Bula Clorpirifos Sabero 480 EC

acessos
Clorpirifós
19208
Sabero

Composição

clorpirifós 480 g/L ectoparasiticidas

Classificação

Inseticida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Contato, Ingestão
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Curuquerê
(Alabama argillacea)
0,5 L p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha - 7 dias. 21 dias. 2 lagartas / planta
Café Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Broca do café
(Hypothenemus hampei)
1,5 L p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha - 20 a 30 dias. 21 dias. Infestação igual ou maior que 5 % nos grãos da primeira florada
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
0,4 a 0,6 L p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 21 dias. Na germinação até 60 a 70 dias da emergência da cultura

Frascos de plástico (PEAD, PET, COEX) de 1 e 5 Litros.
Bombona plástico (PEAD), metálica e alumínio de 20 Litros.

INSTRUÇÕES DE USO:

CLORPIRIFÓS SABERO 480 EC (CLORPIRIFÓS 480 g/L) deve ser recomendado para o controle de pragas da parte aérea nas culturas do algodão, café e milho.

Culturas, alvos controlados e doses de aplicação:
Vide " Indicações de USO/Doses"
NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:

ALGODÃO: Alabama argillacea (Curuquerê): aplicar quando houver 2 lagartas/planta. Reaplicar se necessário, fazendo no máximo 2 aplicações com intervalo de 7 dias.

CAFÉ: Hypothenemus hampei (Broca-do-café): aplicar quando o grau de infestação for maior ou igual a 5% nos grãos provenientes da primeira florada. Fazer 1 a 2 aplicações, com um intervalo de 20 a 30 dias.

MILHO: Spodoptera frugiperda (Lagarta-do-cartucho): aplicar da germinação até 60-70 dias de idade da cultura. Fazer no máximo 2 aplicações. O intervalo entre as aplicações será em função da reinfestação. Usar bico leque.

MODO DE APLICAÇÃO:

CLORPIRIFÓS SABERO 480 EC deve ser aplicado através de equipamentos tratorizados com barra equipada com bicos JA2 ou similares (exceto para lagarta do cartucho em milho onde se recomenda bico leque série 80.03 ou 80.04 sobre a linha da cultura) procurando obter gotas de pulverização com tamanho de 100 a 400 micra e densidade mínima de 40 gotas/cm2. Volume de Aplicação: 100 a 300 L/ha com pressão de 150 a 300 lb/pol2. Velocidade de Aplicação: 4,5 km/h. Temperatura: < 300C. Umidade Relativa: > 50%. Outros equipamentos sugeridos para aplicação: canhão, baixo volume, costais manuais ou motorizados ou aeronave agrícola equipada com barra ou "micronair" e através de equipamentos de irrigação tipo pivot central. Outras aplicações poderão ser feitas com equipamentos similares, procurando obter uma boa cobertura de pulverização das plantas.

OBS: A aplicação deve ser sempre conduzida de modo a se obter cobertura uniforme do alvo, nas horas em que a temperatura é mais amena (primeiras horas da manhã ou fim do dia).
Modo de preparo de calda:

Para se obter calda homogênea, deve-se observar seguintes procedimentos:
- Agitar bem a embalagem do produto antes de vertê-lo no tanque
- Encher o reservatório do pulverizador com água limpa, até a metade
- Acrescentar o produto nos volumes indicados conforme o alvo
- Completar o volume do reservatório com água limpa

INTERVALO DE SEGURANÇA:

Observar o período de carência de 21 dias para as culturas do algodão, café e milho.

INTERVALO DE REENTRADA DAS PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:

(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS).

LIMITAÇÕES DE USO:

Não há problema de fitotoxicidade para as culturas indicadas nas doses recomendadas.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:

(Vide recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS).

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:

Vide Modo de Aplicação.

DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUIVALENTE:

(Vide recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA).

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS:

(Vide recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA).

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

(Vide recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA).

PRECAUÇÕES GERAIS
- Produto para uso exclusivamente agrícola;
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto;
- Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados;
- Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental,
máscara, óculos, touca árabe e luvas.
- Não utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) danificados;
- Não utilize equipamento com vazamentos ou com defeitos;
- Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca;
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas;
- Mantenha o produto afastado de crianças, animais domésticos, alimentos, medicamentos ou ração animal.
PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
- Produto extremamente irritante para os olhos.
- Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure
rapidamente um serviço médico de emergência.
- Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas
passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro combinado (filtro quimico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com proteçâo lateral; touca árabe e luvas de nitrila.
- Manuseie o produto em local aberto e ventilado.
PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
- Evite o máximo possivel o contato com a área tratada.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia.
- Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar na névoa do produto.
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas.
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas
passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro combinado (filtro quimico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.
PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
- Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada.
- Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPls) recomendados para o uso durante a aplicação.
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
- Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
- Os equipamentos de proteção individual (EPls) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos,
avental, botas, macacão, luvas e máscara.
- Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
- Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da familia. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
- Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.

- Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
- Não reutilizar a embalagem vazia.
- No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual - EPI : macacão de algodão com tratamento
hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.
PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronõmico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.
Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro. Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deve proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.
Intoxicações por Clorpirifós e Xileno
Informações médicas:
Grupo químico: Clorpirifós - Organofosforados e Xileno - derivado de petróleo
Classe toxicológica: I Extremamente tóxico
Vias de exposição: Clorpirifós e xileno - Oral, inalatória, Ocular e dérmica
Toxicocinética: Clorpirifós - inibe permanentemente a acetilcolinesterase, causando acúmulo dE acetilcolina e superestimulação das terminações nervosas que atuam nas célula musculares, glandulares, ganglionares e do Sistema Nervoso Central (SNC).
Xileno - promove a deslipidificação de pele e mucosas; deprime o sistema nervoso central.
Mecanismos de toxicidade:Clorpirifós - Após absorção, os organofosforados são distribuídos por todos os tecidos do organismo, atingindo altas concentrações no fígado, onde são metabolizados, e nosl rins, que os excretam. A meia-vida destes inseticidas varia muito, dependendo da natureza do composto. Alguns metabólitos são mais tóxicos que a substância que os originou. ' Xileno - absorção rápida, 90% dele se liga às proteínas plasmáticas, se depositam nol tecido adiposo (onde permanecem por algumas horas após o fím da exposição), nol fígado, rins, pulmões, miocárdio, sistema nervoso central, 95% do xileno absorvido él metabolizado no fígado por oxidação e conjugado com glicina para formar o ácido metill hípúrico. 90 a 95 % do xileno absorvido são eliminados na urina sob a forma de ácido metil hipúrico e uma parte é eliminada pela respiração sem modificação.
Sintomas e sinais clínicos: Clorpirifós - Os efeitos podem ocorrer minutos ou horas após exposíção.
Manifestações agudas:
Muscarinicas (sindrome parassimpaticomimética, muscarinica ou colinérgica): vômito, diarréia, cólicas abdominais, broncoespasmo, miose paralítica, bradicardia,: hipersecreção (sialorréia, lacrimejamento, broncorréia e sudorese), cefaléia, incontinência! urinária, visão borrada. Diaforese severa pode provocar desidratação e hipovolemiai graves, resultando em choque. Nicotinicas (síndrome nicotínica): midríase, mialgia, hipertensão arterial, fasciculações musculares, tremores e fraqueza, que são, em geral, indicativos de gravidade. Podei haver paralisia de musculatura respiratória levando à morte. Taquicardia e hiPertensão arterial podem manifestar-se e serem alteradas pelo efeito muscarínico. Efeitos em SNC (sindrome neurológica): ansiedade, agitação, confusão mental, ataxia,depressão do centro cardio-respiratório; convulsões e coma.
Manifestações tardias:
Síndrome intermediária:. aparece de 1 a 4 dias após a exposição e a resolução dai crise colinérgica aguda. E caracterizada por paresia dos músculos respiratórios e debilidade muscular que acomete principalmente a face, o pescoço e as porçõesl proximais dos membros. Também pode haver comprometimento de pares cranianos e diminuição de reflexos tendinosos. A crise cede após 4 a 21 dias de assistêncial ventilatória adequada, mas pode prolongar-se, às vezes, por meses após a exposição. Neuropatia retardada induzida por Organofosforados: ela aparece em 14 a 28 dias após a exposição e é desencadeada por dano aos axônios de nervos periféricos e centrais. A crise se caracteriza por paresias ou paralisias simétricas de extremidades, sobretudo inferiores, podendo persistir durante semanas ou anos. São casos raros, após exposições agudas e intensas.
- Outros efeitos sobre o Sistema Nervoso Central: déficit residual de natureza neuropsiquiátrica, com depressão, ansiedade, irritabilidade, comprometimento da memória, concentração e iniciativa podem observar-se.
Xileno - pode produzir dores de cabeça, náusea, vômitos, ansiedade, perda de memória, dificuldade de concentração, retardo do tempo de reação a estimulos, falta de coordenação motora, alteração do equilíbrio e tontura, confusão. Localmente, pOdei causar irritação da pele, dos olhos, do nariz e da garganta. A inalação causa irritação respiratória, podendo chegar ao edema pulmonar nos casos mais graves. Possivelmente alterações do fígado e dos rins.
Níveis de xileno muito altos (abertura de embalagens em local fechado e/ou mal ventilado) podem levar a perda de consciência e ao óbito. Estudos em animais de laboratórios mostraram que concentrações altas de xileno podem causar retardo do crescimento e desenvolvimento do feto e morte fetai. Estas concentrações também podem ser prejudiciais para as mães.
Dianóstico:Clorpirifós - confirmação da exposição e quadro clínico compativel, associados ou não a queda na atividade das colinesterases. Queda em 25% ou mais de sua atividade original indica exposição importante. Queda de 50% é geralmente associada com exposição intensa. A pseudocolinesterase é um indicador sensivel, mas não específico. Ambasl podem demorar de 3 a 4 meses para a normalidade.
Outros controles incluem: eletrólitos, glicemía, creatinina, amilase pancreática, enzimas hepáticas, gasometria, ECG (prolongamento de QT), RX tórax (edema pulmonar e aspiração).
Xileno - confirmação da exposição e quadro clínico compatível, dosagem do metabólico do ácido metil hipúrico na urina pode ser feita, colhendo-se amostras de urina 4 a 8 horasl após a exposição devido à excreção rápida do produto e seus derivados. No entanto, considerar que pode haver aumento do ácido metil hipúrico na urina; e redução do áCidOj metil hipúrico na urina em caso de absorção concomitante de álcool ou aspirina, ou de exposição a outros solventes que inibem o metabolismo do xileno
Tratamento: Descontaminação:
- Remover roupas e acessórios e proceder descontaminação cuidadosa da pele (incluindo pregas cutãneas, cavidades e orifícios) e cabelos, com água corrente abundante e sabão neutro. Remover a vítima para local bem ventilado.
- Se houver exposição ocular,irrigar abundantemente com soro fisiológico ou
água corrente, por no mínimo 15 minutos, evitando contato com a pele e mucosas.
- Em caso de ingestão recente, proceder à lavagem gástrica. Atentar para nível de consciência e proteger vias aéreas do risco de aspiração, por intubação. Administrar carvão ativado na proporção de 50 a 100 g em adultos, 25 a 50 g em crianças de 1 a 12 anos e 19/kg em menores de 1 ano, diluídos em água, na proporção de 30 g de carvão, ativado para 240 mL de água.

