Bula Seizer 100 EC

acessos
Bifenthrin
13709
Adama

Composição

Bifenthrin 100 g/L Éster piretroide.

Classificação

Acaricida, Inseticida
III - Medianamente tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Contato, Ingestão
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Curuquerê
(Alabama argillacea)
200 a 300 mL p.c./ha 150 a 400 L de calda/ha - - 15 dias. quando encontrar uma lagarta (maior que 1,5 cm) por planta em lavouras sem maçã aberta, ou seja, até 110 dias da emergência da cultura
Cana-de-açúcar Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Cupim
(Heterotermes tenuis)
1200 a 1500 mL p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha - - Não determinado devido a modalidae de emprego. O controle de cupins deve ser feito por ocasião do plantio, em áreas de expansão ou áreas de reforma da cultura
Citros Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Bicho furão
(Ecdytolopha aurantiana)
7,5 a 10 mL p.c. / 100 L de calda 2000 L de calda/ha - - 7 dias. Deve-se fazer o monitoramento permanente do pomar observando a presença da praga
Cigarrinha
(Oncometopia facialis)
20 mL p.c. / 100 L de calda 2000 L de calda/ha - - 7 dias. O controle deve ser iniciado quando ocorrer 10% das plantas ou 20% das armadilhas, com a presença de uma cigarrinha
Feijão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Cigarrinha verde
(Empoasca kraemeri)
50 a 60 mL p.c./ha 150 a 400 L de calda/ha - - 20 dias. Aplicar quando o nível de controle atingir duas ninfas/folha em 100 folhas examinadas/ha
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Vaquinha verde amarela
(Diabrotica speciosa)
20 a 30 mL p.c./ha - - - Não determinado devido a modalidade de emprego. O controle de larvas de Diabrotica, deve ser feito por ocasião do plantio, em áreas com histórico de infestação da praga
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta da soja
(Anticarsia gemmatalis)
30 a 50 mL p.c./ha 150 a 250 L de calda/ha - - 30 dias. Aplicar quando forem encontradas em torno de 20 lagartas grandes (maiores que 1,5 cm) por metro linear ou 30% de desfolha no período anterior à floração e quando forem encontradas em torno de 20 lagartas grandes por metro linear ou 15% de desfolha após a floração
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Broca pequena do tomateiro
(Neoleucinodes elegantalis)
7,5 a 10 mL p.c. / 100 L de calda 1000 L de calda/ha - 7 dias. 6 dias. As pulverizações devem ser iniciadas quando os frutos estiverem pequenos, antes que as pragas penetrem no interior dos frutos
Mosca branca
(Bemisia tabaci raça B)
10 a 15 mL p.c. / 100 L de calda 1000 L de calda/ha - 7 dias. 6 dias. Vide Bula /Aplicar logo após o aparecimento da praga
Trigo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta do trigo
(Pseudaletia sequax)
30 a 50 mL p.c./ha 150 a 400 L de calda/ha - - 14 dias. Quando aparecerem os primeiros focos de infestação

Frasco metálico (com e sem saco hidrossolúvel) ou plástico (com e sem saco hidrossolúvel):
0,25; 0,5; 0,8; 1; 1,2; 1,5; 1,6; 1,8; 2 e 2,2 L.

Bombona / Balde (metalico / plástico):
2; 2,2; 2,4; 2,5; 3; 4; 5; 10; 15; 20; 25; 30; 40 e 50 L.

Tambor metálico ou plástico:
20, 25, 30, 50, 100, 150, 200, 250, 400 e 500 L.

Container Interno - polietileno / externo - maderite:
1.000 L.

Tanque portátil metálico:
500, 1.000, 1.500, 2.000, 2.500, 3.000, 4.000, 5.000, 10.000, 15.000 e 20.000 L.

Sacos hidrossolúveis ou plástico:
0,25; 0,5; 1; 1,5 e 2 L.

1. INSTRUÇÕES DE USO:

1.1 CULTURAS:

O SEIZER 100 EC é um inseticida pertencente ao grupo dos piretróides, indicado para o controle de insetos-praga nas culturas de Algodão, Cana-de-açúcar, Citros, Feijão, Milho, Soja, Tomate e Trigo.

