Bula Tiofanato 500 SC Proventis

CI
Tiofanato-metílico
17921
Proventis

Composição

Tiofanato-metílico 500 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea/Tratamento de sementes
Fungicida
4 - Produto Pouco Tóxico
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Sistêmico

Algodão

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gossypii var. cephalosporioides (Ramulose) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Ramularia areola (Ramularia) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Banana

Calda Terrestre Dosagem
Mycosphaerella musicola (Mal da sigatoka) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Citros

Calda Terrestre Dosagem
Elsinoë australis (Verrugose da laranja doce) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Phyllosticta citricarpa (Mancha preta) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Ervilha

Calda Terrestre Dosagem
Ascochyta pinodes (Mancha de ascochyta) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Ascochyta pisi (Mancha de ascochyta) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Erysiphe pisi (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Erysiphe polygoni (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Feijão

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum lindemuthianum (Antracnose) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Erysiphe polygoni (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Fusarium solani f. sp. phaseoli (Podridão radicular seca) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Maçã

Calda Terrestre Dosagem
Cladosporium carpophilum (Sarna do pessegueiro) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Neonectria galligena (Cancro europeu) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Schizothyrium pomi (Sujeira de mosca) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Venturia inaequalis (Sarna da maçã) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Manga

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Melão

Calda Terrestre Dosagem
Colletotrichum orbiculare (Antracnose) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Milho

Calda Terrestre Dosagem
Phaeosphaeria maydis (Mancha foliar de phaoeosphaeria) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Morango

Calda Terrestre Dosagem
Diplocarpon earlianum (Mancha de diplocarpon) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Mycosphaerella fragariae (Mancha foliar) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Pinhão-manso

Calda Terrestre Dosagem
Oidium sp. (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Rosa

Calda Terrestre Dosagem
Diplocarpon rosae (Mancha negra) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Soja

Calda Terrestre Dosagem
Aspergillus spp (Fungo de pós colheita) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Cercospora kikuchii (Mancha púrpura da semente) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Colletotrichum dematium (Antracnose) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Colletotrichum truncatum (Antracnose) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Fusarium oxysporum (Podridão basal) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Fusarium pallidoroseum (Fusariose) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Microsphaera diffusa (Oídio) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Phomopsis sojae (Podridão seca) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Septoria glycines (Mancha parda) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Tomate

Calda Terrestre Dosagem
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Septoria lycopersici (Septoriose) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Trigo

Calda Terrestre Dosagem
Fusarium graminearum (Fusariose) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Tipo: bombona
Material: Plástico
Capacidade: 5 - 250 L

Tipo: Contentor intermediário- IBC
Material: Metálico/Plástico
Capacidade: 500 - 1000 L

Tipo: Frasco
Material: Plástico
Capacidade: 0,05 - 5,0 L

Tipo: Tambor
Material: Metálico/Plástico
Capacidade: 50 - 250 L.

INSTRUÇÕES DE USO

IMPORTANTE

As informações a seguir foram aprovadas pelo Ministério da Agricultura, IBAMA e Ministério da Saúde. A sua leitura, antes do uso do produto, é de extrema importância para obter as orientações do uso correto e, consequentemente, o seu devido aproveitamento econômico e de eficiência agronômica, além das precauções ao meio ambiente e à saúde humana.
O produto é um fungicida sistêmico, que pode ser absorvido tanto pelas folhas como pelas raízes das plantas. O produto é recomendado para o controle de doenças fúngicas, nas culturas indicadas no quadro a seguir, através de pulverização foliar ou tratamento de sementes.

ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

ALGODÃO

Ramulose

Controle através de tratamento de sementes, que deve ser realizado imediatamente antes da semeadura.

Ramulária

Realizar a aplicação preventiva, antes do fechamento da cultura e repetir em intervalos de 10 a 15 dias.

Volume de calda: 200 L/ha.

