Bula Cruiser 600 FS - Syngenta

Bula Cruiser 600 FS

Tiametoxam
8917
Syngenta

Composição

Tiametoxam 600 g/L

Classificação

Terrestre
Inseticida
Não Classificado
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada para Tratamento de Sementes (FS)
Sistêmico

Tipo: Bag-in-box
Material: Plástico/Papelão
Capacidade: 5; 10; 15; 20; 25; 100; 180; 200; 220 e 1.000 Litros.

Tipo: Balde
Material: Metal
Capacidade: 5; 10; 15; 20 e 25 Litros.

Tipo: Bombona
Material: Plástico
Capacidade: 5; 10; 15; 20; 25; 100; 180 e 200 Litros.

Tipo: Farm-pack
Material: Plástico(retornável)
Capacidade: 420; 500 e 1.000 Litros.

Tipo: Frasco
Material: Plástico
Capacidade: 0,1; 0,25; 0,5; 1; 1,5 e 2 Litros.

Tipo: IBC
Material: Plástico
Capacidade: 500; 600; 750 e 1.000 Litros.

Tipo: Lata
Material: Fibra de papel
Capacidade: 0,5 Litro.

Tipo: Lata
Material: Metal
Capacidade: 0,25; 1; 1,5; 2 e 5 Litros.

Tipo: Tambor
Material: Plástico/Metal
Capacidade: 100; 180; 200 e 220 Litros.

Tipo: Tambor
Material: Fibra celulósica
Capacidade: 5; 10; 15; 20; 25; 100; 180; 200 e 220 Litros.

Tipo: Tanque
Material: Plástico/Metal
Capacidade: 5.000 e 20.000 Litros.

INSTRUÇÕES DE USO

Cruiser 600 FS além do controle de pragas, por apresentar efeito bioativador, pode melhorar o desenvolvimento das plantas, como a velocidade de emergência, sistema radicular e parte aérea, o que poderá resultar em incremento de produtividade e qualidade do produto final.

MODO DE APLICAÇÃO

Algodão: A dose maior deverá ser usada em regiões onde ocorreu alta infestação de pulgões, inclusive com presença de viroses, no plantio anterior ao qual está se fazendo o tratamento de sementes.
Amendoim: A dose maior deverá ser usada em regiões onde ocorreu alta infestação da praga no plantio anterior, ou seja, áreas com histórico de ocorrência da praga.

Arroz: É normalmente muito alta a infestação de broca do colo (lagarta-elasmo), em áreas onde se fez queimada de restos culturais ou de pastagens. Por essa razão, não se aconselha o plantio imediato nessas áreas. Recomenda-se fazer, antes do plantio, na preparação do solo, um bom revolvimento do mesmo, para promover um controle cultural da praga. Usar maior dose recomendada, quando houver histórico de ocorrência das pragas.

Cana-de-açúcar (Propágulos Vegetativos): Aplicação através de tratamento industrial, pela empresa registrante, de propágulos vegetativos (mudas) antes do plantio na cultura de cana-de-açúcar.

É VEDADA QUALQUER OUTRA MODALIDADE DE USO.

Cevada: A dose maior deverá ser usada em regiões onde ocorreu alta infestação das pragas no plantio anterior, ou seja, áreas com histórico de ocorrência das pragas.

Feijão: Evite o plantio de feijão junto a lavouras antigas desta cultura ou de soja. Nessas condições, quando da colheita destas áreas, haverá uma grande migração de mosca-branca, tornando inevitável a transmissão da virose para a cultura nova. Recomenda-se plantar novamente nessas áreas, somente após a colheita das lavouras antigas. Usar maior dose recomendada, quando houver histórico de ocorrência das pragas.

Girassol: A dose maior deverá ser utilizada visando a obtenção de maiores períodos de controle (residual).

Milho: A dose maior deverá ser usada em casos de alta infestação, em condições de infestação inicial ou baixa população da praga usar a dose menor.

Pastagem: Usar a maior dose recomendada quando houver histórico de ocorrência da praga.

