Podridão radicular seca (Fusarium solani f. sp. phaseoli)
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Podridão radicular seca

(Fusarium solani f. sp. phaseoli)

Culturas Afetadas: Feijão, Todas as culturas com ocorrência do alvo biológico

Fusarium solani f. sp. phaseoli é uma das principais doenças do feijoeiro irrigado, geralmente vem associada à podridão-radicular causada por

Rhizoctonia solani, ocasionando perdas significativas, especialmente em áreas de cultivo intensivo de feijão. Esta doença é comum em todas as áreas cultivadas com esta leguminosa em nosso país. Existem registros de ocorrência na Europa, América Latina, Canadá e Estados Unidos. É caracterizada como uma doença de controle difícil.

Danos: Sintomas iniciais compreendem estrias longitudinais de coloração avermelhada no hipocótilo e raiz primária de plântulas jovens. A seguir, surgem lesões avermelhadas, de formato irregular, que podem coalescer com o desenvolvimento da doença, tornando-se marrons, sem margens definidas e estendendo-se até a superfície do solo. Observam-se então, na raiz primária, fissuras longitudinais que tornam-se necróticas. A necrose é restrita às células do córtex. As raízes secundárias são geralmente destruídas, podendo haver o desenvolvimento de raízes adventícias acima da área lesionada. Quando a planta consegue desenvolver novas raízes, a produtividade é pouco afetada. No entanto, quando o crescimento das raízes é limitado, o patógeno pode destruir todo o sistema radicular. O resultado é um estande irregular, formado por plantas subdesenvolvidas, com as folhas prematuramente senescentes. Plantas severamente afetadas são facilmente retiradas do solo.

Controle: A principal medida de controle da podridão radicular é minimizar a compactação do solo. Devem ser adotadas práticas culturais que eliminem camadas de compactação e melhorem a estrutura do solo. Recomendam-se ainda:

a) Tratamento químico das sementes;

b) Utilização de água de irrigação que não venha de áreas infestadas;

c) Não utilização de implementos que venham de áreas com histórico da ocorrência da doença;

d) Plantio em solos bem drenados e fertilizados;

e) Evitar encharcamento e pouca aeração do sistema radicular em plantios irrigados.

O patógeno possui poucas espécies hospedeiras, de modo que a rotação de cultura com gramíneas ajuda a diminuir o inóculo. Além disso, a rotação com espécies que possuam alta relação C/N e forneçam matéria orgânica ajuda a conter a doença pela melhoria das condições do solo e favorecimento de microrganismos antagônicos.

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