BANANA

Realizar até 4 aplicações com intervalos de 15 dias. Iniciar a aplicação ao surgirem os primeiros sintomas.

Volume de calda: 400 a 600 L/ha em aplicações terrestres convencionais utilizando somente água. Em aplicações de baixo volume terrestre, por meio de atomizador costal motorizado ou canhão “bananeiro”, e em aplicações aéreas deve-se utilizar 20 litros de calda por hectare sendo: 15 litros de água + 5 litros de óleo vegetal + 1% v/v de espalhante adesivo não iônico.

CITROS

Verrugose

Aplicar no florescimento, sendo a primeira na fase “palito de fósforo” e a segunda com 2/3 das pétalas caídas.

Pinta-preta

Iniciar a aplicação quando os frutos atingirem diâmetro de 1,5 cm e repetir com intervalo de 40 dias, intercalando com fungicidas de outros grupos químicos.

Volume de calda: 700 a 1000 L/ha.

ERVILHA

Iniciar a aplicação quando forem observados os primeiros sintomas da doença e repetir em intervalos de 7 a 10 dias.

Volume de calda: 700 a 1000 L/ha.

FEIJÃO

Antracnose e podridão-radicular-seca

Controle através de tratamento de sementes, que deve ser realizado imediatamente antes da semeadura.

Antracnose (foliar) e oídio

Realizar a primeira aplicação aos 20 dias após a emergência das plantas, a segunda na pré-florada e a terceira na pós-florada.

Volume de calda: 200 a 400 L/ha.

MAÇÃ

Iniciar a aplicação quando forem observados os primeiros sintomas ou quando o clima for favorável ao aparecimento da doença, principalmente entre novembro a janeiro (período chuvoso). Realizar no máximo 3 aplicações com intervalos de 10 dias.

Volume de calda: 700 a 1000 L/ha.

MANGA

Realizar a primeira aplicação quando os frutos estiverem formados e repetir em intervalo de 10 dias.

Volume de calda: 700 a 1000 L/ha.

MELÃO: Realizar as aplicações iniciando-se no início da frutificação com intervalos de 7 a 10 dias.

Volume de calda: 700 a 1000 L/ha.

MILHO

Realizar a primeira aplicação quando a cultura estiver com o 4º par de folhas e a segunda no início do florescimento.

Volume de calda: 200 a 300 L/ha.

MORANGO

Realizar uma aplicação a cada período de florescimento ou frutificação, e em condições de alta umidade e temperaturas entre 20 a 25°C.

Volume de calda: 700 a 1000 L/ha.

PINHÃO MANSO

Iniciar a aplicação quando forem observados os primeiros sintomas ou quando o clima for favorável ao aparecimento da doença. Repetir em intervalos de 7 dias.

Volume de calda: 700 a 1000 L/ha.

ROSA

Iniciar as aplicações logo após a poda e repetir em intervalos de 7 a 10 dias.

Volume de calda: 700 a 1000 L/ha.

SOJA

Podridão-de-sementes, mancha-púrpura-da-semente, antracnose, murcha-de-Fusarium, podridão-deFusarium e Phomopsis-da-semente

Controle através de tratamento de sementes, que deve ser realizado imediatamente antes da semeadura.

Crestamento-foliar e mancha-parda

Realizar a primeira aplicação no estádio R5.1 (formação dos grãos) e a segunda 10 dias após a primeira.

Mofo-branco
Realizar a primeira aplicação no estádio R1 (início do florescimento) e a segunda no estádio R2 (plena floração).

Oídio

Realizar a primeira aplicação no estádio R5 e a segunda entre 15 a 20 dias depois.

Volume de calda para as aplicações foliares: 200 a 300 L/ha.

TOMATE

Septoriose

Iniciar a aplicação quando forem observados os primeiros sintomas ou quando o clima for favorável ao aparecimento da doença (alta umidade e temperaturas entre 25 a 30°C). Repetir a aplicação em intervalo de 10 dias.

