Bula Trigger 240 SC - CropChem
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Bula Trigger 240 SC

Clorfenapir
11920
CropChem

Composição

Clorfenapir 240 g/L

Classificação

Terrestre
Inseticida/Acaricida
Não Classificado
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Contato, Ingestão

Tipo: Balde
Material: Metálico/Plástico
Capacidade: 30 L
Tipo: Bombona
Material: Plástico
Capacidade: 30 L
Tipo: Frasco
Material: Plástico
Capacidade: 2 L.

INSTRUÇÕES DE USO DO PRODUTO

TRIGGER 240 SC, é um produto análogo de pirazol que apresenta um largo espectro de ação sob diferentes espécies de ácaros e insetos em diversas culturas, sendo uma opção no controle de espécies que apresentam suspeitas de resistências aos principais grupos químicos como Fosforados, Carbamatos, Piretróides e Fisiológicos e para o manejo integrado de pragas, principalmente nos Programas de Rotação ou Alternância de Produtos.

Modo de ação

Ação de contato e ingestão: TRIGGER 240 SC atua sobre os artrópodes e insetos pragas por ingestão e ação de contato, embora o primeiro processo seja aparentemente o mais eficiente. Em diversas espécies de plantas onde foi aplicado o TRIGGER 240 SC mostrou boa atividade translaminar.

ÉPOCA / INTERVALO DE APLICAÇÃO

Algodão

Para lagarta da maçã, aplicar quando houver 10 a 20% de botões florais ou maçãs atacadas por lagartas, repetir sempre que a infestação atingir estes níveis.

Para lagarta do cartucho, aplicar assim que observado ataque nas folhas, reaplicando a cada 5 dias devido à rápida capacidade de reinfestação da praga.

Para o controle do ácaro-rajado e ácaro-branco, aplicar quando atingir o nível econômico de dano. Repetir, se necessário. Procurar obter uma cobertura uniforme de pulverização.


Para o controle de Helicoverpa sp. realizar o monitoramento da presença de ovos da mariposa nas plantas, acompanhar o desenvolvimento dos ovos até que seja observada a eclosão das primeiras lagartas. Aplicar a partir da eclosão das primeiras lagartas, na presença de lagartas de primeiro instar (1-3 mm de comprimento) até a ocorrência de 10% de plantas infestadas. O acompanhamento do desenvolvimento dos ovos e da eclosão das primeiras lagartas é de fundamental importância para o sucesso no controle, uma vez que as lagartas migram para partes de difícil acesso, como os botões florais e maçãs e ficam mais protegidas, dificultando o seu contato com os inseticidas, o que pode ocasionar falhas no controle. Reaplicar quando atingir o nível de 10 plantas infestadas.

Batata: Iniciar as aplicações no início da infestação da praga em questão. Reaplicar caso haja reinfestação.

Cebola: Iniciar as aplicações no início da infestação da praga em questão. Reaplicar caso haja reinfestação.

Crisântemo e Rosa: Iniciar as aplicações no início da infestação da praga em questão. Reaplicar caso haja reinfestação.

Melancia, Feijão, Milho e Pimentão: Iniciar as aplicações no início da infestação da praga em questão. Reaplicar caso haja reinfestação.

Soja: Realizar o monitoramento da área, observando o momento das primeiras posturas, acompanhar a evolução dos ovos, e realizar a aplicação quando da eclosão das primeiras lagartas. O acompanhamento do desenvolvimento dos ovos e da eclosão das primeiras lagartas é de fundamental importância para o sucesso no controle, uma vez que as lagartas migram para as partes baixas da planta, dificultando o seu contato com os inseticidas o que pode ocasionar falhas no controle. Reaplicar em caso de reinfestação, respeitando o número máximo de 3 aplicações por ciclo.

MODO DE APLICAÇÃO

O produto diluído em água conforme as recomendações (calda) poderá ser aplicado via terrestre utilizando pulverizadores: tratorizado com turbo atomizador, costal manual ou motorizado, usando-se bico de jato cônico com ponta e difusor ou bicos cônicos rotativos (CDA) produzindo 30-50 gotas/cm² e VMD de 250-400 µ, com pressão de 80-100 psi. Deve-se observar as condições climáticas ideais para a aplicação do produto, tais como:
• Temperatura ambiente até 30ºC
• Umidade relativa do ar acima de 50%
• Velocidade de vento de no máximo 10 km/h A aplicação poderá ser feita fora das condições acima descritas e critério do engenheiro agrônomo, evitando sempre a deriva e perdas do produto por evaporação.

PREPARO DA CALDA

1. Encher o tanque do pulverizador até ¾ da capacidade com água limpa.
2. Adicionar o produto na quantidade necessária ao tanque parcialmente cheio, com o agitador em funcionamento de modo a garantir a uniformização da calda e completar com água, sempre agitando bem a calda.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Algodão: 21 dias
Batata: 07 dias
Cebola, feijão, melancia, pimentão : 14 dias
Crisântemo, rosa: Uso não alimentar
Milho: 45 dias
Soja¹: 30 dias

¹Para soja considerar o LMR de 0,01 ppm.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite de entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

• Não aplicar em presença de ventos fortes.
• Chuvas após a aplicação podem levar o produto a pode ocorrer a necessidade de nova aplicação (verificar o comportamento das pragas).
• Quando usado nas doses, culturas e condições mencionadas, o produto não causa efeito fitotóxico para as culturas indicadas.
• Mantenha afastado das áreas de aplicação crianças, animais domésticos e pessoas desprotegidas por um período de 7 dias após a aplicação do produto.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. A integração dos métodos de controle cultural, mecânico ou físico, controle biológico e controle químico, juntamente com a adoção das boas práticas agrícolas, visam o melhor equilíbrio do sistema.

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência. O inseticida TRIGGER 240 SC pertence ao grupo 13 (Desacopladores da fosforilação oxidativa via disrupção do gradiente de próton) e o uso repetido deste inseticida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas. Para manter a eficácia e longevidade do TRIGGER 240 SC como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência. Adotar as práticas de manejo a inseticidas, tais como:
- Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto do Grupo 13. Sempre rotacionar com produtos de mecanismo de ação efetivos para a praga alvo.
- Usar TRIGGER 240 SC ou outro produto do mesmo grupo químico somente dentro de um “intervalo de aplicação” (janelas) de cerca de 30 dias.
- Aplicações sucessivas de TRIGGER 240 SC podem ser feitas desde que o período residual total do “intervalo de aplicações” não exceda o período de uma geração da praga-alvo.
- Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas. No caso específico do TRIGGER 240 SC, o período total de exposição (número de dias) a inseticidas do grupo químico das Clorfenapir, Dinitrofenol, Sulfluramida não deve exceder 50% do ciclo da cultura ou 50% do número total de aplicações recomendadas na bula.
- Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do TRIGGER 240 SC ou outros produtos do Grupo 13 quando for necessário;
- Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas;
- Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
- Utilizar as recomendações e da modalidade de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas; - Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).

GRUPO 13 INSETICIDA