Bula Galixid - Syngenta

Bula Galixid

Azoxistrobina; Ciproconazol
9712
Syngenta

Composição

Azoxistrobina 200 g/L
Ciproconazol 80 g/L

Classificação

Fungicida
III - Medianamente tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Sistêmico

Algodão

Colletotrichum gossypii var. cephalosporioides (Ramulose)
Ramularia areola (Ramularia)

Café

Cercospora coffeicola (Olho pardo)
Hemileia vastatrix (Ferrugem do cafeeiro)

Cana-de-açúcar

Ceratocystis paradoxa (Podridão da coroa)
Puccinia kuehnii (Ferrugem alaranjada da cana)
Puccinia melanocephala (Ferrugem)

Cevada

Drechslera teres (Mancha angular)
Puccinia hordei (Ferrugem)

Girassol

Alternaria helianthi (Mancha de alternaria)
Erysiphe cichoracearum (Oídio)

Milho

Cercospora zeae-maydis (Cercosporiose)
Phaeosphaeria maydis (Mancha foliar de phaoeosphaeria)

Soja

Cercospora kikuchii (Mancha púrpura da semente)
Colletotrichum truncatum (Antracnose)
Corynespora cassiicola (Mancha alvo)
Microsphaera diffusa (Oídio)
Septoria glycines (Mancha parda)
Thanatephorus cucumeris (Mancha aureolada)

Trigo

Drechslera tritici-repentis (Mancha amarela)
Puccinia graminis (Ferrugem do colmo)
Puccinia triticina (Ferrugem da folha)

0,1; 0,25; 0,5; 1; 1,5; 2; 5; 10; 15; 20; 25; 100; 180; 200; 220; 500; 1000; 5000;
20000; 24000; 25000; 26000 e 28000 litros