Podridão-de-Sclerotinia

O controle deverá ser realizado preventivamente, sendo a primeira aos 55 dias do transplante e a segunda após 10 dias.

Volume de calda: 700 a 1000 L/ha.

TRIGO

Realizar a primeira aplicação na fase de emborrachamento e a segunda no início do florescimento.

Volume de calda: 200 a 300 L/ha.

MODO DE APLICAÇÃO

Agitar vigorosamente o produto em sua embalagem original. Diluir diretamente na quantidade de água previamente estabelecida, até obter uma calda homogênea. O sistema de agitação do produto no interior do tanque deve ser mantido em funcionamento durante toda aplicação.

1. Pulverização Foliar

As pulverizações aéreas ou terrestres deverão ser uniformes procurando dar completa cobertura às partes foliares das plantas, inclusive as folhas da parte de baixo.

Via terrestre

No caso de culturas anuais como: algodão, feijão, milho, soja e trigo, bem como melão, usar pulverizadores tratorizados com barra, dotados de bicos cônicos, densidade mínima de 50 – 70 gotas/cm² com 250 micra.

No caso de culturas perenes como: banana, citros, maçã e manga, usar pulverizadores tratorizados tipo canhão ou turbo atomizador, dotados de bicos cônicos ou pistola apropriados para a aplicação de fungicidas. O volume de calda deve estar de acordo com a idade da planta, variedade e espaçamento, de modo a atingir toda a parte aérea da planta proporcionando uma cobertura total e uniforme das plantas.

No caso de culturas olerícolas como: ervilha, melão, morango, rosa e tomate, usar pulverizador costal manual ou estacionários, munido de barra e bicos cônicos de forma a proporcionar cobertura total e uniforme da parte aérea das plantas.

Via aérea

Volume de aplicação: 30 a 40 L/ha de calda.
Altura de voo com barra: 2 a 3 m; com Micronair: 3 – 4 m.
Largura da faixa de deposição efetiva: 15 m.
Tamanho/densidade das gotas: 180 - 220 micra, com mínimo de 60 gotas/cm².
No caso de barra, usar bicos cônicos pontas D6 e D12 – disco (core) inferior a 45°. Usando Micronair, o número de atomizadores deve ser 4, onde, para o ajuste do regulador de vazão/VRU, pressão e ângulo da pá, seguir a tabela sugerida pelo fabricante.

Condições Climáticas

O diâmetro de gotas deve ser ajustado para cada volume de aplicação (litro de calda/ha) para proporcionar a adequada densidade de gotas, obedecendo ventos de até 8 Km/h, temperatura e umidade relativa, visando reduzir perdas por deriva e evaporação. Em se tratando de aplicação aérea obedecer umidade relativa não inferior a 70%.

Instruções para controle de mofo-branco na cultura da soja

- Plantio de sementes sadias

O uso de sementes sadias e tratadas com fungicidas registrados representa a melhor forma de se evitar a introdução do patógeno na área, uma vez que esta representa uma das principais formas de disseminação. O fungo pode ser disseminado via semente na fase de micélio dormente. Desta forma, a análise sanitária da semente é de extrema importância para o agricultor. Sementes multiplicadas pelo próprio agricultor representam um risco ainda maior à sustentabilidade do negócio.

- Limpeza de implementos agrícolas

Outra forma importante de disseminação do fungo é através de escleródios que podem ser levados por implementos agrícolas infectados. Para evitar o problema, o agricultor deverá realizar uma desinfecção dos implementos e, para isso, poderá utilizar apenas água sob pressão.