ADVERTÊNCIA: A pessoa que presta atendimento ao intoxicado, especialmente durantel a adoção das medidas de descontam inação, deverá estar protegida por equipamentos de. segurança (luvas de nitrila e avental impermeável), de forma a não se contaminar com o agente tóxico.
Emergência, suporte e tratamento sintomático:
Manter vias aéreas permeáveis, evitar a pneumonite química (devido principalmente ao xileno) através de intubação orotragueal, aspirar secreções e oxigenar. Atenção especial para fraqueza da musculatura respiratória e parada respiratória repentina, hipotensão e arritmia cardíaca. Adotar medidas de assistência ventilatória, se necessário.
Monitorar: oxigenação ( oximetria ou gasometria), ECG, pH, eletrólitos, amilase sérica.
CLORPIRIFÓS Antagonista e antídoto:
- Atropina - agonista antimuscarinico - reverte os sintomas muscarínicos, mas não os nicotínicos. A presença de taguicardia inicial e hipertensão não contra-indicam ai atropinização. Em caso de dúvida, fazer teste diagnóstico com 0,25 a 1 mg de atropina: se a taquicardia ceder ou não se alterar, começar o tratamento imediatamente, pois sua causa é a hipóxia. A administração de atropina só deverá ser realizada quando houver sinais clínicos de efeitos anticolinesterásicos. I Dose de 2,0 a 4,0 mg em dose de ataque (adultos), e 0,05 mg/kg em crianças, EV, diluídos em soro fisiológico 1 :2. Repetir, se necessário, a cada 5 a 10 minutos. As preparações de atropina disponiveis no mercado, normalmente têm a concentração.de 0,25 ou 0,50 mg/ml.
O parâmetro para a manutenção ou suspensão do tratamento é clínico e se baseia na reversão da broncorréia (ausculta pulmonar) e na constatação do desaparecimento da, fase hipersecretora, ou no aparecimento de sintomas de intoxicação atropínica (hiperemial de pele, boca seca, pupilas dilatadas e taquicardia). Alcançados sinais de atropinização, ajustar a dose de manutenção destes efeitos por 24 horas ou mais. Manter em observação por 72 horas, com monitorização cardio-respiratória e oximetria de pulso. A ação letal dos organofosforados é comumente secundária á insuficiência respiratória, pelos mecanismos de broncoconstrição, secreção pulmonar excessiva, falência da musculatura respiratória e depressão do centro respiratório por hipóxia. A Pralidoxima - antídoto específico dos organofosforados. Sua ação visa restaurar ai atividade da colinesterase, o que justifica coleta de amostra de sangue heparinizadol prévio à sua administração, para estabelecimento da efetividade do tratamento. Age em todos os sítios afetados (muscarínicos, nicotinicos e provavelmente no SNC). Não reativa a colinesterase plasmática. A pralidoxíma não substitui a atropína., Dose de ataque:
Adultos: 1 a 2 g, preferencialmente endovenosa, podendo ser utilizada intramuscular oui subcutânea, em doses não maiores que 200 mg/minuto, diluidas em soro fisiológico., Pode ser repetida a partir de 2 horas após a primeira administração, não ultrapassando ai dose máxima de 12g/dia. Crianças: 20 a 40 mg/kg, preferencialmente endovenosa, podendo ser utilizada intramuscular ou subcutânea, (não exceder 4 mg/kg/min). Deve ser iniciada nas primeiras 24 h, para ser mais efetiva, mas pode ser realizada mais: tarde, em especial no caso de compostos lipossolúveis. Se ocorrer convulsões, o paciente pode ser tratado com benzodiazepínicos sob orientação médica.
Xileno
Não há tratamento específico
Fazer radiografia de tórax; monitor gases sanguineos ou oximetria de pulso. Prevenir el monitorar depressão do sistema nervoso central, edema pulmonar, equilibrio hidro-eletrolitico (hipocalemia e acidose), ECG (arritmia) e sinais vitais, regularmente. Em caso de exposição crônica, avaliar a função renal e hepática.
Contra-indicações: A diálise e a hemoperfusão são contra-indicadas.
O vômito é contra-indicado em razão do risco potencial de depressão do SNC e pneumonite quimica por aspiração pulmonar. Aminas adrenérgicas só devem ser usadas em indicações específicas, devido à' possibilidade de hipotensão e fibrilação cardiaca (morfina, succinilcolina, teofilina, fenotiazinas e reserpina .
Efeitos sinérgicos: Com outros organofosforados ou carbamatos.
Derivado do ácido dodecil benzeno sulfônico.
Óleo de mamona etoxilado
Atenção: Ligue para o DISQUE-INTOXICAÇÃO: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT - ANVISA/MS