1.2 PRAGAS CONTROLADAS E DOSES:
(Vide Indicações de Uso/Dose).

1.3 NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:

ALGODÃO
Praga: Curuquerê (Alabama argillacea)
Nível de controle: O controle deve ser feito, quando encontrar uma lagarta (maior que 1,5 cm) por planta em lavouras sem maçã aberta, ou seja, até 110 dias da emergência da cultura. Para lavouras no início da abertura das maçãs, ou seja, após 110 dias da emergência da cultura, o controle deve ser feito quando encontrar duas lagartas (maiores que 1,5 cm) por planta e/ou desfolhamento de até 10% no terço superior das plantas.
Realizar no máximo 4 aplicações por ciclo de cultura.

CANA-DE-AÇÚCAR
Praga: Cupins (Heterotermes tenuis)
Nível de controle: O controle de cupins deve ser feito por ocasião do plantio, em áreas de expansão ou áreas de reforma da cultura. Nestas áreas, devem ser realizados levantamentos prévios, nos diversos cortes de cana (soqueiras). Recomenda-se o controle de cupins em áreas com presença de infestação.
Realizar no máximo 1 aplicação por ciclo de cultura.

CITROS
Praga: Bicho-furão (Ecdytolopha aurantiana)
Nível de Controle: Deve-se fazer o monitoramento permanente do pomar observando a presença da praga. Aplicar quando for constatado nas vistorias, o primeiro fruto atacado por talhão.
Praga: Cigarrinha (Oncometopia facialis)
Nível de controle: O controle deve ser iniciado quando ocorrer 10% das plantas ou 20% das armadilhas, com a presença de uma cigarrinha.
Realizar no máximo 3 aplicações por safra.

FEIJÃO
Praga: Cigarrinha-verde (Empoasca kraemeri)
Nível de controle: Aplicar quando o nível de controle atingir duas ninfas/folha em 100 folhas examinadas/ha.
Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo de cultura.

MILHO
Praga: Larva-de-vaquinha (Diabrotica speciosa)
Nível de controle: O controle de larvas de Diabrotica, deve ser feito por ocasião do plantio, em áreas com histórico de infestação da praga.
Realizar no máximo 1 aplicação por ciclo de cultura.

SOJA
Praga: Lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis)
Nível de controle: Aplicar quando forem encontradas em torno de 20 lagartas grandes (maiores que 1,5 cm) por metro linear ou 30% de desfolha no período anterior à floração e quando forem encontradas em torno de 20 lagartas grandes por metro linear ou 15% de desfolha após a floração. Pode ser utilizado volume de aplicação de 150 a 250 L/ha de calda através de bicos do tipo cone vazio séries X4 e X6 ou similares, espaçados em 25 cm um do outro sob pressão de 50 a 100 lb/pol2.
Realizar no máximo 4 aplicações por ciclo de cultura.

TOMATE
Praga: Broca-pequena-fruto (Neoleucinodes elegantalis)
Nível de Controle: As pulverizações devem ser iniciadas quando os frutos estiverem pequenos, antes que as pragas penetrem no interior dos frutos. O produto deve ser aplicado principalmente no local da postura, ou seja, nas sépalas.
Praga: Mosca Branca (Bemisia tabaci Biótipo B)

Nível de Controle: Aplicar logo após o aparecimento da praga. Fazer rotação com produtos que possuam diferentes mecanismos de ação sobre os insetos.
Realizar no máximo 3 aplicações com intervalos de 7 dias.

TRIGO
Praga: Lagarta-do-trigo (Pseudaletia sequax)
Nível de controle: Quando aparecerem os primeiros focos de infestação.
Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo de cultura.


1.4 MODO DE APLICAÇÃO:

Nas culturas de algodão, feijão, soja e trigo:
Aplicar SEIZER 100 EC em mistura com água através equipamentos terrestres (pulverizador costal manual, motorizado e tratorizado). As gotas devem ter de 200 a 350 micra de diâmetro e densidade de 40 gotas/cm². Quando se empregam pulverizadores de barra, recomenda-se usar bicos cônicos das séries D; ou equivalentes com pressão da bomba, 30 a 200 lb/pol²; 150 a 400 L de calda/ha. Observar que esteja ocorrendo uma boa cobertura.

Na cultura do milho:
No controle da Larva-de-Vaquinha, proceder à aplicação de SEIZER 100 EC preventivamente em jato dirigido no sulco de plantio no momento da realização da semeadura, com equipamento adaptado e bico de jato plano (leque) a uma vazão de baixo volume de calda por hectare, cobrindo o produto que foi pulverizado imediatamente com terra.