Soja: A dose maior deverá ser usada em regiões onde ocorreu alta infestação da praga no plantio anterior.

Sorgo: A dose maior deverá ser usada em locais de alta infestação e de plantio direto, pois os percevejos aparecem a partir da emergência das plântulas, aumentando no início do período vegetativo e sua população é muito maior em áreas de plantio direto, pois a cobertura vegetal favorece a manutenção e o estabelecimento desse percevejo.

Trigo: Usar maior dose para as variedades suscetíveis ao VNAC.

Volumes de calda recomendados

Algodão, milho, pastagem e trigo: Diluir o produto em 500 mL de água, o suficiente para tratar 100 kg de sementes.
Amendoim, feijão e soja: Diluir o produto em 300 mL de água, o suficiente para tratar 100 kg de sementes.
Arroz: É necessário 1,5 L de água para tratar 100 kg de sementes e obter uma boa cobertura das sementes.
Cevada: Diluir o produto em 300-500 mL de água, o suficiente para tratar 100 kg de sementes.
Girassol: Diluir o produto em 300 mL de água, o suficiente para tratar 100 kg de sementes.
Sorgo: Diluir o produto em 300 mL de água, o suficiente para tratar 100 kg de sementes.

Preparo da calda

Passo 1 - Colocar a quantidade de produto desejada em um recipiente próprio para o preparo da calda;
Passo 2 - Colocar parte da água desejada gradativamente, misturando e formando uma pasta homogênea;
Passo 3 - Completar com a quantidade de água restante até atingir o volume de calda desejado.
Importante: manter a calda em agitação permanente, para evitar decantação.

Equipamentos de aplicação

Utilizar equipamentos que propiciem uma distribuição uniforme da calda sobre as sementes.
Existem máquinas específicas para tratamento de sementes fornecidas pelos seguintes fabricantes: Momesso (modelos: Amazone Transmix, Arktos, Seed–Mix, etc.), MecMaq (modelos: Turbo, Nypro, Tratec, UTS, UMTS, etc.), Niklas, Gustafson, etc.
Manutenção: Os mecanismos dosadores e pulverizadores destes equipamentos devem ser revisados e limpos diariamente ou a cada parada do equipamento. Resíduos de calda podem reduzir a capacidade das canecas ou copos dosadores ou afetar a regulagem de bicos e ou mecanismos de aplicação da calda sobre as sementes.

Operação de tratamento de sementes de soja

Com equipamentos de tratamento de batelada ou lotes, dos tipos Amazone Transmix, MecMaq Tratec, tambores rotativos, betoneiras e/ou similares:
Passo 1 - Colocar um peso de sementes conhecido;
Passo 2 - Adicionar o volume de calda desejada para este peso de sementes;
Passo 3 - Proceder à agitação/operação do equipamento de forma a obter uma distribuição uniforme da calda sobre as sementes durante um tempo de 1 a 2 minutos por batelada.
Com equipamentos de tratamento com fluxo contínuo de sementes:
Passo 1 - Aferir o fluxo de sementes (peso) em um determinado período tempo;
Passo 2 - Regular o volume de calda desejado para este peso de sementes no mesmo período de tempo.
Importante: Aferir periodicamente o fluxo de sementes e de calda, a fim de evitar erros na aplicação.
Não tratar as sementes diretamente sobre lonas, sacos ou mesmo nas caixas de sementes das máquinas semeadoras.
A utilização de meios de tratamento de sementes que provoquem uma distribuição incompleta ou desuniforme do produto sobre as sementes pode resultar em níveis indesejados ou falhas no controle de pragas.
É OBRIGATÓRIA A ADIÇÃO DE UM AGENTE CORANTE, juntamente com o tratamento das sementes com CRUISER 600 FS porque toda semente que sofre tratamento com agrotóxico(s) deve ser colorida, para possibilitar a diferenciação dos grãos não tratados, segundo a Legislação vigente.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

CRUISER 600 FS deve ser usado uma única vez na forma de tratamento de sementes.

