000 litros de calda/ha). No transplante, regar as mudas na bandeja com solução a 150 g de ROVRAL/100 litros de água

Alho - Umidecer levemente os bulbilhos antes da aplicação de ROVRAL, usar lona, tambor rotativo ou saco plástico para misturar até boa cobertura. Em solos com alta infestação, colocar 1 a 2 g/m2 de ROVRAL no solo, incorporando antes do plantio.

Batata - Pulverizar no aparecimento da doença, prosseguindo a intervalos médios de 7 dias (800-1200 litros de calda/ha).

Café - Iniciar aplicação no florescimento. Demais aplicações fazer monitoramento da área. Caso haja condições de chuva e frio, fazer de 02 a 04 aplicações.

Cebola - Iniciar o tratamento 6 dias após o transplantio (1000 litros de calda/ha).
Cenoura - Pulverizar no aparecimento da doença, prosseguindo a intervalos médios de 15 dias (1000 litros de calda/ha)

Crisântemo - Iniciar o tratamento quando do aparecimento da doença, repetindo em intervalos de 3 dias. Usar 1000 litros de calda/ha.

Fumo - Usar 5 gramas de ROVRAL por canteiro de 50 m2. Preparar 1,25 g em 10 litros de água num regador e tratar 1/4 do canteiro (usar 4 regadores por canteiro de 50m2). Iniciar a aplicação quando as mudas estiverem com 2-4 folhas ou nos primeiros sintomas da doença, repetindo a aplicação 5-7 dias após.

Maçã - Tratamento pós-colheita. Tratar os frutos numa solução de ROVRAL, por imersão durante 2 minutos. Após o tratamento armazená-los em câmaras frigoríficas para posterior comercialização.

Melão - Após o preparo da pasta, aplicar por pincelamento no pêndulo e ramos das plantas, onde ocorrem os sintomas das doenças. Reaplicar a cada 7-10 dias se as condições climáticas forem favoráveis ao desenvolvimento das doenças e/ou quando surgirem novos focos da doença.

Morango - Pulverizar na fase de florescimento, repetindo a intervalos médios de 9 dias (1000 litros da calda/ha).

Pêssego - Fazer uma aplicação em plena florada, e as outras duas respeitando o período de carência. Utilizar 1000 litros de calda/ha).

Pimentão - Iniciar o tratamento no aparecimento das doenças, repetindo a intervalos médios de 10 dias (1000 litros de calda/ha).

Tomate - Iniciar o tratamento no aparecimento da doença, repetindo a intervalos médios de 07 dias (800 a 1000 litros de calda/ha).

Trigo - Pulverização foliar - Aplicar no aparecimento da doença, prosseguindo em intervalos médios de 15 dias.

Trigo - Tratamento de sementes: O produto deverá ser misturado diretamente às sementes. Utilizar tambores rotativos manuais ou motorizados, betoneiras ou máquinas especialmente desenvolvidas para tal finalidade. Adicionar o produto parceladamente de maneira continua e devagar, visando completo envolvimento da semente.

Uva - Aplicar nas fases de florescimento, fechamento de cacho no início da maturação (troca de cor) e 2 a 3 semanas antes da colheita (250-300 litros/calda/ha).

MODO DE APLICAÇÃO:

O produto poderá ser aplicado em pulverizações por equipamentos terrestres, por via seca em tratamentos de sementes, frutos e pincelamento.
Bicos de pulverização: deverão ser utilizados em pulverização, bicos de jato cônico vazio com a combinação adequada de ponta difusor (core) de maneira a termos uma distribuição uniforme do produto sem escorrimento para o solo.
Faixa de deposição: a faixa de deposição será específica para cada tipo de equipamento utilizado, de maneira a termos uma deposição mínima de 60 gotas/cm2 com gotas, tendo um DMV de 120 micrômetros.
Altura da barra: em equipamentos de barra, esta deverá posicionar-se à uma distância mínima de 0,50 m de alvo desejado. Com turbos pulverizadores, esta distância será no mínimo de 1 m do alvo desejado.
Pressão de trabalho: quando utilizando-se barra a pressão deverá ser de 80 a 100 psi com turbos pulverizadores a pressão de trabalho será de 60 a 100 psi.
Volume de aplicação: equipamentos com barra de pulverização, o volume deverá ser de 400-600 l/ha de calda. Com turbos pulverizadores, o volume a ser utilizado será de 500-1000 l/ha de calda. Nas aplicações por diluição, considerar o volume mínimo de 1000 l/ha de calda.
Condições climáticas:
Temperatura máxima: 27 ºC
Umidade relativa do ar: mínimo 55%
Velocidade de vento: máximo 10 km/h ou 3 m/seg

Considerar sempre que a umidade relativa do ar é o fator mais influenciante na maior ou menor evaporação das gotas, pois gotas muito finas serão perdidas por evaporação e deriva acentuada e gotas grossas escorrerão para o solo perdendo-se a efetividade do produto e contribuindo-se para a poluição ambiental.

INTERVALO DE SEGURANÇA:

Alface, alho, cebola e uva........................14 dias
Melão, morango e tomate........................1 dia
Fumo e crisântemo..................................UNA
Batata......................................................30 dias
Café.........................................................35 dias
Maçã**, Pêssego e Pimentão...................3 dias
Trigo.........................................................5 e *(1)
*(1) = Não determinado devido a modalidade de uso: tratamento de sementes
** Consumir somente após 3 dias do tratamento.
UNA = Uso não alimentar

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:

(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS).

LIMITAÇÕES DE USO:

Fitotoxicidade para as culturas indicadas:
O produto não é fitotóxico para as culturas de alface,alho, batata, café, cebola, crisântemo, fumo, maçã, melão, morango, pêssego, pimentão, tomate, trigo e uva quando aplicado nas culturas e doses recomendadas.

Outras restrições a serem observadas:
Não há

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle.
O monitoramento sistemático das doenças na cultura da soja desde a sua implantação, constitui-se em uma ferramenta estratégica para o manejo integrado.
O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

Para as culturas que, durante o ciclo, exigem um elevado número de aplicações, recomenda-se:
- realizar a rotação de fungicidas com mecanismos de ação distintos, visando prevenir o aparecimento de fungos resistentes e prolongar a vida útil dos fungicidas na agricultura; utilizar o fungicida somente na época, na dose e nos intervalos de aplicação recomendados na bula;
- incluir outros métodos de controle de doenças (ex. resistência genética, controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Doenças (MID) quando disponíveis e apropriados.
- consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das recomendações locais para o manejo de resistência.

Compatibilidade

Não se conhecem casos de incompatibilidade.