- Rotação de culturas

A rotação de culturas representa a principal alternativa para o desenvolvimento da agricultura sustentável, melhorando as características químicas, físicas e biológicas do solo. A manutenção do sistema plantio direto só é possível com a rotação de culturas. Entretanto, no caso específico do mofo-branco, a rotação de culturas deve ser essencialmente com gramíneas, as quais não são hospedeiras do fungo. O agricultor deve dar preferência para aquelas gramíneas que formam maior quantidade de palha. O cultivo consorciado de milho e Brachiaria spp. tem se destacado em programas de rotação, uma vez que forma ampla palhada sobre o solo e ainda apresenta retorno econômico para o agricultor.

- Integração lavoura-pecuária

A integração lavoura-pecuária é outra importante opção para áreas altamente infestadas, isso se deve principalmente pelo uso de gramíneas (planta não hospedeira) e pela erradicação de muitas plantas daninhas tidas como hospedeiras. Entretanto, plantas infestantes comuns nas lavouras de soja como o leiteiro, o picão-preto e o joá-de-capote devem ser erradicadas, uma vez que estas também são hospedeiras do mofo-branco. O maior período sem plantas hospedeiras proporcionado pela integração lavoura-pecuária pode reduzir significativamente a fonte de inóculo.

- Escolha de cultivares

Principalmente para as áreas infestadas, o agricultor ou técnico deve optar por cultivares de ciclo determinado, com período de floração concentrado, e por cultivares que apresentam arquitetura de folhas eretas e porte baixo.
Porte e arquitetura de folhas: plantas de porte baixo com folhas menores e eretas são menos favoráveis à ocorrência da doença, ou seja, não proporcionam um microclima favorável à infecção e ao desenvolvimento do patógeno;
Período de floração concentrada: como os esporos do fungo Sclerotinia sclerotiorum, ao germinarem, encontram dificuldades em penetrar diretamente nos tecidos das hastes dos hospedeiros, o mesmo necessita da flor em senescência para melhor infectar as plantas. Assim sendo, quanto menor o período de floração, menor a probabilidade de infecção. Cultivares de ciclo indeterminado, as quais apresentam flores por maior período de tempo, estão mais sujeitas à infecção.

- Formação ampla de palha

A palha oriunda do plantio direto, diferentemente do que havia se pensando em um passado recente, tem contribuído sobremaneira no controle da doença. Além de aumentar a matéria orgânica do solo, permitindo a proliferação e manutenção de microorganismos antagonistas, a palha funciona como uma barreira física impedindo a liberação dos ascósporos (esporos) pelos apotécios. Quanto mais densa e uniforme for a palha sobre o solo, maior o impedimento físico imposto à disseminação do patógeno e, consequentemente, melhor controle da doença.

- Manejo do solo

Entende-se por manejo do solo, a conservação química, física e biológica do mesmo. No caso do mofo-branco, quanto maior a porcentagem de matéria orgânica, maior será a quantidade e a diversidade de microorganismos antagonistas, como o Trichoderma spp. Em relação à qualidade química, podemos inferir que em solos bem adubados, conforme necessidade da cultura, maior será a capacidade da planta em resistir à infecção e/ou colonização pelo patógeno, ou seja, plantas bem nutridas são naturalmente mais resistentes. O potássio, por exemplo, está envolvido na maior lignificação do tecido vegetal e, consequentemente, menor possibilidade de acamamento. Plantas acamadas significam maior pressão de doença, principalmente pelo microclima formado. Em relação à física, recomenda-se não revolver o solo. Quando se revolve o solo pela primeira vez, os escleródios produzidos pelo fungo são enterrados na camada abaixo de 20 cm. Entretanto, quando essa prática é repetida, tais escleródios são novamente trazidos à superfície ficando o solo infestado nos perfis de 0 a 20 cm, formando um banco de escleródios.