Na cultura dos citros:
O produto deve ser diluído em água para ser aplicado em pulverização terrestre. As pulverizações devem ser feitas visando perfeita cobertura de toda a planta, com uma vazão suficiente para atingir o ponto de escorrimento, aproximadamente de 2000 L/ha, em pomar adulto. O produto deve ser aplicado com equipamentos para pulverização terrestre tais como turboatomizadores ou pulverizadores equipados com pistolas. Utilizar bicos cônicos, tamanho de gotas entre 100 a 200 micra, densidade de gotas entre 240 a 1900 gotas/cm2, com uma pressão de trabalho entre 60 a 400 lbf/pol2.

Na cultura da cana-açúcar:
No controle de cupins (Heterotermes tenuis), SEIZER 100 EC deve ser misturado à água, e a calda deve ser aplicada ao solo, no sulco de plantio da cana-de-açúcar sobre os toletes, em áreas de expansão da cultura, assim como em áreas de reforma do canavial. Após a aplicação do produto, cobrir o sulco imediatamente com terra. Utilizar equipamentos tratorizados, equipado com mangueiras e pontas de pulverização tipo leque das séries 80o e 110o, proporcionando volume de calda de 100 a 300 L/ha. A pulverização deve ser dirigida diretamente no sulco de plantio, sobre os toletes de cana, a uma altura de 30 cm dos toletes. A aplicação é feita uma única vez nas áreas de reforma e expansão da cultura.

Na cultura do tomate:
No controle da Broca-pequena-do-fruto (Neoleucinodes elegantalis) e Mosca branca (Bemisia tabaci Biótipo B) deve ser utilizado volume de aplicação de 1.000 L/ha de calda através de bicos do tipo cone vazio série X26 ou similar, espaçados em 25 cm um do outro sob pressão de 45 a 100 lb/pol2.


Condições Climáticas
Para obter uma melhor eficiência do produto a aplicação deverá ocorrer dentro dos seguintes parâmetros:
- Umidade relativa do ar: superior a 50%.
- Temperatura: Evitar as aplicações durante as horas mais quentes do dia ou com temperaturas muito altas.
- Velocidade do Vento: acima de 2 Km/h até o máximo de 10 Km/h.


1.5 INTERVALO DE SEGURANÇA (dias):

Algodão: .................................................. 15
Cana-de-açúcar: ....................................... (1)
Citros: ...................................................... 07
Feijão: ...................................................... 20
Milho: ...................................................... (1)
Soja: ......................................................... 30
Tomate: .................................................... 06
Trigo: ....................................................... 14

(1) Intervalo de segurança não determinado devido a modalidade de emprego.


1.6 INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI's) recomendados para o uso durante a aplicação.


1.7 LIMITAÇÕES DE USO:

* Uso exclusivo para culturas agrícolas.
* Não é permitido a mistura de tanque deste produto com outro produto fitossanitário.
* Não misturar com produtos de reação alcalina, como a calda bordaleza.
* Fitotoxicidade para as culturas indicadas: ausente, se aplicado de acordo com as recomendações.

ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES. PRODUTO PERIGOSO.
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.

PRECAUÇÕES GERAIS:
Produto para uso exclusivamente agrícola.
Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual ([PI) recomendados.
Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte
ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas.
Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados. Não utilize equipamentos com vazamentos ou com defeitos.
Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em PRIMEIROS SOCORROS e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
Ao abrir a embalagem. faça-o de modo a evitar respingos.
Utilize equipamento de proteção individual- EPI: macacão hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas. avental impermeável. máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e f~ltro mecânico P2), óculos de segurança com proteção lateral e luvas de nitrila.
Manuseie o produto em local aberto e ventilado

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
Não aplique o produto na presença de ventos fOlies e nas horas mais quentes do dia.
Verifique a direção do vento e aplique de forma a evitar o contato com o produto, dependendo do equipamento de aplicação
Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas, máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico P2), óculos de segurança com proteção lateral. touca árabe e luvas de nitrila

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA, ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada.
Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPls) recomendados para o uso durante a aplicação.
Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
Os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, ó~ulos, avental, botas, macacão, I uvas e máscara.
Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto. Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
Não reutilizar a embalagem vazia.
No descalie de embalagens utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão hidrorepelente com mangas compridas, botas de borracha e luvas de nitrila.

PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.

Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vomito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para comer ou beber.

Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente por pelo menos 15 minutos. Evite que a água da lavagem entre no outro olho.

Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.

Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local abelio e ventilado.

A pessoa que ajudar deve proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

INTOXICAÇÕES POR BIFENTRINA

INFORMAÇÕES MÉDICAS

Grupo químico:
Piretróides

Classe toxicológica:
III - Mediamente tóxico.

Mecanismo de toxicidade:
Atuam no sistema nervoso central e periférico, prolongando a abetiura dos canais de sódio da membrana celular, o que resulta em maior influxo de sódio, retardando a repolarização. A morte de insetos e ectoparasitas é rápida, decorrente de paralisia nervosa. Associação com butóxido de piperonila potencializa a ação.
Piretróides Tipo 1 - sem grupo alfa-ciano: permetrina, bifentrina, etofenproxi etc.; a abeliura de canais de sódio é moderada.
Piretróides Tipo II - com grupo alfa-ciano: alfa-cipennetrina, cipermetrina, ciflutrin, deltametrina, fenpropatrin, fenvalerato, etc.; a abertura de canais de sódio é mais lona e intensa, e há interação desses rodutos com rece tores do com lexo GABA.

Vias de absorção:
Dérmica, inalatória e oral.

Sintomas e sinais clínicos:
INTOXICAÇÃO AGUDA
Pele: eritema, edema, queimação, fisgadas, parestesias. Olhos: irritação da conjuntiva.
Inalação: irritação de vias aéreas, rinite, asma, pneumonite, asma, reações de h ipersensibil idade.
Ingestão, exposição cutânea e exposição respiratória: causam efeitos no sistema nervoso central (SNC), com convulsões, coma, parada respiratória. Na ingestão de produto associado ao butóxido de piperonila ocorre epigastralgia, náuseas, vômitos, diarréia, depressão leve do SNC. Pode haver aspiração pulmonar em caso de vômito, com aparecimento de pneumonite química. Com solvente derivado de petróleo, o risco de pneumonite química aumenta significativamente.
Reação anafilática: broncoespasmo, edema de orofaringe, hipotensão arterial e choque. Mesmo em baixas concentrações, os piretróides modificam a função sensorial dos neurônios. A principal via de exposição ocupacional é a cutânea, mas a respiratória torna-se importante nas aplicações em ambientes fechados. A estimulação sensorial causada pelo calor, exposição ao sol, lesões de pele, sudação e lavagem com água, aumentam a exposição.
INTOXICAÇÃO CRÓNICA:
Trabalhadores expostos apresentaram sinais cutâneos com sensação de form igamento da face, coceiras, queimação e fisgadas, com início em 30 minutos após a exposição, efeito máximo em 8 horas, desaparecendo em 12 a 24 horas. Exposições ocupacionais repetidas causam, além disso, cefaléia severa, tontura, vertigem, fadiga, náuseas, perda de apetite, alterações transitórias no eletroencefalograma.
Casos severos são vistos, sobretudo com ciano-piretróides, revelando tremores, convulsões e risco de morte. Eles são agravados pela associação com o butóxido de piperonila ou com inseticidas organofosforados, que inibem a degradação metabólica dos piretróides.
Trabalhos têm demonstrado que certos piretróides podem apresentar atividade estrogênica e atuar como desreguladores endócrinos, acarretando disfunções reprodutivas. importantes no sexo masculino, com redução dos níveis plasmáticos de testosterona e o peso da vesícula seminal e do ducto deferente de ratos machos adultos, além de alterações no com oliamento sexual desses animais.

Metabolismo / toxicocinética:
A absorção é rápida em mamíferos e não há tendência de acumulação tecidual. Os compostos são rapidamente metabolizados à metabólitos inativos. Mamíferos são capazes de metabolização rápida desses compostos, reduzindo riscos. A eliminação é urinária.

Tratamento:
Antídoto: Não há antidoto específico conhecido.
As medidas abaixo relacionadas, especialmente a adequada oxigenação do medicamentoso e a descontaminação.
Descontaminação: visa limitar a absorção e os efeitos locais.