Telefone de Emergência da empresa: 08007010450 (24 horas) Empresa: (31) 2191-9646

Este produto é : MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE ( CLASSE II).
Este produto é ALTAMENTE BIOCONCENTRÁVEL em peixes.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para aves.
- Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
- Não utilize equipamento com vazamentos.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
- Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais
corpos d'água. Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
- Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinqüenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetível a danos.
- Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às atividades aeroagrícolas.
INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos,
bebidas, rações ou outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente
crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.
Intruções em caso de acidentes:
- Isole e sinalize a área contaminada.
Contate as autoridades locais competentes e a Empresa SABERO ORGANICS•
AMÉRICA LTDA. - telefone de Emergência: (OXX31) 2191-9646.
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas botas
de PVC, óculos protetor e máscara com filtros).
- Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções abaixo:

• Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final.

• Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.

• Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.

- Em caso de incêndio, use extintores DE ÁGUA EM FORMA DE NEBLINA, DE CO2 ou PÓ QUíMICO, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

EMBALAGEM RíGIDA LAVÁVEL - LAVAGEM DA EMBALAGEM

Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPl's - Equipamentos de Proteção Individual - recomendados para o preparo da calda do produto.

• Tríplice Lavagem (Lavagem Manual):

Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa à embalagem até 1/4 do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a, por 30 segundos;
- Despeje a água de lavagem no tanque pulverizador;
- Faça esta operação três vezes;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.
• Lavagem sob Pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os seguintes procedimentos:
- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
- Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30
segundos;
- A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
• Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:
- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-Ia invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
- Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
-ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, esta embalagem deve ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.
- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.
- TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas,
medicamentos, rações, animais e pessoas.
EMBALAGEM SECUNDÁRIA - (NÃO CONTAMINADA)
- Esta embalagem não pode ser lavada
- Armazenamento da embalagem vazia
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser
efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.
- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.
Transporte

As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

- DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS

A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

- É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILlZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

- EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS

A destinação inadequada das embalagens vazias, sacarias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

- PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO

Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consLllte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.

A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

- TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:

O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

RESTRiÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes sejam implementados.

Qualquer agente de controle de inseto pode ficar menos efetivo ao longo do tempo, se o inseto-alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. Implementando as seguintes estratégias de manejo de resistência a inseticidas (MRI), visando prolongar a vida útil dos mesmos:
- Qualquer produto para controle de inseto da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga;
- Utilizar somente as doses recomendadas na/bula;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o MRI.
- Incluir outros métodos de controle de insetos (ex: controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP), quando disponível e apropriado.