- Controle biológico

Para o controle biológico utiliza-se de um organismo vivo no controle de outro organismo vivo, que pode ocorrer a partir de diferentes processos (antibiose, competição, parasitismo, etc.). No caso específico do mofo-branco, o controle biológico mais conhecido é através do uso de fungos do gênero Trichoderma. Trata-se de um microorganismo vivo, sendo necessário que o mesmo se estabeleça e encontre condições para sobreviver e controlar o agente patogênico.
- Controle químico: Dose de Uso: 1000 mL/ha com volume de calda de 200 a 400 L/ha em aplicações tratorizadas, de forma que a calda fungicida atinja as folhas, ramos, caules e flores na parte mais baixa das plantas. Aplicar o produto de forma preventiva no início da floração (R1). Se for necessário reaplicar o produto, a aplicação deverá ser com intervalo de 10 dias em relação à primeira, no estágio fenológico de floração plena (R2) e também deverá ser de caráter preventivo. É recomendado que o produto seja usado no manejo em rotação com fungicidas de outros grupos químicos.

Lavagem do equipamento de aplicação

Após a aplicação proceda com a limpeza de todo o equipamento utilizado e imediatamente após a aplicação. A demora na limpeza do equipamento de pulverização, mesmo que por algumas horas, pode implicar na aderência do produto nas paredes do tanque do pulverizador, o que dificultará a sua limpeza completa. Além de seguir as recomendações de limpeza do fabricante do equipamento, seguir os seguintes passos durante a limpeza do pulverizador:
1. Esvaziar completamente o equipamento de pulverização utilizado;
2. Remover fisicamente os eventuais depósitos visíveis de produto;
3. Fechar a barra, encher o tanque com água limpa, circular pelo sistema de pulverização por 5 minutos e, em seguida, esvaziar o tanque de forma que a água passe através das mangueiras, barras, filtros e bicos;
4. Repetir o passo 3 por no mínimo 3 vezes.

Limpar também tudo o que estiver associado ao equipamento de aplicação e manuseio do produto. Adote todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza. Não limpe o equipamento próximo às nascentes, fontes de água ou plantas úteis. Descarte os resíduos da limpeza de acordo com a legislação Estadual e/ou Municipal vigente na região da aplicação.

2. Tratamento de Sementes

O tratamento pode ser feito em tratadores de sementes na unidade de beneficiamento (máquinas de tratar sementes) ou utilizando um tambor giratório excêntrico. Não se deve fazer o tratamento das sementes diretamente na caixa semeadora e na lona, pois não é possível homogeneizar o fungicida de forma adequada nas sementes. Para melhor homogeneização nas sementes, o produto deverá ser misturado com água perfazendo um total de 600 mL de calda para tratar 100 Kg de sementes. Deve-se adicionar corante específico para esta finalidade, seguindo as recomendações de uso do fabricante. As sementes tratadas destinam-se única e exclusivamente para o plantio, não podendo ser utilizadas para o consumo humano ou animal.

OBS.: Seguir as recomendações técnicas de aplicação e consultar sempre um Engenheiro Agrônomo.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Fitotoxicidade para as culturas recomendadas

Desde que sejam seguidas as recomendações de uso, não ocorre fitotoxicidade para as culturas.

Outras restrições a serem observadas

- Uso exclusivamente agrícola.
- O produto deve ser utilizado somente nas culturas para as quais está registrado, observando o intervalo de segurança para cada cultura.
- Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula. Quando este produto for utilizado nas doses recomendadas, não causará danos às culturas indicadas.
- Efetuar a correção do pH da água para valores entre 4,0 e 6,0 antes do preparo da calda para aplicação.
- Agitar bem a embalagem antes da preparação da calda e uso.
- O tratamento de sementes deve ser feito antes da inoculação com microorganismos fixadores de nitrogênio.
- O produto não deve ser aplicado em mistura com produtos de reação fortemente alcalina.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, controle biológico, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
- Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo B1 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
- Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc;
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.fracbr.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO B1 FUNGICIDA

O produto fungicida é composto por Tiofanato-metílico, que apresenta mecanismo de ação de montagem de ß-tubulina na mitose, pertencente ao Grupo B1, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência a Fungicidas).




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