INSTRUÇÕES DE USO:
GALIXID é um fungicida sistêmico, usado em pulverizações preventivas, para o controle de doenças da parte aérea das culturas do algodão, café, cana-de-açúcar, cevada, girassol, milho, soja e trigo (ver detalhes no quadro abaixo), bem como em aplicação no sulco de plantio de cana-de-açúcar.
MODO DE APLICAÇÃO:
GALIXID deve ser aplicado nas dosagens recomendadas, diluído em água, para as culturas registradas. A boa cobertura de todos os tecidos da parte aérea das plantas é fundamental para o sucesso de controle das doenças, independente do equipamento utilizado (terrestre ou aéreo). Desta forma o tipo e calibração do equipamento, estágio de desenvolvimento da cultura, bem como as condições ambientais em que a aplicação é conduzida, devem balizar o volume de calda, pressão de trabalho e diâmetro de gotas, a ser utilizado.
Aplicação terrestre: Volume de aplicação: 100 a 200 litros de água/ha para as culturas do algodão, da cana-de-açúcar, da cevada, do milho, da soja, do girassol e do trigo, 400 litros água/ha para a cultura do café. Nas culturas do algodão, da cana de açúcar, da cevada, do milho, da soja e do trigo, utilizar pulverizador tratorizado de barra, equipado com bicos apropriados para a aplicação de fungicidas, produzindo um diâmetro de gotas de 50 a 200µ, uma densidade de 50 a 70 gotas por cm², e uma pressão de 40 a 60 libras. Na cultura do café, utilizar equipamento tipo turbo atomizador ou costal, equipado com bico tipo Jato cônico com série "X" ou "D", a uma pressão de 10 a 40 psi (para o atomizador) e 30 a 60 (para o costal), produzindo um diâmetro de gotas na faixa de 150 a 250µ e densidade maior que 100 gotas/cm2 . Recomenda-se aplicar com temperatura inferior a 27°C, com umidade relativa acima de 60% e ventos de no máximo 15 km/hora. Se utilizar outro tipo de equipamento, procurar obter uma cobertura uniforme na parte aérea da cultura. Para a cultura da cana-de-açúcar, utilizar volume de calda de 100 L/ha. Utilizar pulverizadores acoplados às plantadoras mecanizadas ou máquinas específicas para fechamento do sulco (tampador), imediatamente antes do fechamento.
Aplicação aérea (culturas do algodão, cana-de-açúcar, cevada, milho, soja e trigo): Utilizar barra com um volume de 30 a 40 litros de calda por ha. Usar bicos apropriados para esse tipo de aplicação, como por exemplo, cônicos D6 e D12 e disco “core” inferior a 45. Largura efetiva de 15-18m, com diâmetro de gotas de 80µ, e um mínimo de 60 gotas por cm2 . O diâmetro de gotas deve ser ajustado para cada volume de aplicação em litros por ha, para proporcionar a cobertura adequada e a densidade de gotas desejada. Observar ventos de 3 a 10 km/hora, temperatura inferior a 27°C e umidade relativa superior a 60% visando reduzir ao mínimo as perdas por deriva ou evaporação. Utilizar somente empresas e pilotos de aplicação aérea que sigam estritamente às normas e regulamentos da aviação agrícola, devidamente registrados junto ao MAPA, e que empreguem os conceitos das boas práticas na aplicação aérea dos produtos fitossanitários. Recomendamos a utilização de empresas certificadas para aplicação aérea.
INTERVALO DE SEGURANÇA:
Algodão, café, cana-de-açúcar, cevada, soja, trigo: 30 dias
Cana-de-açúcar: Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego (aplicação no sulco de plantio).
Girassol: 21 dias
Milho: 42 dias
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
LIMITAÇÕES DE USO:
Utilize este produto de acordo com as recomendações em rótulo e bula. Esta é uma ação importante para obter resíduos dentro dos limites permitidos no Brasil (referência: monografia da ANVISA). No caso de o produto ser utilizado em uma cultura de exportação, verifique, antes de usar, os níveis máximos de resíduos aceitos no país de destino para as culturas tratadas com este produto, uma vez que eles podem ser diferentes dos valores permitidos no Brasil ou não terem sido estabelecidos. Em caso de dúvida, consulte o seu exportador e/ou importador.
Fitotoxicidade para as culturas indicadas: Desde que sejam seguidas as recomendações de uso, não ocorre fitotoxicidade para as culturas.
Outras restrições a serem observadas: A azoxistrobina é extremamente fitotóxica para certas variedades de maçãs e por essa razão, não pulverizar o produto quando a deriva da pulverização possa alcançar macieiras. Não use equipamentos de pulverização que tenham sido usados previamente para aplicar GALIXID, para pulverizar macieiras. Mesmo resíduos do produto que tenham permanecido nos equipamentos podem causar fitotoxicidade inaceitável para certas variedades de maçã.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE DOENÇAS:
Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, adoção de vazio sanitário, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas corretos, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.
RECOMENDAÇÕES PARA O ALVO FERRUGEM DA SOJA:
• Manter monitoramento da doença na cultura;
• Respeitar vazio sanitário (eliminar plantas de soja voluntária);
• Semear cultivares de soja precoce, concentrando a semeadura no início da época recomendada para cada região (escape);
• Evitar semeaduras em várias épocas e as cultivares tardias. Não semear soja safrinha (segunda época);
• Utilizar cultivares de genes de resistência, quando disponíveis;
• Semear a soja com a densidade de plantas que permita bom arejamento foliar e maior penetração/ cobertura do fungicida; A tecnologia de aplicação é essencial para o funcionamento correto dos fungicidas.

GALIXID é um fungicida composto por uma estrobilurina, a azoxistrobina, e um triazol, o ciproconazole. Estes ingredientes ativos apresentam dois diferentes modos de ação, a azoxistrobina é um inibidor do complexo III: citocromo bc 1 (ubiquinol oxidase) no sítio Qo do grupo C3 e o ciproconazole é um C14- desmetilase na biossíntese de esterol (erg11/cyp51) do grupo G1. Esta combinação de diferentes ativos faz parte de uma estratégia de gerenciamento de resistência. Qualquer agente de controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo em razão da seleção de isolados menos sensíveis/resistentes. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Fungicidas (FRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos fungicidas:
• Realizar a rotação de fungicidas com mecanismos de ação distintos, sejam eles de sítio de ação específico e/ou multissítio, respeitando sempre as estratégias de manejo de resistência do FRAC.
• Utilizar o fungicida somente na época, na dose e nos intervalos de aplicação recomendados no rótulo/bula.
• Incluir outros métodos de controle de doenças (ex. resistência genética, controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Doenças (MID) quando disponíveis e apropriados.
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.