Os adubos orgânicos são comercializados em unidades de volume, mas a capacidade de fornecimento dos nutrientes e condicionadores de solo são calculados com base na massa seca do produto, pois é a massa seca que determina os teores de nutrientes e matéria orgânica. Logo, para sabermos a capacidade de fornecimento de nutrientes de um fertilizante orgânico, precisamos converter o volume da carga em quantidade de massa seca.
Às vezes encontramos adubos misturados com solo ou areia, além de elevado teor de umidade, e como a densidade do solo ou da areia é de cerca de 10 a 20 vezes maior que a densidade da matéria orgânica, basta misturar um pequeno volume destes materiais para reduzir o teor de matéria orgânica do material.
Quando o objetivo com o adubo orgânico é o condicionamento do solo, devemos também levar em conta o teor de carbono ou de matéria orgânica, e o grau de humificação do adubo. Materiais frescos com elevados teores de açúcares solúveis, amido, proteína e celulose, possuem uma capacidade menor de condicionamento de solo comparados aos materiais já estabilizados com maior grau de humificação (Leal et al., 2013).
Critérios econômicos para a escolha de adubos orgânicos
No caso de adubos orgânicos, a escolha não pode ser feita apenas pelo custo. Geralmente o adubo orgânico promove mais alterações no ambiente edáfico do que a simples adição de nutrientes. Há indicações de que 30% do nitrogênio, 50% do fósforo e todo o potássio contido no adubo orgânico estarão disponíveis no primeiro ano após sua aplicação. Porém, não podemos avaliar todas as outras características vantajosas do uso do adubo orgânico. Desta forma, avaliamos o adubo apenas comparando os custos entre fertilizantes orgânicos, evitando-se a comparação com fertilizantes minerais.