INTERVALO DE SEGURANÇA (período de tempo que deverá transcorrer entre a última aplicação e a colheita)

ALGODÃO, AMENDOIM, ARROZ, CEVADA, FEIJÃO, GIRASSOL, MILHO, PASTAGEM, SOJA, SORGO E TRIGO: Não determinado devido à modalidade de emprego.

CANA-DE-AÇÚCAR: Não determinado devido à modalidade de emprego (tratamento de propágulos vegetativos – mudas)

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não há necessidade de observância de intervalo de reentrada, desde que as pessoas estejam calçadas ao entrarem na área tratada.

LIMITAÇÕES DE USO

Na operação de semeadura mecanizada com sementes tratadas, estas apresentam uma redução no fluxo, comparativamente a sementes não tratadas. Para evitar utilizar uma quantidade menor de sementes que a usual e recomendada, deve-se regular a semeadura com as sementes já tratadas. As semeadoras e seus kits de distribuição de sementes devem ser limpos diariamente para evitar o acúmulo de resíduos nas paredes e engrenagens das mesmas. A falta deste tipo de manutenção pode alterar o fluxo de semeadura ou até mesmo provocar o bloqueio do equipamento. A não observância destas indicações pode resultar em baixa população de plantas, falha no plantio, excesso de sementes por metro ou outras irregularidades no plantio. Em função da baixa quantidade do produto, a ser uniformemente distribuída em 100 kg de sementes, recomendam-se cuidados especiais nessa operação.
É OBRIGATÓRIA A ADIÇÃO DE UM AGENTE CORANTE, juntamente com o tratamento das sementes com CRUISER 600 FS porque toda semente que sofre tratamento com agrotóxico(s) deve ser colorida, para possibilitar a diferenciação dos grãos não tratados, segundo a Legislação vigente.
Utilize este produto de acordo com as recomendações em rótulo e bula. Esta é uma ação importante para obter resíduos dentro dos limites permitidos no Brasil (referência: monografia da ANVISA). No caso de o produto ser utilizado em uma cultura de exportação, verifique, antes de usar, os níveis máximos de resíduos aceitos no país de destino para as culturas tratadas com este produto, uma vez que eles podem ser diferentes dos valores permitidos no Brasil ou não terem sido estabelecidos. Em caso de dúvida, consulte o seu exportador e/ou importador.
Fitotoxicidade para as culturas indicadas: CRUISER 600 FS não apresenta qualquer efeito fitotóxico nas culturas e doses recomendadas.

Outras restrições a serem observadas

No estabelecimento de lavouras em sistema de plantio direto - cultivo mínimo sobre palhadas (restevas) de culturas de inverno (trigo, aveia, pastagens, etc) é comum a ocorrência do ataque de diversas espécies de lagartas (como por exemplo: Pseudaletia spp. - Lagarta do Trigo / Agrotis spp. - Lagarta rosca / Spodoptera spp. - Lagarta do cartucho, etc) que migram destas restevas (restos culturais) ou de plantas tigueras (guachas), muitas vezes, em grande quantidade, para as culturas recém-instaladas. Nestes casos, recomenda-se aplicar um inseticida específico para o controle destas lagartas, junto à operação de manejo antes da semeadura da nova cultura. Esta estratégia de dessecação da cultura anterior e das ervas daninhas deve ser realizada uma semana antes da semeadura, reduzindo as chances de ocorrência do ataque de lagartas grandes na emergência da cultura, pois estas lagartas, pelo porte avantajado, escapam ao controle do tratamento de sementes.
As sementes tratadas com CRUISER 600 FS não devem ser usadas para alimentação humana, animal ou para fins industriais.
As sementes tratadas não devem ficar expostas ao sol.

ATENÇÃO: Os propágulos tratados com CRUISER 600 FS não devem ser usados para alimentação humana, animal ou para fins industriais.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das pragas, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle.
O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, inseticidas, controle biológico, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência. As seguintes estratégias podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência:
- Rotação de produtos com mecanismos de ação distintos, quando apropriado;
- Adotar outras táticas de controle, prevista no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).