ADVERTÊNCIA: A pessoa que presta atendimento ao intoxicado, especialmente durante a descontam inação, deverá estar protegida por equipamentos de segurança (luvas, avental e botas impermeáveis), de forma a não se contaminar com o agente tóxico.
1. Remover roupas e acessórios, e proceder à descontaminação cuidadosa da (incluindo pregas, cavidades e orifícios) e cabelos, com água corrente em abundância e sabão neutro, Remover a vítima para local ventilado
2. Se houver exposição ocular, irrigar abundantemente com soro fisiológico ou água corrente, por no mínimo 15 minutos.
3. Em caso de ingestão,administrar carvão ativado na proporção de 50-100 g em adultos e 25-50 g em crianças de 1-12 anos, e 1 g/kg em menores de 1 ano, diluídos em água, na proporção de 30 g de carvão ativado para 240 ml de água e catártico salino, No caso de superdosagem, proceder à lavagem gástrica e até 1-2 horas após a ingestão. Se tratar-se de produto líquido com solvente derivado de petróleo, a lavagem deve ser feita com intubação prévia, devido ao risco de aspiração. Não provocar vômito. Nos pacientes com risco de ingestão, observar os sinais de depressão do SNC ou convulsões durante 4-6 h.
4. Inalação: adotar medidas de assistencia ventilatória, se necessário ..
Administrar diazepam, se ocorrer convulsões.
Casos de hipersensibilidade severa e reação anafilática (rara), o tratamento deve ser imediato: assistencia respiratória, adrenalina, anti-histamínico, corticóide, fluídos endovenosos, segundo a necessidade. Medidas sintomáticas e de manutenção.

Preucações:
Pessoas com hipersensibilidade a flores de crisântemo ou qualquer tipo de piretróide, e pessoas asmáticas ou com problemas respiratórios, não devem entrar em contato com esses produtos.

Contra-indicações:
Vômito induzido - em razão do risco potencial de aspiração. Diluição - em razão do aumento da superfície de contato.
Morfina ode comprometer pressão arterial e deprimir função cárdio-respiratória

ATENÇÃO:
Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT - ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN/MS)
Telefone de emer ência da Em resa: 08004007505

Efeitos Agudos e Crónicos para Animais de Laboratório

Efeitos agudos
DL50 oral para ratos: > 300 mg/kg de peso vivo DLso dermal para ratos: > 4.000 mg/kg de peso vivo. CL50 inalatória: > 5,25 mg/Litro
Sensibização dérmica: Produto não causou sensibilização dérmica
O Seizer 100 EC pode causar irritação ocular e leve irritação dérmica.

Efeitos crônicos
No estudo crânico com ratos que receberam até 10 mg/kg/dia de bifentrina, não houve nenhum efeito de câncer, entretanto, foram observados alguns tremores durante este período. Os efeitos não são acumulativos. A bifentrina não tem demonstrado efeitos mutagênicos, teratogênicos e carcinogênicos.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIA QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:

Este produto é:
- MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II)

- Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para abelhas, podendo atingir outros insetos benéficos. Não aplique o produto no período de maior visitação das abelhas. - Evite a contaminação ambiental- Preserve a Natureza.
- Não utilize equipamento com vazamentos.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
- Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a
contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens e restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

2. INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES.
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou
outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o
recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

3. INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES
- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a Empresa MILENIA AGRO CIÊNCIAS S/A pelo telefone de emergência: 0800-400-7505 e o Centro de Controle de Intoxicações (CCI): (Oxx43) 3371-2244.
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetor e máscara com filtros).
- Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções abaixo:

• Piso Pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.

• Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima;

• Corpos d'água: interromper imediatamente a captação para o consumo humano e animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido;

- Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

4. PROCEDIMENTO DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO.

EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁ VEL LAVAGEM DA EMBALAGEM
Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPI's - Equipamentos de Proteção Individual - recomendados para o preparo da calda do produto .

• Tríplice lavagem (Lavagem Manual):
Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa à embalagem até Y4 do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a, por 30 segundos;
- Despeje a água da lavagem no tanque pulverizador;
- Faça esta operação três vezes;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.

• Lavagem sob pressão:
Ao utilizar pulverizadores procedimentos:
- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
- Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- A água da lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-Ia invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
- Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda a água da lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, esta embalagem deve ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

EMBALAGEM RÍGIDA NÃO LAVÁ VEL (EMBALAGENS DE GRANDE VOLUME RETORNÁVEIS)

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das emabalagens lavadas.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuada em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTO DE PRODUTOS
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência. As seguintes estratégias podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência:
• Rotação de produtos com mecanismos de ação distintos, quando apropriado;
• Adotar outras táticas de controle, prevista no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).